segunda-feira, 28 de maio de 2012

RESUMO DO SÉCULO XX




O historiador britânico Erich Hobsbawn popularizou a tese de que o século XX teve início em 1914, com a Primeira Guerra Mundial, e terminou em 1991, com a implosão da URSS. A Grande Guerra, como era então chamada, assinalou o fim da civilização ocidental burguesa da era vitoriana, caracterizada pelo capitalismo liberal, democracia e confiança na ciência. A ela sucedeu um tempo de calamidades, com catastróficas crises econômicas e políticas e a proliferação de totalitarismos que culminaram no mais devastador conflito da humanidade, a Segunda Guerra Mundial. O pós-guerra trouxe uma estabilidade econômica inédita na História, mas ela foi assentada sobre o equilíbrio do terror nuclear das duas superpotências, EUA e URSS. Essa bipolaridade, que só terminaria com o colapso
do comunismo, evitou a hecatombe nuclear, mas não a eclosão de inúmeras guerras regionais. “Foi o século mais violento da história humana”, definiu o escritor britânico William Golding.
1901
• O físico alemão Max Planck lança as bases da teoria da mecânica quântica ao estudar o comportamento da luz
1905
• O massacre de uma multidão que tentava fazer uma petição pacífica ao czar Nicolau II, em São Petersburgo, desencadeia uma revolução democrática que obrigará o regime a permitir o funcionamento de um Parlamento (a Duma)
• O físico alemão Albert Einstein propõe a Teoria Especial da Relatividade, na qual revoluciona os conceitos de tempo e espaço que tinham sido estabelecidos por Newton no século XVIII
1907
• O pintor espanhol Pablo Picasso, junto com outros artistas, inaugura uma nova escola de pintura, o cubismo, cujo marco foi Demoiselles d’Avignon. Picasso é considerado o maior pintor do século, que teve também Henri Matisse e Salvador Dalí
1910
• A luta contra o ditador Porfírio Díaz faz eclodir a Revolução Mexicana, a primeira revolta popular do século, que duraria dez anos e teria como líderes Pancho Villa e Emiliano Zapata
1912
• O transatlântico britânico Titanic, considerado o mais seguro do mundo, choca-se com um iceberg no mar do Norte e afunda, matando 1.513 das 2.340 pessoas a bordo (15 de abril)
1913
• A sagração da primavera, de Igor Stravinsky, é apresentada no Teatro Ópera, em Paris, consagrando o dançarino Vaslav Nijinsky, o pioneiro da dança moderna que depois incluiria Isadora Duncan, Rudolf Nureyev e Maurice Béjart
• O industrial americano Henry Ford introduz a linha de montagem na fabricação dos Ford modelo T, em Detroit, iniciando a produção em massa de automóveis baratos
1914
• O assassinato do herdeiro do trono austríaco, arquiduque Francisco Ferdinando, por um terrorista sérvio em Sarajevo (Bósnia), põe em movimento as complexas engrenagens do sistema de alianças europeu. O continente mergulha num conflito apocalíptico, a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), que inaugura a carnificina no campo de batalha, destrói impérios e enterra a civilização ocidental nascida com o Iluminismo
1917
• Liderados por Lênin e Trotsky, os bolcheviques tomam o poder na Rússia e, em nome dos operários e camponeses, implantam um regime comunista, abolindo a propriedade privada das fábricas e das terras e prometendo espalhar a revolução por todo o planeta (7 de novembro)
1919
• O Tratado de Versalhes impõe pesadas compensações financeiras à derrotada Alemanha, além de perdas territoriais, desestabilizando a economia alemã e alimentando o extremismo político
• É inaugurada em Weimar, na Alemanha, a escola Bauhaus, que reúne a vanguarda alemã de arquitetura e design e tinha como expoentes Walter Gropius e os pintores Vassily Kandinsky e Paul Klee. A arquitetura do século teve gigantes como Le Corbusier e Frank Lloyd Wright
1921
• O filme O garoto, estrelado e dirigido por Charles Chaplin, bate recordes de público. O cinema, que teve sua expressão inicial em D. W. Grif-fith, explodiria no século com diretores como Sergei Eisenstein, F. W. Murnau, Fritz Lang, Orson Welles, Frank Capra, Billy Wilder, Akira Kurosawa, Ingmar Bergman, Federico Fellini e Steven Spielberg
1922
• Liderados por Benito Mussolini, os fascistas realizam a “marcha sobre Roma” e obrigam o rei da Itália a nomeá-lo chefe de governo (abril). Com o apoio de empresários e da Igreja Católica, o fascismo iria instaurar um regime de força para combater o comunismo
1923
• A hiperinflação dispara na Alemanha: em janeiro, 1 dólar comprava 18 mil marcos; em novembro, 8 milhões de marcos. Para garantir o pagamento das reparações de guerra, a França ocupa o Ruhr, aumentando a agitação extremista
1924
• André Breton lança o manifesto surrealista, movimento artístico e literário originário do dadaísmo que entendia a obra de arte como expressão do inconsciente
1925
• Josef Stálin torna-se o homem-forte da URSS e abandona o projeto de uma revolução comunista internacional, prometendo realizar o “socialismo num só país”. Sob seu comando, a URSS se torna uma potência mundial, mas à custa de massacres de milhões de camponeses e de opositores políticos
1926
• É publicado o livro A construção do ator, do diretor de teatro russo Konstantin Stanislavsky, que revolucionou a arte de interpretação teatral. Entre os grandes dramaturgos do século estão o alemão Bertolt Brecht, o americano Tennessee Williams, o irlandês Samuel Beckett, além do ator Lawrence Olivier
1927
• Martin Heidegger publica O ser e o tempo, obra seminal da filosofia no século XX, em que também se destacaram filósofos como o francês Henri Bergson, o alemão Karl Jaspers, o austríaco Ludwig Wittgenstein, além do sociólogo alemão Max Weber
1928
• O cientista britânico Alexander Fleming descobre, por acaso, a penicilina, remédio fundamental contra infecções, extraído de fungos. A descoberta seria confirmada por testes realizados em fevereiro de 1941
• O cartum de Mickey Mouse aparece pela primeira vez nos EUA, marcando a ascensão de seu criador, Walt Disney
• O trompetista e cantor americano Louis Armstrong populariza o jazz, ritmo nascido em Nova Orleans no final do século passado que se tornaria símbolo da música popular americana e conquistaria o mundo. Entre as grandes expressões do jazz destacam-se Duke Ellington, Thelonius Monk, Cole Porter, Dizzy Gillespie, Charlie Parker, Glenn Miller, John Coltrane, Ella Fi-tzgerald e Miles Davis
1929
• O astrônomo americano Edwin Hubble descobre que as galáxias estão se afastando umas das outras. Foi o primeiro passo para a teoria do Big Bang
• O crash da Bolsa de Valores de Nova York, em 29 de outubro de 1929, mergulha o mundo capitalista na pior depressão de sua história, provocando inúmeras falências, desemprego generalizado e temor de revoluções comunistas
• O escritor alemão Thomas Mann ganha o Prêmio Nobel de Literatura. O livro decisivo para a premiação foi A montanha mágica. Entre os grandes escritores do século destacam-se o tcheco Franz Kafka, o francês Marcel Proust, o irlandês James Joyce e o americano T. S. Eliot, além do poeta americano Ezra Pound
1932
• O democrata Franklin Delano Roosevelt é eleito presidente dos EUA. O seu programa – New Deal (novo acordo) – é inspirado nas idéias do inglês John Maynard Keynes, que prevê forte intervenção do Estado na economia para vencer a recessão
1933
• Adolf Hitler, líder do Partido Nazista, é nomeado chanceler (chefe de governo) da Alemanha. Prometia resgatar o orgulho nacional, combater o comunismo e perseguir os judeus
1936
• A vitória da coalizão esquerdista Frente Popular na Espanha provoca uma rebelião militar direitista liderada pelo general Francisco Franco. Na guerra civil, os republicanos e seus aliados comunistas, socialistas e anarquistas tiveram em suas fileiras escritores como Ernest Hemingway, André Malraux e George Orwell. Já os nacionalistas eram apoiados pela Igreja Católica, Hitler e Mussolini. A guerra civil terminou com a vitória de Franco em 1939
• Nos Jogos Olímpicos de Berlim, o atleta negro americano Jesse Owens conquista medalhas de ouro nas provas de corrida de 100 e 200 metros e humilha as pretensões da superio-ridade dos arianos pretendida por Hitler. Os jogos também marcaram a primeira transmissão de televisão
1938
• Na Conferência de Munique, Grã-Bretanha e França cedem às pressões de Hitler e entregam os Sudetos (região da Tchecoslováquia de maioria alemã) à Alemanha. A capitulação ocorreu meses depois da anexação da Áustria pelo III Reich
1939
• A invasão da Polônia pelas tropas alemãs dá início à Segunda Guerra Mundial, opondo Alemanha, Itália e Japão a França e Grã-Bretanha, depois EUA e URSS. A guerra, que duraria até 1945, matou mais de 50 milhões de pessoas, a maioria civis, destruiu a Europa e provocou o genocídio de seis milhões de judeus, planejado de maneira industrial em campos de extermínio como Auschwitz. Revelou estadistas como Winston Churchill, Franklin Roosevelt e Charles De Gaulle
• Morre em Londres o médico aus-tríaco Sigmund Freud, pai da psicanálise. Ele escandalizou os conservadores ao elaborar uma teoria que realçava o papel do inconsciente na mente e afirmava que as neuroses têm origem sexual (25 de setembro)
1944
• Conferência das Nações Unidas em Bretton Woods (EUA) estabelece uma nova ordem econômica mundial ba-seada em taxas de câmbio fixas, mas sem retornar ao padrão ouro. São criados o Fundo Monetário Interna-cional (FMI) e o Banco Mundial
1945
• A explosão de duas bombas atômicas nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki (agosto) inaugura a era do terror nuclear
1946
• Condenados à morte pelo tribunal militar de Nuremberg, nove líderes nazistas são enforcados (outubro)
• Na Universidade de Pensylvannia, na Filadélfia, é criado o Eniac, o primeiro computador eletrônico
1947
• A Doutrina Truman, apoio econômico e militar dos EUA aos países ameaçados pelo comunismo, principalmente na Europa, marca o início do engajamento americano na guerra fria contra a URSS
• Em agosto, a Índia conquista a independência depois de longa luta contra o colonialismo britânico, mas é dividida em dois: Índia, de maioria hindu, e Paquistão, de maioria muçulmana. O líder da não-violência, Mahatma Gandhi, é assassinado meses depois por um fanático hindu
• Acordo Geral de Tarifas Comércio (Gatt) é estabelecido para negociar rebaixamento de tarifas em todo o mundo. Em 1993, o Gatt foi substituído pela Organização Mundial do Comércio (OMC)
• É inventado nos laboratórios Bell o primeiro transistor, que lançaria as bases da microeletrônica
1948
• A proclamação do Estado de Israel, liderado por David Ben Gurion, leva os países árabes vizinhos à guerra contra o novo país (maio). Com o cessar-fogo, um ano depois, Israel aumentou o território previsto na partilha da ONU
• O dirigente comunista iugoslavo Josip Broz Tito, líder da resistência antifascista, rompe com Stálin e a Iugoslávia torna-se o primeiro país socia-lista a sair fora da órbita de Moscou
1949
• Liderados pelos EUA, países ocidentais fundam a aliança militar Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para proteger os europeus da ameaça soviética (abril)
• As tropas comunistas derrotam os nacionalistas de Chiang kai-chek e Mao Tsé-tung proclama a República Popular da China em Pequim (1º de outubro)
1950
• O senador Joseph McCarthy denuncia “integrantes do Partido Comunista” infiltrados no governo americano
• O ataque da Coréia do Norte à Coréia do Sul dá início à guerra da Coréia, em que interviriam forças dos EUA ao lado do Sul e da China ao lado do Norte. O conflito terminaria três anos depois com a divisão das Coréias
1953
• O premiê iraniano Mohamed Mossadegh, que havia nacionalizado as propriedades da Companhia Anglo-Iraniana de Petróleo, é afastado do poder pelo xá Reza Pahlevi (agosto)
• Os biólogos James Watson e Francis Crick descobrem a estrutura do DNA, molécula responsável pela transmissão dos caracteres hereditários
1954
• Um golpe militar apoiado pela CIA depõe o presidente da Guatemala, Jacobo Árbenz, promotor de uma reforma agrária que contrariou os interesses da empresa americana United Fruit
• O Exército francês sofre uma humilhante derrota militar para as tropas norte-vietnamitas (comunistas) na fortaleza de Dien Bien Phu (maio). A república do Vietnã é proclamada em 1945 por Ho Chi Minh depois da derrota dos japoneses, mas os franceses tentaram manter seu domínio colonial
• O médico americano Jonas Salk cria a vacina contra a poliomielite, que depois seria aperfeiçoada por Albert Sabin
1955
• Três anos depois da morte da mulher Evita, líder de massas, o caudilho populista argentino Juan Domingo Perón é deposto por um golpe militar (setembro)
1956
• Em fevereiro, o secretário-geral do PC soviético, Nikita Kruschóv, denuncia no XX Congresso do partido os crimes cometidos pelo ditador Josef Stálin, morto em 1953
• Tropas de Israel, França e Grã-Bretanha atacam o Egito, que havia nacionalizado o Canal de Suez. A crise termina com a intervenção da ONU (outubro)
• O Pacto de Varsóvia invade a Hungria e põe fim a uma revolução popular anti-soviética
1957
Marylin Monroe, sex symbol de Hollywood, brilha em Seven year itch (O pecado mora ao lado). A década de 50 teria outros símbolos sexuais como James Dean e Marlon Brando
• A URSS sai na frente na corrida espacial lançando o primeiro satélite espacial, o Sputnik I (4 de outubro)
1958
• É formada a Comunidade Econômica Européia (CEE), mercado comum entre França, Alemanha Ocidental, Itália, Bélgica, Holanda e Luxemburgo. Ampliada ao longo dos anos para um total de 15 países, a CEE virou União Européia com o Tratado de Maastricht, de 1992, que introduziu a unificação monetária e econômica com a criação do euro (moeda única) a partir de 1999
• Já aclamado como rei do rock, Elvis Presley é convocado a servir o Exército americano numa base na Alemanha, o que provoca comoção nacional
1959
• Guerrilheiros liderados por Fidel Castro entram em Havana e derrubam o ditador Fulgencio Batista (1º de janeiro). O novo regime expropria propriedades americanas e Washington impõe um bloqueio econômico ao regime, que radicaliza e se torna comunista
1960
• A Food and Drug Administration (FDA) dos EUA libera a comercialização de pílulas anticoncepcionais (dezembro)
1961
• A URSS lança o primeiro vôo tripulado em volta da Terra, pilotado por Yuri Gagárin (abril)
• Para deter o êxodo para o Ocidente, o governo comunista da Alemanha Orien-tal manda dividir sua área em Berlim através de um muro (agosto)
• Fracassa tentativa de invasão de Cuba por exilados cubanos apoiados pela CIA na Baía dos Porcos (abril)
1962
• O presidente John Kennedy ordena o bloqueio naval de Cuba para obrigar os soviéticos a retirar mísseis nucleares da ilha. A mais grave crise da guerra fria termina com o recuo da URSS (outubro)
• O papa João XXIII abre o Concílio Vaticano II, que aprovaria teses ecumênicas de aproximação do catolicismo com outras igrejas e crenças
1963
• Lideradas pelo pastor pacifista Martin Luther King, 200 mil pessoas se manifestam pelos direitos civis em Washington (28 de agosto)
• O presidente John Kennedy é assassinado a tiros em Dallas, Texas (22 de novembro)
1964
• Os EUA iniciam sua intervenção militar no Vietnã. O governo americano chega a enviar 500 mil soldados ao Sudeste asiático, mas sofre forte oposição interna. Os EUA perdem quase 60 mil homens e não conseguem derrotar os comunistas. Os americanos se retiram em 1973 e os norte-vietnamitas unificam o país em 1975
• Nikita Kruschóv é deposto por um golpe palaciano e substituído por uma troika liderada por Leonid Brejnev
1966
• Mao Tsé-tung dá início à Revolução Cultural Proletária contra seus adversários no Partido Comunista. Admirada por radicais no Ocidente, a revolução cultural mergulhou a China numa grande instabilidade e no obscurantismo cultural
• A estilista britânica Mary Quant revoluciona a moda ao lançar a minissaia, com mais de um palmo acima do joelho
1967
• Israel lança guerra-relâmpago contra países árabes, ocupa a Cisjordânia, Gaza, Península do Sinai e as colinas do Golã (junho)
• O guerrilheiro Ernesto Che Guevara, um dos líderes da revolução cubana, é preso e executado no interior da Bolívia, onde tentava organizar um foco guerrilheiro (9 de outubro)
• A banda britânica The Beatles lança o histórico álbum Sgt. Pepper’s lonely hearts club band. O grupo de John Lennon, Paul McCartney, Geor-ge Harrison e Ringo Starr foi entronizado como o mais influente do mundo do rock, ao lado dos Rolling Stones, que se transformaram na maior banda do planeta
• O campeão de pesos pesados do boxe, Cassius Clay, converte-se ao islamismo, troca o nome para Muhammad Ali e se recusa a servir o Exército
• O cirurgião sul-africano Christian Barnard realiza o primeiro transplante de coração do mundo
1968
• Gigantescas manifestações estudantis em Paris ganham adesão de operários e inspiram estudantes em todo o mundo. A revolta de 1968 acabaria tendo consequências mais comportamentais do que políticas, abrindo caminho para a contracultura e o movimento hippie da década seguinte, cujo marco inicial foi o festival de Woodstock, nos EUA, em 1969
• Tropas do Pacto de Varsóvia invadem a Tchecoslováquia e esmagam a “Primavera de Praga”, movimento de liberalização política liderado por Alexander Dubcek (agosto)
1969
• O astronauta americano Neil Armstrong se transforma no primeiro homem a pisar na Lua (20 de julho), a bordo da nave Apollo 11
• A Darpa (agência de pesquisas do Pentágono) inaugura a Internet, rede de computadores projetada para sobreviver a uma guerra nuclear
1972
• O sequestro de atletas israelenses por um comando terrorista palestino termina com a morte de 19 pessoas durante as Olimpíadas de Munique. Nos anos 70, o terrorismo passou a ser um método bastante utilizado por grupos revolucionários, como a Al-Fatah, o Exército Republicano Irlandês, o ETA, o Baader-Meinhof e as Brigadas Vermelhas
1973
• Um sangrento golpe militar no Chile depõe o presidente socialista Salvador Allende, eleito três anos antes com a promessa de implantar o socialismo pela via democrática. O general Augusto Pinochet, líder da junta militar, governou o Chile com mão-de-ferro durante 17 anos, promovendo assassinatos e tortura de milhares de opositores ao mesmo tempo que liberalizava a economia chilena
• A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) aumenta os preços do petróleo em cerca de 200%, mergulhando o mundo numa crise de energia sem precedentes
1974
• Um movimento militar afasta o premiê de Portugal Marcello Caetano e põe fim a 50 anos de regime salazarista. A Revolução dos Cravos irá promover a independência das colônias portuguesas (Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Cabo Verde)
• O presidente dos EUA, Richard Nixon, renuncia para evitar o impeachment por envolvimento no escândalo de Watergate (agosto)
• Encontrado na Tanzânia o fóssil de Lucy, ancestral do homem que viveu há três milhões de anos
1976
• Militares argentinos depõem a presidente Isabel Perón (março), dando início ao mais sangrento regime militar do Cone Sul. Durante sete anos, cerca de 30 mil pessoas “desapareceram” nas mãos dos militares
1978
• Louise Brown, nascida em Londres, é o primeiro bebê de proveta (25 de julho)
• Deng Xiaoping assume o poder na China, iniciando um programa de reformas capitalistas que fará o país crescer a taxas espantosas durante mais de uma década
• O cardeal polonês Karol Wojtyla é eleito o primeiro papa não-italiano desde 1522. Com o nome de João Paulo II, teve o pontificado mais longo do século XX, caracterizado por uma guinada conservadora no plano pastoral, com a marginalização do clero progressista e uma cruzada anticomunista que acabaria minando as bases políticas do regime comunista polonês
1979
• Uma revolução islâmica liderada pelo aiatolá Khomeini derruba o xá do Irã, Reza Pahlevi, e instaura uma ditadura teocrática. O novo regime entra em choque com os EUA e tenta fomentar revoltas fundamentalistas islâmicas em países muçulmanos (fevereiro)
• Margaret Thatcher, líder do Partido Conservador britânico, assume a chefia do governo iniciando um período de reformas econômicas que ficaria conhecido como neoliberalismo. Esse ideário, depois generalizado no Ocidente, seria seguido pelo presidente americano Ronald Reagan, eleito em 1980
1981
• O governo polonês decreta o estado de guerra e põe na clandestinidade o Solidariedade, o primeiro sindicato independente de um país comunista (dezembro)
• A IBM lança o primeiro Personal Computer (PC), que iria se popularizar nos 20 anos seguintes
1982
• Identificada a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (Aids). A epidemia se espalharia por todo o mundo
1985
• O reformista Mikhail Gorbatchóv assume a liderança da URSS prometendo reformas liberalizantes (março)
1989
• As reformas de Gorbatchóv derrubam um a um os regimes comunistas do Leste Europeu, encerrando a guerra fria. Em fevereiro, é formado o primeiro governo não-comunista da Polônia em 40 anos. A Hungria abre suas fronteiras e provoca uma crise de refugiados da Alemanha Oriental. Em novembro, cai o muro de Berlim sem que Moscou mova um dedo para defender o regime. Na Romênia, o ditador Nicolae Ceaucescu é deposto e fuzilado pelo Exército
• O governo chinês reprime os estudantes que pediam democracia na praça da Paz Celestial, em Pequim
• O físico inglês Timothy Berners-Lee cria o embrião da World Wide Web
1991
• Liderada pelos EUA, uma coalizão de 27 países ataca o Iraque para obrigá-lo a desocupar o Kuwait (fevereiro)
• Uma tentativa de golpe da linha-dura contra Gorbatchóv em agosto leva à resistência do presidente da Rússia, Bóris Yeltsin, que vence os golpistas. Yeltsin se fortalece e em dezembro Gorbatchóv renuncia. A URSS, fundada em 1922, deixa de existir
• A Federação Iugoslava se esfacela com a independência da Eslovênia e da Croácia. No ano seguinte, a guerra se estende à Bósnia-Herzegovina, onde a minoria sérvia, apoiada pela Sérvia, luta contra muçulmanos e croatas bósnios. Pelo menos 200 mil pessoas morrem no conflito, permeado de massacres de civis, principalmente muçulmanos
1993
Sob patrocínio do presidente americano, Bill Clinton, o premiê israelense, Yitzhak Rabin, e o líder da OLP, Yasser Arafat, assinam um histórico acordo de paz que prevê a entrega à Autoridade Palestina de parte dos territórios ocupados em 1967 (Gaza e Cisjordânia)
• Nelson Mandela, líder do Congresso Nacional Africano que ficou 27 anos na prisão, é eleito presidente da África do Sul (abril), marcando o fim do apartheid (regime de minoria branca)
1994
• Entra em vigor o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), criando uma zona de livre comércio entre EUA, Canadá e México
1995
• Entra em vigor o Mercado Comum do Sul (Mercosul), projeto de união aduaneira entre Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai
1997
• Crise financeira atinge os chamados tigres asiáticos (Tailândia, Indonésia, Cingapura, Hong Kong) e se espalha por vários países emergentes, como Rússia e Brasil (outubro)
• O biólogo britânico Ian Wilmut realiza com sucesso a primeira clonagem de um mamífero, a ovelha Dolly
1999
• Bombardeios da Otan contra a Iugoslávia forçam o presidente sérvio, Slobodan Milosevic, a abandonar suas pretensões de realizar uma “limpeza étnica” na província albanesa de Kosovo (março/abril)

quinta-feira, 24 de maio de 2012

ENEM 2012 - NOVAS REGRAS PARA AS REDAÇÕES



O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, apresentou na tarde desta quinta-feira (24) as novas regras do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2012. As principais mudanças ocorreram na prova de redação, que terá um novo sistema de correção. Segundo o ministro, o MEC decidiu criar "filtros mais precisos para avaliar" a redação. As inscrições para o Enem serão abertas na segunda-feira (28) e vão até o dia 15 de junho. A prova será nos dias 3 e 4 de novembro. O Enem é utilizado por muitas universidades públicas para o acesso ao ensino superior.



Pelo novo sistema, cada prova será corrigida por dois corretores independentes, que avaliarão cinco competências. Caso as notas dos dois corretores tenha uma diferença de 200 pontos, a nota final será feita a partir de uma média aritmética das duas avaliações. Até o ano passado, a margem de dispersão era de 300 pontos (a nota final do Enem varia de 0 a 1.000).
No entanto, se a diferença da nota final entre dois avaliadores for maior que 200 pontos, haverá uma terceira correção. Se persistir a diferença, uma banca com outros três avaliadores vai corrigir a redação. A banca será composta de três avaliadores e coordenada por um professor doutor.
A redação deve cumprir cinco competências, cada uma valendo 200 pontos. para o total máximo de 1.000 pontos. Se em qualquer uma das cinco competências uma discrepência acima de 80 pontos, um terceiro corretor avaliará a prova. O processo já acontecia no ano passado, porém, a partir de 2012, a prova será encaminhada a uma banca certificadora caso, na terceira nota, também persista a dispersão.
De acordo com o ministro, o edital com as novas regras será publicado no "Diário Oficial da União" de sexta-feira (25).
"Todas as mudanças criamos comitê científico discutimos intensamente para chegar a essas conclusões e estamos bastante preparados para enfrentar este grande desafio para fazer o enem mais seguro e que de tranquilidade para os jovens que vao participar desse processo", disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.
Guia da redação
Mercadante afirmou que o Ministério da Educação vai distribuir a todos os alunos um guia para a redação do Enem, com as regras de correção e exemplos de redações modelo. Segundo o ministro, o Enem se tornou uma "peça estruturante do sistema de ensino superior do Brasil, porque na realidade ele é o grande instrumento de avaliação do mérito e desempenho dos alunos".
Sobre os candidatos terem acesso á correção da redação, Mercadante destacou que o MEC firmou um TAC com a Justiça no final do ano passado e ficou definido que os estudantes teriam a acesso. “Isso será mantido, o que estamos concluindo é a operacionalização. É uma operação complexa fazer com que cada aluno que solicite sua redação a receba onde ela deve chegar.”
Ele creditou ao Enem o sucesso de programas como o Sistema de Seleção Unificado (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni), o Programa de Financiamento Estudantil (Fies) e o Ciência Sem Fronteiras, que utilizam o resultado do exame como principal critério de seleção dos estudantes.
Esse alunos "chegaram pelo mérito, o acesso foi o Enem, é uma conquista republicana", disse Mercadante. "Estamos fazendo um refinamento do sistema para que a banca esteja sempre pronta a responder pelos casos de discrepância", disse Luiz Cláudio Costa, presidente do Inep.
Segundo Costa, as mudanças são uma busca do Inep por "um sistema cada vez mais justo" para avaliar os candidatos "dentro da subjetividade da avaliação de um texto".
Certificação
A partir desta edição do Enem, os candidatos que fizeram a prova em busca da certificação do ensino médio terão de ter melhor desempenho. A pontuação mínima necessária subiu de 400 para 450 pontos em cada uma das áreas de conhecimento e 500 pontos na redação.
Segurança
Mercadante destacou um incremento no processo de fiscalização e segurança do Enem para evitar problemas como no ano passado, quando questões do pré-teste vazaram e apareceram em apostilas de um colégio de Fortaleza (CE) onde foram aplicados. "Mudamos nossa metodologia para ter mais segurança no pré-teste", disse o ministro. "Temos certeza de que esse risco hoje não está presente. Fazendo com todo sigilo e todo rigor. Banco de itens é um cofre do MEC que tem que ser preservado como cofre. Temos uma metodologia segura e rigorosa para não termos problemas como no passado."
O ministro disse ainda que os pontos de atenção que o MEC deve ter em relação à segurança do Enem passaram de 1.200 itens para 3.439 itens. "Praticamente triplicamos o rigor de fiscalização", avaliou.
Mercadante afirmou que o Brasil está atrasado em relação a exames semelhantes realizados em países como Estados Unidos, China, Alemanha, França e Reino Unido. E que, além de estar menos preparado, o Brasil tem como principal desafio a gestão e a logística de aplicar uma prova para mais de 5 milhões de pessoas em todo o território brasileiro (em 2011, o MEC recebeu 5,4 milhões de inscrições).
O Ministério da Educação decidiu após uma polêmica judicial, em janeiro deste ano, cancelar a primeira edição do Enem de 2012, prevista para abril. Uma portaria de 18 de maio de 2011 havia anunciado que, a partir de 2012, o Enem seria realizado duas vezes por ano. A mesma portaria havia fixado a data da primeira edição do exame para os dias 28 e 29 de abril.
Portal G1

quinta-feira, 17 de maio de 2012

1968 - O ANO QUE NUNCA ACABOU!!!!

Eric Hobsbawm


A história não costuma adequar-se à conveniência das pessoas que gostam de separá-la em períodos estanques, mas há momentos em que parece apiedar-se delas. O ano de 1968 é uma data importante na história de todos os três mundos nos quais os observadores gostavam de dividir o planeta na era da Guerra Fria: o "Primeiro Mundo" do capitalismo ocidental, o "Segundo Mundo" dos países comunistas e o "Terceiro Mundo" da Ásia, África e América Latina. Quase se tem a impressão de que 68 pode ter sido planejado para servir como uma espécie de ponto de referência histórico.
Nenhum daqueles de nós que vivemos o ano de 1968 vai esquecê-lo, nunca. Para todos nós ele contém acontecimentos públicos que nos comoveram do mesmo modo que os americanos — mas não apenas eles — recordam ter sido comovidos pelo assassinato do presidente Kennedy. Nós o recordamos não apenas como manchetes de jornais ou imagens na TV, mas como parte integral de nossas vidas pessoais. Agora, enquanto escrevo, consigo ver a grande enxurrada de estudantes cujas manifestações lotavam as ruas de Paris no início de maio, à qual se juntava, de terno e gravata formais, meu amigo Albert Souboul respeitável historiador da Revolução Francesa, profundamente desaprovador da contracultura e da esquerda heterodoxa, mas moralmente compelido a sair em passeata "quand le peuple descend dans la rue" (quando o povo vai para as ruas). Eu me vejo caminhando por um árido vale galês numa manhã de agosto, incrédulo e desesperado depois de ouvir no jornal matutino da rádio a notícia da invasão soviética da Tcheco-Eslováquia. Basta dizer — "1968" e nós, que já éramos maiores de idade na época, mergulha-mos de volta naquele ano extraordinário.
Por outro lado, aqueles para quem 1968 é uma memória viva hoje estão na meia-idade ou já são velhos. Quem estava vivo em 1968 necessariamente tem pelo menos 3O anos hoje. Quase ninguém com menos de 45 anos pode legitimamente considerar esse grande ano parte de sua vida consciente. Assim, para o benefício das gerações posteriores a 1968, pode ser útil começar por recordar o que realmente aconteceu durante aqueles 12 meses notáveis.
Quase tudo foi inesperado. As economias dos países ocidentais viviam auge do que os observadores franceses iriam chamar de "les trente glorieuses", a maior era de prosperidade e crescimento na história do mundo industrializada A última coisa que previam seus políticos, ou mesmo seus intelectuais reconhecidos, eram tumultos em cidades como Paris ou a conversão aparentemente repentina de uma massa de homens e mulheres jovens de classe média à causa revolucionária. A última coisa que qualquer pessoa esperava na época, dentro ou fora do mundo comunista era o que aconteceu na Tcheco-Eslováquia: um partido comunista no governo se convertendo oficialmente a um pluralismo tolerante.
Já era possível prever que os EUA, com todo seu poderio global, não poderiam manter sue posição permanentemente no Vietnã, mas quem, mesmo no Natal de 1967, previa a ofensiva do Tet e seu impacto quase imediato sobre a política interna dos EUA?
Esse caráter aparentemente repentino e inesperado foi o que tornou os acontecimentos de 1968 tão dramáticos e espantosos. E houve muitos desses acontecimentos... O ano começou, ou com a ofensiva norte-vietnamita do Tet, que, como hoje sabemos, rompeu a determinação dos EUA e tornou certa sua derrota no Vietnã. Levou quase imediatamente a decisão do presidente Lyndon Johnson de não candidatar-se a reeleição, em grande medida devido a pressão das manifestações

terça-feira, 1 de maio de 2012

ARTE EGÍPCIA

ARTE EGÍPICIA

Uma das principais civilizações da Antigüidade foi a que se desenvolveu no Egito. Era uma civilização já bastante complexa em sua organização social e riquíssima em suas realizações culturais. A religião invadiu toda a vida egípcia, interpretando o universo, justificando sua organização social e política, determinando o papel de cada classe social e, conseqüentemente, orientando toda a produção artística desse povo. Além de crer em deuses que poderiam interferir na história humana, os egípcios acreditavam também numa vida após a morte e achavam que essa vida era mais importante do que a que viviam no presente. O fundamento ideológico da arte egípcia é a glorificação dos deuses e do rei defunto divinizado, para o qual se erguiam templos funerários e túmulos grandiosos.

ARQUITETURA As pirâmides do deserto de Gizé são as obras arquitetônicas mais famosas e, foram construídas por importantes reis do Antigo Império: Quéops, Quéfren e Miquerinos. Junto a essas três pirâmides está a esfinge mais conhecida do Egito, que representa o faraó Quéfren, mas a ação erosiva do vento e das areias do deserto deram-lhe, ao longo dos séculos, um aspecto enigmático e misterioso. As características gerais da arquitetura egípcia são: * solidez e durabilidade; * sentimento de eternidade; e * aspecto misterioso e impenetrável. As pirâmides tinham base quandrangular eram feitas com pedras que pesavam cerca de vinte toneladas e mediam dez metros de largura, além de serem admiravelmente lapidadas. A porta da frente da pirâmide voltava-se para a estrela polar, a fim de que seu influxo se concentrasse sobre a múmia. O interior era um verdadeiro labirinto que ia dar na câmara funerária, local onde estava a múmia do faraó e seus pertences. Os templos mais significativos são: Carnac e Luxor, ambos dedicados ao deus Amon. Os monumentos mais expressivos da arte egípcia são os túmulos e os templos. Divididos em três categorias: Pirâmide - túmulo real, destinado ao faraó; Mastaba - túmulo para a nobreza; e Hipogeu - túmulo destinado à gente do povo. Os tipos de colunas dos templos egípcios são divididas conforme seu capitel: Palmiforme - flores de palmeira; Papiriforme - flores de papiro; e Lotiforme - flor de lótus. Para seu conhecimento Esfinge: representa corpo de leão (força) e cabeça humana (sabedoria). Eram colocadas na alameda de entrada do templo para afastar os maus espíritos. Obelisco: eram colocados à frente dos templos para materializar a luz solar.

ESCULTURA Os escultores egípcios representavam os faraós e os deuses em posição serena, quase sempre de frente, sem demonstrar nenhuma emoção. Pretendiam com isso traduzir, na pedra, uma ilusão de imortalidade. Com esse objetivo ainda, exageravam freqüentemente as proporções do corpo humano, dando às figuras representadas uma impressão de força e de majestade. Os Usciabtis eram figuras funerárias em miniatura, geralmente esmaltadas de azul e verde, destinadas a substituir o faraó morto nos trabalhos mais ingratos no além, muitas vezes coberto de inscrições. Os baixos-relevos egípcios, que eram quase sempre pintados, foram também expressão da qualidade superior atingida pelos artistas em seu trabalho. Recobriam colunas e paredes, dando um encanto todo especial às construções. Os próprios hieróglifos eram transcritos, muitas vezes, em baixo-relevo.

PINTURA A decoração colorida era um poderoso elemento de complementação das atitudes religiosas. Suas características gerais são: * ausência de três dimensões; * ignorância da profundidade; * colorido a tinta lisa, sem claro-escuro e sem indicação do relevo; e * Lei da Frontalidade que determinava que o tronco da pessoa fosse representado sempre de frente, enquanto sua cabeça, suas pernas e seus pés eram vistos de perfil. Quanto a hierarquia na pintura: eram representadas maiores as pessoas com maior importância no reino, ou seja, nesta ordem de grandeza: o rei, a mulher do rei, o sacerdote, os soldados e o povo. As figuras femininas eram pintadas em ocre, enquanto que as masculinas pintadas de vermelho. Os egípcios escreviam usando desenhos, não utilizavam letras como nós. Desenvolveram três formas de escrita: Hieróglifos - considerados a escrita sagrada; Hierática - uma escrita mais simples, utilizada pela nobreza e pelos sacerdotes; e Demótica - a escrita popular. Livro dos Mortos, ou seja um rolo de papiro com rituais funerários que era posto no sarcófago do faraó morto, era ilustrado com cenas muito vivas, que acompanham o texto com singular eficácia. Formado de tramas de fibras do tronco de papiro, as quais eram batidas e prensadas transformando-se em folhas.

Para seu conhecimento Hieróglifos: foi decifrada por Champolion, que descobriu o seu significado em 1822, ela se deu na Pedra de Rosetta que foi encontrada na cidade do mesmo nome no Delta do Nilo. Mumificação: a) eram retirados o cérebro, os intestinos e outros órgãos vitais, e colocados num vaso de pedra chamado Canopo. b) nas cavidades do corpo eram colocadas resinas aromáticas e perfumes. c) as incisões eram costuradas e o corpo mergulhado num tanque com Nitrato de Potássio. d) Após 70 dias o corpo era lavado e enrolado numa bandagem de algodão, embebida em betume, que servia como impermeabilização. Quando a Grande Barragem de Assuã foi concluída, em 1970, dezenas de construções antigas do sul do país foram, literalmente, por água abaixo, engolidas pelo Lago Nasser. Entre as raras exceções desse drama do deserto, estão os templos erguidos pelo faraó Ramsés II, em Abu Simbel. Em 1964, uma faraônica operação coordenada pela Unesco com recursos de vários países - um total de 40 milhões de dólares - removeu pedra por pedra e transferiu templos e estátuas para um local 61 metros acima da posição original, longe da margem do lago. O maior deles é o Grande Templo de Ramsés II, encravado na montanha de pedra com suas estátuas do faraó de 20 metros de altura. Além de salvar este valioso patrimônio, a obra prestou uma homenagem ao mais famoso e empreendedor de todos os faraós. Queóps é a maior das três pirâmides, tinha originalmente 146 metros de altura, um prédio de 48 andares. Nove metros já se foram, graças principalmente à ação corrosiva da poluição vinda do Cairo. Para erguê-la, foram precisos cerca de 2 milhões de blocos de pedras e o trabalho de cem mil homens, durante vinte anos.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

GOVERNOS POPULISTAS - REVISÃO



Questão 01...!
(UPE) Considere as seguintes proposições:

I A história da política econômica brasileira, desde 1930, oscilou entre dois projetos distintos: um predominou entre 1930 e 1964, denominado de capitalismo nacionalista e um outro que predominou a partir de 1964, denominado de capitalismo dependente.
II O projeto de um capitalismo nacionalista, para o Brasil, tem a sua culminância na crise do modelo populista em 1954, com o suicídio de Vargas.
III A tentativa de construção de um parque industrial moderno e da organização de uma burguesia associada ao capital internacional faz parte do projeto de um capitalismo dependente.
IV Em termos de política econômica do governo, o país substituiu a estratégia de um desenvolvimento dependente no Brasil após 1930.

A alternativa que só possui afirmativas corretas é:
a) I e II b) II e III c) I e III d) III e IV e) II e IV.




Questão 02...!
(Unicap) Cinco anos depois de ter sido derrubado do poder, Getúlio Vargas continuava sendo ainda a principal figura política do Brasil. Através do nacionalismo econômico, visava preservar para o capital estatal ou o capital privado nacional os setores estratégicos da economia do país.

0 0. ao capital estrangeiro ficavam reservadas as áreas não prioritárias, como a indústria de bens de consumo;
1 1. reduzia-se a participação das empresas estrangeiras nas atividades comerciais e financeiras;
2 2. o nacionalismo varguista propunha o rompimento total com o capitalismo internacional;
3 3. ao capital estrangeiro ficavam reservadas a exploração mineral e as indústrias de base;
4 4. a ideologia nacionalista correspondia fundamentalmente aos interesses da burguesia industrial e financeira nacional.
A resposta correta é:
A) V,F,V,F,V
B) V,V,V,F,F
C) F,F,F,V,F
D) V,V,F,V,F
E) V,V,F,F,V


Questão 03...!
(Covest) A Constituição promulgada em 16 de julho de 1934 resultou de intensos debates que se prolongaram por oito meses. Entre suas principais inovações não se inclui:

a) A legislação trabalhista, a nacionalização das minas e quedas d’água.
b) O salário mínimo para os trabalhadores, os deputados classistas e o direito da União em monopolizar determinadas atividades econômicas.
c) A criação das justiças Eleitoral e do Trabalho.
d) A inviolabilidade dos direitos à liberdade, à segurança e à propriedade dos cidadãos como também a liberdade de consciência e de crença.
e) O cerceamento de todas as garantias individuais e a proibição do direito de voto das mulheres.

Questão 04...!
(Covest) O período que se prolonga de 1937 a 1945, tendo Getúlio Vargas à frente do governo brasileiro, se caracteriza pela propagação de concepções políticas que propunham um Estado forte, capaz de organizar a participação das diversas classes sociais. Qual dos itens abaixo não corresponde a este período?

a) manutenção da estrutura agrária e das condições de trabalho no campo;
b) livre organização sindical;
c) profunda centralização administrativa, fortalecendo o poder federal;
d) disciplinamento da participação popular, segundo os interesses da elite administrativa;
e) contenção das forças de oposição.



Questão 05...!
(Covest) Durante 8 anos, entre 1937 e 1945, o Brasil seria governado por um regime autoritário, conhecido como o Estado Novo. Sua extinção, entre outros fatores, resultou:

a) Da ampla liberdade conquistada pelos sindicatos organizados com o patrocínio do Estado.
b) Da ação pessoal de Vargas, que libertou presos e patrocinou a formação de partidos.
c) Da participação brasileira na luta contra o nazi-fascismo.
d) Da intervenção do Estado para impedir a industrialização da economia.
e) Do temor de uma conspiração comunista que levou Vargas a convocar eleições gerais.

Questão 06...!
(UPE) O Estado Novo, implantado por Getúlio Vargas, afirmava que a questão social estava sob o controle, permitindo o convívio harmônico entre as diversas classes sociais e o governo. Para garantir essa imagem foram utilizados dispositivos, tais como:

1) Violenta repressão contra os inimigos do regime, censura aos jornais, etc.
2) Difusão pelos meios de comunicação de massa de uma visão ufanista do país, apresentado como se não tivesse problema, e de que é exemplo a “Aquarela do Brasil”, de Ari Barroso.
3) Política de saneamento dos sindicatos, afastando pelegos e transformando essas instituições em efetivas defensoras dos interesses dos trabalhadores;
4) Propagação de uma ideologia em que associava supostas qualidades do povo brasileiro, tais como a conciliação e o pacifismo, à personalidade do ditador;
5) Divulgação da real independência econômica do país, conseguida através do nacionalismo estado-novista.
São corretas as afirmativas:
a) 1, 3 e 5 b) 1, 2 e 4 c) todas d) 4 e 5 e) 1 e 3

Questão 07...!
(Covest)-Enquanto o presidente Washington Luís classificou a questão social como “caso de polícia”, a Constituição de 1934, influenciada pela Revolução de 1930 , legislou sobre o mundo do trabalho.
Assinale a alternativa abaixo que não corresponde ao enunciado:

a) No texto constitucional proibiam-se as diferenças salariais com base em distinções de sexo, idade, nacionalidade e estado civil;
b) O salário mínimo foi regionalizado e a jornada de trabalho passou a ser limitada a 8 horas diárias;
c) O texto do artigo 121 da referida Constituição estabeleceu descanso semanal e férias anuais remuneradas;
d) O Fundo de Garantia do trabalhador deveria ser liberado, caso este fosse demitido com ou sem justa causa;
e) A nova Legislação previa indenização ao trabalhador demitido sem justa causa.

Questão 08...!
(Covest) Sobre o primeiro e o segundo governo do presidente Getúlio Vargas, identifique as proposições verdadeiras e falsas.

0 0. Em 1939, o presidente Getúlio Vargas apresenta um plano qüinqüenal, cujas metas serviam de apoio à industrialização: usinas hidrelétricas em Paulo Afonso, estradas de ferro e rodovias, usina de aço e fábrica de aviões.
1 1. Aparentemente o Estado Novo foi anti-oligárquico; entretanto, manteve intacto o sistema de dominação no campo porque os capitais investidos nas indústrias eram originários da acumulação no setor agrícola.
2 2. A Constituição de 1937 se caracterizou pelo predomínio do poder legislativo e subordinação do poder executivo ao poder judiciário.
3 3. Vargas defendia uma política anti-imperialista e decidiu nacionalizar o petróleo, criando a Petrobrás, através da Lei 2004, de 3 de outubro de 1953, que estabeleceu o monopólio estatal do petróleo.
4 4. A Revolução Constitucionalista de 1932, em São Paulo, deu continuidade ao programa proposto pelos tenentes, que participaram da Coluna Prestes.

A resposta correta é:
A) V,F,V,F,V
B) V,V,V,F,F
C) F,F,F,V,F
D) F,V,F,V,F
E) V,V,F,V,F

Questão 09...!
(Covest) Assinale a alternativa que corresponde ao fenômeno político denominado “populismo”.

a) É uma forma típica dos governantes democráticos dos Estados Unidos conciliarem seus problemas étnicos;
b) é um modo de governar sem nenhuma sensibilidade para as pressões populares ou político-partidárias;
c) A ambigüidade é uma das suas características: relaciona-se com a crise das oligarquias, da democracia e do desenvolvimento econômico;
d) Expressão política para o deslocamento do eixo da economia industrial para a economia comercial internacional;
e) Movimento que impediu a posse do presidente João Goulart, quando da renúncia de Jânio Quadros.

Questão 10...!
(UPE) O Chamado Plano Trienal foi estabelecido para desenvolver-se nos anos de 1963 a 1965 durante o governo de João Goulart. Dentre as suas principais metas destacavam-se:

1. a suspensão do pagamento da dívida externa;
2. o desenvolvimento dos meios de transportes;
3. o combate à inflação;
4. o combate ao analfabetismo;
5. a coletivização dos meios de produção.

São verdadeiros:
a) todos os itens;
b) apenas 1, 2 e 3;
c) apenas 2, 3 e 4;
d) apenas 3, 4 e 5;
e) apenas 1, 4 e 5.

Questão 11...!
(UPE)-No Brasil, o golpe político-militar de 1964 deixou marcas profundas nas relações sociais e aumentou as práticas autoritárias seculares, trazidas pelos colonizadores de várias culturas. Em Pernambuco, o golpe:

0 0 trouxe conflitos acirrados que se estenderam também pela zona rural, com mortes e prisões.
1 1 Destacou-se pela atuação marcante de várias tendências políticas consideradas de esquerda.
2 2 foi um conflito restrito aos membros das elites intelectuais e universitárias.
3 3 Teve repercussão violenta fora da zona considerada urbana do Recife.
4 4 foi inexpressivo em relação aos outros estados do Nordeste, como Bahia e Ceará.

A resposta correta é:
A) V,V,F,V,F
B) V,V,V,F,F
C) F,F,F,V,F
D) V,F,F,V,F
E) V,V,F,V,F


Questão 12...!
(Unicap) João Goulart conseguiu o retorno ao presidencialismo em janeiro de 1963, através de um plebiscito. O país voltava a ser governado de acordo com a Constituição de 1946. Mas os problemas sociais do país cresciam. A população protestava em comícios, greves e passeatas. No Nordeste, a situação chegou a um ponto crítico com as Ligas Camponesas, que acenavam para a perspectiva de uma revolução. Para enfrentar esses problemas, Goulart propôs a realização de um plano de reformas de base:

0 0. a reforma agrária pretendia acabar com os latifúndios;
1 1. a reforma política pretendia implantar o comunismo soviético;
2 2. a reforma militar permitia a participação dos suboficiais na política;
3 3. a reforma política instituía a concessão do voto aos analfabetos;
4 4. a reforma militar excluía participação dos suboficiais na política.

A resposta correta é:
A) V,F,V,F,V
B) V,V,V,F,F
C) V,F,V,V,F
D) V,V,F,V,V
E) V,V,F,V,F


Questão 13...!
(Unicap) Enfraquecido pela crise econômica e, no Congresso, pela resistência das forças conservadoras, sobretudo a UDN e a maioria do PSD, Goulart aproximava-se gradualmente das correntes reformistas mais radicais.

0 0. Do deputado Leonel Brizola, o mais votado na Guanabara;
1 1. Do governador de Pernambuco, Cid Sampaio, ligado aos quadros da UDN;
2 2. Da radicalização que também se manifestava no Congresso, onde o PTB era o partido que mais crescia;
3 3. De um grande número de parlamentares do PCB e PC do B que formavam a Frente Parlamentar Nacionalista;
4.4 Da Confederação Geral dos Trabalhadores e do PCB, que atuavam mesmo sem estarem legalizados.
A resposta correta é:
A) V,F,V,F,V
B) F,V,V,F,F
C) F,F,F,V,F
D) V,V,F,V,F
E) V,V,V,V,F



Questão 14...!
As Ligas Camponesas exerceram intensa atividade no período que se estendeu de 1955 até a queda de João Goulart em 1964.
Sobre esse movimento não podemos afirmar:

a) As primeiras Ligas surgiram no Brasil, em 1945, sob a iniciativa e direção do recém legalizado Partido Comunista Brasileiro – PCB.
b) O movimento ressurgiu em 1954 no engenho Galiléia, na cidade de Vitória de Santo Antão, com a criação da Sociedade Agrícola e Pecuária de Plantadores de Pernambuco (SAPPP).
c) Sua mais expressiva liderança foi o advogado Francisco Julião.
d) Apesar da repercussão internacional, as Ligas não ultrapassaram os limites de Pernambuco não se alastrando por outros estados.
e) O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) é apontado como um sucessor das Ligas Camponesas.

Questão 15...!
(UPE) A queda do Estado Novo representou uma derrota política para Getúlio Vargas, mas não significou o fim de sua liderança. Foi importante para o fim do Estado Novo:

0 0. A derrota dos regimes totalitários na 2ª Guerra Mundial, contribuindo para criar uma conjuntura favorável aos adversários de Vargas;
1 1. As articulações políticas lideradas por Luís Carlos Preste;
2 2. A falta de habilidade política de Vargas para firmar alianças;
3 3. A articulação de lideranças que defendiam a democracia representativa, exigindo a saída de Vargas;
4 4. A impopularidade de Vargas, que não conseguia contar com o apoio de nenhuma força política da época.

A resposta correta é:
A) V,F,V,F,V
B) V,V,V,F,F
C) F,F,F,V,F
D) V,F,F,V,F
E) V,V,F,F,F


Questão 16...!
(Covest) À medida que os Aliados venciam a Segunda Guerra Mundial, Getúlio Vargas passou a ceder aos defensores do retorno ao regime democrático. Em fevereiro de 1945, fixou o prazo para eleição presidencial. Na campanha para presidente, apoiava a candidatura do general Eurico Gaspar Dutra, ao mesmo tempo em que estimulava o “queremismo”, movimento popular que defendia sua permanência no poder. Sobre os acontecimentos que marcaram o fim do primeiro
governo de Vargas, analise as afirmações abaixo:



0 0 O “queremismo” tinha o apoio do PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) e do PCB (Partido Comunista Brasileiro). Ainda nesse período, Getúlio assinou a Lei Antitruste, que dificultava as atividades do capital internacional no Brasil. Este fato desagradou às empresas estrangeiras, o que, aliado aos opositores do “queremismo”, concorreu para que, em 29 de outubro de 1945, tropas do exército cercassem a sede do governo e o obrigassem a renunciar.
1 1 O “queremismo” foi articulado por Getúlio Vargas, com o apoio único do seu partido, o PTB. O Partido Comunista Brasileiro nunca apoiou a permanência de Getúlio no poder, o qual, durante seu governo, manteve preso Luís Carlos Prestes, presidente do PCB, na época.
2 2 No clima de abertura democrática que se anuncia com o fim da Segunda Guerra Mundial e a vitória dos aliados, Getúlio cede às pressões pela legalização dos partidos políticos; entre eles, a União Democrática Nacional (UDN), o Partido Social Democrático (PSD), o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e Partido Social Progressista (PSP). O único partido que não teve autorizada sua legalização foi o PCB.
3 3 A renúncia de Vargas em outubro de 1945 resultava, em parte, do receio de alguns de que este repetisse o que já fizera em 1937. Para seus opositores, o “queremismo”, de alguma maneira, era o apoio popular que Getúlio necessitava para realizar um golpe semelhante ao de 1937.
4 4 O fim da Segunda Guerra Mundial, com a vitória dos aliados, deu um novo alento às forças políticas internas que defendiam a volta a um estado democrático. No entanto, organiza-se um movimento popular, o ”queremismo”, que luta pela permanência de Getúlio. O apoio do PCB a este movimento causou surpresa pelo fato de este ter sido perseguido, na ditadura varguista do Estado Novo.

A resposta correta é:
A) V,F,V,F,V
B) V,V,V,F,F
C) V,F,F,V,V
D) V,V,F,V,F
E) V,F,F,V,F


Questão 17...!
(Covest) Apoiado por diferentes classes sociais, inclusive parcela significativa da burguesia, Getúlio Vargas é eleito presidente em 1950. Todavia, a oposição das elites dominantes ao seu governo (1951-54) é crescente, principalmente em função:

0 0. da política de reajuste salariais que, segundo seus opositores, inflacionava a economia;
1 1. do grande crescimento e mobilização da classe trabalhadora marcada pelo populismo;
2 2. da aproximação com políticos udenistas que defendiam intransigentemente o capital nacional;
3 3. da política econômica que dificultava a entrada do capital estrangeiro;
4 4. da criação do B.N.H. que facilitava a construção de casas populares em detrimento dos interesses da burguesia.

A resposta correta é:
A) V,F,V,F,V
B) V,V,F,V,F
C) F,F,F,V,F
D) V,V,F,V,V
E) V,F,F,V,F


Questão 18...!
(UPE) Confusa: assim se caracterizou a atuação política de Jânio Quadros; tal atuação tão incoerente, porém muitas vezes vitoriosa - só se tornou possível:

0 0. Pela utilização de práticas populistas, sobrepondo-se o candidato, sob o lema “Jânio vem aí”, a um programa de governo.
1 1. Pela inexistência no Brasil de partidos fortes e bem estruturados que exigissem de seus membros, quando candidatos, a defesa do programa partidário.
2 2. Pelo apoio da sociedade brasileira a uma política de aproximação com os países socialistas e de afastamento do bloco capitalista.
3 3. Pela crença de parcelas significativas da população brasileira em políticos que afirmam ter soluções para todos os problemas, apesar de não explicarem como conseguiriam tal êxito.
4 4. Pela fidelidade às promessas de campanha, tendo assim o apoio das forças progressistas do país.

A resposta correta é:
A) V,F,V,F,V
B) V,V,V,F,F
C) F,F,F,V,F
D) F,V,F,V,V
E) V,V,F,V,F

Questão 19...!
(Unicap) O governo de Goulart teve início no momento em que se agravava a crise econômica e financeira do país. Crise típica de um país dependente, cuja industrialização visava à substituição de importações e a alta exploração da força do trabalho. Podemos indicar como aspectos principais dessa crise:

0 0. a contínua redução da capacidade de exportação do país;
1 1. os crescentes superávit do balanço de pagamentos;
2 2. os efeitos negativos do declínio de preços dos produtos primários;
3 3. o aumento da inflação que se agravava desde o final dos anos 50 e tinha profundas repercussões políticas;
4 4. os crescentes déficits do balanço de pagamentos.

A resposta correta é:
A) F,F,V,F,V
B) F,F,F,F,F
C) F,F,F,V,F
D) V,V,F,V,F
E) V,V,V,V,F

Questão 20...!
(Covest) - Sobre a política externa do Brasil durante os governos de Vargas, Juscelino Kubitschek e João Goulart pode-se afirmar:

0 0 Durante o ano de 1960 dezessete países africanos tornaram-se independentes. Entretanto, o governo de Juscelino não propôs uma política de relações internacionais mais próximas com a África.
1 1 A política externa do Estado Novo caracterizou-se pelo pragmatismo na relação entre o Estado e a economia. Exemplo: o projeto de construção da Usina Siderúrgica de Volta Redonda dependeu de um jogo político internacional entre os Estados Unidos e o Brasil.
2 2 Goulart, ao assumir a presidência da República em 11 de setembro de 1961, reiterou os princípios do anticolonialismo e da autodeterminação dos povos, manifestando continuidade na política externa do seu antecessor Jânio Quadros, em direção a uma maior aproximação com a África.
3 3 A Escola Superior de Guerra (ESG), durante o governo Goulart, preferia ver o Atlântico sob a influência dos Estados Unidos. Para a ESG a política externa brasileira deveria ser pensada sob o ângulo da segurança do hemisfério ocidental.
4 4 Goulart, tanto quanto Juscelino, formulou uma política, externa de abertura comercial com a América Latina e Central, possibilitando o surgimento do MERCOSUL.

A resposta correta é:
A) V,V,V,V,F
B) V,V,V,F,F
C) F,F,F,V,F
D) V,F,F,V,F
E) V,V,F,V,F


GABARITO:
1C 2E
3E 4B
5C 6B
7D 8D
9C 10C
11A 12C
13A 14D
15D 16C
17B 18E
19E 20A

domingo, 15 de abril de 2012

REVISÃO DE SOCIOLOGIA - FUNDAMENTOS


1. O modo de produção asiático foi marcado pela formação de comunidades primitivas caracterizadas pela posse coletiva de terra e organizadas sobre relações de parentesco. Sobre essa estrutura é correto:
a) O Estado controlava o uso dos recursos econômicos essenciais, extraindo uma parcela de trabalho e da produção das comunidades que controlava.

b) Neste sistema verifica-se a passagem da economia de predação para uma economia de produção, quando o homem começa a plantar.

c) O fator condicionante dessa situação foi o meio geográfico, responsável pela pequena produtividade.

d) As relações comunitárias de produção impediram o desenvolvimento do comércio e da mineração na Antiguidade Oriental.

e) Os povos que não vivam próximos aos grandes rios não se desenvolveram e tenderam a desaparecer.
2. O período histórico comumente designado como Transição do Feudalismo para o Capitalismo caracterizou-se por
a) mão-de-obra escrava, grandes extensões de terras dedicadas à monocultura e produção estabelecida pela demanda do mercado interno.
b) escravismo antigo, terra de propriedade estatal com usufruto da elite agrária e comércio externo determinado pelo Estado.
c) proletariado urbano, concretização dos "trustes" e produção industrial estabelecida por uma demanda artificial.
d) acumulação primitiva do capital, liberação da mão-de-obra do campo para a cidade e crescente progresso da técnica aplicada à produção.
e) produção de subsistência, propriedade comunal dos campos e comércio estabelecido por rotas domésticas.
3. A Sociologia é uma ciência moderna que surge e se desenvolve juntamente com o avanço do capitalismo. Nesse sentido, reflete suas principais transformações e procura desvendar os dilemas sociais por ele produzidos. Sobre a emergência da sociologia, considere as afirmativas a seguir:

I. A Sociologia tem como principal referência a explicação teológica sobre os problemas sociais decorrentes da industrialização, tais como a pobreza, a desigualdade social e a concentração populacional nos centros urbanos.

II. A Sociologia é produto da Revolução Industrial, sendo chamada de “ciência da crise”, por refletir sobre a transformação de formas tradicionais de existência social e as mudanças decorrentes da urbanização e da industrialização.

III. A emergência da Sociologia só pode ser compreendida se for observada sua correspondência com o cientificismo europeu e com a crença no poder da razão e da observação, enquanto recursos de produção do conhecimento.

IV. A Sociologia surge como uma tentativa de romper com as técnicas e métodos das ciências naturais, na análise dos problemas sociais decorrentes das reminiscências do modo de produção feudal.

Estão corretas apenas as afirmativas:

a) I e III.
b) II e III.
c) II e IV.
d) I, II e IV.
e) I, III e IV.
4. Sobre o positivismo, como uma das formas de pensamento social, podemos afirmar que:

I – É a primeira corrente teórica do pensamento sociológico preocupada em definir o objeto, estabelecer conceitos e definir uma metodologia.

II – Derivou-se da crença no poder absoluto e exclusivo da razão humana em conhecer a realidade e traduzi-la sob a forma de leis naturais.

III – Foi um pensamento predominante na Alemanha no século XIX, nascido principalmente de correntes filosóficas da Ilustração.

IV – Nele, a sociedade foi concebida como organismo constituído de partes integradas e coisas que funcionam harmoniosamente, segundo um modelo físico ou mecânico.

A) II, III e IV estão corretas.
B) I, II e III estão corretas.
C) I, II e IV estão corretas.
D) I e III estão corretas.
E) Todas as afirmativas estão corretas.
5."A partir de 18.000 a. C., com o fim da última Idade do Gelo, algumas regiões da Terra
começaram a conhecer um processo regular de transbordamento dos grandes cursos fluviais,
como o Tigre, Eufrates, Nilo, Indo e Amarelo, tornando possível a prática da agricultura."

As civilizações que se desenvolveram ao longo desses rios formaram no seu conjunto:

a) o modo de produção escravista;
b) o modo de produção asiático;
c) o comunitarismo familiar;
d) o feudalismo despótico oriental;
e) o sistema mercantil escravista.
6. “ A História não é um progresso linear e contínuo, uma seqüência de causas e efeitos, mas um processo de transformação sociais determinadas cantradições entre os meios de produção (a forma da propriedade) e as forças produtivas (o trabalho, seus instrumentos, as técnicas). A luta de classes exprime tais contradições e é o motor da História”. (CHAUÌ, M. Filosofia. Série Novo Ensino Médio. São Paulo: Àtica, 2003. p.219.)

Essas idéias de Karl Marx (1818-1883) influenciaram o desenvolvimento da ciência da História com a formação __________________________, corrente de produção do conhecimento que conceito de ______________________________ como um dos instrumentos teóricos fundamentais para a compreensão do processo histórico nas suas múltiplas a complexas dimensões - econômicas, sociais, políticas, ideológicas, culturais, etc. - e para o entendimento das transformações que afetam a vida concreta dos seres humanos.

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.

a) do Positivismo Científico - fatos empíricos
b) da Escola Metódica - objetividade histórica
c) do Materialismo Histórico - modo de produção
d) da história Nova - Estrututas de longa duração
e) da História cultural - relativismo cultural


7. Os autores clássicos das Ciências Sociais, Émile Durkheim e Max Weber, definem como objeto de estudo da Sociologia, respectivamente:

a) a ação social e fato social.
b) a luta de classes e o fato social.
c) o fato social e a ação social.
d) o fato social e a luta de classes.


8. De acordo com Florestan Fernandes:

A concepção fundamental de ciência, de Emile Durkheim (1858-1917), é realista, no sentido de defender o princípio segundo o qual nenhuma ciência é possível sem definição de um objeto próprio e independente. (FERNANDES, F. Fundamentos empíricos da explicação sociológica. Rio de Janeiro: Cia Editora Nacional, 1967. p. 73).

Assinale a alternativa que descreve o objeto próprio da Sociologia, segundo Emile Durkheim (1858-1917).
a) O conflito de classe, base da divisão social e transformação do modo de produção.
b) O fato social, exterior e coercitivo em relação à vontade dos indivíduos.
c) A ação social que define as inter-relações compartilhadas de sentido entre os indivíduos.
d) A sociedade, produto da vontade e da ação de indivíduos que agem independentes uns dos outros.
e) A cultura, resultado das relações de produção e da divisão social do trabalho.


9. Qualquer mudança ou interação social em que é possível destacar uma qualidade ou direção contínua ou constante. Produz aproximação, cooperação, acomodação e assimilação; ou afastamento competição e conflito.
a) Processo social
b) Relação social
c) Contato social
d) Interação social
e) Contatos primários

10. É preciso uma relação recíproca, isto é, não é um simples contato entre os indivíduos e sim uma relação capaz de produzir mudanças de comportamento.
a) Processo social
b) Relação social
c) Contato social
d) Interação social
e) Contatos primários

GABARITOS:
1-A / 2-D / 3-B / 4-C / 5-B
6-C / 7-C / 8-B / 9-A / 10-D

sábado, 31 de março de 2012

VERGONHA BRASILEIRA - por Gabriel Bonis (Revista Carta Capital)


A ironia preenche as entrelinhas de uma das manchetes do site do jornal argentino Página 12 na quinta-feira 27. O curto texto sobre o Brasil manda uma mensagem direta: “estamos à frente”. O parágrafo diz: “No mesmo dia em que a Argentina condenava os repressores, a presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, conseguiu aprovar no Senado a criação de uma Comissão da Verdade para investigar as violações de Direitos Humanos ocorridas na última ditadura militar (1964-1985). O grupo especial poderá determinar responsabilidades, mas não terá como levar os possíveis acusados perante à Justiça, pois uma Anistia ratificada em 2010 pelo Supremo Tribunal ampara os torturadores.”

O ácido sarcasmo da mídia argentina em relação ao Brasil, geralmente direcionado a rixas futebolistas, é de fato plausível. O país conseguiu aquilo que nossos ativistas de Direitos Humanos, ex-perseguidos políticos e parte da sociedade brasileira almejam: o julgamento de agentes do Estado responsáveis por crimes contra a humanidade no período ditatorial.

Eleito presidente pelo voto direto em 1983, após a queda do regime autoritário na Argentina (1976- 1983), Raul Alfonsín suspendeu a autoanistia dos militares. Seu governo julgou a Junta Militar e condenou a cúpula da ditadura à prisão, mas não resistiu a pressões políticas e sancionou duas novas leis de anistia.

No entanto, oito anos após derrubar essas mesmas leis, a Justiça do país condenou à prisão perpétua, na quarta-feira 26, 13 ex-militares e outros três agentes a mais de 18 anos de detenção. Eles foram julgados por crimes cometidos pela Escola de Mecânica da Armada (Esma) durante a ditadura contra 86 pessoas.

O veredito, transmitido ao vivo pela televisão e em um telão próximo ao tribunal em Buenos Aires, mandou para a prisão o ex-capitão Alfredo Astiz, de 59 anos, o “anjo loiro da morte”, e o ex-capitão de corveta Jorge “Tigre” Acosta, inventor do atroz “voo da morte”, no qual prisioneiros políticos eram atirados sobre o Rio da Prata ou no oceano ainda vivos.

Enquanto isso, as Forças Armadas brasileiras ainda relutam em reconhecer sequer a existência de crimes contra a humanidade durante a ditadura e manifestam-se de forma arredia contra iniciativas capazes de punir agentes do Estado responsáveis por tais violações. Com isso, a imagem da instituição e do Brasil seguem arranhadas junto aos cidadãos e à comunidade internacional, pois países vizinhos agem para esclarecer os crimes do período em seus territórios.

O atraso brasileiro gerou críticas da organização de Direitos Humanos Anistia Internacional em um relatório divulgado em maio deste ano. Além disso, o Brasil foi condenado em 2010 pela Organização dos Estados Americanos (OEA) por não investigar os crimes cometidos pelo regime militar na repressão à Guerrilha do Araguaia na década de 1970.

A negativa do País em condenar criminalmente agentes do Estado envolvidos em violações dos Direitos Humanos no período integra uma série de particularidades do Brasil sobre o assunto, aponta a cientista política e pesquisadora da Unicamp, Glenda Mezarobba, autora de Acerto de Contas com o Futuro – A Anistia e suas Consequências: Um Estudo do Caso Brasileiro (Humanitas, 272 págs., R$ 28,00). “A Justiça reconhece o crime e a sua responsabilidade na esfera civil. Oferece reparações, mas não identifica o agente das ações. Isso é peculiar.”

Segundo a especialista, doutora pela Universidade de São Paulo com uma tese abordando as posições de Brasil, Argentina e Chile sobre crimes de militares na ditadura destes países, a configuração da Justiça brasileira também é responsável pelo atraso nacional neste quesito. “Na Argentina e Chile, as vítimas podem entrar na Justiça para responsabilizar os agentes do Estado envolvidos, mas no Brasil precisamos da abertura do caso pelo Ministério Público”, destaca. “Na época da ditadura, o MP estava alinhado aos militares. Depois dela, não se movimentou a respeito.”

A legislação brasileira apresenta ainda mais empecilhos para solucionar esses crimes. “Somos pouco permeáveis à jurisprudência, tratados e acordos internacionais, que, de modo geral, possibilitam alguma responsabilização por crimes contra a humanidade, por exemplo.”

Além disso, a cientista política aponta que, enquanto a Argentina rechaçou suas leis de anistia, o Brasil fez um movimento para conseguir esse recurso na legislação, o que também dificulta o seu questionamento. “É obvio que o teor da lei brasileira tem o tom desejado pelos militares, mas a tramitação no Congresso, o debate e as propostas de emendas, embora não aceitas, proporcionam alguma legitimidade.”

Esse engajamento popular foi inclusive utilizado como justificativa para a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em considerar a lei constitucional em 2010. Na época, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) questionou a validade da anistia para agentes estatais que praticaram tortura, pedindo que o artigo 1º da Lei 6683 não incluísse agentes públicos autores de crimes como homicídio e desaparecimento contra opositores do regime.

A pesquisadora da Unicamp, porém, defende que a decisão do STF não impossibilita o julgamento de torturadores. Segundo Mezarobba, o Judiciário ainda interpreta a lei com a visão desejada pelos militares e isso impede que a mesma seja testada pelo Ministério Público. “Apenas recentemente estão surgindo algumas iniciativas isoladas no Rio Grande do Sul e em São Paulo para tentar definir os responsáveis por alguns crimes durante a ditadura.”

Wálter Maierovitch, jurista e colunista de CartaCapital, discorda da pesquisadora e explica que essa discussão se encerrou com o posicionamento do STF. “Está aí o grande problema da Comissão da Verdade, que vai realizar uma apuração e não poderá fazer mais nada.” No entanto, o ex-desembargador aponta que a Corte Interamericana de Direitos Humanos considera a lei brasileira de anistia ilegal por ser um autodecreto militar.

Em 2010, o STF também alegou não poder alterar e reescrever a Lei da Anistia por esta ser uma função do Legislativo. Por isso, os deputados Luiza Erundina (PSB-SP) e Chico Alencar (PSOL-RJ) apresentaram propostas de revisão da lei no Congresso. Contudo, uma decisão semelhante à ocorrida no Parlamento uruguaio, que derrubou na última semana a prescrição de crimes cometidos durante a última ditadura militar (1973-1985), parece distante no Brasil. As propostas dos parlamentares foram rejeitadas no final de setembro pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara.

Os projetos ainda estão em tramitação e vão passar pela Comissão de Constituição e Justiça antes de ir a plenário. Contudo, o revés ocorrido poucos dias após a aprovação da Comissão da Verdade na Casa dificulta a transformação em lei.

Por outro lado, a Comissão, que aguarda a sanção de Dilma Rousseff para entrar em vigor, é a aposta do governo no esclarecimento de fatos durante o período ditatorial. No entanto, não há a possibilidade de punir agentes do Estado envolvidos em violações dos Direitos Humanos.

Mesmo assim, houve atrito com os militares que pressionaram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para alterar o texto original da proposta em 2010. A corporação não ficou satisfeita com o termo “apurar violações de direitos humanos praticadas no contexto da repressão política”. Após pressão, houve uma alteração para “violações praticadas no contexto de conflitos políticos”.

Desta forma, segundo os integrantes da caserna, a comissão investigaria também militantes de grupos armados, por exemplo. Este, diga-se, não foi o único desalinhamento do governo com os militares. Em 2009, o então ministro da Defesa, Nelson Jobim, e os três comandantes das Forças Armadas ameaçaram deixar os seus cargos devido à possibilidade da revisão da Lei da Anistia.

O comportamento dos militares e de alas mais conservadoras da sociedade brasileira reflete uma máxima irreal de que não é possível punir apenas agentes do Estado por crimes durante o regime autoritário, pois grupos de oposição e civis também praticaram atos de resistência violentos.

Mezarobba é, porém, enfática ao questionar os defensores deste argumento. Para a cientista política, não há como desconsiderar que inúmeros prisioneiros políticos e opositores de grupos armados cumpriram penas por seus atos. “Milhares de documentos nos arquivos da Unicamp mostram processos que tramitaram no Supremo Tribunal Militar. Essas pessoas foram processadas, condenadas e cumpriram pena com base em uma lei completamente arbitrária”, diz. E aponta: “Os militares envolvidos na repressão jamais foram condenados criminalmente.”

Posições quase opostas

Para pesquisadora, a ditadura conseguiu emplacar e manter a ideologia do esquecimento. Foto: Marcello Casal JR/ABr

A pesquisadora também destaca outros fatores que acentuam a diferença nas políticas adotadas por Brasil e Argentina sobre o tema. “No Brasil, os exilados retornaram com a preocupação de fazer política, criar partidos e disputas eleitorais. Abandonaram a luta pela solução dos crimes da ditadura.”

Além disso, os argentinos possuíam um movimento de Direitos Humanos bem estruturado antes do regime militar, ao contrário do Brasil, explica. Esses grupos ganharam força no País apenas na luta pela anistia, que também envolvia a redemocratização, o fim das torturas e a condenação de responsáveis por estes crimes. “No entanto, por algum motivo peculiar a palavra de ordem vira anistia, que significa esquecer, perdoar. Enquanto isso, Argentina e Chile utilizam como bandeira a justiça.”

Apesar de adotar uma política de “não confrontar o passado”, o Brasil é pego em mais uma de suas “particularidades” ao ser capaz de reconhecer participantes de regimes autoritários de países vizinhos. Prova disto são as extradições de militares supostamente envolvidos em violações de Direitos Humanos na América do Sul.

Em 2010, o País extraditou para a Argentina o militar Manuel Juan Cordero Piacentini, um uruguaio acusado de perseguir opositores da ditadura no continente nos anos 70. Além dele, o militar argentino Norberto Raúl Tozzo foi enviado de volta a sua nação na última semana, onde deve responder pela participação no fuzilamento de 22 presos políticos em 1976.

Uma prática de extermínio comum na Argentina, país marcado pela mais violenta ditadura da América do Sul. De acordo com estimativas de ONGs argentinas e internacionais, 30 mil civis foram mortos durante o período militar, cinco mil deles pelas mãos da Esma.

Enquanto isso, uma aula de preparação do Ministério da Educação aponta em 384 os desaparecidos políticos ou mortos pela ação de agentes do Estado entre 1964 e 1985 no Brasil. Contudo, segundo ONGs e levantamentos de associações de parentes de vítimas da ditadura, o número pode ser maior. “Temos mais esquecimento que a Argentina nesta luta”, diz Mezarobba.

Para a pesquisadora, esse é um dos “méritos” do regime militar brasileiro e de João Figueiredo. Ao enviar ao Congresso o projeto da Lei da Anistia, quiseram a pacificação das famílias e o fim das lembranças, mas o principal objetivo era, claro, blindar os integrantes da caserna de punições. “Essa jogada conseguiu capturar corações e mentes e até hoje faz o mesmo seguindo a lógica da ditadura.” Cabe aos brasileiros livrar-se dela.

quinta-feira, 22 de março de 2012

PROPOSTA DE FILMES DA UPE


Foi lançado pela UPE uma proposta(louvável)de abordagem de filmes no vestibular 2013. Segue abaixo alguns filmes sugeridos para debate com as escolas e posteriormente aprovação.

Carlota Joaquina, Princesa do Brasil

O Nome da Rosa

Caramuru - A Invenção do Brasil

Narradores de Javé

Memórias Póstumas

Sociedade dos Poetas Mortos

Guerra de Canudos

Meia-Noite em Paris

Baile Perfumado

Diários de Motocicleta

A Hora Da Estrela

O Auto da Compadecida

terça-feira, 20 de março de 2012

PERÍODO JOANINO - QUESTÕES


1. ESAL – MG) – A política expansionista de Napoleão, na Europa, provocou o Decreto de Berlim: 21 de novembro de 1806, conhecido como Bloqueio Continental. Descreva o que foi o Bloqueio Continental, ressaltando suas conseqüências para Portugal.

2. (PUC-MG) A transferência da Corte Portuguesa para o Brasil, em 1808, provocou sensíveis transformações na vida brasileira. Especifique e mostre a importância de duas dessas transformações.


3. (PUC – RS) Relacione Revolução do Porto e Independência do Brasil.

4 - (ALFENAS) O Bloqueio Continental, em 1807, a vinda da família real para o Brasil e a abertura dos portos em 1808, constituíram fatos importantes

a) na formação do caráter nacional brasileiro.
b) na evolução do desenvolvimento industrial.
c) no processo de independência política.
d) na constituição do ideário federalista.
e) no surgimento das disparidades regionais.

5 - (ESPM) Acontecimentos políticos europeus sempre tiveram grande influência no processo da constituição do estado brasileiro. Assim, pode-se relacionar a elevação do Brasil à situação de Reino Unido a Portugal e Algarves, ocorrida em 1815,

a) às tentativas de aprisionamento de D. João VI, pelas forças militares de Napoleão Bonaparte.
b) à Doutrina Monroe, que se caracterizava pelo lema: "a América para os americanos".
c) ao Bloqueio Continental decretado nesse momento por Napoleão Bonaparte e que pressionava o Brasil a interromper seu comércio com os ingleses.
d) ao Congresso de Viena, que se encontrava reunido naquele momento e se constituía em uma rearticulação de forças políticas conservadoras.
e) a política de expansionismo econômico e à tentativa de dominar o mercado brasileiro, desenvolvida pelos ingleses após a Revolução Industrial.

6 - (UNIBH) “Em 1808, 90 navios, sob bandeiras diversas, entraram no porto do Rio de Janeiro, enquanto, dois anos depois, 422 navios estrangeiros e portugueses fundearam naquele porto. Por volta de 1811, existiam na capital 207 estabelecimentos comerciais portugueses e ingleses, além dos que eram possuídos por nacionais dos países amigos de Portugal”.

As modificações descritas no texto estão relacionadas com

a) o período joanino e o Ato Adicional à Constituição imperial.
b) a abertura dos portos e a guerra de independência da Cisplatina.
c) o domínio napoleônico em Portugal e a implantação do Estado Novo.
d) a abertura dos portos e os tratados de comércio e amizade com a Inglaterra.


7 - (FGA – CGA) A Revolução do Porto de 1820 se caracterizou como um movimento de:

a) consolidação da independência do Brasil;
b) retorno a ordem absolutista em Portugal;
c) repulsa a invasão francesa em Portugal;
d) descolonização do império português na África;
e) revolução liberal e constitucional.

8 - (FGV) "As notícias repercutiam como uma declaração de guerra, provocando tumultos e manifestações de desagrado. Ficava claro que as Cortes intentavam reduzir o país à situação colonial e era evidente que os deputados brasileiros, constituindo-se em minoria (75 em 205, dos quais compareciam efetivamente 50), pouco ou nada podiam fazer em Lisboa, onde as reivindicações brasileiras eram recebidas pelo público com uma zoada de vaias. À medida que as decisões das Cortes portuguesas relativas ao Brasil já não deixavam lugar para dúvidas sobre suas intenções, crescia o partido da Independência."
(Emília Viotti da Costa. Introdução ao Estudo da Emancipação Política)
O texto acima refere-se diretamente:

a) Aos movimentos emancipacionistas: às Conjurações e à Insurreição Pernambucana ;
b) À necessidade das Cortes portuguesas de reconhecer à Independência do Brasil;
c) À tensão política provocada pelas propostas de recolonização das Cortes portuguesas;
d) À repercussão da Independência do Brasil nas Cortes portuguesas;
e) Às consequências imediatas à proclamação da Independência;


9 - (UFPB) “Recentemente foi lançado no Brasil o filme “Carlota Joaquina” que satiriza eventos e personagens da monarquia lusa na América. Entre esses personagens está o regente D. João que, no dizer de Caio Prado Jr. era “homem pacífico e indolente por natureza.”
Fonte: História Econômica do Brasil. 40a ed. São Paulo, Brasiliense, 1993, p. 130.

A respeito da presença da Corte portuguesa no Brasil entre 1808 e 1821, do ponto de vista histórico, pode-se afirmar que:

a) A presença do regente no Rio de Janeiro, sob a proteção da Inglaterra, rompeu com o pacto colonial.
b) A presença portuguesa no Brasil estreitou os laços de união da metrópole com a Inglaterra, garantindo posteriormente uma política mais firme e autônoma de Portugal frente às demais nações européias.
c) Os comerciantes portugueses foram os principais beneficiados com a abertura dos portos brasileiros às nações amigas.
d) O retorno da Corte portuguesa deu-se imediatamente após o fim do domínio francês sobre Portugal.
e) Até 1822, com a independência brasileira, não houve modificação administrativa ou econômica na colônia, deixando-a D. João, da mesma forma como à encontrou.


10 - (UFPE) Assinale a alternativa que define o papel da “abertura dos portos” no processo de descolonização.

a) A abertura dos portos às nações amigas anulou a política mercantilista desenvolvida por Portugal, junto à sua antiga colônia na América, tornando-a de imediato independente.
b) As novas condições criadas pela Revolução Industrial na Inglaterra e, conseqüentemente, o controle que este país exercia sobre o comércio internacional e os transportes marítimos não permitiam a Portugal, seu antigo aliado, exercer o pacto colonial.
c) A política de portos abertos na América era muito importante para as colônias e negativa para as metrópoles.
d) A abertura dos portos possibilitou ao BRASIL negociar livremente com todas as nações, inclusive com a França.
e) Através da abertura dos portos, o BRASIL pôde definir uma política protecionista de comércio à sua nascente indústria naval.

GABARITO:
04 - C
05 - D
06 - D
07 - E
08 - C
09 - A
10 - B

segunda-feira, 19 de março de 2012

HISTÓRIA: PROPOSTA DE CONTEÚDOS DO SSA-UPE 2013

PROGRAMAS SSA 2013 HISTÓRIA



HISTÓRIA SSA – 1ª. série

•1. História, fontes e historiadores; 1.1 Cultura e História; a diversidade do fazer e do pensar humanos e sua relação com a Natureza. 2. A Pré-História: economia, sociedade e cultura; 2.1 O Brasil pré-cabralino; 3. As relações entre poder e saber na Antiguidade Oriental e Ocidental e a busca pela compreensão e superação das dificuldades históricas. 4. As relações de poder na Idade Média Ocidental e Oriental e a importância da Igreja Católica na construção das suas concepções de mundo; 4.1 O mundo islâmico medieval; 4.2 A produção cultural no medievo. 5. A Modernidade com projeto histórico da sociedade europeia; 5.1 A formação do mundo moderno: O Renascimento, A Reforma e a conquista e colonização dos povos da América; 5.2 Violência e dominação cultural nas relações políticas entre colonizados e colonizadores. 6. Europa-África-América: A escravidão e sua inserção no mundo moderno. 6.1 A luta contra o seu domínio e sua contribuição para o crescimento do poderio europeu na gestão das riquezas e das concepções culturais de mundo.

HISTÓRIA SSA 2ª. série
1. O capitalismo e as suas relações históricas com a formação da burguesia. 1.1 Novas formas de saber e poder e mudanças na Europa. 1.2 A construção do liberalismo na política e na economia. 2. As resistências contra a colonização dos europeus e lutas políticas nas América. 2.1 As influências das ideias liberais e as crises do antigo regime. 3. O Brasil e a formação do Estado Nacional. 3.1 Autoritarismo e escravidão, hierarquias socais e revoltas políticas no período de Império. 4. A modernização da sociedade ocidental e sua expansão. 4.1 O impacto das invenções modernas e a crítica às injustiças do capitalismo. 4.2 O político-cultural e suas renovações: Romantismo, Socialismo e Anarquismo; 4.3 Produção cultural no Brasil do século XIX. 5. A expansão do mundo capitalista: o neocolonialismo e a opressão cultural: América, África e Ásia. 5.1 Os preconceitos científicos e as contradições do progresso. 5.2 As relações entre saber e poder no século XIX. 6. As relações históricas entre o abolicionismo e republicanismo no Brasil. 6.1 A busca de alternativas políticas e os ensaios de modernização nos centros urbanos.

HISTÓRIA SSA 3ª. série
•1. As primeiras décadas republicanas no Brasil. 1.1 Oligarquias e resistências. Insatisfações e modernismos. 1.2 O movimento operário e suas primeiras organizações e greves. 2. A primeira metade do século XX. 2.1 A I Guerra Mundial. 2.2 A Revolução Soviética. 2.3 O nazi-fascismo. 2.4 A Crise do capitalismo. 3. A modernização no Brasil e o autoritarismo político na primeira metade do século XX. 3.1 As dificuldades de construção da democracia e lutas dos trabalhadores. 4. A II Guerra Mundial e o fim dos impérios. 4.1 A descolonização da África e da Ásia. 4.2 Guerra Fria. 5. O mundo depois das guerras mundiais: as dificuldades as utopias e as relações internacionais. 5.1 Produção cultural no século XX; 5.2 Resistências culturais e o crescimento tecnológico. 5.3 A globalização e a massificação cultural: o cotidiano e seu controle pelo poder hegemônico. 5.4 Tensões contemporâneas: o Oriente Médio, a América Latina e a África. 6. O regime militar no Brasil: violência, censura e modernização. 6.1 A luta pela democracia e suas dificuldades. 6.2 Produção cultural no Brasil do século XX; 6.3 Organização política e violência social e urbana e a consolidação do capitalismo. 6.4 O Brasil e as suas relações com a América Latina nos tempos atuais.

terça-feira, 13 de março de 2012

ARTE ROMÂNICA




Em 476, com a tomada de Roma pelos povos bárbaros, tem início o período histórico conhecido por Idade Média. Na Idade Média a arte tem suas raízes na época conhecida como Paleocristã, trazendo modificações no comportamento humano, com o Cristianismo a arte se voltou para a valorização do espírito. Os valores da religião cristã vão impregnar todos os aspectos da vida medieval. A concepção de mundo dominada pela figura de Deus proposto pelo cristianismo é chamada de teocentrismo (teos = Deus). Deus é o centro do universo e a medida de todas as coisas. A igreja como representante de Deus na Terra, tinha poderes ilimitados.
ARQUITETURA
No final dos séculos XI e XII, na Europa, surge a arte românica cuja a estrutura era semelhante às construções dos antigos romanos.
As características mais significativas da arquitetura românica são:
* abóbadas em substituição ao telhado das basílicas;
* pilares maciços que sustentavam e das paredes espessas;
* aberturas raras e estreitas usadas como janelas;
* torres, que aparecem no cruzamento das naves ou na fachada; e
* arcos que são formados por 180 graus.
A primeira coisa que chama a atenção nas igrejas românicas é o seu tamanho. Elas são sempre grandes e sólidas. Daí serem chamadas: fortalezas de Deus. A explicação mais aceita para as formas volumosas, estilizadas e duras dessas igrejas é o fato da arte românica não ser fruto do gosto refinado da nobreza nem das idéias desenvolvidas nos centros urbanos, é um estilo essencialmente clerical. A arte desse período passa, assim a ser encarada como uma extensão do serviço divino e uma oferenda à divindade.
A mais famosa é a Catedral de Pisa sendo o edifício mais conhecido do seu conjunto o campanário que começou a ser construído em 1.174. Trata-se da Torre de Pisa que se inclinou porque, com o passar do tempo, o terreno cedeu.
Na Itália, diferente do resto da Europa, não apresenta formas pesadas, duras e primitivas.

PINTURA E ESCULTURA
Numa época em que poucas pessoas sabiam ler, a Igreja recorria à pintura e à escultura para narrar histórias bíblicas ou comunicar valores religiosos aos fiéis. Não podemos estudá-las desassociadas da arquitetura.
A pintura românica desenvolveu-se sobretudo nas grandes decorações murais, através da técnica do afresco, que originalmente era uma técnica de pintar sobre a parede úmida.
Os motivos usados pelos pintores eram de natureza religiosa. As características essenciais da pintura românica foram a deformação e o colorismo. A deformação, na verdade, traduz os sentimentos religiosos e a interpretação mística que os artistas faziam da realidade. A figura de Cristo, por exemplo, é sempre maior do que as outras que o cercam. O colorismo realizou-se no emprego de cores chapadas, sem preocupação com meios tons ou jogos de luz e sombra, pois não havia a menor intenção de imitar a natureza.
Na porta, a área mais ocupada pelas esculturas era o tímpano, nome que recebe a parede semicircular que fica logo abaixo dos arcos que arrematam o vão superior da porta. Imitação de formas rudes, curtas ou alongadas, ausência de movimentos naturais.
MOSAICO
A técnica da decoração com mosaico, isto é, pequeninas pedras, de vários formatos e cores, que colocadas lado a lado vão formando o desenho, conheceu seu auge na época do românico. Usado desde a Antigüidade, é originária do Oriente onde a técnica bizantina utilizava o azul e dourado, para representar o próprio céu.

quinta-feira, 8 de março de 2012

CONCEITOS BÁSICOS DE SOCIOLOGIA





Contatos sociais

Primeiro passo para qualquer associação humana, pois a convivência humana pressupõe uma variedade de formas de contato. É a base da vida social.
02 Tipos:
Primários - Contatos pessoais diretos. Forte base emocional.
Secundários - São os contatos impessoais, formais .
Contexto Industrialização / urbanização predomina contatos secundários. Proximidade física não significa necessariamente proximidade afetiva.
Isolamento social - caracterizado pela ausência dos contatos sociais ( atitudes de ordem social e atitudes de ordem individual ).

Interação social
O simples contato não é suficiente para que haja interação social. È preciso que haja mudança do comportamento dos indivíduos envolvidos como resultado do contato e da comunicação que se estabelece.
“ Processo de influência recíproca ou unilateral entre dois ou mais agentes sociais”.
Reciprocidade – proximidade dos agentes sociais , contato direto ou quando há possibilidade de reação por parte dos agentes envolvidos no processo
Unilateral - não há necessidade do contato direto nessa interação e um dos agentes influencia, mas não pode é influenciado pelo outro

Relação Social
Dá se o nome de relação social as diferentes formas da interação social . Relação econômica, relação pedagógica,relação familiar.

Processos Sociais

Diversas maneiras pelas quais os indivíduos e os grupos atuam uns com os outros. A forma como os indivíduos se relacionam e estabelecem relações sociais.
Processos sociais - são diferentes formas de interação. Interação é processo social geral.
Ação entre dois ou mais agentes contribuindo para aproximá-los ou afastá-los.
Classificação:
• coesivos ou positivos ( cooperação, acomodação e assimilação)
• disjuntivos ou negativos ( competição e conflito)

Cooperação
Não pode haver sistema social sem um mínimo de cooperação. Muitas vezes não há clareza dos processos sociais cooperativos.
È a forma de interação na qual diferentes pessoas, grupos ou comunidades trabalham juntos para um mesmo fim.
Cooperação  consenso a respeito de metas culturalmente legítimas, valores , crenças e normas coletivas.
Cooperação nem sempre o consenso está presente. Pode resultar da existência de interesses e objetivos diferentes mas complementares. Ex: classes sociais
“Cooperação existe quando a troca resulta satisfatória para ambas as partes”
Ex: categoria detém serviços imprescindíveis  Maior poder de barganha. Poder de barganha pequeno  nível de insatisfação alto.
O equilíbrio e a cooperação do sistema interativo  concessões da categoria social dominante.

Acomodação
È o processo social em que o indivíduo, grupos ou categorias em interação não compartilham metas, crenças, atitudes e padrões de comportamento, mas convivem pacificamente. Para evitar o conflito as categorias sociais minoritárias simulam um comportamento que não corresponde ao seu acervo sóciocultural.
Não há uma transformação de pensamento, sentimentos e atitudes. Mudanças são exteriores, manifestam apenas enquanto comportamento social.
Ajustamento de indivíduos ou grupos apenas nos aspectos externos do seu comportamento.

Assimilação
É o processo através do qual indivíduos, grupos ou categorias de culturas diferentes permutam os seus respectivos acervos/bagagem culturais .
EX: Miscigenação. Conversão
Implica transformações internas nos indivíduos. Envolvem mudanças na maneira de pensar, de sentir e agir.

Competição
Ocorre quando vários indivíduos buscam alcançar um objetivo que pode ser alcançado por todos ou pela sua maioria.

Conflito
Geralmente ocorre quando indivíduos, grupos ou categorias sociais tem interesse ou objetivos incompatíveis entre si.
Inibição do conflito
 dominação das categorias detentoras de maior participação no processo de distribuição social da riqueza e do poder
 nível suficiente de satisfação no processo de troca entre categorias sociais com interesses distintos
Tipos de conflitos: étnicos, terra, religiosos , políticos.

Competiçao Conflito
forma de luta pela sobrevivência, forma de rivalidade

pacifica, inconsciente, impessoal disputa, guerra, violência
consciente, pessoal


Socialização
Processo pelo qual o individuo assimila os valores, normas e as expectativas sociais de uma sociedade ou grupo.
Responsável por desenvolver nos membros de uma sociedade , gostos , idéias, e sentimentos correspondentes a cultura do grupo social no qual esses indivíduos vão viver

Grupos
Conjunto de indivíduos que agem de maneira coordenada, auto-referida ou recíproca.
Condições necessárias  contato contínuo, objetivos e interesses comuns.
Condições suficientes  estabilidade nas relações interpessoais e sentimentos partilhados de pertencer a uma mesma unidade social.

Agregados
São unidades sociais cuja existência depende da proximidade física entre os seus componentes individuais.. Desfeita a proximidade física o agregado já não existe . Ex: auditório, manifestação pública, o agregado residencial, a turba.

Categorias

São constituídas por indivíduos que possuam uma ou mais características comuns, porém separadas fisicamente.

Ex: categoria religiosa – filiados a religião católica no Brasil estão dispersos em todo o território brasileiro.

Conjunto de indivíduos que pertencem a uma categoria não forma necessariamente uma coletividade autoconsciente. Características definidoras de uma categoria depende do arbítrio de quem a elabora.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

24 DE FEVEREIRO DE 1891 - 2º CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA E 1ª REPUBLICANA


Constituição de 1891

A primeira Constituição republicana brasileira, resultante do movimento político-militar que derrubou o Império em 1889, inspirou-se na organização política norte-americana. No texto constitucional, debatido e aprovado pelo Congresso Constituinte nos anos de 1890 e 1891, foram abolidas as principais instituições monárquicas, como o Poder Moderador, o Conselho de Estado e a vitaliciedade do Senado. Foi introduzido o sistema de governo presidencialista. O presidente da República, chefe do Poder Executivo, passou a ser eleito pelo voto direto para um mandato de quatro anos, sem direito à reeleição. Tinham direito a voto todos os homens alfabetizados maiores de 21 anos.

>O Poder Legislativo era exercido pelo Congresso Nacional, formado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. O poder dos estados (antigas províncias) foi significativamente ampliado com a introdução do princípio federalista. Os estados passaram a organizar-se com leis próprias, desde que respeitando os princípios estabelecidos pela Constituição Federal. Seus governantes, denominados presidentes estaduais, passaram a ser eleitos também pelo voto direto. Foi abolida a religião oficial com a separação entre o Estado e a Igreja Católica, cuja unidade era fixada pela antiga Constituição Imperial.

>Durante grande parte da Primeira República (1889-1930) desenvolveu-se um intenso debate sobre a necessidade de se reformar a Constituição de 1891. Muitos reformadores defendiam a ampliação dos poderes da União e do presidente da República como forma de melhor enfrentar as pressões advindas dos grupos regionais. A Emenda Constitucional de 1926 iria em parte atender a essas demandas centralizadoras. A Revolução de 1930 encerraria o período de vigência dessa primeira carta republicana.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

REPÚBLICA DA ESPADA (1889-1894)



Governo Provisório 1889 -1891

Um dos primeiros atos do governo provisório foi o banimento da família imperial. Um dia após a proclamação da República (15 de novembro), D. Pedro II recebeu uma mensagem mandando-o sair do país. Dom Pedro II cedeu à ordem e saiu do país com toda a sua família no dia seguinte (17 de novembro).
"Ausentado-me pois, com todas as pessoas de minha família, conservarei do Brasil a mais saudosa lembrança fazendo os mais ardentes votos por sua grandeza e prosperidade." Rio de Janeiro, 16 de novembro de 1889. D. Pedro de Alcântara.
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As primeiras reformas - Com a proclamação da República foram dissolvidas as Assembléias Provinciais e Câmaras Municipais. Governadores foram nomeados para os Estados (antigas províncias) que compunham o novo sistema de governo. Intendentes seriam a primeira autoridade municipal.
Durante a administração do Governo Provisório destacam-se os seguintes fatos:
1) Procede-se a uma grande naturalização, assim chamada em virtude de passarem à condição de brasileiros todos os estrangeiros aqui residentes que não manifestassem desejo de permanecer com a antiga nacionalidade.
2) Separa-se a Igreja do Estado. Regulamenta-se consequentemente casamento e o registro civil. Secularizam-se os cemitérios.
3) Reforma-se o Código Criminal (1890) e a organização judiciária do país.
4) Reformam-se o ensino e o sistema bancário.
Os primeiros meses de república não foram fáceis. Pouco mais de um mês após a proclamação da República, em 18 de dezembro, o governo abafava um motim no 2o. Regimento de Artilharia Montada.
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A Constituição de 1891 - Com a proclamação da República, naturalmente não mais vigorava a Constituição de 1824. Nomeara o Governo Provisório uma comissão especial para elaborar o projeto de uma Constituição republicana que deveria ser apresentado ao futuro Congresso Constituinte.
Modelou-se (se não copiou) pela Constituição dos Estados Unidos da América o projeto elaborado; era republicano, federativo e presidencialista. Embora ampla autonomia fosse concedida aos Estados, os grandes poderes pertenciam à União.
Um ano após a proclamação da República (15 de novembro de 1890), instalava-se o Congresso Constituinte, cujos membros haviam sido escolhidos pela primeira eleição republicana realizada em nosso país, com sufrágio universal masculino. Então, em 24 de fevereiro de 1891 era promulgada a primeira Constituição da República. Suas principais disposições eram:
. A suprema autoridade do país seria o Presidente da República, com mandato de quatro anos e eleito diretamente pelo povo.
. Os ministros seriam de sua livre escolha.
. Senadores e deputados também seriam eleitos pelo povo.
. Os Estados e o Distrito Federal seriam representados por 3 senadores, com mandatos de nove anos, e por deputados em número proporcional às suas respectivas populações, com mandatos de 3 anos.
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O Encilhamento - Rui Barbosa, na pasta da Fazenda ao estabelecer novo regime financeiro, provocou um fenômeno econômico de 1889 a 1892 que se convencionou chamar de Encilhamento. Facilitou-se o crédito, deu-se liberdade aos Bancos, emitiu-se bastante; esperava-se assim estimular a economia republicana. Os resultados, porém, foram diversos. Não foram criadas grandes empresas agrícolas ou industriais, e sim companhias dedicadas sobretudo à exploração dos valores das respectivas ações, desenvolvendo-se desenfreado jogo de Bolsa.
Quando se evidenciou que as fabulosas empresas eram absolutamente inconsistentes, era tarde. A excessiva especulação já havia se proliferado. O país sofria os efeitos de uma inflação desordenada e as taxas cambiais favoreciam substancialmente as moedas estrangeiras.

Marechal Deodoro da Fonseca - 1891

Embora a constituição de 1891 determinasse que o Presidente da República seria eleito pelo voto direto da população, afirmava também que, após a sua promulgação, o primeiro presidente seria eleito excepcionalmente pelo Congresso. Foi isso que ocorreu.
Candidataram-se ao cargo de Presidente o Mal. Deodoro da Fonseca e o Presidente do Congresso Prudente de Morais; à vice-presidência concorreram o ex-ministro da Marinha almirante Eduardo Wandenkolk e o ex-ministro da Guerra, Mal. Floriano Peixoto. (OBS. A Constituição prescrevia que, diferentemente de hoje, se candidatam em chapas separadas o Presidente e o Vice.) Foi vitoriosa a chapa dos dois marechais, embora a votação de seus concorrentes demonstrasse a existência de uma ponderável força política oposta ao governo. A oposição a Deodoro formara-se durante o Governo Provisório, chegando mesmo a transformar-se em séria dissidência entre aqueles que haviam criado o novo regime.
O novo Presidente da República era amigo pessoal de D. Pedro II, sendo questionável sua legitimidade para assumir o controle do novo regime político. A oposição acusava-o, ademais, de ser defensor da monarquia. Sua atuação, contudo, não demonstrou que tentava restaurá-la.
Habituado à disciplina militar o velho marechal irritava-se profundamente com a violência dos ataques que lhe eram desferidos pelos adversários. Com a aprovação de uma lei sobre a responsabilidade do Presidente da República, provavelmente preparando o caminho para um impeachment, Deodoro resolveu atacar o Congresso: em 3 de novembro de 1891 dissolvia-o, malgrado não ter poderes constitucionais para isso e, confiado no Exército, proclamava estado de sítio.
Apenas o governador do Pará, Lauro Sodré, não apoiou o golpe de Deodoro. No Rio Grande do Sul, porém, alguns militares aliados aos elementos da oposição ao governo depuseram o governador Júlio de Castilhos constituindo uma junta governativa pitorescamente cognominada de governicho. Paralelamente, o almirante Custódio Melo, no Rio de Janeiro, toma a iniciativa de anular o golpe de Deodoro; na manhã de 23 de novembro, ocupa vários navios e, ameaçando bombardear a cidade, intima o governo a render-se (1a. Revolta da Armada).
Conquanto Deodoro contasse com o apoio da maioria da guarnição militar, preferiu renunciar ao poder, evitando assim uma guerra civil. Ao entregar o governo ao Vice-presidente Floriano Peixoto, encerrava sua carreira política e militar.

Mal. Floriano Peixoto 1891 - 1894

Logo que assumiu a presidência da República, Floriano Peixoto demonstrou a força militar de seu governo sufocando uma revolta chefiada pelo sargento Silvino de Macedo na fortaleza de Santa Cruz.
Manifesto dos Treze Generais - Generais de diversos locais lançaram um manifesto exigindo a renúncia de Floriano. Alegavam que, pela Constituição, caso um Presidente desocupasse o cargo antes da metade do mandato, convocar-se-ia uma nova eleição. O Vice só assumiria no caso de o cargo lhe ser oferecido após decorrido mais de meio mandato. Floriano, todavia, alegou que o primeiro mandato era sui generis, uma vez que eles nem mesmo haviam sido eleitos popularmente. Consequentemente, prendeu os generais e mandou-os a um isolamento na região amazônica.
A Revolta Federalista - No Rio Grande do Sul, as lutas partidárias transformaram-se numa longa e sangrenta guerra civil. Dividia-se politicamente o Rio Grande do Sul entre os castilhistas (ou "pica-paus"), partidários de Júlio de Castilhos, Presidente do Estado (a quem Floriano fornecia apoio), e os federalistas (ou "gasparistas" ou "maragatos"), chefiados por Silveira Martins, o qual era acusado de monarquista.
Os federalistas propunham-se "a libertar o Rio Grande do Sul da tirania de Castilhos" conforme declaravam no manifesto em que concitavam os rio-grandenses a acompanhá-los. É bom notar, entretanto, que o qualificativo federalista não tinha o sentido de federativo. Pelo contrário, os federalistas desejavam, teoricamente, maior predominância do poder federal sobre o estadual, defendendo também a adoção do sistema parlamentar. Então, após o combate do Inhanduí, os revolucionários praticamente ficaram vencidos. Eles, no entanto, não se deram por vencidos. No Rio de Janeiro surgiria a 6 de setembro de 1893 a Revolta Armada, liderada por Custódio de Melo e Saldanha da Gama, os quais reivindicavam a renúncia do Presidente. A Revolta da Armada levou suas operações militares ao Sul. Daí em diante identificam-se perfeitamente os dois movimentos, cuja finalidade imediata era a queda do governo de Floriano.
A Revolta Armada - Durante a Revolta Armada, inicialmente no Rio de Janeiro, ocorreram diversos combates, e a guerra chegou novamente ao Rio Grande do Sul. Porém, o governo preparou-se suficientemente bem para se defender. Fracassara a Revolta Armada, terminando a Revolução Federalista. Salvara-se o governo. Lamentavelmente, contudo, revestiu-se de tremenda crueldade a vingança empreendida por elementos governistas, como o general Everton Quadros no Paraná e o coronel Moreira César em Santa Catarina, contra os revolucionários vencidos. Ocorreram fuzilamentos até em cemitérios, ao pé de covas já abertas. Esses acontecimentos mancharam um pouco a causa republicana. Floriano terminara com violência o seu governo.
Portugal - Navios portugueses concederam asilo a Saldanha da Gama e outros participantes da Revolta Armada. Os desentendimentos diplomáticos daí decorrentes resultaram no rompimento de relações com Portugal.