quarta-feira, 18 de abril de 2012

GOVERNOS POPULISTAS - REVISÃO



Questão 01...!
(UPE) Considere as seguintes proposições:

I A história da política econômica brasileira, desde 1930, oscilou entre dois projetos distintos: um predominou entre 1930 e 1964, denominado de capitalismo nacionalista e um outro que predominou a partir de 1964, denominado de capitalismo dependente.
II O projeto de um capitalismo nacionalista, para o Brasil, tem a sua culminância na crise do modelo populista em 1954, com o suicídio de Vargas.
III A tentativa de construção de um parque industrial moderno e da organização de uma burguesia associada ao capital internacional faz parte do projeto de um capitalismo dependente.
IV Em termos de política econômica do governo, o país substituiu a estratégia de um desenvolvimento dependente no Brasil após 1930.

A alternativa que só possui afirmativas corretas é:
a) I e II b) II e III c) I e III d) III e IV e) II e IV.




Questão 02...!
(Unicap) Cinco anos depois de ter sido derrubado do poder, Getúlio Vargas continuava sendo ainda a principal figura política do Brasil. Através do nacionalismo econômico, visava preservar para o capital estatal ou o capital privado nacional os setores estratégicos da economia do país.

0 0. ao capital estrangeiro ficavam reservadas as áreas não prioritárias, como a indústria de bens de consumo;
1 1. reduzia-se a participação das empresas estrangeiras nas atividades comerciais e financeiras;
2 2. o nacionalismo varguista propunha o rompimento total com o capitalismo internacional;
3 3. ao capital estrangeiro ficavam reservadas a exploração mineral e as indústrias de base;
4 4. a ideologia nacionalista correspondia fundamentalmente aos interesses da burguesia industrial e financeira nacional.
A resposta correta é:
A) V,F,V,F,V
B) V,V,V,F,F
C) F,F,F,V,F
D) V,V,F,V,F
E) V,V,F,F,V


Questão 03...!
(Covest) A Constituição promulgada em 16 de julho de 1934 resultou de intensos debates que se prolongaram por oito meses. Entre suas principais inovações não se inclui:

a) A legislação trabalhista, a nacionalização das minas e quedas d’água.
b) O salário mínimo para os trabalhadores, os deputados classistas e o direito da União em monopolizar determinadas atividades econômicas.
c) A criação das justiças Eleitoral e do Trabalho.
d) A inviolabilidade dos direitos à liberdade, à segurança e à propriedade dos cidadãos como também a liberdade de consciência e de crença.
e) O cerceamento de todas as garantias individuais e a proibição do direito de voto das mulheres.

Questão 04...!
(Covest) O período que se prolonga de 1937 a 1945, tendo Getúlio Vargas à frente do governo brasileiro, se caracteriza pela propagação de concepções políticas que propunham um Estado forte, capaz de organizar a participação das diversas classes sociais. Qual dos itens abaixo não corresponde a este período?

a) manutenção da estrutura agrária e das condições de trabalho no campo;
b) livre organização sindical;
c) profunda centralização administrativa, fortalecendo o poder federal;
d) disciplinamento da participação popular, segundo os interesses da elite administrativa;
e) contenção das forças de oposição.



Questão 05...!
(Covest) Durante 8 anos, entre 1937 e 1945, o Brasil seria governado por um regime autoritário, conhecido como o Estado Novo. Sua extinção, entre outros fatores, resultou:

a) Da ampla liberdade conquistada pelos sindicatos organizados com o patrocínio do Estado.
b) Da ação pessoal de Vargas, que libertou presos e patrocinou a formação de partidos.
c) Da participação brasileira na luta contra o nazi-fascismo.
d) Da intervenção do Estado para impedir a industrialização da economia.
e) Do temor de uma conspiração comunista que levou Vargas a convocar eleições gerais.

Questão 06...!
(UPE) O Estado Novo, implantado por Getúlio Vargas, afirmava que a questão social estava sob o controle, permitindo o convívio harmônico entre as diversas classes sociais e o governo. Para garantir essa imagem foram utilizados dispositivos, tais como:

1) Violenta repressão contra os inimigos do regime, censura aos jornais, etc.
2) Difusão pelos meios de comunicação de massa de uma visão ufanista do país, apresentado como se não tivesse problema, e de que é exemplo a “Aquarela do Brasil”, de Ari Barroso.
3) Política de saneamento dos sindicatos, afastando pelegos e transformando essas instituições em efetivas defensoras dos interesses dos trabalhadores;
4) Propagação de uma ideologia em que associava supostas qualidades do povo brasileiro, tais como a conciliação e o pacifismo, à personalidade do ditador;
5) Divulgação da real independência econômica do país, conseguida através do nacionalismo estado-novista.
São corretas as afirmativas:
a) 1, 3 e 5 b) 1, 2 e 4 c) todas d) 4 e 5 e) 1 e 3

Questão 07...!
(Covest)-Enquanto o presidente Washington Luís classificou a questão social como “caso de polícia”, a Constituição de 1934, influenciada pela Revolução de 1930 , legislou sobre o mundo do trabalho.
Assinale a alternativa abaixo que não corresponde ao enunciado:

a) No texto constitucional proibiam-se as diferenças salariais com base em distinções de sexo, idade, nacionalidade e estado civil;
b) O salário mínimo foi regionalizado e a jornada de trabalho passou a ser limitada a 8 horas diárias;
c) O texto do artigo 121 da referida Constituição estabeleceu descanso semanal e férias anuais remuneradas;
d) O Fundo de Garantia do trabalhador deveria ser liberado, caso este fosse demitido com ou sem justa causa;
e) A nova Legislação previa indenização ao trabalhador demitido sem justa causa.

Questão 08...!
(Covest) Sobre o primeiro e o segundo governo do presidente Getúlio Vargas, identifique as proposições verdadeiras e falsas.

0 0. Em 1939, o presidente Getúlio Vargas apresenta um plano qüinqüenal, cujas metas serviam de apoio à industrialização: usinas hidrelétricas em Paulo Afonso, estradas de ferro e rodovias, usina de aço e fábrica de aviões.
1 1. Aparentemente o Estado Novo foi anti-oligárquico; entretanto, manteve intacto o sistema de dominação no campo porque os capitais investidos nas indústrias eram originários da acumulação no setor agrícola.
2 2. A Constituição de 1937 se caracterizou pelo predomínio do poder legislativo e subordinação do poder executivo ao poder judiciário.
3 3. Vargas defendia uma política anti-imperialista e decidiu nacionalizar o petróleo, criando a Petrobrás, através da Lei 2004, de 3 de outubro de 1953, que estabeleceu o monopólio estatal do petróleo.
4 4. A Revolução Constitucionalista de 1932, em São Paulo, deu continuidade ao programa proposto pelos tenentes, que participaram da Coluna Prestes.

A resposta correta é:
A) V,F,V,F,V
B) V,V,V,F,F
C) F,F,F,V,F
D) F,V,F,V,F
E) V,V,F,V,F

Questão 09...!
(Covest) Assinale a alternativa que corresponde ao fenômeno político denominado “populismo”.

a) É uma forma típica dos governantes democráticos dos Estados Unidos conciliarem seus problemas étnicos;
b) é um modo de governar sem nenhuma sensibilidade para as pressões populares ou político-partidárias;
c) A ambigüidade é uma das suas características: relaciona-se com a crise das oligarquias, da democracia e do desenvolvimento econômico;
d) Expressão política para o deslocamento do eixo da economia industrial para a economia comercial internacional;
e) Movimento que impediu a posse do presidente João Goulart, quando da renúncia de Jânio Quadros.

Questão 10...!
(UPE) O Chamado Plano Trienal foi estabelecido para desenvolver-se nos anos de 1963 a 1965 durante o governo de João Goulart. Dentre as suas principais metas destacavam-se:

1. a suspensão do pagamento da dívida externa;
2. o desenvolvimento dos meios de transportes;
3. o combate à inflação;
4. o combate ao analfabetismo;
5. a coletivização dos meios de produção.

São verdadeiros:
a) todos os itens;
b) apenas 1, 2 e 3;
c) apenas 2, 3 e 4;
d) apenas 3, 4 e 5;
e) apenas 1, 4 e 5.

Questão 11...!
(UPE)-No Brasil, o golpe político-militar de 1964 deixou marcas profundas nas relações sociais e aumentou as práticas autoritárias seculares, trazidas pelos colonizadores de várias culturas. Em Pernambuco, o golpe:

0 0 trouxe conflitos acirrados que se estenderam também pela zona rural, com mortes e prisões.
1 1 Destacou-se pela atuação marcante de várias tendências políticas consideradas de esquerda.
2 2 foi um conflito restrito aos membros das elites intelectuais e universitárias.
3 3 Teve repercussão violenta fora da zona considerada urbana do Recife.
4 4 foi inexpressivo em relação aos outros estados do Nordeste, como Bahia e Ceará.

A resposta correta é:
A) V,V,F,V,F
B) V,V,V,F,F
C) F,F,F,V,F
D) V,F,F,V,F
E) V,V,F,V,F


Questão 12...!
(Unicap) João Goulart conseguiu o retorno ao presidencialismo em janeiro de 1963, através de um plebiscito. O país voltava a ser governado de acordo com a Constituição de 1946. Mas os problemas sociais do país cresciam. A população protestava em comícios, greves e passeatas. No Nordeste, a situação chegou a um ponto crítico com as Ligas Camponesas, que acenavam para a perspectiva de uma revolução. Para enfrentar esses problemas, Goulart propôs a realização de um plano de reformas de base:

0 0. a reforma agrária pretendia acabar com os latifúndios;
1 1. a reforma política pretendia implantar o comunismo soviético;
2 2. a reforma militar permitia a participação dos suboficiais na política;
3 3. a reforma política instituía a concessão do voto aos analfabetos;
4 4. a reforma militar excluía participação dos suboficiais na política.

A resposta correta é:
A) V,F,V,F,V
B) V,V,V,F,F
C) V,F,V,V,F
D) V,V,F,V,V
E) V,V,F,V,F


Questão 13...!
(Unicap) Enfraquecido pela crise econômica e, no Congresso, pela resistência das forças conservadoras, sobretudo a UDN e a maioria do PSD, Goulart aproximava-se gradualmente das correntes reformistas mais radicais.

0 0. Do deputado Leonel Brizola, o mais votado na Guanabara;
1 1. Do governador de Pernambuco, Cid Sampaio, ligado aos quadros da UDN;
2 2. Da radicalização que também se manifestava no Congresso, onde o PTB era o partido que mais crescia;
3 3. De um grande número de parlamentares do PCB e PC do B que formavam a Frente Parlamentar Nacionalista;
4.4 Da Confederação Geral dos Trabalhadores e do PCB, que atuavam mesmo sem estarem legalizados.
A resposta correta é:
A) V,F,V,F,V
B) F,V,V,F,F
C) F,F,F,V,F
D) V,V,F,V,F
E) V,V,V,V,F



Questão 14...!
As Ligas Camponesas exerceram intensa atividade no período que se estendeu de 1955 até a queda de João Goulart em 1964.
Sobre esse movimento não podemos afirmar:

a) As primeiras Ligas surgiram no Brasil, em 1945, sob a iniciativa e direção do recém legalizado Partido Comunista Brasileiro – PCB.
b) O movimento ressurgiu em 1954 no engenho Galiléia, na cidade de Vitória de Santo Antão, com a criação da Sociedade Agrícola e Pecuária de Plantadores de Pernambuco (SAPPP).
c) Sua mais expressiva liderança foi o advogado Francisco Julião.
d) Apesar da repercussão internacional, as Ligas não ultrapassaram os limites de Pernambuco não se alastrando por outros estados.
e) O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) é apontado como um sucessor das Ligas Camponesas.

Questão 15...!
(UPE) A queda do Estado Novo representou uma derrota política para Getúlio Vargas, mas não significou o fim de sua liderança. Foi importante para o fim do Estado Novo:

0 0. A derrota dos regimes totalitários na 2ª Guerra Mundial, contribuindo para criar uma conjuntura favorável aos adversários de Vargas;
1 1. As articulações políticas lideradas por Luís Carlos Preste;
2 2. A falta de habilidade política de Vargas para firmar alianças;
3 3. A articulação de lideranças que defendiam a democracia representativa, exigindo a saída de Vargas;
4 4. A impopularidade de Vargas, que não conseguia contar com o apoio de nenhuma força política da época.

A resposta correta é:
A) V,F,V,F,V
B) V,V,V,F,F
C) F,F,F,V,F
D) V,F,F,V,F
E) V,V,F,F,F


Questão 16...!
(Covest) À medida que os Aliados venciam a Segunda Guerra Mundial, Getúlio Vargas passou a ceder aos defensores do retorno ao regime democrático. Em fevereiro de 1945, fixou o prazo para eleição presidencial. Na campanha para presidente, apoiava a candidatura do general Eurico Gaspar Dutra, ao mesmo tempo em que estimulava o “queremismo”, movimento popular que defendia sua permanência no poder. Sobre os acontecimentos que marcaram o fim do primeiro
governo de Vargas, analise as afirmações abaixo:



0 0 O “queremismo” tinha o apoio do PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) e do PCB (Partido Comunista Brasileiro). Ainda nesse período, Getúlio assinou a Lei Antitruste, que dificultava as atividades do capital internacional no Brasil. Este fato desagradou às empresas estrangeiras, o que, aliado aos opositores do “queremismo”, concorreu para que, em 29 de outubro de 1945, tropas do exército cercassem a sede do governo e o obrigassem a renunciar.
1 1 O “queremismo” foi articulado por Getúlio Vargas, com o apoio único do seu partido, o PTB. O Partido Comunista Brasileiro nunca apoiou a permanência de Getúlio no poder, o qual, durante seu governo, manteve preso Luís Carlos Prestes, presidente do PCB, na época.
2 2 No clima de abertura democrática que se anuncia com o fim da Segunda Guerra Mundial e a vitória dos aliados, Getúlio cede às pressões pela legalização dos partidos políticos; entre eles, a União Democrática Nacional (UDN), o Partido Social Democrático (PSD), o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e Partido Social Progressista (PSP). O único partido que não teve autorizada sua legalização foi o PCB.
3 3 A renúncia de Vargas em outubro de 1945 resultava, em parte, do receio de alguns de que este repetisse o que já fizera em 1937. Para seus opositores, o “queremismo”, de alguma maneira, era o apoio popular que Getúlio necessitava para realizar um golpe semelhante ao de 1937.
4 4 O fim da Segunda Guerra Mundial, com a vitória dos aliados, deu um novo alento às forças políticas internas que defendiam a volta a um estado democrático. No entanto, organiza-se um movimento popular, o ”queremismo”, que luta pela permanência de Getúlio. O apoio do PCB a este movimento causou surpresa pelo fato de este ter sido perseguido, na ditadura varguista do Estado Novo.

A resposta correta é:
A) V,F,V,F,V
B) V,V,V,F,F
C) V,F,F,V,V
D) V,V,F,V,F
E) V,F,F,V,F


Questão 17...!
(Covest) Apoiado por diferentes classes sociais, inclusive parcela significativa da burguesia, Getúlio Vargas é eleito presidente em 1950. Todavia, a oposição das elites dominantes ao seu governo (1951-54) é crescente, principalmente em função:

0 0. da política de reajuste salariais que, segundo seus opositores, inflacionava a economia;
1 1. do grande crescimento e mobilização da classe trabalhadora marcada pelo populismo;
2 2. da aproximação com políticos udenistas que defendiam intransigentemente o capital nacional;
3 3. da política econômica que dificultava a entrada do capital estrangeiro;
4 4. da criação do B.N.H. que facilitava a construção de casas populares em detrimento dos interesses da burguesia.

A resposta correta é:
A) V,F,V,F,V
B) V,V,F,V,F
C) F,F,F,V,F
D) V,V,F,V,V
E) V,F,F,V,F


Questão 18...!
(UPE) Confusa: assim se caracterizou a atuação política de Jânio Quadros; tal atuação tão incoerente, porém muitas vezes vitoriosa - só se tornou possível:

0 0. Pela utilização de práticas populistas, sobrepondo-se o candidato, sob o lema “Jânio vem aí”, a um programa de governo.
1 1. Pela inexistência no Brasil de partidos fortes e bem estruturados que exigissem de seus membros, quando candidatos, a defesa do programa partidário.
2 2. Pelo apoio da sociedade brasileira a uma política de aproximação com os países socialistas e de afastamento do bloco capitalista.
3 3. Pela crença de parcelas significativas da população brasileira em políticos que afirmam ter soluções para todos os problemas, apesar de não explicarem como conseguiriam tal êxito.
4 4. Pela fidelidade às promessas de campanha, tendo assim o apoio das forças progressistas do país.

A resposta correta é:
A) V,F,V,F,V
B) V,V,V,F,F
C) F,F,F,V,F
D) F,V,F,V,V
E) V,V,F,V,F

Questão 19...!
(Unicap) O governo de Goulart teve início no momento em que se agravava a crise econômica e financeira do país. Crise típica de um país dependente, cuja industrialização visava à substituição de importações e a alta exploração da força do trabalho. Podemos indicar como aspectos principais dessa crise:

0 0. a contínua redução da capacidade de exportação do país;
1 1. os crescentes superávit do balanço de pagamentos;
2 2. os efeitos negativos do declínio de preços dos produtos primários;
3 3. o aumento da inflação que se agravava desde o final dos anos 50 e tinha profundas repercussões políticas;
4 4. os crescentes déficits do balanço de pagamentos.

A resposta correta é:
A) F,F,V,F,V
B) F,F,F,F,F
C) F,F,F,V,F
D) V,V,F,V,F
E) V,V,V,V,F

Questão 20...!
(Covest) - Sobre a política externa do Brasil durante os governos de Vargas, Juscelino Kubitschek e João Goulart pode-se afirmar:

0 0 Durante o ano de 1960 dezessete países africanos tornaram-se independentes. Entretanto, o governo de Juscelino não propôs uma política de relações internacionais mais próximas com a África.
1 1 A política externa do Estado Novo caracterizou-se pelo pragmatismo na relação entre o Estado e a economia. Exemplo: o projeto de construção da Usina Siderúrgica de Volta Redonda dependeu de um jogo político internacional entre os Estados Unidos e o Brasil.
2 2 Goulart, ao assumir a presidência da República em 11 de setembro de 1961, reiterou os princípios do anticolonialismo e da autodeterminação dos povos, manifestando continuidade na política externa do seu antecessor Jânio Quadros, em direção a uma maior aproximação com a África.
3 3 A Escola Superior de Guerra (ESG), durante o governo Goulart, preferia ver o Atlântico sob a influência dos Estados Unidos. Para a ESG a política externa brasileira deveria ser pensada sob o ângulo da segurança do hemisfério ocidental.
4 4 Goulart, tanto quanto Juscelino, formulou uma política, externa de abertura comercial com a América Latina e Central, possibilitando o surgimento do MERCOSUL.

A resposta correta é:
A) V,V,V,V,F
B) V,V,V,F,F
C) F,F,F,V,F
D) V,F,F,V,F
E) V,V,F,V,F


GABARITO:
1C 2E
3E 4B
5C 6B
7D 8D
9C 10C
11A 12C
13A 14D
15D 16C
17B 18E
19E 20A

domingo, 15 de abril de 2012

REVISÃO DE SOCIOLOGIA - FUNDAMENTOS


1. O modo de produção asiático foi marcado pela formação de comunidades primitivas caracterizadas pela posse coletiva de terra e organizadas sobre relações de parentesco. Sobre essa estrutura é correto:
a) O Estado controlava o uso dos recursos econômicos essenciais, extraindo uma parcela de trabalho e da produção das comunidades que controlava.

b) Neste sistema verifica-se a passagem da economia de predação para uma economia de produção, quando o homem começa a plantar.

c) O fator condicionante dessa situação foi o meio geográfico, responsável pela pequena produtividade.

d) As relações comunitárias de produção impediram o desenvolvimento do comércio e da mineração na Antiguidade Oriental.

e) Os povos que não vivam próximos aos grandes rios não se desenvolveram e tenderam a desaparecer.
2. O período histórico comumente designado como Transição do Feudalismo para o Capitalismo caracterizou-se por
a) mão-de-obra escrava, grandes extensões de terras dedicadas à monocultura e produção estabelecida pela demanda do mercado interno.
b) escravismo antigo, terra de propriedade estatal com usufruto da elite agrária e comércio externo determinado pelo Estado.
c) proletariado urbano, concretização dos "trustes" e produção industrial estabelecida por uma demanda artificial.
d) acumulação primitiva do capital, liberação da mão-de-obra do campo para a cidade e crescente progresso da técnica aplicada à produção.
e) produção de subsistência, propriedade comunal dos campos e comércio estabelecido por rotas domésticas.
3. A Sociologia é uma ciência moderna que surge e se desenvolve juntamente com o avanço do capitalismo. Nesse sentido, reflete suas principais transformações e procura desvendar os dilemas sociais por ele produzidos. Sobre a emergência da sociologia, considere as afirmativas a seguir:

I. A Sociologia tem como principal referência a explicação teológica sobre os problemas sociais decorrentes da industrialização, tais como a pobreza, a desigualdade social e a concentração populacional nos centros urbanos.

II. A Sociologia é produto da Revolução Industrial, sendo chamada de “ciência da crise”, por refletir sobre a transformação de formas tradicionais de existência social e as mudanças decorrentes da urbanização e da industrialização.

III. A emergência da Sociologia só pode ser compreendida se for observada sua correspondência com o cientificismo europeu e com a crença no poder da razão e da observação, enquanto recursos de produção do conhecimento.

IV. A Sociologia surge como uma tentativa de romper com as técnicas e métodos das ciências naturais, na análise dos problemas sociais decorrentes das reminiscências do modo de produção feudal.

Estão corretas apenas as afirmativas:

a) I e III.
b) II e III.
c) II e IV.
d) I, II e IV.
e) I, III e IV.
4. Sobre o positivismo, como uma das formas de pensamento social, podemos afirmar que:

I – É a primeira corrente teórica do pensamento sociológico preocupada em definir o objeto, estabelecer conceitos e definir uma metodologia.

II – Derivou-se da crença no poder absoluto e exclusivo da razão humana em conhecer a realidade e traduzi-la sob a forma de leis naturais.

III – Foi um pensamento predominante na Alemanha no século XIX, nascido principalmente de correntes filosóficas da Ilustração.

IV – Nele, a sociedade foi concebida como organismo constituído de partes integradas e coisas que funcionam harmoniosamente, segundo um modelo físico ou mecânico.

A) II, III e IV estão corretas.
B) I, II e III estão corretas.
C) I, II e IV estão corretas.
D) I e III estão corretas.
E) Todas as afirmativas estão corretas.
5."A partir de 18.000 a. C., com o fim da última Idade do Gelo, algumas regiões da Terra
começaram a conhecer um processo regular de transbordamento dos grandes cursos fluviais,
como o Tigre, Eufrates, Nilo, Indo e Amarelo, tornando possível a prática da agricultura."

As civilizações que se desenvolveram ao longo desses rios formaram no seu conjunto:

a) o modo de produção escravista;
b) o modo de produção asiático;
c) o comunitarismo familiar;
d) o feudalismo despótico oriental;
e) o sistema mercantil escravista.
6. “ A História não é um progresso linear e contínuo, uma seqüência de causas e efeitos, mas um processo de transformação sociais determinadas cantradições entre os meios de produção (a forma da propriedade) e as forças produtivas (o trabalho, seus instrumentos, as técnicas). A luta de classes exprime tais contradições e é o motor da História”. (CHAUÌ, M. Filosofia. Série Novo Ensino Médio. São Paulo: Àtica, 2003. p.219.)

Essas idéias de Karl Marx (1818-1883) influenciaram o desenvolvimento da ciência da História com a formação __________________________, corrente de produção do conhecimento que conceito de ______________________________ como um dos instrumentos teóricos fundamentais para a compreensão do processo histórico nas suas múltiplas a complexas dimensões - econômicas, sociais, políticas, ideológicas, culturais, etc. - e para o entendimento das transformações que afetam a vida concreta dos seres humanos.

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.

a) do Positivismo Científico - fatos empíricos
b) da Escola Metódica - objetividade histórica
c) do Materialismo Histórico - modo de produção
d) da história Nova - Estrututas de longa duração
e) da História cultural - relativismo cultural


7. Os autores clássicos das Ciências Sociais, Émile Durkheim e Max Weber, definem como objeto de estudo da Sociologia, respectivamente:

a) a ação social e fato social.
b) a luta de classes e o fato social.
c) o fato social e a ação social.
d) o fato social e a luta de classes.


8. De acordo com Florestan Fernandes:

A concepção fundamental de ciência, de Emile Durkheim (1858-1917), é realista, no sentido de defender o princípio segundo o qual nenhuma ciência é possível sem definição de um objeto próprio e independente. (FERNANDES, F. Fundamentos empíricos da explicação sociológica. Rio de Janeiro: Cia Editora Nacional, 1967. p. 73).

Assinale a alternativa que descreve o objeto próprio da Sociologia, segundo Emile Durkheim (1858-1917).
a) O conflito de classe, base da divisão social e transformação do modo de produção.
b) O fato social, exterior e coercitivo em relação à vontade dos indivíduos.
c) A ação social que define as inter-relações compartilhadas de sentido entre os indivíduos.
d) A sociedade, produto da vontade e da ação de indivíduos que agem independentes uns dos outros.
e) A cultura, resultado das relações de produção e da divisão social do trabalho.


9. Qualquer mudança ou interação social em que é possível destacar uma qualidade ou direção contínua ou constante. Produz aproximação, cooperação, acomodação e assimilação; ou afastamento competição e conflito.
a) Processo social
b) Relação social
c) Contato social
d) Interação social
e) Contatos primários

10. É preciso uma relação recíproca, isto é, não é um simples contato entre os indivíduos e sim uma relação capaz de produzir mudanças de comportamento.
a) Processo social
b) Relação social
c) Contato social
d) Interação social
e) Contatos primários

GABARITOS:
1-A / 2-D / 3-B / 4-C / 5-B
6-C / 7-C / 8-B / 9-A / 10-D

sábado, 31 de março de 2012

VERGONHA BRASILEIRA - por Gabriel Bonis (Revista Carta Capital)


A ironia preenche as entrelinhas de uma das manchetes do site do jornal argentino Página 12 na quinta-feira 27. O curto texto sobre o Brasil manda uma mensagem direta: “estamos à frente”. O parágrafo diz: “No mesmo dia em que a Argentina condenava os repressores, a presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, conseguiu aprovar no Senado a criação de uma Comissão da Verdade para investigar as violações de Direitos Humanos ocorridas na última ditadura militar (1964-1985). O grupo especial poderá determinar responsabilidades, mas não terá como levar os possíveis acusados perante à Justiça, pois uma Anistia ratificada em 2010 pelo Supremo Tribunal ampara os torturadores.”

O ácido sarcasmo da mídia argentina em relação ao Brasil, geralmente direcionado a rixas futebolistas, é de fato plausível. O país conseguiu aquilo que nossos ativistas de Direitos Humanos, ex-perseguidos políticos e parte da sociedade brasileira almejam: o julgamento de agentes do Estado responsáveis por crimes contra a humanidade no período ditatorial.

Eleito presidente pelo voto direto em 1983, após a queda do regime autoritário na Argentina (1976- 1983), Raul Alfonsín suspendeu a autoanistia dos militares. Seu governo julgou a Junta Militar e condenou a cúpula da ditadura à prisão, mas não resistiu a pressões políticas e sancionou duas novas leis de anistia.

No entanto, oito anos após derrubar essas mesmas leis, a Justiça do país condenou à prisão perpétua, na quarta-feira 26, 13 ex-militares e outros três agentes a mais de 18 anos de detenção. Eles foram julgados por crimes cometidos pela Escola de Mecânica da Armada (Esma) durante a ditadura contra 86 pessoas.

O veredito, transmitido ao vivo pela televisão e em um telão próximo ao tribunal em Buenos Aires, mandou para a prisão o ex-capitão Alfredo Astiz, de 59 anos, o “anjo loiro da morte”, e o ex-capitão de corveta Jorge “Tigre” Acosta, inventor do atroz “voo da morte”, no qual prisioneiros políticos eram atirados sobre o Rio da Prata ou no oceano ainda vivos.

Enquanto isso, as Forças Armadas brasileiras ainda relutam em reconhecer sequer a existência de crimes contra a humanidade durante a ditadura e manifestam-se de forma arredia contra iniciativas capazes de punir agentes do Estado responsáveis por tais violações. Com isso, a imagem da instituição e do Brasil seguem arranhadas junto aos cidadãos e à comunidade internacional, pois países vizinhos agem para esclarecer os crimes do período em seus territórios.

O atraso brasileiro gerou críticas da organização de Direitos Humanos Anistia Internacional em um relatório divulgado em maio deste ano. Além disso, o Brasil foi condenado em 2010 pela Organização dos Estados Americanos (OEA) por não investigar os crimes cometidos pelo regime militar na repressão à Guerrilha do Araguaia na década de 1970.

A negativa do País em condenar criminalmente agentes do Estado envolvidos em violações dos Direitos Humanos no período integra uma série de particularidades do Brasil sobre o assunto, aponta a cientista política e pesquisadora da Unicamp, Glenda Mezarobba, autora de Acerto de Contas com o Futuro – A Anistia e suas Consequências: Um Estudo do Caso Brasileiro (Humanitas, 272 págs., R$ 28,00). “A Justiça reconhece o crime e a sua responsabilidade na esfera civil. Oferece reparações, mas não identifica o agente das ações. Isso é peculiar.”

Segundo a especialista, doutora pela Universidade de São Paulo com uma tese abordando as posições de Brasil, Argentina e Chile sobre crimes de militares na ditadura destes países, a configuração da Justiça brasileira também é responsável pelo atraso nacional neste quesito. “Na Argentina e Chile, as vítimas podem entrar na Justiça para responsabilizar os agentes do Estado envolvidos, mas no Brasil precisamos da abertura do caso pelo Ministério Público”, destaca. “Na época da ditadura, o MP estava alinhado aos militares. Depois dela, não se movimentou a respeito.”

A legislação brasileira apresenta ainda mais empecilhos para solucionar esses crimes. “Somos pouco permeáveis à jurisprudência, tratados e acordos internacionais, que, de modo geral, possibilitam alguma responsabilização por crimes contra a humanidade, por exemplo.”

Além disso, a cientista política aponta que, enquanto a Argentina rechaçou suas leis de anistia, o Brasil fez um movimento para conseguir esse recurso na legislação, o que também dificulta o seu questionamento. “É obvio que o teor da lei brasileira tem o tom desejado pelos militares, mas a tramitação no Congresso, o debate e as propostas de emendas, embora não aceitas, proporcionam alguma legitimidade.”

Esse engajamento popular foi inclusive utilizado como justificativa para a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em considerar a lei constitucional em 2010. Na época, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) questionou a validade da anistia para agentes estatais que praticaram tortura, pedindo que o artigo 1º da Lei 6683 não incluísse agentes públicos autores de crimes como homicídio e desaparecimento contra opositores do regime.

A pesquisadora da Unicamp, porém, defende que a decisão do STF não impossibilita o julgamento de torturadores. Segundo Mezarobba, o Judiciário ainda interpreta a lei com a visão desejada pelos militares e isso impede que a mesma seja testada pelo Ministério Público. “Apenas recentemente estão surgindo algumas iniciativas isoladas no Rio Grande do Sul e em São Paulo para tentar definir os responsáveis por alguns crimes durante a ditadura.”

Wálter Maierovitch, jurista e colunista de CartaCapital, discorda da pesquisadora e explica que essa discussão se encerrou com o posicionamento do STF. “Está aí o grande problema da Comissão da Verdade, que vai realizar uma apuração e não poderá fazer mais nada.” No entanto, o ex-desembargador aponta que a Corte Interamericana de Direitos Humanos considera a lei brasileira de anistia ilegal por ser um autodecreto militar.

Em 2010, o STF também alegou não poder alterar e reescrever a Lei da Anistia por esta ser uma função do Legislativo. Por isso, os deputados Luiza Erundina (PSB-SP) e Chico Alencar (PSOL-RJ) apresentaram propostas de revisão da lei no Congresso. Contudo, uma decisão semelhante à ocorrida no Parlamento uruguaio, que derrubou na última semana a prescrição de crimes cometidos durante a última ditadura militar (1973-1985), parece distante no Brasil. As propostas dos parlamentares foram rejeitadas no final de setembro pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara.

Os projetos ainda estão em tramitação e vão passar pela Comissão de Constituição e Justiça antes de ir a plenário. Contudo, o revés ocorrido poucos dias após a aprovação da Comissão da Verdade na Casa dificulta a transformação em lei.

Por outro lado, a Comissão, que aguarda a sanção de Dilma Rousseff para entrar em vigor, é a aposta do governo no esclarecimento de fatos durante o período ditatorial. No entanto, não há a possibilidade de punir agentes do Estado envolvidos em violações dos Direitos Humanos.

Mesmo assim, houve atrito com os militares que pressionaram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para alterar o texto original da proposta em 2010. A corporação não ficou satisfeita com o termo “apurar violações de direitos humanos praticadas no contexto da repressão política”. Após pressão, houve uma alteração para “violações praticadas no contexto de conflitos políticos”.

Desta forma, segundo os integrantes da caserna, a comissão investigaria também militantes de grupos armados, por exemplo. Este, diga-se, não foi o único desalinhamento do governo com os militares. Em 2009, o então ministro da Defesa, Nelson Jobim, e os três comandantes das Forças Armadas ameaçaram deixar os seus cargos devido à possibilidade da revisão da Lei da Anistia.

O comportamento dos militares e de alas mais conservadoras da sociedade brasileira reflete uma máxima irreal de que não é possível punir apenas agentes do Estado por crimes durante o regime autoritário, pois grupos de oposição e civis também praticaram atos de resistência violentos.

Mezarobba é, porém, enfática ao questionar os defensores deste argumento. Para a cientista política, não há como desconsiderar que inúmeros prisioneiros políticos e opositores de grupos armados cumpriram penas por seus atos. “Milhares de documentos nos arquivos da Unicamp mostram processos que tramitaram no Supremo Tribunal Militar. Essas pessoas foram processadas, condenadas e cumpriram pena com base em uma lei completamente arbitrária”, diz. E aponta: “Os militares envolvidos na repressão jamais foram condenados criminalmente.”

Posições quase opostas

Para pesquisadora, a ditadura conseguiu emplacar e manter a ideologia do esquecimento. Foto: Marcello Casal JR/ABr

A pesquisadora também destaca outros fatores que acentuam a diferença nas políticas adotadas por Brasil e Argentina sobre o tema. “No Brasil, os exilados retornaram com a preocupação de fazer política, criar partidos e disputas eleitorais. Abandonaram a luta pela solução dos crimes da ditadura.”

Além disso, os argentinos possuíam um movimento de Direitos Humanos bem estruturado antes do regime militar, ao contrário do Brasil, explica. Esses grupos ganharam força no País apenas na luta pela anistia, que também envolvia a redemocratização, o fim das torturas e a condenação de responsáveis por estes crimes. “No entanto, por algum motivo peculiar a palavra de ordem vira anistia, que significa esquecer, perdoar. Enquanto isso, Argentina e Chile utilizam como bandeira a justiça.”

Apesar de adotar uma política de “não confrontar o passado”, o Brasil é pego em mais uma de suas “particularidades” ao ser capaz de reconhecer participantes de regimes autoritários de países vizinhos. Prova disto são as extradições de militares supostamente envolvidos em violações de Direitos Humanos na América do Sul.

Em 2010, o País extraditou para a Argentina o militar Manuel Juan Cordero Piacentini, um uruguaio acusado de perseguir opositores da ditadura no continente nos anos 70. Além dele, o militar argentino Norberto Raúl Tozzo foi enviado de volta a sua nação na última semana, onde deve responder pela participação no fuzilamento de 22 presos políticos em 1976.

Uma prática de extermínio comum na Argentina, país marcado pela mais violenta ditadura da América do Sul. De acordo com estimativas de ONGs argentinas e internacionais, 30 mil civis foram mortos durante o período militar, cinco mil deles pelas mãos da Esma.

Enquanto isso, uma aula de preparação do Ministério da Educação aponta em 384 os desaparecidos políticos ou mortos pela ação de agentes do Estado entre 1964 e 1985 no Brasil. Contudo, segundo ONGs e levantamentos de associações de parentes de vítimas da ditadura, o número pode ser maior. “Temos mais esquecimento que a Argentina nesta luta”, diz Mezarobba.

Para a pesquisadora, esse é um dos “méritos” do regime militar brasileiro e de João Figueiredo. Ao enviar ao Congresso o projeto da Lei da Anistia, quiseram a pacificação das famílias e o fim das lembranças, mas o principal objetivo era, claro, blindar os integrantes da caserna de punições. “Essa jogada conseguiu capturar corações e mentes e até hoje faz o mesmo seguindo a lógica da ditadura.” Cabe aos brasileiros livrar-se dela.

quinta-feira, 22 de março de 2012

PROPOSTA DE FILMES DA UPE


Foi lançado pela UPE uma proposta(louvável)de abordagem de filmes no vestibular 2013. Segue abaixo alguns filmes sugeridos para debate com as escolas e posteriormente aprovação.

Carlota Joaquina, Princesa do Brasil

O Nome da Rosa

Caramuru - A Invenção do Brasil

Narradores de Javé

Memórias Póstumas

Sociedade dos Poetas Mortos

Guerra de Canudos

Meia-Noite em Paris

Baile Perfumado

Diários de Motocicleta

A Hora Da Estrela

O Auto da Compadecida

terça-feira, 20 de março de 2012

PERÍODO JOANINO - QUESTÕES


1. ESAL – MG) – A política expansionista de Napoleão, na Europa, provocou o Decreto de Berlim: 21 de novembro de 1806, conhecido como Bloqueio Continental. Descreva o que foi o Bloqueio Continental, ressaltando suas conseqüências para Portugal.

2. (PUC-MG) A transferência da Corte Portuguesa para o Brasil, em 1808, provocou sensíveis transformações na vida brasileira. Especifique e mostre a importância de duas dessas transformações.


3. (PUC – RS) Relacione Revolução do Porto e Independência do Brasil.

4 - (ALFENAS) O Bloqueio Continental, em 1807, a vinda da família real para o Brasil e a abertura dos portos em 1808, constituíram fatos importantes

a) na formação do caráter nacional brasileiro.
b) na evolução do desenvolvimento industrial.
c) no processo de independência política.
d) na constituição do ideário federalista.
e) no surgimento das disparidades regionais.

5 - (ESPM) Acontecimentos políticos europeus sempre tiveram grande influência no processo da constituição do estado brasileiro. Assim, pode-se relacionar a elevação do Brasil à situação de Reino Unido a Portugal e Algarves, ocorrida em 1815,

a) às tentativas de aprisionamento de D. João VI, pelas forças militares de Napoleão Bonaparte.
b) à Doutrina Monroe, que se caracterizava pelo lema: "a América para os americanos".
c) ao Bloqueio Continental decretado nesse momento por Napoleão Bonaparte e que pressionava o Brasil a interromper seu comércio com os ingleses.
d) ao Congresso de Viena, que se encontrava reunido naquele momento e se constituía em uma rearticulação de forças políticas conservadoras.
e) a política de expansionismo econômico e à tentativa de dominar o mercado brasileiro, desenvolvida pelos ingleses após a Revolução Industrial.

6 - (UNIBH) “Em 1808, 90 navios, sob bandeiras diversas, entraram no porto do Rio de Janeiro, enquanto, dois anos depois, 422 navios estrangeiros e portugueses fundearam naquele porto. Por volta de 1811, existiam na capital 207 estabelecimentos comerciais portugueses e ingleses, além dos que eram possuídos por nacionais dos países amigos de Portugal”.

As modificações descritas no texto estão relacionadas com

a) o período joanino e o Ato Adicional à Constituição imperial.
b) a abertura dos portos e a guerra de independência da Cisplatina.
c) o domínio napoleônico em Portugal e a implantação do Estado Novo.
d) a abertura dos portos e os tratados de comércio e amizade com a Inglaterra.


7 - (FGA – CGA) A Revolução do Porto de 1820 se caracterizou como um movimento de:

a) consolidação da independência do Brasil;
b) retorno a ordem absolutista em Portugal;
c) repulsa a invasão francesa em Portugal;
d) descolonização do império português na África;
e) revolução liberal e constitucional.

8 - (FGV) "As notícias repercutiam como uma declaração de guerra, provocando tumultos e manifestações de desagrado. Ficava claro que as Cortes intentavam reduzir o país à situação colonial e era evidente que os deputados brasileiros, constituindo-se em minoria (75 em 205, dos quais compareciam efetivamente 50), pouco ou nada podiam fazer em Lisboa, onde as reivindicações brasileiras eram recebidas pelo público com uma zoada de vaias. À medida que as decisões das Cortes portuguesas relativas ao Brasil já não deixavam lugar para dúvidas sobre suas intenções, crescia o partido da Independência."
(Emília Viotti da Costa. Introdução ao Estudo da Emancipação Política)
O texto acima refere-se diretamente:

a) Aos movimentos emancipacionistas: às Conjurações e à Insurreição Pernambucana ;
b) À necessidade das Cortes portuguesas de reconhecer à Independência do Brasil;
c) À tensão política provocada pelas propostas de recolonização das Cortes portuguesas;
d) À repercussão da Independência do Brasil nas Cortes portuguesas;
e) Às consequências imediatas à proclamação da Independência;


9 - (UFPB) “Recentemente foi lançado no Brasil o filme “Carlota Joaquina” que satiriza eventos e personagens da monarquia lusa na América. Entre esses personagens está o regente D. João que, no dizer de Caio Prado Jr. era “homem pacífico e indolente por natureza.”
Fonte: História Econômica do Brasil. 40a ed. São Paulo, Brasiliense, 1993, p. 130.

A respeito da presença da Corte portuguesa no Brasil entre 1808 e 1821, do ponto de vista histórico, pode-se afirmar que:

a) A presença do regente no Rio de Janeiro, sob a proteção da Inglaterra, rompeu com o pacto colonial.
b) A presença portuguesa no Brasil estreitou os laços de união da metrópole com a Inglaterra, garantindo posteriormente uma política mais firme e autônoma de Portugal frente às demais nações européias.
c) Os comerciantes portugueses foram os principais beneficiados com a abertura dos portos brasileiros às nações amigas.
d) O retorno da Corte portuguesa deu-se imediatamente após o fim do domínio francês sobre Portugal.
e) Até 1822, com a independência brasileira, não houve modificação administrativa ou econômica na colônia, deixando-a D. João, da mesma forma como à encontrou.


10 - (UFPE) Assinale a alternativa que define o papel da “abertura dos portos” no processo de descolonização.

a) A abertura dos portos às nações amigas anulou a política mercantilista desenvolvida por Portugal, junto à sua antiga colônia na América, tornando-a de imediato independente.
b) As novas condições criadas pela Revolução Industrial na Inglaterra e, conseqüentemente, o controle que este país exercia sobre o comércio internacional e os transportes marítimos não permitiam a Portugal, seu antigo aliado, exercer o pacto colonial.
c) A política de portos abertos na América era muito importante para as colônias e negativa para as metrópoles.
d) A abertura dos portos possibilitou ao BRASIL negociar livremente com todas as nações, inclusive com a França.
e) Através da abertura dos portos, o BRASIL pôde definir uma política protecionista de comércio à sua nascente indústria naval.

GABARITO:
04 - C
05 - D
06 - D
07 - E
08 - C
09 - A
10 - B

segunda-feira, 19 de março de 2012

HISTÓRIA: PROPOSTA DE CONTEÚDOS DO SSA-UPE 2013

PROGRAMAS SSA 2013 HISTÓRIA



HISTÓRIA SSA – 1ª. série

•1. História, fontes e historiadores; 1.1 Cultura e História; a diversidade do fazer e do pensar humanos e sua relação com a Natureza. 2. A Pré-História: economia, sociedade e cultura; 2.1 O Brasil pré-cabralino; 3. As relações entre poder e saber na Antiguidade Oriental e Ocidental e a busca pela compreensão e superação das dificuldades históricas. 4. As relações de poder na Idade Média Ocidental e Oriental e a importância da Igreja Católica na construção das suas concepções de mundo; 4.1 O mundo islâmico medieval; 4.2 A produção cultural no medievo. 5. A Modernidade com projeto histórico da sociedade europeia; 5.1 A formação do mundo moderno: O Renascimento, A Reforma e a conquista e colonização dos povos da América; 5.2 Violência e dominação cultural nas relações políticas entre colonizados e colonizadores. 6. Europa-África-América: A escravidão e sua inserção no mundo moderno. 6.1 A luta contra o seu domínio e sua contribuição para o crescimento do poderio europeu na gestão das riquezas e das concepções culturais de mundo.

HISTÓRIA SSA 2ª. série
1. O capitalismo e as suas relações históricas com a formação da burguesia. 1.1 Novas formas de saber e poder e mudanças na Europa. 1.2 A construção do liberalismo na política e na economia. 2. As resistências contra a colonização dos europeus e lutas políticas nas América. 2.1 As influências das ideias liberais e as crises do antigo regime. 3. O Brasil e a formação do Estado Nacional. 3.1 Autoritarismo e escravidão, hierarquias socais e revoltas políticas no período de Império. 4. A modernização da sociedade ocidental e sua expansão. 4.1 O impacto das invenções modernas e a crítica às injustiças do capitalismo. 4.2 O político-cultural e suas renovações: Romantismo, Socialismo e Anarquismo; 4.3 Produção cultural no Brasil do século XIX. 5. A expansão do mundo capitalista: o neocolonialismo e a opressão cultural: América, África e Ásia. 5.1 Os preconceitos científicos e as contradições do progresso. 5.2 As relações entre saber e poder no século XIX. 6. As relações históricas entre o abolicionismo e republicanismo no Brasil. 6.1 A busca de alternativas políticas e os ensaios de modernização nos centros urbanos.

HISTÓRIA SSA 3ª. série
•1. As primeiras décadas republicanas no Brasil. 1.1 Oligarquias e resistências. Insatisfações e modernismos. 1.2 O movimento operário e suas primeiras organizações e greves. 2. A primeira metade do século XX. 2.1 A I Guerra Mundial. 2.2 A Revolução Soviética. 2.3 O nazi-fascismo. 2.4 A Crise do capitalismo. 3. A modernização no Brasil e o autoritarismo político na primeira metade do século XX. 3.1 As dificuldades de construção da democracia e lutas dos trabalhadores. 4. A II Guerra Mundial e o fim dos impérios. 4.1 A descolonização da África e da Ásia. 4.2 Guerra Fria. 5. O mundo depois das guerras mundiais: as dificuldades as utopias e as relações internacionais. 5.1 Produção cultural no século XX; 5.2 Resistências culturais e o crescimento tecnológico. 5.3 A globalização e a massificação cultural: o cotidiano e seu controle pelo poder hegemônico. 5.4 Tensões contemporâneas: o Oriente Médio, a América Latina e a África. 6. O regime militar no Brasil: violência, censura e modernização. 6.1 A luta pela democracia e suas dificuldades. 6.2 Produção cultural no Brasil do século XX; 6.3 Organização política e violência social e urbana e a consolidação do capitalismo. 6.4 O Brasil e as suas relações com a América Latina nos tempos atuais.

terça-feira, 13 de março de 2012

ARTE ROMÂNICA




Em 476, com a tomada de Roma pelos povos bárbaros, tem início o período histórico conhecido por Idade Média. Na Idade Média a arte tem suas raízes na época conhecida como Paleocristã, trazendo modificações no comportamento humano, com o Cristianismo a arte se voltou para a valorização do espírito. Os valores da religião cristã vão impregnar todos os aspectos da vida medieval. A concepção de mundo dominada pela figura de Deus proposto pelo cristianismo é chamada de teocentrismo (teos = Deus). Deus é o centro do universo e a medida de todas as coisas. A igreja como representante de Deus na Terra, tinha poderes ilimitados.
ARQUITETURA
No final dos séculos XI e XII, na Europa, surge a arte românica cuja a estrutura era semelhante às construções dos antigos romanos.
As características mais significativas da arquitetura românica são:
* abóbadas em substituição ao telhado das basílicas;
* pilares maciços que sustentavam e das paredes espessas;
* aberturas raras e estreitas usadas como janelas;
* torres, que aparecem no cruzamento das naves ou na fachada; e
* arcos que são formados por 180 graus.
A primeira coisa que chama a atenção nas igrejas românicas é o seu tamanho. Elas são sempre grandes e sólidas. Daí serem chamadas: fortalezas de Deus. A explicação mais aceita para as formas volumosas, estilizadas e duras dessas igrejas é o fato da arte românica não ser fruto do gosto refinado da nobreza nem das idéias desenvolvidas nos centros urbanos, é um estilo essencialmente clerical. A arte desse período passa, assim a ser encarada como uma extensão do serviço divino e uma oferenda à divindade.
A mais famosa é a Catedral de Pisa sendo o edifício mais conhecido do seu conjunto o campanário que começou a ser construído em 1.174. Trata-se da Torre de Pisa que se inclinou porque, com o passar do tempo, o terreno cedeu.
Na Itália, diferente do resto da Europa, não apresenta formas pesadas, duras e primitivas.

PINTURA E ESCULTURA
Numa época em que poucas pessoas sabiam ler, a Igreja recorria à pintura e à escultura para narrar histórias bíblicas ou comunicar valores religiosos aos fiéis. Não podemos estudá-las desassociadas da arquitetura.
A pintura românica desenvolveu-se sobretudo nas grandes decorações murais, através da técnica do afresco, que originalmente era uma técnica de pintar sobre a parede úmida.
Os motivos usados pelos pintores eram de natureza religiosa. As características essenciais da pintura românica foram a deformação e o colorismo. A deformação, na verdade, traduz os sentimentos religiosos e a interpretação mística que os artistas faziam da realidade. A figura de Cristo, por exemplo, é sempre maior do que as outras que o cercam. O colorismo realizou-se no emprego de cores chapadas, sem preocupação com meios tons ou jogos de luz e sombra, pois não havia a menor intenção de imitar a natureza.
Na porta, a área mais ocupada pelas esculturas era o tímpano, nome que recebe a parede semicircular que fica logo abaixo dos arcos que arrematam o vão superior da porta. Imitação de formas rudes, curtas ou alongadas, ausência de movimentos naturais.
MOSAICO
A técnica da decoração com mosaico, isto é, pequeninas pedras, de vários formatos e cores, que colocadas lado a lado vão formando o desenho, conheceu seu auge na época do românico. Usado desde a Antigüidade, é originária do Oriente onde a técnica bizantina utilizava o azul e dourado, para representar o próprio céu.

quinta-feira, 8 de março de 2012

CONCEITOS BÁSICOS DE SOCIOLOGIA





Contatos sociais

Primeiro passo para qualquer associação humana, pois a convivência humana pressupõe uma variedade de formas de contato. É a base da vida social.
02 Tipos:
Primários - Contatos pessoais diretos. Forte base emocional.
Secundários - São os contatos impessoais, formais .
Contexto Industrialização / urbanização predomina contatos secundários. Proximidade física não significa necessariamente proximidade afetiva.
Isolamento social - caracterizado pela ausência dos contatos sociais ( atitudes de ordem social e atitudes de ordem individual ).

Interação social
O simples contato não é suficiente para que haja interação social. È preciso que haja mudança do comportamento dos indivíduos envolvidos como resultado do contato e da comunicação que se estabelece.
“ Processo de influência recíproca ou unilateral entre dois ou mais agentes sociais”.
Reciprocidade – proximidade dos agentes sociais , contato direto ou quando há possibilidade de reação por parte dos agentes envolvidos no processo
Unilateral - não há necessidade do contato direto nessa interação e um dos agentes influencia, mas não pode é influenciado pelo outro

Relação Social
Dá se o nome de relação social as diferentes formas da interação social . Relação econômica, relação pedagógica,relação familiar.

Processos Sociais

Diversas maneiras pelas quais os indivíduos e os grupos atuam uns com os outros. A forma como os indivíduos se relacionam e estabelecem relações sociais.
Processos sociais - são diferentes formas de interação. Interação é processo social geral.
Ação entre dois ou mais agentes contribuindo para aproximá-los ou afastá-los.
Classificação:
• coesivos ou positivos ( cooperação, acomodação e assimilação)
• disjuntivos ou negativos ( competição e conflito)

Cooperação
Não pode haver sistema social sem um mínimo de cooperação. Muitas vezes não há clareza dos processos sociais cooperativos.
È a forma de interação na qual diferentes pessoas, grupos ou comunidades trabalham juntos para um mesmo fim.
Cooperação  consenso a respeito de metas culturalmente legítimas, valores , crenças e normas coletivas.
Cooperação nem sempre o consenso está presente. Pode resultar da existência de interesses e objetivos diferentes mas complementares. Ex: classes sociais
“Cooperação existe quando a troca resulta satisfatória para ambas as partes”
Ex: categoria detém serviços imprescindíveis  Maior poder de barganha. Poder de barganha pequeno  nível de insatisfação alto.
O equilíbrio e a cooperação do sistema interativo  concessões da categoria social dominante.

Acomodação
È o processo social em que o indivíduo, grupos ou categorias em interação não compartilham metas, crenças, atitudes e padrões de comportamento, mas convivem pacificamente. Para evitar o conflito as categorias sociais minoritárias simulam um comportamento que não corresponde ao seu acervo sóciocultural.
Não há uma transformação de pensamento, sentimentos e atitudes. Mudanças são exteriores, manifestam apenas enquanto comportamento social.
Ajustamento de indivíduos ou grupos apenas nos aspectos externos do seu comportamento.

Assimilação
É o processo através do qual indivíduos, grupos ou categorias de culturas diferentes permutam os seus respectivos acervos/bagagem culturais .
EX: Miscigenação. Conversão
Implica transformações internas nos indivíduos. Envolvem mudanças na maneira de pensar, de sentir e agir.

Competição
Ocorre quando vários indivíduos buscam alcançar um objetivo que pode ser alcançado por todos ou pela sua maioria.

Conflito
Geralmente ocorre quando indivíduos, grupos ou categorias sociais tem interesse ou objetivos incompatíveis entre si.
Inibição do conflito
 dominação das categorias detentoras de maior participação no processo de distribuição social da riqueza e do poder
 nível suficiente de satisfação no processo de troca entre categorias sociais com interesses distintos
Tipos de conflitos: étnicos, terra, religiosos , políticos.

Competiçao Conflito
forma de luta pela sobrevivência, forma de rivalidade

pacifica, inconsciente, impessoal disputa, guerra, violência
consciente, pessoal


Socialização
Processo pelo qual o individuo assimila os valores, normas e as expectativas sociais de uma sociedade ou grupo.
Responsável por desenvolver nos membros de uma sociedade , gostos , idéias, e sentimentos correspondentes a cultura do grupo social no qual esses indivíduos vão viver

Grupos
Conjunto de indivíduos que agem de maneira coordenada, auto-referida ou recíproca.
Condições necessárias  contato contínuo, objetivos e interesses comuns.
Condições suficientes  estabilidade nas relações interpessoais e sentimentos partilhados de pertencer a uma mesma unidade social.

Agregados
São unidades sociais cuja existência depende da proximidade física entre os seus componentes individuais.. Desfeita a proximidade física o agregado já não existe . Ex: auditório, manifestação pública, o agregado residencial, a turba.

Categorias

São constituídas por indivíduos que possuam uma ou mais características comuns, porém separadas fisicamente.

Ex: categoria religiosa – filiados a religião católica no Brasil estão dispersos em todo o território brasileiro.

Conjunto de indivíduos que pertencem a uma categoria não forma necessariamente uma coletividade autoconsciente. Características definidoras de uma categoria depende do arbítrio de quem a elabora.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

24 DE FEVEREIRO DE 1891 - 2º CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA E 1ª REPUBLICANA


Constituição de 1891

A primeira Constituição republicana brasileira, resultante do movimento político-militar que derrubou o Império em 1889, inspirou-se na organização política norte-americana. No texto constitucional, debatido e aprovado pelo Congresso Constituinte nos anos de 1890 e 1891, foram abolidas as principais instituições monárquicas, como o Poder Moderador, o Conselho de Estado e a vitaliciedade do Senado. Foi introduzido o sistema de governo presidencialista. O presidente da República, chefe do Poder Executivo, passou a ser eleito pelo voto direto para um mandato de quatro anos, sem direito à reeleição. Tinham direito a voto todos os homens alfabetizados maiores de 21 anos.

>O Poder Legislativo era exercido pelo Congresso Nacional, formado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. O poder dos estados (antigas províncias) foi significativamente ampliado com a introdução do princípio federalista. Os estados passaram a organizar-se com leis próprias, desde que respeitando os princípios estabelecidos pela Constituição Federal. Seus governantes, denominados presidentes estaduais, passaram a ser eleitos também pelo voto direto. Foi abolida a religião oficial com a separação entre o Estado e a Igreja Católica, cuja unidade era fixada pela antiga Constituição Imperial.

>Durante grande parte da Primeira República (1889-1930) desenvolveu-se um intenso debate sobre a necessidade de se reformar a Constituição de 1891. Muitos reformadores defendiam a ampliação dos poderes da União e do presidente da República como forma de melhor enfrentar as pressões advindas dos grupos regionais. A Emenda Constitucional de 1926 iria em parte atender a essas demandas centralizadoras. A Revolução de 1930 encerraria o período de vigência dessa primeira carta republicana.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

REPÚBLICA DA ESPADA (1889-1894)



Governo Provisório 1889 -1891

Um dos primeiros atos do governo provisório foi o banimento da família imperial. Um dia após a proclamação da República (15 de novembro), D. Pedro II recebeu uma mensagem mandando-o sair do país. Dom Pedro II cedeu à ordem e saiu do país com toda a sua família no dia seguinte (17 de novembro).
"Ausentado-me pois, com todas as pessoas de minha família, conservarei do Brasil a mais saudosa lembrança fazendo os mais ardentes votos por sua grandeza e prosperidade." Rio de Janeiro, 16 de novembro de 1889. D. Pedro de Alcântara.
________________________________________
As primeiras reformas - Com a proclamação da República foram dissolvidas as Assembléias Provinciais e Câmaras Municipais. Governadores foram nomeados para os Estados (antigas províncias) que compunham o novo sistema de governo. Intendentes seriam a primeira autoridade municipal.
Durante a administração do Governo Provisório destacam-se os seguintes fatos:
1) Procede-se a uma grande naturalização, assim chamada em virtude de passarem à condição de brasileiros todos os estrangeiros aqui residentes que não manifestassem desejo de permanecer com a antiga nacionalidade.
2) Separa-se a Igreja do Estado. Regulamenta-se consequentemente casamento e o registro civil. Secularizam-se os cemitérios.
3) Reforma-se o Código Criminal (1890) e a organização judiciária do país.
4) Reformam-se o ensino e o sistema bancário.
Os primeiros meses de república não foram fáceis. Pouco mais de um mês após a proclamação da República, em 18 de dezembro, o governo abafava um motim no 2o. Regimento de Artilharia Montada.
________________________________________
A Constituição de 1891 - Com a proclamação da República, naturalmente não mais vigorava a Constituição de 1824. Nomeara o Governo Provisório uma comissão especial para elaborar o projeto de uma Constituição republicana que deveria ser apresentado ao futuro Congresso Constituinte.
Modelou-se (se não copiou) pela Constituição dos Estados Unidos da América o projeto elaborado; era republicano, federativo e presidencialista. Embora ampla autonomia fosse concedida aos Estados, os grandes poderes pertenciam à União.
Um ano após a proclamação da República (15 de novembro de 1890), instalava-se o Congresso Constituinte, cujos membros haviam sido escolhidos pela primeira eleição republicana realizada em nosso país, com sufrágio universal masculino. Então, em 24 de fevereiro de 1891 era promulgada a primeira Constituição da República. Suas principais disposições eram:
. A suprema autoridade do país seria o Presidente da República, com mandato de quatro anos e eleito diretamente pelo povo.
. Os ministros seriam de sua livre escolha.
. Senadores e deputados também seriam eleitos pelo povo.
. Os Estados e o Distrito Federal seriam representados por 3 senadores, com mandatos de nove anos, e por deputados em número proporcional às suas respectivas populações, com mandatos de 3 anos.
________________________________________
O Encilhamento - Rui Barbosa, na pasta da Fazenda ao estabelecer novo regime financeiro, provocou um fenômeno econômico de 1889 a 1892 que se convencionou chamar de Encilhamento. Facilitou-se o crédito, deu-se liberdade aos Bancos, emitiu-se bastante; esperava-se assim estimular a economia republicana. Os resultados, porém, foram diversos. Não foram criadas grandes empresas agrícolas ou industriais, e sim companhias dedicadas sobretudo à exploração dos valores das respectivas ações, desenvolvendo-se desenfreado jogo de Bolsa.
Quando se evidenciou que as fabulosas empresas eram absolutamente inconsistentes, era tarde. A excessiva especulação já havia se proliferado. O país sofria os efeitos de uma inflação desordenada e as taxas cambiais favoreciam substancialmente as moedas estrangeiras.

Marechal Deodoro da Fonseca - 1891

Embora a constituição de 1891 determinasse que o Presidente da República seria eleito pelo voto direto da população, afirmava também que, após a sua promulgação, o primeiro presidente seria eleito excepcionalmente pelo Congresso. Foi isso que ocorreu.
Candidataram-se ao cargo de Presidente o Mal. Deodoro da Fonseca e o Presidente do Congresso Prudente de Morais; à vice-presidência concorreram o ex-ministro da Marinha almirante Eduardo Wandenkolk e o ex-ministro da Guerra, Mal. Floriano Peixoto. (OBS. A Constituição prescrevia que, diferentemente de hoje, se candidatam em chapas separadas o Presidente e o Vice.) Foi vitoriosa a chapa dos dois marechais, embora a votação de seus concorrentes demonstrasse a existência de uma ponderável força política oposta ao governo. A oposição a Deodoro formara-se durante o Governo Provisório, chegando mesmo a transformar-se em séria dissidência entre aqueles que haviam criado o novo regime.
O novo Presidente da República era amigo pessoal de D. Pedro II, sendo questionável sua legitimidade para assumir o controle do novo regime político. A oposição acusava-o, ademais, de ser defensor da monarquia. Sua atuação, contudo, não demonstrou que tentava restaurá-la.
Habituado à disciplina militar o velho marechal irritava-se profundamente com a violência dos ataques que lhe eram desferidos pelos adversários. Com a aprovação de uma lei sobre a responsabilidade do Presidente da República, provavelmente preparando o caminho para um impeachment, Deodoro resolveu atacar o Congresso: em 3 de novembro de 1891 dissolvia-o, malgrado não ter poderes constitucionais para isso e, confiado no Exército, proclamava estado de sítio.
Apenas o governador do Pará, Lauro Sodré, não apoiou o golpe de Deodoro. No Rio Grande do Sul, porém, alguns militares aliados aos elementos da oposição ao governo depuseram o governador Júlio de Castilhos constituindo uma junta governativa pitorescamente cognominada de governicho. Paralelamente, o almirante Custódio Melo, no Rio de Janeiro, toma a iniciativa de anular o golpe de Deodoro; na manhã de 23 de novembro, ocupa vários navios e, ameaçando bombardear a cidade, intima o governo a render-se (1a. Revolta da Armada).
Conquanto Deodoro contasse com o apoio da maioria da guarnição militar, preferiu renunciar ao poder, evitando assim uma guerra civil. Ao entregar o governo ao Vice-presidente Floriano Peixoto, encerrava sua carreira política e militar.

Mal. Floriano Peixoto 1891 - 1894

Logo que assumiu a presidência da República, Floriano Peixoto demonstrou a força militar de seu governo sufocando uma revolta chefiada pelo sargento Silvino de Macedo na fortaleza de Santa Cruz.
Manifesto dos Treze Generais - Generais de diversos locais lançaram um manifesto exigindo a renúncia de Floriano. Alegavam que, pela Constituição, caso um Presidente desocupasse o cargo antes da metade do mandato, convocar-se-ia uma nova eleição. O Vice só assumiria no caso de o cargo lhe ser oferecido após decorrido mais de meio mandato. Floriano, todavia, alegou que o primeiro mandato era sui generis, uma vez que eles nem mesmo haviam sido eleitos popularmente. Consequentemente, prendeu os generais e mandou-os a um isolamento na região amazônica.
A Revolta Federalista - No Rio Grande do Sul, as lutas partidárias transformaram-se numa longa e sangrenta guerra civil. Dividia-se politicamente o Rio Grande do Sul entre os castilhistas (ou "pica-paus"), partidários de Júlio de Castilhos, Presidente do Estado (a quem Floriano fornecia apoio), e os federalistas (ou "gasparistas" ou "maragatos"), chefiados por Silveira Martins, o qual era acusado de monarquista.
Os federalistas propunham-se "a libertar o Rio Grande do Sul da tirania de Castilhos" conforme declaravam no manifesto em que concitavam os rio-grandenses a acompanhá-los. É bom notar, entretanto, que o qualificativo federalista não tinha o sentido de federativo. Pelo contrário, os federalistas desejavam, teoricamente, maior predominância do poder federal sobre o estadual, defendendo também a adoção do sistema parlamentar. Então, após o combate do Inhanduí, os revolucionários praticamente ficaram vencidos. Eles, no entanto, não se deram por vencidos. No Rio de Janeiro surgiria a 6 de setembro de 1893 a Revolta Armada, liderada por Custódio de Melo e Saldanha da Gama, os quais reivindicavam a renúncia do Presidente. A Revolta da Armada levou suas operações militares ao Sul. Daí em diante identificam-se perfeitamente os dois movimentos, cuja finalidade imediata era a queda do governo de Floriano.
A Revolta Armada - Durante a Revolta Armada, inicialmente no Rio de Janeiro, ocorreram diversos combates, e a guerra chegou novamente ao Rio Grande do Sul. Porém, o governo preparou-se suficientemente bem para se defender. Fracassara a Revolta Armada, terminando a Revolução Federalista. Salvara-se o governo. Lamentavelmente, contudo, revestiu-se de tremenda crueldade a vingança empreendida por elementos governistas, como o general Everton Quadros no Paraná e o coronel Moreira César em Santa Catarina, contra os revolucionários vencidos. Ocorreram fuzilamentos até em cemitérios, ao pé de covas já abertas. Esses acontecimentos mancharam um pouco a causa republicana. Floriano terminara com violência o seu governo.
Portugal - Navios portugueses concederam asilo a Saldanha da Gama e outros participantes da Revolta Armada. Os desentendimentos diplomáticos daí decorrentes resultaram no rompimento de relações com Portugal.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A DESCOBERTA DO NOVO MUNDO



No início da Idade Moderna, surgiu um descompasso na economia européia, entre a capacidade de produção e consumo na zona rural e na zona urbana. A produção agrícola no campo estava limitada pelo regime de trabalho servil. O resultado disso era uma produtividade baixa e, conseqüentemente, a falta de alimentos para abastecer os núcleos urbanos. Já a produção artesanal nas cidades era alta e não encontrava consumidores na zona rural, devido ao baixo poder aquisitivo dos trabalhadores rurais e ao caráter auto-suficiente da produção feudal.
Além disso, o comércio internacional europeu, baseado na compra de produtos orientais (especiarias, objetos raros, pedras preciosas), tendia a se estagnar, pois os nobres, empobrecidos pela crise do feudalismo, cada vez compravam menos essas mercadorias. Os tesouros acumulados pela nobreza durante as Cruzadas escoavam para o Oriente, em pagamento das especiarias. O resultado disso foi a escassez de metais preciosos na Europa, o que criava mais dificuldades ainda para o desenvolvimento do comércio.
A solução para esses problemas estava na exploração de novos mercados, capazes de fornecer alimentos e metais preciosos a baixo custo e, ao mesmo tempo, aptos para consumir os produtos artesanais fabricados nas cidades européias. Mas onde encontrar esses novos mercados?
O comércio com o Oriente estava indicando o caminho. Os mercados da Índia, da China e do Japão eram controlados pelos mercadores árabes e seus produtos chegavam à Europa ocidental através do mar Mediterrâneo, controlado por Veneza, Gênova e outras cidades italianas. O grande número de intermediários nesse longo trajeto encarecia muito as mercadorias. Mas se fosse descoberta uma nova rota marítima que ligasse a Europa diretamente aos mercados do Oriente, o preço das especiarias se reduziria e as camadas da população européia com poder aquisitivo mais baixo poderiam vir a consumi-las.
No século XV, a burguesia européia, apoiada por monarquias nacionais fortes e capazes de reunir grandes recursos, começou a lançar suas embarcações nos oceanos ainda desconhecidos — Atlântico, Indico e Pacífico - em busca de novos caminhos para o Oriente. Nessa aventura marítima, os governos europeus dominaram a costa da África, atingiram o Oriente e descobriram um mundo até então desconhecido: a América.
Com a descoberta de novas rotas comerciais, a burguesia européia encontrou outros mercados fornecedores de alimentos, de metais preciosos e de especiarias a baixo custo. Isso permitiu a ampliação do mercado consumidor, pois as pessoas de poder aquisitivo mais baixo puderam adquirir as mercadorias, agora vendi¬das a preços menores.
A expansão comercial e marítima dos tempos modernos foi, portanto, uma conseqüência da crise de crescimento da economia européia.
Outras condições à expansão marítima européia
A expansão marítima só foi possível graças à centralização do poder nas mãos dos reis. Um comerciante rico, uma grande cidade ou mesmo uma associação de mercadores muito ricos não tinham condições de reunir o capital necessário para esse grande empreendimento. Apenas o rei era capaz de captar recursos de toda a nação para financiar as viagens ultramarinas.
Eram enormes as dificuldades que tinham de ser superadas para navegar pelos oceanos.
As embarcações tinham de ser melhoradas e as técnicas de navegação precisavam ser aprimoradas. No século XV, inventou-se a caravela. A bússola e o astrolábio passaram a ser empregados como instrumentos de orientação no mar, e a cartografia passou por grandes progressos. Ao mesmo tempo, a antiga concepção sobre a forma da Terra começou a ser posta em dúvida. Projeto de navios do período da Expansão
Seria a Terra realmente um disco chato e plano, cujos limites eram precipícios sem fim? Uma nova hipótese sobre a forma de nosso planeta começou a surgir: o planeta teria a forma de uma esfera. Nessa nova concepção, se alguém partisse de um ponto qualquer da Terra e navegasse sempre na mesma direção, voltaria ao ponto de partida. O desejo de desbravar os oceanos, descobrir novos mundos e fazer fortuna animava tanto os navegantes, que eles chegavam a se esquecer do medo que tinham do desconhecido. Dois Estados se destacaram na conquista dos mares: Portugal e Espanha. "

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

VALE LER ISSO!


http://www.conversaafiada.com.br/politica/2012/01/27/pinheirinho-onu-da-48h-a-nahas-e-alckmin/

SOCIOLOGIA: UMA NOVA CIÊNCIA.


A Sociologia, através de seus métodos de investigação científica, procura compreender e explicar as estruturas da sociedade, criando conceitos e teorias a fim de manter ou alterar as relações de poder nela existentes.

O século XVIII pode ser considerado um período de grande importância para a história do pensamento ocidental e para o início da Sociologia. A sociedade vivia uma era de mudanças de impacto em sua conjuntura política, econômica e cultural, que trazia novas situações e também novos problemas. Consequentemente, esse contexto dinâmico e confuso contribui para eclodirem duas grandes revoluções – a Revolução Industrial, na Inglaterra e a Revolução Francesa.

A Revolução Industrial é muitas vezes analisada de forma superficial como a simples introdução da máquina a vapor nas fábricas e manufaturas e o aperfeiçoamento das técnicas produtivas. Existe, porém, outra faceta da realidade – a Revolução Industrial significou o triunfo da indústria capitalista e da classe minoritária detentora dos meios de produção e do capital. Grandes massas de trabalhadores foram submetidas ao que impunha o sistema – novas formas de relação de trabalho, longas e penosas jornadas nas fábricas, salários de subsistência – a fim de satisfazer os interesses econômicos dos empresários.

Além disso, a vida nas cidades industriais também estava mudando – o intenso êxodo rural culminou na explosão demográfica e na falta de infra-estrutura capaz de comportar os excedentes populacionais. Miséria, epidemias, suicídios, aumento da prostituição e da criminalidade eram retratos da situação da época.

Um dos fatos de maior relevância foi o surgimento do proletariado, classe trabalhadora com importante papel histórico na sociedade capitalista.

Os proletários sentiam-se explorados, e muitas vezes, sua revolta se refletia na destruição das máquinas e equipamentos. Gradativamente, eles vão se organizando e formando sindicatos com o objetivo de se defender dos proprietários dos meios de produção e do próprio sistema capitalista vigente. Ao protestar e ao buscar mudanças, a classe operária se inclinava ideologicamente ao socialismo.

A introdução de novas formas de organizar a vida social e a profundidade das transformações, de certa forma, colocou a sociedade em evidência. Em decorrência disso, determinados pensadores passaram a considerá-la um objeto que deveria ser investigado e analisado com metodologia científica adequada.

Pensadores como Owen, William Thompson, Jeremy Bentham podiam ter opiniões diferentes em relação a alguns aspectos da Revolução Industrial, mas eram unânimes em afirmar que ela estava criando novos fenômenos, dignos de serem estudados. A Sociologia, então, foi se formando e se consolidando como se fosse uma resposta intelectual às novas condições de existência – a situação do proletariado, a estrutura das cidades industriais, os avanços tecnológicos, a organização do trabalho nas fábricas – originadas pela Revolução Industrial.

Principalmente no século XVII, a tendência sobrenatural e dogmática de se explicar os acontecimentos foi sendo naturalmente substituída por uma visão racionalista de mundo. Para o racionalista Francis Bacon (1561-1626), a teologia deixaria de ser a forma norteadora do pensamento para dar lugar ao novo método científico de conhecimento baseado na observação e na experimentação sistemática e objetiva dos fatos. Segundo ele, dessa maneira seria também possível descobrir e formulas leis gerais sobre a sociedade.

Já, no século XVIII, foi o pensamento social que evoluiu e fez novas descobertas. Segundo Vico (1668-1744), a sociedade podia ser compreendida, pois, ao contrário da natureza, seria o próprio homem o agente produtor da história. Mais tarde, essa postura intelectual seria amadurecida por Hegel e Marx.

Uma das correntes mais importantes desse mesmo século foi o Iluminismo, originado na França. Os pensadores iluministas tinham como proposta procurar transformar não apenas as antigas formas de conhecimento, mas a própria sociedade. Criticavam as características do feudalismo e os privilégios de sua classe dominante em defesa dos interesses burgueses.

Estudando as instituições da época, os iluministas procuraram demonstrar que elas eram injustas e irracionais e , segundo eles, por constituírem um obstáculo à liberdade do indivíduo, deveriam ser eliminadas.

Paralelamente, o homem comum também estava deixando de se submeter cegamente às instituições sociais e às normas existentes. Elas não eram mais vistas como inacessíveis e imutáveis, mas sim como fenômenos passíveis de serem conhecidos e transformados, afinal, são produtos da atividade humana. Na verdade, os tempos estavam mudando e a crescente racionalização da vida social iria contribuir para a constituição de um estudo científico sobre a sociedade.

A Revolução Francesa também foi uma circunstância que agilizou o processo de formação da Sociologia. Ao final do século XVIII, a monarquia absolutista da França estava assegurando inúmeros privilégios à minoritária classe dominante, enquanto deixava à margem de assistência uma população de 23 milhões de pessoas. Além disso, o arcaico sistema vigente impedia a constituição da livre empresa, a exploração eficiente da terra e abafava as iniciativas da burguesia. Obviamente, a situação era contraditória e não iria se sustentar por muito tempo.

Enfim, em 1789, com a mobilização das massas de trabalhadores pobres, a burguesia tomou o poder. O seu objetivo, na realidade, não girava apenas em torno da mudança da estrutura do Estado. Havia o claro desejo de abolir radicalmente a antiga forma de sociedade, suas instituições e seus costumes, promovendo e inovando aspectos da economia, da política, da religião e da vida cultural. Os velhos privilégios de classe foram destruídos e o empresariado passou a ser incentivado e apoiado.

Diante do profundo impacto que a Revolução Francesa causou, vários pensadores franceses da época – como Saint-Simon, Comte e Le Play – passaram a procurar soluções para o estado de desorganização em que se encontrava a nova ordem social. Todavia, para se chegar a uma estabilização dessa nova ordem, seria preciso, segundo eles, conhecer as leis que regem os fatos sociais e, assim, instituir uma ciência da sociedade.

Ao início do século XIX, o capitalismo emergente desencadeou o processo de industrialização na França, especialmente no setor têxtil. Determinadas situações sociais vividas pela Inglaterra no período de sua Revolução Industrial se repetiram na sociedade francesa.

Na terceira década desse mesmo século, houve a intensificação das crises econômicas e das divergências entre as classes sociais. Os trabalhadores franceses passaram a contestar o sistema capitalista, mas foram violentamente reprimidos pela burguesia, a qual acreditava que seria muito difícil criar uma ordem social estável e organizada.

Percebe-se, portanto, que a Sociologia se formou a partir de um contexto histórico-social complexo e bipolarizado. Primeiramente, ela assumiu o papel intelectual de repensar o problema da ordem social, enfatizando a necessidade da existência de instituição como a autoridade, a família, a hierarquia a destacando a importância teórica delas para o estudo da sociedade.

Segundo Le Play (1806-1882), não seria o indivíduo isolado o elemento fundamental para a compreensão da sociedade, mas sim a unidade familiar. Estudou diversas famílias de trabalhadores sob a industrialização e pôde observar que elas estavam mais instáveis do que anteriormente. Le Play acreditava que se os respectivos papéis tradicionais do homem e da mulher dentro da família fossem resgatados, as famílias e a própria sociedade poderiam adquirir mais equilíbrio.

Os antagonismos de classe existentes na sociedade capitalista são uma característica muito forte desse sistema e, por isso, não há uma única tendência do pensamento sociológico. O que existe é uma multiplicidade de visões sociológicas a respeito da sociedade, do objeto de estudo e dos métodos de investigação dessa disciplina. Essas visões deram origem às diferentes tradições sociológicas ou distintas sociologias.

Alguns sociólogos encararam o capitalismo com otimismo, identificando os valores e os interesses da elite como representativos do conjunto da sociedade. Partindo da percepção desses estudiosos, o funcionamento eficiente das instituições políticas e econômicas é um fenômeno essencial e as lutas de classe não passam de acontecimentos transitórios. Essa tradição sociológica que se colocou a favor da ordem instituída pelo capitalismo teve como base o pensamento conservador.

Os conservadores ou profetas do passado – como por exemplo, Edmund Burke (1729-1797), Joseph de Maistre (1754-1821) e Louis de Bonald (1754-1840) – cultivavam o pensamento medieval. Por um lado, admiravam a estabilidade, a hierarquia social e as instituições religiosas e aristocráticas do feudalismo e, por outro, combatiam com fervor as idéias iluministas que teriam desencadeado, segundo eles, o trágico e nefasto acontecimento do final do século XVIII – a Revolução Francesa.

Aos conservadores não interessava defender o capitalismo que se acentuava cada vez mais. De maneira pessimista, enxergavam a sociedade moderna em decadência, não consideravam nenhum progresso no urbanismo, na industrialização, na tecnologia e no igualitarismo. A sociedade lhes parecia mergulhada no caos, na desorganização e na anarquia. Afirmavam que para haver ordem e coesão social, seria necessário a existência de instituições fortes, tradição e valores morais.

É entre os sociólogos positivistas – Saint-Simon, Auguste Comte, Émile Durkheim – que as idéias conservadoras exerceram grande influência. Apesar de admirarem a linha de pensamento conservador, eles acreditavam que devido às novas circunstâncias históricas, seria impossível restaurar as instituições medievais; não seria adaptável.

Pode-se dizer que a oficialização da Sociologia foi uma criação do positivismo. A Sociologia de inspiração positivista visa a criar um objeto autônomo – o social – e a instaurar uma relação de independência entre os fenômenos sociais e econômicos.

Saint-Simon (1760-1825) possuía uma faceta progressista, posteriormente incorporada ao pensamento socialista, porém neste trabalho será dada maior ênfase ao seu lado positivista. Esse pensador acreditava que a existência de uma ciência da sociedade seria vital para a restauração da ordem na sociedade francesa pós-revolucionária. Assim, a nova ciência deveria descobrir as leis do progresso e do desenvolvimento social.

De acordo com sua visão otimista em relação à industrialização, Saint-Simon considerava que ela traria progresso econômico, segurança para os homens e reduziria consideravelmente os conflitos sociais. Como medida de apoio, o pensamento social deveria orientar a indústria e a produção. Ele admitia, porém, a existência de conflitos entre dominantes e dominados e devido a isso, sustentava a idéia de que os industriais e os cientistas deveriam procurar melhorar as condições de vida dos trabalhadores. Caberia, também, à ciência da sociedade descobrir novas normas capazes de guiar a conduta da classe trabalhadora, refreando seus ímpetos revolucionários.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

RETORNO AS AULAS COM POESIA !!!


Semana que vem recomeçam as aulas na rede particular de ensino do Recife...
Tempo bom para lermos Carlos Drummond de Andrade!


Não importa aonde você parou...
Em que momento da vida você cansou...
O que importa é que sempre é possível e necessário "Recomeçar".
Recomeçar é dar uma chance a si mesmo...
É renovar as esperanças na vida e o mais importante...
Acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?
Foi aprendizado...
Chorou muito?
Foi limpeza da alma...
Ficou com raiva das pessoas?
Foi para perdoá-las um dia...
Sentiu-se só por diversas vezes?
É porque você fechou as portas até para os anjos...
Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da sua melhora...
Pois é...
Agora é hora de reiniciar...
De pensar na luz...
De encontrar prazer nas coisas mais simples de novo...
Que tal um novo emprego?
Um corte de cabelo arrojado...
Diferente?
Um novo curso...
Ou aquele velho desejo de aprender a pintar...
Desenhar...
Dominar o computador...
Ou qualquer outra coisa...
Olha quanto desafio...
Quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus, o esperando.
Está se sentindo sozinho?
Besteira...
Tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento"...
Tem tanta gente esperando apenas um sorriso seu para "chegar" perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza...
Nem nós mesmos nos suportamos...
Ficamos horríveis...
O mal humor vai comendo nosso fígado...
Até a boca fica amarga!
Recomeçar...
Hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Onde você quer chegar?
Ir alto...
Sonhe alto...
Queira o melhor do melhor...
Queira coisas boas para a vida...
Pensando assim trazemos para nós aquilo que desejamos...
Se pensamos pequeno...
Coisas pequenas teremos...
Já se desejarmos fortemente o melhor e, principalmente, lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é o hoje o dia da faxina mental...
Joga fora tudo que te prende ao passado...
Ao mundinho de coisas tristes...
Fotos...
Peças de roupa, papel de bala...
Ingressos de cinema, bilhete de viagens...
E toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados...
Jogue tudo fora...
Mas, principalmente, esvazie seu coração...
Fique pronto para a vida...
Para um novo amor...
Lembre-se: somos apaixonáveis...
Somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes...
Afinal de contas...
Nós somos o "Amor".
"Sou do tamanho daquilo que vejo e não do tamanho da minha altura".
Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

XI Encontro Nacional de História Oral


A Associação Brasileira de História Oral (ABHO) tem a satisfação de convidar a comunidade de pesquisadores para o XI Encontro Nacional de História Oral, evento que ocorrerá de 10 a 13 de julho de 2012 no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais/Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, Largo de São Francisco, n.1, Centro, Rio de Janeiro.

O XI Encontro Nacional de História Oral, tem como tema "Memória, Democracia e Justiça". Em nosso mundo contemporâneo, nas últimas décadas, inúmeras sociedades viveram transições políticas importantes: passaram de regimes ditatoriais e arbitrários para regimes democráticos. Neste processo de transição algumas questões são fundamentais. Entre elas: a memória e o direito à verdade e à justiça. A história oral - que trabalha com depoimentos, testemunhos, memória, trauma, verbalização e re-significação do passado e das experiências de vida - muito tem a contribuir para este processo.

O evento reunirá professores, pesquisadores e estudantes de diferentes áreas e das mais diversas instituições acadêmicas de todas as regiões do Brasil, e nossos convidados estrangeiros.