quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

24 DE FEVEREIRO DE 1891 - 2º CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA E 1ª REPUBLICANA


Constituição de 1891

A primeira Constituição republicana brasileira, resultante do movimento político-militar que derrubou o Império em 1889, inspirou-se na organização política norte-americana. No texto constitucional, debatido e aprovado pelo Congresso Constituinte nos anos de 1890 e 1891, foram abolidas as principais instituições monárquicas, como o Poder Moderador, o Conselho de Estado e a vitaliciedade do Senado. Foi introduzido o sistema de governo presidencialista. O presidente da República, chefe do Poder Executivo, passou a ser eleito pelo voto direto para um mandato de quatro anos, sem direito à reeleição. Tinham direito a voto todos os homens alfabetizados maiores de 21 anos.

>O Poder Legislativo era exercido pelo Congresso Nacional, formado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. O poder dos estados (antigas províncias) foi significativamente ampliado com a introdução do princípio federalista. Os estados passaram a organizar-se com leis próprias, desde que respeitando os princípios estabelecidos pela Constituição Federal. Seus governantes, denominados presidentes estaduais, passaram a ser eleitos também pelo voto direto. Foi abolida a religião oficial com a separação entre o Estado e a Igreja Católica, cuja unidade era fixada pela antiga Constituição Imperial.

>Durante grande parte da Primeira República (1889-1930) desenvolveu-se um intenso debate sobre a necessidade de se reformar a Constituição de 1891. Muitos reformadores defendiam a ampliação dos poderes da União e do presidente da República como forma de melhor enfrentar as pressões advindas dos grupos regionais. A Emenda Constitucional de 1926 iria em parte atender a essas demandas centralizadoras. A Revolução de 1930 encerraria o período de vigência dessa primeira carta republicana.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

REPÚBLICA DA ESPADA (1889-1894)



Governo Provisório 1889 -1891

Um dos primeiros atos do governo provisório foi o banimento da família imperial. Um dia após a proclamação da República (15 de novembro), D. Pedro II recebeu uma mensagem mandando-o sair do país. Dom Pedro II cedeu à ordem e saiu do país com toda a sua família no dia seguinte (17 de novembro).
"Ausentado-me pois, com todas as pessoas de minha família, conservarei do Brasil a mais saudosa lembrança fazendo os mais ardentes votos por sua grandeza e prosperidade." Rio de Janeiro, 16 de novembro de 1889. D. Pedro de Alcântara.
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As primeiras reformas - Com a proclamação da República foram dissolvidas as Assembléias Provinciais e Câmaras Municipais. Governadores foram nomeados para os Estados (antigas províncias) que compunham o novo sistema de governo. Intendentes seriam a primeira autoridade municipal.
Durante a administração do Governo Provisório destacam-se os seguintes fatos:
1) Procede-se a uma grande naturalização, assim chamada em virtude de passarem à condição de brasileiros todos os estrangeiros aqui residentes que não manifestassem desejo de permanecer com a antiga nacionalidade.
2) Separa-se a Igreja do Estado. Regulamenta-se consequentemente casamento e o registro civil. Secularizam-se os cemitérios.
3) Reforma-se o Código Criminal (1890) e a organização judiciária do país.
4) Reformam-se o ensino e o sistema bancário.
Os primeiros meses de república não foram fáceis. Pouco mais de um mês após a proclamação da República, em 18 de dezembro, o governo abafava um motim no 2o. Regimento de Artilharia Montada.
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A Constituição de 1891 - Com a proclamação da República, naturalmente não mais vigorava a Constituição de 1824. Nomeara o Governo Provisório uma comissão especial para elaborar o projeto de uma Constituição republicana que deveria ser apresentado ao futuro Congresso Constituinte.
Modelou-se (se não copiou) pela Constituição dos Estados Unidos da América o projeto elaborado; era republicano, federativo e presidencialista. Embora ampla autonomia fosse concedida aos Estados, os grandes poderes pertenciam à União.
Um ano após a proclamação da República (15 de novembro de 1890), instalava-se o Congresso Constituinte, cujos membros haviam sido escolhidos pela primeira eleição republicana realizada em nosso país, com sufrágio universal masculino. Então, em 24 de fevereiro de 1891 era promulgada a primeira Constituição da República. Suas principais disposições eram:
. A suprema autoridade do país seria o Presidente da República, com mandato de quatro anos e eleito diretamente pelo povo.
. Os ministros seriam de sua livre escolha.
. Senadores e deputados também seriam eleitos pelo povo.
. Os Estados e o Distrito Federal seriam representados por 3 senadores, com mandatos de nove anos, e por deputados em número proporcional às suas respectivas populações, com mandatos de 3 anos.
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O Encilhamento - Rui Barbosa, na pasta da Fazenda ao estabelecer novo regime financeiro, provocou um fenômeno econômico de 1889 a 1892 que se convencionou chamar de Encilhamento. Facilitou-se o crédito, deu-se liberdade aos Bancos, emitiu-se bastante; esperava-se assim estimular a economia republicana. Os resultados, porém, foram diversos. Não foram criadas grandes empresas agrícolas ou industriais, e sim companhias dedicadas sobretudo à exploração dos valores das respectivas ações, desenvolvendo-se desenfreado jogo de Bolsa.
Quando se evidenciou que as fabulosas empresas eram absolutamente inconsistentes, era tarde. A excessiva especulação já havia se proliferado. O país sofria os efeitos de uma inflação desordenada e as taxas cambiais favoreciam substancialmente as moedas estrangeiras.

Marechal Deodoro da Fonseca - 1891

Embora a constituição de 1891 determinasse que o Presidente da República seria eleito pelo voto direto da população, afirmava também que, após a sua promulgação, o primeiro presidente seria eleito excepcionalmente pelo Congresso. Foi isso que ocorreu.
Candidataram-se ao cargo de Presidente o Mal. Deodoro da Fonseca e o Presidente do Congresso Prudente de Morais; à vice-presidência concorreram o ex-ministro da Marinha almirante Eduardo Wandenkolk e o ex-ministro da Guerra, Mal. Floriano Peixoto. (OBS. A Constituição prescrevia que, diferentemente de hoje, se candidatam em chapas separadas o Presidente e o Vice.) Foi vitoriosa a chapa dos dois marechais, embora a votação de seus concorrentes demonstrasse a existência de uma ponderável força política oposta ao governo. A oposição a Deodoro formara-se durante o Governo Provisório, chegando mesmo a transformar-se em séria dissidência entre aqueles que haviam criado o novo regime.
O novo Presidente da República era amigo pessoal de D. Pedro II, sendo questionável sua legitimidade para assumir o controle do novo regime político. A oposição acusava-o, ademais, de ser defensor da monarquia. Sua atuação, contudo, não demonstrou que tentava restaurá-la.
Habituado à disciplina militar o velho marechal irritava-se profundamente com a violência dos ataques que lhe eram desferidos pelos adversários. Com a aprovação de uma lei sobre a responsabilidade do Presidente da República, provavelmente preparando o caminho para um impeachment, Deodoro resolveu atacar o Congresso: em 3 de novembro de 1891 dissolvia-o, malgrado não ter poderes constitucionais para isso e, confiado no Exército, proclamava estado de sítio.
Apenas o governador do Pará, Lauro Sodré, não apoiou o golpe de Deodoro. No Rio Grande do Sul, porém, alguns militares aliados aos elementos da oposição ao governo depuseram o governador Júlio de Castilhos constituindo uma junta governativa pitorescamente cognominada de governicho. Paralelamente, o almirante Custódio Melo, no Rio de Janeiro, toma a iniciativa de anular o golpe de Deodoro; na manhã de 23 de novembro, ocupa vários navios e, ameaçando bombardear a cidade, intima o governo a render-se (1a. Revolta da Armada).
Conquanto Deodoro contasse com o apoio da maioria da guarnição militar, preferiu renunciar ao poder, evitando assim uma guerra civil. Ao entregar o governo ao Vice-presidente Floriano Peixoto, encerrava sua carreira política e militar.

Mal. Floriano Peixoto 1891 - 1894

Logo que assumiu a presidência da República, Floriano Peixoto demonstrou a força militar de seu governo sufocando uma revolta chefiada pelo sargento Silvino de Macedo na fortaleza de Santa Cruz.
Manifesto dos Treze Generais - Generais de diversos locais lançaram um manifesto exigindo a renúncia de Floriano. Alegavam que, pela Constituição, caso um Presidente desocupasse o cargo antes da metade do mandato, convocar-se-ia uma nova eleição. O Vice só assumiria no caso de o cargo lhe ser oferecido após decorrido mais de meio mandato. Floriano, todavia, alegou que o primeiro mandato era sui generis, uma vez que eles nem mesmo haviam sido eleitos popularmente. Consequentemente, prendeu os generais e mandou-os a um isolamento na região amazônica.
A Revolta Federalista - No Rio Grande do Sul, as lutas partidárias transformaram-se numa longa e sangrenta guerra civil. Dividia-se politicamente o Rio Grande do Sul entre os castilhistas (ou "pica-paus"), partidários de Júlio de Castilhos, Presidente do Estado (a quem Floriano fornecia apoio), e os federalistas (ou "gasparistas" ou "maragatos"), chefiados por Silveira Martins, o qual era acusado de monarquista.
Os federalistas propunham-se "a libertar o Rio Grande do Sul da tirania de Castilhos" conforme declaravam no manifesto em que concitavam os rio-grandenses a acompanhá-los. É bom notar, entretanto, que o qualificativo federalista não tinha o sentido de federativo. Pelo contrário, os federalistas desejavam, teoricamente, maior predominância do poder federal sobre o estadual, defendendo também a adoção do sistema parlamentar. Então, após o combate do Inhanduí, os revolucionários praticamente ficaram vencidos. Eles, no entanto, não se deram por vencidos. No Rio de Janeiro surgiria a 6 de setembro de 1893 a Revolta Armada, liderada por Custódio de Melo e Saldanha da Gama, os quais reivindicavam a renúncia do Presidente. A Revolta da Armada levou suas operações militares ao Sul. Daí em diante identificam-se perfeitamente os dois movimentos, cuja finalidade imediata era a queda do governo de Floriano.
A Revolta Armada - Durante a Revolta Armada, inicialmente no Rio de Janeiro, ocorreram diversos combates, e a guerra chegou novamente ao Rio Grande do Sul. Porém, o governo preparou-se suficientemente bem para se defender. Fracassara a Revolta Armada, terminando a Revolução Federalista. Salvara-se o governo. Lamentavelmente, contudo, revestiu-se de tremenda crueldade a vingança empreendida por elementos governistas, como o general Everton Quadros no Paraná e o coronel Moreira César em Santa Catarina, contra os revolucionários vencidos. Ocorreram fuzilamentos até em cemitérios, ao pé de covas já abertas. Esses acontecimentos mancharam um pouco a causa republicana. Floriano terminara com violência o seu governo.
Portugal - Navios portugueses concederam asilo a Saldanha da Gama e outros participantes da Revolta Armada. Os desentendimentos diplomáticos daí decorrentes resultaram no rompimento de relações com Portugal.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A DESCOBERTA DO NOVO MUNDO



No início da Idade Moderna, surgiu um descompasso na economia européia, entre a capacidade de produção e consumo na zona rural e na zona urbana. A produção agrícola no campo estava limitada pelo regime de trabalho servil. O resultado disso era uma produtividade baixa e, conseqüentemente, a falta de alimentos para abastecer os núcleos urbanos. Já a produção artesanal nas cidades era alta e não encontrava consumidores na zona rural, devido ao baixo poder aquisitivo dos trabalhadores rurais e ao caráter auto-suficiente da produção feudal.
Além disso, o comércio internacional europeu, baseado na compra de produtos orientais (especiarias, objetos raros, pedras preciosas), tendia a se estagnar, pois os nobres, empobrecidos pela crise do feudalismo, cada vez compravam menos essas mercadorias. Os tesouros acumulados pela nobreza durante as Cruzadas escoavam para o Oriente, em pagamento das especiarias. O resultado disso foi a escassez de metais preciosos na Europa, o que criava mais dificuldades ainda para o desenvolvimento do comércio.
A solução para esses problemas estava na exploração de novos mercados, capazes de fornecer alimentos e metais preciosos a baixo custo e, ao mesmo tempo, aptos para consumir os produtos artesanais fabricados nas cidades européias. Mas onde encontrar esses novos mercados?
O comércio com o Oriente estava indicando o caminho. Os mercados da Índia, da China e do Japão eram controlados pelos mercadores árabes e seus produtos chegavam à Europa ocidental através do mar Mediterrâneo, controlado por Veneza, Gênova e outras cidades italianas. O grande número de intermediários nesse longo trajeto encarecia muito as mercadorias. Mas se fosse descoberta uma nova rota marítima que ligasse a Europa diretamente aos mercados do Oriente, o preço das especiarias se reduziria e as camadas da população européia com poder aquisitivo mais baixo poderiam vir a consumi-las.
No século XV, a burguesia européia, apoiada por monarquias nacionais fortes e capazes de reunir grandes recursos, começou a lançar suas embarcações nos oceanos ainda desconhecidos — Atlântico, Indico e Pacífico - em busca de novos caminhos para o Oriente. Nessa aventura marítima, os governos europeus dominaram a costa da África, atingiram o Oriente e descobriram um mundo até então desconhecido: a América.
Com a descoberta de novas rotas comerciais, a burguesia européia encontrou outros mercados fornecedores de alimentos, de metais preciosos e de especiarias a baixo custo. Isso permitiu a ampliação do mercado consumidor, pois as pessoas de poder aquisitivo mais baixo puderam adquirir as mercadorias, agora vendi¬das a preços menores.
A expansão comercial e marítima dos tempos modernos foi, portanto, uma conseqüência da crise de crescimento da economia européia.
Outras condições à expansão marítima européia
A expansão marítima só foi possível graças à centralização do poder nas mãos dos reis. Um comerciante rico, uma grande cidade ou mesmo uma associação de mercadores muito ricos não tinham condições de reunir o capital necessário para esse grande empreendimento. Apenas o rei era capaz de captar recursos de toda a nação para financiar as viagens ultramarinas.
Eram enormes as dificuldades que tinham de ser superadas para navegar pelos oceanos.
As embarcações tinham de ser melhoradas e as técnicas de navegação precisavam ser aprimoradas. No século XV, inventou-se a caravela. A bússola e o astrolábio passaram a ser empregados como instrumentos de orientação no mar, e a cartografia passou por grandes progressos. Ao mesmo tempo, a antiga concepção sobre a forma da Terra começou a ser posta em dúvida. Projeto de navios do período da Expansão
Seria a Terra realmente um disco chato e plano, cujos limites eram precipícios sem fim? Uma nova hipótese sobre a forma de nosso planeta começou a surgir: o planeta teria a forma de uma esfera. Nessa nova concepção, se alguém partisse de um ponto qualquer da Terra e navegasse sempre na mesma direção, voltaria ao ponto de partida. O desejo de desbravar os oceanos, descobrir novos mundos e fazer fortuna animava tanto os navegantes, que eles chegavam a se esquecer do medo que tinham do desconhecido. Dois Estados se destacaram na conquista dos mares: Portugal e Espanha. "

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

VALE LER ISSO!


http://www.conversaafiada.com.br/politica/2012/01/27/pinheirinho-onu-da-48h-a-nahas-e-alckmin/

SOCIOLOGIA: UMA NOVA CIÊNCIA.


A Sociologia, através de seus métodos de investigação científica, procura compreender e explicar as estruturas da sociedade, criando conceitos e teorias a fim de manter ou alterar as relações de poder nela existentes.

O século XVIII pode ser considerado um período de grande importância para a história do pensamento ocidental e para o início da Sociologia. A sociedade vivia uma era de mudanças de impacto em sua conjuntura política, econômica e cultural, que trazia novas situações e também novos problemas. Consequentemente, esse contexto dinâmico e confuso contribui para eclodirem duas grandes revoluções – a Revolução Industrial, na Inglaterra e a Revolução Francesa.

A Revolução Industrial é muitas vezes analisada de forma superficial como a simples introdução da máquina a vapor nas fábricas e manufaturas e o aperfeiçoamento das técnicas produtivas. Existe, porém, outra faceta da realidade – a Revolução Industrial significou o triunfo da indústria capitalista e da classe minoritária detentora dos meios de produção e do capital. Grandes massas de trabalhadores foram submetidas ao que impunha o sistema – novas formas de relação de trabalho, longas e penosas jornadas nas fábricas, salários de subsistência – a fim de satisfazer os interesses econômicos dos empresários.

Além disso, a vida nas cidades industriais também estava mudando – o intenso êxodo rural culminou na explosão demográfica e na falta de infra-estrutura capaz de comportar os excedentes populacionais. Miséria, epidemias, suicídios, aumento da prostituição e da criminalidade eram retratos da situação da época.

Um dos fatos de maior relevância foi o surgimento do proletariado, classe trabalhadora com importante papel histórico na sociedade capitalista.

Os proletários sentiam-se explorados, e muitas vezes, sua revolta se refletia na destruição das máquinas e equipamentos. Gradativamente, eles vão se organizando e formando sindicatos com o objetivo de se defender dos proprietários dos meios de produção e do próprio sistema capitalista vigente. Ao protestar e ao buscar mudanças, a classe operária se inclinava ideologicamente ao socialismo.

A introdução de novas formas de organizar a vida social e a profundidade das transformações, de certa forma, colocou a sociedade em evidência. Em decorrência disso, determinados pensadores passaram a considerá-la um objeto que deveria ser investigado e analisado com metodologia científica adequada.

Pensadores como Owen, William Thompson, Jeremy Bentham podiam ter opiniões diferentes em relação a alguns aspectos da Revolução Industrial, mas eram unânimes em afirmar que ela estava criando novos fenômenos, dignos de serem estudados. A Sociologia, então, foi se formando e se consolidando como se fosse uma resposta intelectual às novas condições de existência – a situação do proletariado, a estrutura das cidades industriais, os avanços tecnológicos, a organização do trabalho nas fábricas – originadas pela Revolução Industrial.

Principalmente no século XVII, a tendência sobrenatural e dogmática de se explicar os acontecimentos foi sendo naturalmente substituída por uma visão racionalista de mundo. Para o racionalista Francis Bacon (1561-1626), a teologia deixaria de ser a forma norteadora do pensamento para dar lugar ao novo método científico de conhecimento baseado na observação e na experimentação sistemática e objetiva dos fatos. Segundo ele, dessa maneira seria também possível descobrir e formulas leis gerais sobre a sociedade.

Já, no século XVIII, foi o pensamento social que evoluiu e fez novas descobertas. Segundo Vico (1668-1744), a sociedade podia ser compreendida, pois, ao contrário da natureza, seria o próprio homem o agente produtor da história. Mais tarde, essa postura intelectual seria amadurecida por Hegel e Marx.

Uma das correntes mais importantes desse mesmo século foi o Iluminismo, originado na França. Os pensadores iluministas tinham como proposta procurar transformar não apenas as antigas formas de conhecimento, mas a própria sociedade. Criticavam as características do feudalismo e os privilégios de sua classe dominante em defesa dos interesses burgueses.

Estudando as instituições da época, os iluministas procuraram demonstrar que elas eram injustas e irracionais e , segundo eles, por constituírem um obstáculo à liberdade do indivíduo, deveriam ser eliminadas.

Paralelamente, o homem comum também estava deixando de se submeter cegamente às instituições sociais e às normas existentes. Elas não eram mais vistas como inacessíveis e imutáveis, mas sim como fenômenos passíveis de serem conhecidos e transformados, afinal, são produtos da atividade humana. Na verdade, os tempos estavam mudando e a crescente racionalização da vida social iria contribuir para a constituição de um estudo científico sobre a sociedade.

A Revolução Francesa também foi uma circunstância que agilizou o processo de formação da Sociologia. Ao final do século XVIII, a monarquia absolutista da França estava assegurando inúmeros privilégios à minoritária classe dominante, enquanto deixava à margem de assistência uma população de 23 milhões de pessoas. Além disso, o arcaico sistema vigente impedia a constituição da livre empresa, a exploração eficiente da terra e abafava as iniciativas da burguesia. Obviamente, a situação era contraditória e não iria se sustentar por muito tempo.

Enfim, em 1789, com a mobilização das massas de trabalhadores pobres, a burguesia tomou o poder. O seu objetivo, na realidade, não girava apenas em torno da mudança da estrutura do Estado. Havia o claro desejo de abolir radicalmente a antiga forma de sociedade, suas instituições e seus costumes, promovendo e inovando aspectos da economia, da política, da religião e da vida cultural. Os velhos privilégios de classe foram destruídos e o empresariado passou a ser incentivado e apoiado.

Diante do profundo impacto que a Revolução Francesa causou, vários pensadores franceses da época – como Saint-Simon, Comte e Le Play – passaram a procurar soluções para o estado de desorganização em que se encontrava a nova ordem social. Todavia, para se chegar a uma estabilização dessa nova ordem, seria preciso, segundo eles, conhecer as leis que regem os fatos sociais e, assim, instituir uma ciência da sociedade.

Ao início do século XIX, o capitalismo emergente desencadeou o processo de industrialização na França, especialmente no setor têxtil. Determinadas situações sociais vividas pela Inglaterra no período de sua Revolução Industrial se repetiram na sociedade francesa.

Na terceira década desse mesmo século, houve a intensificação das crises econômicas e das divergências entre as classes sociais. Os trabalhadores franceses passaram a contestar o sistema capitalista, mas foram violentamente reprimidos pela burguesia, a qual acreditava que seria muito difícil criar uma ordem social estável e organizada.

Percebe-se, portanto, que a Sociologia se formou a partir de um contexto histórico-social complexo e bipolarizado. Primeiramente, ela assumiu o papel intelectual de repensar o problema da ordem social, enfatizando a necessidade da existência de instituição como a autoridade, a família, a hierarquia a destacando a importância teórica delas para o estudo da sociedade.

Segundo Le Play (1806-1882), não seria o indivíduo isolado o elemento fundamental para a compreensão da sociedade, mas sim a unidade familiar. Estudou diversas famílias de trabalhadores sob a industrialização e pôde observar que elas estavam mais instáveis do que anteriormente. Le Play acreditava que se os respectivos papéis tradicionais do homem e da mulher dentro da família fossem resgatados, as famílias e a própria sociedade poderiam adquirir mais equilíbrio.

Os antagonismos de classe existentes na sociedade capitalista são uma característica muito forte desse sistema e, por isso, não há uma única tendência do pensamento sociológico. O que existe é uma multiplicidade de visões sociológicas a respeito da sociedade, do objeto de estudo e dos métodos de investigação dessa disciplina. Essas visões deram origem às diferentes tradições sociológicas ou distintas sociologias.

Alguns sociólogos encararam o capitalismo com otimismo, identificando os valores e os interesses da elite como representativos do conjunto da sociedade. Partindo da percepção desses estudiosos, o funcionamento eficiente das instituições políticas e econômicas é um fenômeno essencial e as lutas de classe não passam de acontecimentos transitórios. Essa tradição sociológica que se colocou a favor da ordem instituída pelo capitalismo teve como base o pensamento conservador.

Os conservadores ou profetas do passado – como por exemplo, Edmund Burke (1729-1797), Joseph de Maistre (1754-1821) e Louis de Bonald (1754-1840) – cultivavam o pensamento medieval. Por um lado, admiravam a estabilidade, a hierarquia social e as instituições religiosas e aristocráticas do feudalismo e, por outro, combatiam com fervor as idéias iluministas que teriam desencadeado, segundo eles, o trágico e nefasto acontecimento do final do século XVIII – a Revolução Francesa.

Aos conservadores não interessava defender o capitalismo que se acentuava cada vez mais. De maneira pessimista, enxergavam a sociedade moderna em decadência, não consideravam nenhum progresso no urbanismo, na industrialização, na tecnologia e no igualitarismo. A sociedade lhes parecia mergulhada no caos, na desorganização e na anarquia. Afirmavam que para haver ordem e coesão social, seria necessário a existência de instituições fortes, tradição e valores morais.

É entre os sociólogos positivistas – Saint-Simon, Auguste Comte, Émile Durkheim – que as idéias conservadoras exerceram grande influência. Apesar de admirarem a linha de pensamento conservador, eles acreditavam que devido às novas circunstâncias históricas, seria impossível restaurar as instituições medievais; não seria adaptável.

Pode-se dizer que a oficialização da Sociologia foi uma criação do positivismo. A Sociologia de inspiração positivista visa a criar um objeto autônomo – o social – e a instaurar uma relação de independência entre os fenômenos sociais e econômicos.

Saint-Simon (1760-1825) possuía uma faceta progressista, posteriormente incorporada ao pensamento socialista, porém neste trabalho será dada maior ênfase ao seu lado positivista. Esse pensador acreditava que a existência de uma ciência da sociedade seria vital para a restauração da ordem na sociedade francesa pós-revolucionária. Assim, a nova ciência deveria descobrir as leis do progresso e do desenvolvimento social.

De acordo com sua visão otimista em relação à industrialização, Saint-Simon considerava que ela traria progresso econômico, segurança para os homens e reduziria consideravelmente os conflitos sociais. Como medida de apoio, o pensamento social deveria orientar a indústria e a produção. Ele admitia, porém, a existência de conflitos entre dominantes e dominados e devido a isso, sustentava a idéia de que os industriais e os cientistas deveriam procurar melhorar as condições de vida dos trabalhadores. Caberia, também, à ciência da sociedade descobrir novas normas capazes de guiar a conduta da classe trabalhadora, refreando seus ímpetos revolucionários.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

RETORNO AS AULAS COM POESIA !!!


Semana que vem recomeçam as aulas na rede particular de ensino do Recife...
Tempo bom para lermos Carlos Drummond de Andrade!


Não importa aonde você parou...
Em que momento da vida você cansou...
O que importa é que sempre é possível e necessário "Recomeçar".
Recomeçar é dar uma chance a si mesmo...
É renovar as esperanças na vida e o mais importante...
Acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?
Foi aprendizado...
Chorou muito?
Foi limpeza da alma...
Ficou com raiva das pessoas?
Foi para perdoá-las um dia...
Sentiu-se só por diversas vezes?
É porque você fechou as portas até para os anjos...
Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da sua melhora...
Pois é...
Agora é hora de reiniciar...
De pensar na luz...
De encontrar prazer nas coisas mais simples de novo...
Que tal um novo emprego?
Um corte de cabelo arrojado...
Diferente?
Um novo curso...
Ou aquele velho desejo de aprender a pintar...
Desenhar...
Dominar o computador...
Ou qualquer outra coisa...
Olha quanto desafio...
Quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus, o esperando.
Está se sentindo sozinho?
Besteira...
Tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento"...
Tem tanta gente esperando apenas um sorriso seu para "chegar" perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza...
Nem nós mesmos nos suportamos...
Ficamos horríveis...
O mal humor vai comendo nosso fígado...
Até a boca fica amarga!
Recomeçar...
Hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Onde você quer chegar?
Ir alto...
Sonhe alto...
Queira o melhor do melhor...
Queira coisas boas para a vida...
Pensando assim trazemos para nós aquilo que desejamos...
Se pensamos pequeno...
Coisas pequenas teremos...
Já se desejarmos fortemente o melhor e, principalmente, lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é o hoje o dia da faxina mental...
Joga fora tudo que te prende ao passado...
Ao mundinho de coisas tristes...
Fotos...
Peças de roupa, papel de bala...
Ingressos de cinema, bilhete de viagens...
E toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados...
Jogue tudo fora...
Mas, principalmente, esvazie seu coração...
Fique pronto para a vida...
Para um novo amor...
Lembre-se: somos apaixonáveis...
Somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes...
Afinal de contas...
Nós somos o "Amor".
"Sou do tamanho daquilo que vejo e não do tamanho da minha altura".
Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

XI Encontro Nacional de História Oral


A Associação Brasileira de História Oral (ABHO) tem a satisfação de convidar a comunidade de pesquisadores para o XI Encontro Nacional de História Oral, evento que ocorrerá de 10 a 13 de julho de 2012 no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais/Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, Largo de São Francisco, n.1, Centro, Rio de Janeiro.

O XI Encontro Nacional de História Oral, tem como tema "Memória, Democracia e Justiça". Em nosso mundo contemporâneo, nas últimas décadas, inúmeras sociedades viveram transições políticas importantes: passaram de regimes ditatoriais e arbitrários para regimes democráticos. Neste processo de transição algumas questões são fundamentais. Entre elas: a memória e o direito à verdade e à justiça. A história oral - que trabalha com depoimentos, testemunhos, memória, trauma, verbalização e re-significação do passado e das experiências de vida - muito tem a contribuir para este processo.

O evento reunirá professores, pesquisadores e estudantes de diferentes áreas e das mais diversas instituições acadêmicas de todas as regiões do Brasil, e nossos convidados estrangeiros.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011


Natal é um aniversário, ou melhor, é o aniversário! E aniversários pedem festas, alegrias e presentes. Que neste natal vc possa compreender que o maior presente é estar presente significativamente na vida das pessoas. Parabéns para ELE e para todos nós!!!!!

domingo, 18 de dezembro de 2011

CADERNOS DE ISAAC NEWTON ESTÃO DISPONIBILIZADOS


A biblioteca digital da universidade de Cambridge disponibiliza on-line imagens dos papéis de Isaac Newton (1643-1727).
Cambridge University Library/Divulgação
Cadernos digitalizados de Isaac Newton estão on-line
Cadernos digitalizados de Isaac Newton estão on-line

Veja alguns cadernos digitalizados de Isaac Newton

Os documentos incluem cadernos de anotações e uma edição do "Principia Mathematica" comentada pelo próprio cientista.

Nesse estudo, suas famosas leis do movimento são enunciadas. O conteúdo pode ser acessado em cudl.lib.cam.ac.uk.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

GABARITOS

OS GABARITOS DAS REVISÕES DE HISTÓRIA DO BRASIL / FILOSOFIA E SOCIOLOGIA SERÃO POSTADOS AMANHÃ(01/12)

REVISÃO DE SOCIOLOGIA UPE - TRADICIONAL



1- O lema da bandeira do Brasil, “Ordem e Progresso”, indica a forte influência do positivismo na formação política do Estado brasileiro.

Assinale a alternativa que apresenta idéias contidas nesse lema.

a) Crença na resolução dos conflitos sociais por meio do estímulo à coesão social e à evolução natural da nação.
b) Ideais de movimentos juvenis, que visam superar os valores das gerações adultas.
c) Denúncia dos laços de funcionalidade que unem as instituições sociais e garantem os privilégios dos ricos.
d) Ideal de superação da sociedade burguesa através da revolução das classes populares.
e) Negação da instituição estatal e da harmonia coletiva baseada na hierarquia social.

2- Um jovem que havia ingressado recentemente na universidade foi convidado para uma festa de recepção de calouros. No convite distribuído pelos veteranos não havia informação sobre o traje apropriado para a festa. O calouro, imaginando que a festa seria formal, compareceu vestido com traje social. Ao entrar na festa, em que todos estavam trajando roupas esportivas, causou estranheza, provocando risos, cochichos com comentários maldosos, olhares de espanto e de admiração. O calouro não estava vestido de acordo com o grupo e sentiu as represálias sobre o seu comportamento. As regras que regem o comportamento e as maneiras de se conduzir em sociedade podem ser denominadas, segundo Émile Durkheim (1858-1917), como fato social.

Considere as afirmativas abaixo sobre as características do fato social para Émile Durkheim.

I. O fato social é todo fenômeno que ocorre ocasionalmente na sociedade.
II. O fato social caracteriza-se por exercer um poder de coerção sobre as consciências individuais.
III. O fato social é exterior ao indivíduo e apresenta-se generalizado na coletividade.
IV. O fato social expressa o predomínio do ser individual sobre o ser social.

Assinale a alternativa correta.

a) Apenas as afirmativas I e II são corretas.
b) Apenas as afirmativas I e IV são corretas.
c) Apenas as afirmativas II e III são corretas.
d) Apenas as afirmativas I, III e IV são corretas.
e) Apenas as afirmativas I, II e IV são corretas.

3- Por trás das disputas que os candidatos travam pela preferência do eleitorado, há uma base minuciosa de informações. Perto das eleições, os concorrentes debruçam-se sobre gráficos, planilhas e tabelas de preferências de voto, buscando descobrir quais as tendências dos eleitores. Pesquisadores, escondidos atrás de vidros espelhados, acompanham as conversas de grupos de pessoas comuns de diferentes classes que, em troca de um sanduíche e um refrigerante, comentam e debatem as campanhas políticas. Nessa técnica de pesquisa qualitativa, descobre-se, além da convergência das intenções, as motivações que se repetem nos votos dos eleitores, as razões gerais que poderiam fazê-los mudar de opção, como eles propõem e ouvem argumentos sobre o tema.

A aplicação do modelo de pesquisa que aparece descrito no texto baseia-se, principalmente, na teoria sociológica de Max Weber (1864-1920). A utilização dessa teoria indica que os pesquisadores pretendem:

a) investigar as funções sociais das instituições, tais como igreja, escola e família, para entender o comportamento dos grupos sociais.
b) pesquisar o proletariado como a classe social mais importante na estruturação da vida social.
c) analisar os aparelhos repressores do Estado, pois são eles que determinam os comportamentos individuais.
d) estudar a psique humana que revela a autonomia do indivíduo em relação à sociedade.
e) pesquisar os sentidos e os significados recíprocos que orientam os indivíduos na maioria de suas ações e que configuram as relações sociais.

4- O pensamento científico, além de auto definir-se, também classifica e conceitua outras formas de pensamento. Por exemplo, é possível encontrar a definição de pensamento mítico como aquele que “vai reunindo as experiências, as narrativas, os relatos, até compor um mito geral. Com esses materiais heterogêneos produz a explicação sobre a origem e a forma das coisas, suas funções e suas finalidades, os poderes divinos sobre a natureza e sobre os humanos”. (CHAUÍ, Marilena. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 2000. p. 161.)

Assinale a alternativa que apresenta a afirmação que está de acordo com a definição de pensamento mítico dada acima.

a) “Acredito em coincidência e essa [a transferência do local do jogo] é uma vantagem a mais para nós nesta final. Foi lá que conquistamos nosso primeiro título”. (declaração da capitã do time de vôlei do Vasco da Gama ao comemorar a transferência da partida contra o Flamengo para um ginásio de sua preferência)
b) “Considero a sexta-feira 13 um dia ‘nebuloso’. Para mim, o poder da mente é forte e aquelas pessoas que pensam negativamente podem atrair má sorte. Não creio que ocorram coisas ruins para mim, mas prefiro me precaver com patuás e incensos”. (estudante, 24 anos)
c) “Não temo o desemprego, quem com Deus está, tudo pode.” (depoimento de um candidato a emprego de gari no Rio de Janeiro, disputando vaga com outros 40 mil candidatos)
d) “Viemos em busca da ‘Terra sem males’, atrás do ‘Éden’. Estamos atrás do ‘paraíso’ sonhado por nossos ancestrais e ele se encontra por essas regiões.” (explicação dada por líder guarani diante do questionamento sobre a instalação de grupos indígenas em áreas de mata atlântica
protegidas por lei)
e) “As principais causas da exclusão educacional apontadas pelo censo do IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], além do trabalho infantil, são a pobreza, a distância entre a escola e a residência, a distorção idade série e até o tráfico de drogas.” (divulgação na imprensa
de dados do IBGE sobre educação)

5- “A casa não é destinada a morar, o tecido não é disposto a vestir,
O pão ainda é destinado a alimentar: ele tem de dar lucro.
Mas se a produção apenas é consumida, e não é também vendida
Porque o salário dos produtores é muito baixo – quando é aumentado
Já não vale mais a pena mandar produzir a mercadoria –, por que
Alugar mãos? Elas têm de fazer coisas maiores no banco da fábrica
Do que alimentar seu dono e os seus, se é que se quer que haja
Lucro! Apenas: para onde com a mercadoria? A boa lógica diz:
Lã e trigo, café e frutas e peixes e porcos, tudo junto
É sacrificado ao fogo, a fim de aquentar o deus do lucro!
Montanhas de maquinaria, ferramentas de exércitos em trabalho,
Estaleiros, altos-fornos, lanifícios, minas e moinhos:
Tudo quebrado e, para amolecer o deus do lucro, sacrificado!
De fato, seu deus do lucro está tomado pela cegueira.
As vítimas
Ele não vê.
[...] As leis da economia se revelam
Como a lei da gravidade, quando a casa cai em estrondos
Sobre as nossas cabeças. Em pânico, a burguesia atormentada
Despedaça os próprios bens e desvaira com seus restos
Pelo mundo afora em busca de novos e maiores mercados.
(E pensando evitar a peste alguém apenas a carrega consigo, empestando

Também os recantos onde se refugia!) Em novas e maiores crises
A burguesia volta atônita a si. Mas os miseráveis, exércitos gigantes,
Que ela, planejadamente, mas sem planos, arrasta consigo,
Atirando-os a saunas e depois de volta a estradas geladas,
Começam a entender que o mundo burguês tem seus dias contados
Por se mostrar pequeno demais para comportar a riqueza que ele
próprio criou.”
(BRECHT, Bertolt. O manifesto. Crítica marxista, São Paulo, n. 16, p.116,
mar. 2003.)

Os versos anteriores fazem parte de um poema inacabado de Brecht (1898-1956) numa tentativa de versificar O manifesto do partido comunista de Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895). De acordo com o poema e com os conhecimentos da teoria de Marx sobre o capitalismo, é correto afirmar que, na sociedade burguesa, as crises econômicas e políticas, a concentração da renda, a pobreza e a fome são:

a) Oriundos da inveja que sentem os miseráveis por aqueles que conseguiram enriquecer.
b) Frutos da má gestão das políticas públicas.
c) Inerentes a esse modo de produção e a essa formação social.
d) Frutos do egoísmo próprio ao homem e que poderiam ser resolvidos com políticas emergenciais.
e) Fenômenos característicos das sociedades humanas desde as suas origens.

6- A Sociologia é uma ciência moderna que surge e se desenvolve juntamente com o avanço do capitalismo. Nesse sentido, reflete suas principais transformações e procura desvendar os dilemas sociais por ele produzidos. Sobre a emergência da sociologia, considere as afirmativas a seguir:

I. A Sociologia tem como principal referência a explicação teológica sobre os problemas sociais decorrentes da industrialização, tais como a pobreza, a desigualdade social e a concentração populacional nos centros urbanos.

II. A Sociologia é produto da Revolução Industrial, sendo chamada de “ciência da crise”, por refletir sobre a transformação de formas tradicionais de existência social e as mudanças decorrentes da urbanização e da industrialização.

III. A emergência da Sociologia só pode ser compreendida se for observada sua correspondência com o cientificismo europeu e com a crença no poder da razão e da observação, enquanto recursos de produção do conhecimento.

IV. A Sociologia surge como uma tentativa de romper com as técnicas e métodos das ciências naturais, na análise dos problemas sociais decorrentes das reminiscências do modo de produção feudal.

Estão corretas apenas as afirmativas:

a) I e III.
b) II e III.
c) II e IV.
d) I, II e IV.
e) I, III e IV.

7- Leia o texto a seguir, escrito por Max Weber (1864-1920), que reflete sobre a relação entre ciência social e verdade:

“[...] nos é também impossível abraçar inteiramente a seqüência de todos os eventos físicos e mentais no espaço e no tempo, assim como esgotar integralmente o mínimo elemento do real. De um lado, nosso conhecimento não é uma reprodução do real, porque ele pode somente transpô-lo, reconstruí-lo com a ajuda de conceitos, de outra parte, nenhum conceito e nem também a totalidade dos conceitos são perfeitamente adequados ao objeto ou ao mundo que eles se esforçam em explicar e compreender. Entre conceito e realidade existe um hiato intransponível. Disso resulta que todo conhecimento, inclusive a ciência, implica uma seleção, seguindo a orientação de nossa curiosidade e a significação que damos a isto que tentamos apreender”. (Traduzido de: FREUND, Julien. Max Weber. Paris: PUF, 1969. p. 33.)

Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, é correto afirmar que, para Weber:

a) A ciência social, por tratar de um objeto cujas causas são infinitas, ao invés de buscar compreendê-lo, deve limitar-se a descrever sua aparência.
b) A ciência social revela que a infinitude das variáveis envolvidas na geração dos fatos sociais permite a elaboração teórica totalizante a seu respeito.
c) O conhecimento nas ciências sociais pode estabelecer parcialmente as conexões internas de um objeto, portanto, é limitado para abordá-lo em sua plenitude.
d) Alguns fenômenos sociais podem ser analisados cientificamente na sua totalidade porque são menos complexos do que outros nas conexões internas de suas causas.
e) O obstáculo para a ciência social estabelecer um conhecimento totalizante do objeto é o fato de desconsiderar contribuições de áreas como a biologia e a psicologia, que tratam dos eventos físicos e mentais.

8 – Selecione as afirmativas que indicam o contexto histórico, social e filosófico que possibilitou a gênese da Sociologia.

I – A Sociologia é um produto das revoluções francesa e industrial e foi uma resposta às novas situações colocadas por estas revoluções.

II – Com o desenvolvimento do industrialismo, o sistema social passou da produção de guerra para a produção das coisas úteis, através da organização da ciência e das artes.

III – O pensamento filosófico dos séculos XVII e XVIII contribuiu para popularizar os avanços científicos, sendo a Teologia a forma norteadora desse pensamento.

IV – A formação de uma sociedade, que se industrializava e se urbanizava em ritmo crescente, propiciou o fortalecimento da servidão e da família patriarcal.

Assinale a alternativa correta:

A) III e IV.
B) I, II e III.
C) II, III e IV.
D) I e II.
E) Todas as alternativas estão corretas.

9 –Sobre o surgimento da Sociologia, podemos afirmar que:

I – A consolidação do sistema capitalista na Europa no século XIX forneceu os elementos que serviram de base para o surgimento da Sociologia enquanto ciência particular.

II – O homem passou a ser visto, do ponto de vista sociológico, a partir de sua inserção na sociedade e nos grupos sociais que a constituem.

III – Aquilo que a Sociologia estuda constitui-se historicamente como o conjunto de relacionamentos que os homens estabelecem entre si na vida em sociedade.

IV – Interessa para a Sociologia, não indivíduos isolados, mas inter-relacionados com os diferentes grupos sociais dos quais fazem parte, como a escola, a família, as classes sociais e etc.

A) II e III estão corretas.
B) Todas as afirmativas estão corretas.
C) I e IV estão corretas.
D) I, III e IV estão corretas.
E) II, III e IV estão corretas.

10 –Assinale a alternativa correta:

O surgimento da Sociologia foi propiciado pela necessidade de:

A) Manter a interpretação mágica da realidade como patrimônio de um restrito círculo sacerdotal.
B) Manter uma estrutura de pensamento mítica para a explicação do mundo.
C) Condicionar o indivíduo, através dos rituais, a agir e pensar conforme os ensinamentos transmitidos pelos deuses.
D) Considerar os fenômenos sociais como propriedade exclusiva de forças transcendentais.
E) Observar, medir e comprovar as regras que tornassem possível, através da razão, prever os fenômenos sociais.

11 – (UFUB) Surgida no momento de consolidação da sociedade capitalista, a Sociologia tinha uma importante tarefa a cumprir na visão de seus fundadores, dentre os quais se destaca Auguste Comte. Assinale a alternativa correta quanto a essa tarefa.

A) Desenvolver o puro espírito científico e investigativo, sem maiores preocupações de natureza prática, deixando a solução dos problemas sociais por conta dos homens de ação.
B) Incentivar o espírito crítico na sociedade e, dessa forma, colaborar para transformar radicalmente a ordem capitalista responsável pela exploração dos trabalhadores.
C) Contribuir para a solução dos problemas sociais decorrentes da Revolução Industrial, tendo em vista a necessária estabilização da ordem social burguesa.
D) Tornar realidade o chamado “socialismo utópico”, visto como única alternativa para a superação das lutas de classe em que a sociedade capitalista estava mergulhada.
E) Nenhuma das anteriores.

12 –Sobre o positivismo, como uma das formas de pensamento social, podemos afirmar que:

I – É a primeira corrente teórica do pensamento sociológico preocupada em definir o objeto, estabelecer conceitos e definir uma metodologia.

II – Derivou-se da crença no poder absoluto e exclusivo da razão humana em conhecer a realidade e traduzi-la sob a forma de leis naturais.

III – Foi um pensamento predominante na Alemanha no século XIX, nascido principalmente de correntes filosóficas da Ilustração.

IV – Nele, a sociedade foi concebida como organismo constituído de partes integradas e coisas que funcionam harmoniosamente, segundo um modelo físico ou mecânico.

A) II, III e IV estão corretas.
B) I, II e III estão corretas.
C) I, II e IV estão corretas.
D) I e III estão corretas.
E) Todas as afirmativas estão corretas.

13 –De acordo com o pensamento weberiano, é correto afirmar que:

A) Os juízos de valor do pesquisador não interferem em nenhuma fase do processo de investigação científica.
B) A sociologia de Weber é um esforço de explicação da sociedade enquanto totalidade social.
C) O objetivo da Sociologia é estabelecer leis gerais explicativas da realidade social;
D) A Sociologia compreensiva busca apreender o sentido da ação social e de seus nexos causais.
E) Nenhuma das anteriores.

14 - O etnocentrismo pode ser definido como uma “atitude emocionalmente condicionada que leva a considerar e julgar sociedades culturalmente diversas com critérios fornecidos pela própria cultura. Assim, compreende-se a tendência para menosprezar ou odiar culturas cujos padrões se afastam ou divergem dos da cultura do observador que exterioriza a atitude etnocêntrica. (...) Preconceito racial, nacionalismo, preconceito de classe ou de profissão, intolerância religiosa são algumas formas de etnocentrismo”. (WILLEMS, E. Dicionário de Sociologia. Porto Alegre: Editora Globo, 1970. p. 125.)
Com base no texto e nos conhecimentos de sociologia, assinale a alternativa cujo discurso revela uma atitude etnocêntrica:
a) A existência de culturas subdesenvolvidas relaciona-se à presença, em sua formação, de etnias de tipo incivilizado.
b) Os povos indígenas possuem um acúmulo de saberes que podem influenciar as formas de conhecimentos ocidentais.
c) Os critérios de julgamento das culturas diferentes devem primar pela tolerância e pela compreensão dos valores, da lógica e da dinâmica própria a cada uma delas.
d) As culturas podem conviver de forma democrática, dada a inexistência de relações de superioridade e inferioridade entre as mesmas.
e) O encontro entre diferentes culturas propicia a humanização das relações sociais, a partir do aprendizado sobre as diferentes visões de mundo.

15 - “Tudo indica que o termo ‘indústria cultural’ foi empregado pela primeira vez no livro Dialética do esclarecimento, que Horkheimer [1895-1973] e eu [Adorno, 1903-1969] publicamos em 1947, em Amsterdã. (...) Em todos os seus ramos fazem se, mais ou menos segundo um plano, produtos adaptados ao consumo das massas e que em grande medida determinam esse consumo”. (ADORNO, Theodor W. A indústria cultural. In: COHN, Gabriel (Org.). Theodor W. Adorno. São Paulo: Ática, 1986. p. 92.)
Com base no texto acima e na concepção de indústria cultural expressa por Adorno e Horkheimer, é correto afirmar:
a) Os produtos da indústria cultural caracterizam-se por ser a expressão espontânea das massas.
b) Os produtos da indústria cultural afastam o indivíduo da rotina do trabalho alienante realizado em seu cotidiano.
c) A quantidade, a diversidade e a facilidade de acesso aos produtos da indústria cultural contribuem para a formação de indivíduos críticos, capazes de julgar com autonomia.
d) A indústria cultural visa à promoção das mais diferentes manifestações culturais, preservando as características originais de cada uma delas.
e) A indústria cultural banaliza a arte ao transformar as obras artísticas em produtos voltados para o consumo das massas.

16 - A imagem a seguir reproduz uma obra do artista plástico brasileiro Cândido Portinari (1903-1962). Ela revela a influência que o artista recebeu de um importante movimento estético do século XX.

Assinale a alternativa que indica o nome desse movimento e uma característica comum às obras de alguns de seus representantes.
a) O Futurismo, exaltando a modernidade e o futuro.
b) O Surrealismo, denunciando violências contra a humanidade.
c) O Neoclassicismo, valorizando elementos da arte grega e romana.
d) O Impressionismo, registrando os fenômenos luminosos.
e) O Romantismo, imprimindo dinamismo às figuras.



17. Leia as afirmações a seguir:
I - A arte medieval deixou registros de um profundo desejo coletivo de enaltecimento da obra divina, procurando sempre representar o equilíbrio da natureza e a perfeição do físico humano.
II - A arte vitral, as esculturas e os murais pintados nos templos cristãos, durante a Idade Média, propiciaram tanto a criação de uma atmosfera sublime nesses interiores, quanto a iniciação dos freqüentadores, através dos ícones expostos, na história bíblica.
III - A música praticada nos cultos cristãos medievais tinha, essencialmente, um caráter litúrgico. Seus praticantes, os menestréis, buscavam inspirações nos sons cotidianos, que resultavam em composições cuja riqueza polifônica exercia fascinação nos religiosos. É (são) correta (s)
a) a afirmação I, apenas.
b) as afirmações I e II, apenas.
c) as afirmações I, II e III.
d) a afirmação II, apenas.
e) as afirmações II e III, apenas

18 - Sobre a teoria weberiana acerca das várias formas de estratificação social, é correto afirmar que:
A) as classes sociais se organizam segundo seus princípios de consumo de bens nas diversas formas especificas de vida.
B) as diferenças que correspondem às classes ou aos estamentos geram, na esfera do poder social e dentro das respectivas ordens sociais, os partidos.
C) os estamentos são grupos de status fechados, cujos privilégios estão desigualmente definidos por leis, convenções e rituais.
D) as castas se organizam segundo as relações de produção e aquisição de bens.

19 - Sobre cidadania e as concepções éticas dos filósofos gregos, Kant, Nietzsche, Marx e Habermas, é CORRETO afirmar que:
I - Sócrates, Platão e Aristóteles têm em comum a concepção de que a virtude resulta do trabalho reflexivo, da sabedoria, do controle racional dos desejos e paixões. Os homens gregos são antes de tudo cidadãos, membros integrantes de uma comunidade, de modo que a ética se acha intrinsecamente ligada à política.
II - Os valores que constituem a moral aristocrática dos senhores são, ao ver de Nietzsche, eternos e invioláveis. Devem orientar a humanidade com uma força dogmática, de modo que o homem não se perca.
III - Para Kant, a vontade humana é verdadeiramente moral quando regida por imperativos categóricos. O imperativo categórico é incondicionado, absoluto e voltado para a realização da ação, tendo em vista o dever.
IV - Admite Marx que as condições da moral verdadeira só existiriam na sociedade sem Estado e sem propriedade privada. Ora, mesmo que a moral diga respeito à esfera pessoal, não há como viver moralmente e com cidadania em um mundo que ainda não tenha instaurado a ordem da justiça social.
V - Em sua teoria da ação comunicativa, Habermas desenvolve elementos para a compreensão da ética discursiva. Esta é uma teoria da moral que recorre à razão para sua fundamentação. A razão comunicativa é processual e construída a partir da relação entre os sujeitos, enquanto seres capazes de se posicionarem criticamente diante das normas. Assim sendo, a validade das normas depende do consenso encontrado a partir do grupo, do conjunto dos indivíduos.
Assinale a alternativa que só possui afirmações VERDADEIRAS:
a) III, IV e V.
b) II, III, IV e V.
c) II, III e IV.
d) I, II, IV e V.
e) I, III, IV e V.

20 - ”É um conjunto de interações, comportamentos humanos com significado e expectativas entre os seus membros. Não se trata apenas de uma ação isolada, mas de um conjunto de ações que têm como base a partilha de expectativas, valores, crenças e significados entre os indivíduos de forma primária.” O fragmento o texto de Phil Bartle faz uma referência a:
a) Comunidade
b) Competição
c) Sociedade
d) Acomodação
e) Assimilação

REVISÃO DE FILOSOFIA UPE - TRADICIONAL

1. Interpretando o Mito da Caverna de Platão, qual o instrumento que liberta o prisioneiro rebelde e com o qual ele deseja libertar os outros prisioneiros?
A) A luz da verdade;
B) A realidade;
C) A Filosofia;
D) As coisas que percebemos;
E) A coragem.

2. Como parte essencial da missão da Filosofia nas escolas, está a tarefa de desenvolver no estudante o senso crítico. Qual o resultado desse processo?
A) Pensamento contemplativo sobre o mundo;
B) Ampliação da consciência reflexiva;
C) Conhecimento das reflexões filosóficas já desenvolvidas na história;
D) Desenvolvimento do espírito de contestação;
E) Surgimento de uma massa subversiva em relação à ordem constituída.

3. A atitude filosófica inicia-se indagando "O que é?", "Como é?", "Por que é?", "Para que é?", dirigindo-se ao mundo que nos rodeia e aos seres humanos que nele vivem e com ele se relacionam. Estas são perguntas sobre:
A) A essência, a significação, a origem e a finalidade de todas as coisas;
B) O conhecer, o falar, o pensar e o agir, próprios dos seres humanos;
C) A capacidade, a finalidade, o conceito e a origem do mundo;
D) Os motivos, as razões, as causas e os interesses para pensarmos;
E) O conteúdo, o sentido, a intenção e a finalidade do que pensamos.

4. O mito é um sistema de explicação fantasioso do mundo, expresso em narrativas fabulosas referentes a deuses, forças da natureza e seres humanos. Em contrapartida, a Filosofia:
A) Admite contradições, fabulações e coisas incompreensíveis;
B) Narra a origem das coisas por meio de genealogias e rivalidades ou alianças entre forças sobrenaturais;
C) Apresenta princípios simbólicos que fornecem explicações para a realidade universal;
D) Exige que a explicação seja coerente, lógica e racional;
E) Tolera a imaginação como instrumento de interpretação para a realidade.

5. O autoconhecimento do ser humano é um dos pontos fundamentais da filosofia socrática. Quais as duas grandes fases dos diálogos críticos a que Sócrates conduzia seus interlocutores, no desenvolvimento da sua filosofia?
A) A análise e a síntese;
B) A tese e a antítese;
C) O discurso e a réplica;
D) A argumentação e a controvérsia;
E) A ironia e a maiêutica.

6. Retomando a questão do ser, Aristóteles propõe uma nova interpretação afirmando que o movimento da realidade se resume na passagem da potência para o ato. Neste raciocínio, a potência representa:
A) As possibilidades do ser;
B) A manifestação atual do ser;
C) O caráter estático e permanente do ser;
D) Aquilo que já existe;
E) Aquilo que determina a realidade de um ser.

7. Durante a Idade Média a filosofia cristã se apresentou especialmente através da Patrística e da Escolástica. Buscando o resgate da filosofia de Platão e de Aristóteles, os principais representantes dessas correntes de pensamento são, respectivamente:
A) Santo Ambrósio e Santo Anselmo;
B) Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino;
C) Heráclito e Parmênides;
D) Zenão e Epicuro;
E) Sêneca e Cícero.

8. O saber científico não se opõe ao saber filosófico; no entanto, eles se diferenciam pelo enfoque. A Ciência interessa-se mais em resolver problemas específicos, delimitados, enquanto a Filosofia...
A) Busca exercer controle sobre a Natureza;
B) É um fluxo instável de opiniões;
C) Elabora conhecimentos frequentemente fragmentados;
D) Busca alcançar uma visão global, harmônica e crítica do saber humano;
E) Tem crenças passageiras que serão negadas no futuro.

9. O período pré-socrático é a fase inaugural da Filosofia grega, com destaque para os pensadores de Mileto: Tales, Anaximandro e Anaxímenes. Sua preocupação básica era:
A) Descobrir, com base na razão, a substância primordial de todos os seres;
B) Apresentar a realidade como algo dinâmico;
C) Compreender a realidade pela via da essência;
D) Conciliar as concepções de Parmênides e de Heráclito;
E) Desenvolver o atomismo.

10. O período helenístico caracterizou-se por um processo de interação cultural entre a cultura grega clássica e a cultura dos povos orientais conquistados. Neste período destacaram-se duas novas escolas filosóficas: o estoicismo e o hedonismo. Nesse contexto, os estóicos defendiam:
A) Que o ser humano devia buscar o prazer da vida;
B) Que o prazer estava vinculado ao bem;
C) Um espírito de completa austeridade moral e física;
D) A realização de uma conduta virtuosa;
E) O domínio das paixões.

11. Na história da Filosofia distinguem-se duas grandes orientações da teoria do conhecimento: o racionalismo e o empirismo. Enquanto o empirismo apresenta a experiência sensível como a fonte de todo e qualquer conhecimento, o racionalismo defende que:
A) O conhecimento verdadeiro é dado pelas ciências naturais;
B) A experiência controla o trabalho da razão;
C) As vivências são responsáveis pela existência das idéias na razão;
D) O valor e o sentido da atividade racional dependem da sensibilidade;
E) A razão, tomada em si mesma, é o fundamento do conhecimento verdadeiro.

12. O existencialismo é uma tendência filosófica que tem em comum a análise da existência humana, sendo o homem uma realidade aberta, inacabada, "lançada" no mundo. São representantes desse pensamento:
A) Galileu, Bacon e Descartes;
B) Locke, Hume e Kant;
C) Marx, Engels e Lênin;
D) Kierkegaard, Heidegger e Sartre;
E) Rousseau, Voltaire e Montesquieu.


13. René Descartes é considerado um dos pais da Filosofia Moderna. Afirmava que, para conhecermos a verdade, é preciso colocarmos todos os nossos conhecimentos em dúvida. Aplicando a dúvida metódica, chegou à célebre conclusão:
A) Duvido, logo, conheço;
B) Penso, logo, existo;
C) Penso, logo, conheço;
D) Duvido, logo, existo;
E) Penso, logo, sei.

14. Karl Marx afirma que os elementos determinantes para a análise do processo histórico devem ser buscados nos modos de produção, e que as lutas de classes representam uma espécie de "motor" da história. Segundo ele, o fundamento do poder político aparece na expressão:
A) Os homens transferiram ao Estado (Leviatã) seus poderes de governar a si próprio;
B) A vontade particular deve se submeter à vontade geral, conforme o pacto social;
C) O Estado é um instrumento de domínio de classe;
D) A monarquia não tirânica é o regime social mais adequado à natureza das coisas;
E) A organização social que corresponde à natureza humana é a de polis.

15. A Ética é a parte da Filosofia que se ocupa com o valor do comportamento humano. Investiga o sentido que o homem imprime à sua conduta para ser verdadeiramente feliz. Nesse contexto, o Humanismo tem como fundamento:
A) O respeito às leis naturais e eternas;
B) A fé em Deus como essencial na definição dos valores éticos;
C) Interligação ética entre a fé cristã e a prática social em favor dos oprimidos;
D) A defesa de uma Ética subjetiva;
E) Os valores éticos, objetivamente válidos, têm como base a própria natureza humana.

16. Com o desenvolvimento do capitalismo, elabora-se um pensamento burguês, expresso no movimento cultural denominado Iluminismo. Os valores fundamentais defendidos por esta corrente filosófica, são:
A) Igualdade jurídica, tolerância religiosa, liberdade e propriedade privada;
B) Fraternidade, liberdade e igualdade;
C) Propriedade coletiva, igualdade e fraternidade;
D) Tolerância filosófica, liberdade e propriedade coletiva;
E) Ideal cristão, monarquia e restrições jurídicas.

17. O positivismo de Augusto Comte tem como característica geral a exaltação da ciência e a preocupação de defender as conquistas da Revolução Industrial. Segundo os positivistas, a evolução do conhecimento humano universal percorreu três estados distintos, na sequência a seguir:
A) Teológico, metafísico e positivo;
B) Filosófico, mitológico e científico;
C) Abstrato, fictício e positivo;
D) Científico, mitológico e filosófico;
E) Positivo, teológico e abstrato.

18. Numa interpretação marxista, a ideologia é um conjunto de representações sobre os seres humanos e suas relações, sobre as coisas, sobre o bem e o mal, etc. Sendo assim, a função primordial da ideologia é:
A) Revelar a origem da sociedade;
B) Afirmar as desigualdades sociais;
C) Oferecer a imagem real da comunidade;
D) Dissimular a presença da luta de classes;
E) Reconhecer uma sociedade dividida em classes sociais antagônicas.

19. O filósofo francês Michel Foucault caracterizou a atividade filosófica como uma espécie de "exercício de si, no pensamento", isto é, como um trabalho de pensar sobre si mesmo que faz com que cresçamos e nos modifiquemos. Nesse sentido, o ensino de Filosofia deverá significar:
A) O conhecimento da história da Filosofia;
B) Um resumo das principais características do pensamento de alguns filósofos;
C) A leitura e compreensão de textos filosóficos;
D) A possibilidade de pensar autonomamente;
E) O debate centrado em temas filosóficos.

20. Estética é a parte da Filosofia que procura investigar os fundamentos da arte e do belo; os diferentes tipos de arte; as relações da arte com a sociedade. Considerando a arte como a prática de criar formas perceptíveis expressivas do sentimento humano, seu valor essencial é:
A) A ênfase no fator utilidade, aplicação;
B) O produto de condicionamentos históricos ou ideológicos;
C) A ênfase no fator beleza;
D) A percepção social pelo público;
E) A capacidade de transmitir os sentimentos mais autênticos da natureza humana.

REVISÃO DE HISTÓRIA UPE - TRADICIONAL




1. O conhecimento sobre as formas de sobrevivência humana, na pré-história brasileira, é um grande quebra-cabeça que vem sendo estudado por pré-historiadores e arqueólogos. Sobre a pré-história brasileira, assinale a alternativa correta.
a) Os habitantes dos sambaquis sepultavam os seus mortos, colocando os corpos em urnas funerárias e os enterravam sob suas cabanas.
b) Denomina-se de arte rupestre o conjunto de pinturas corporais, em cerâmica e em artefatos de madeira, produzidos na pré-história brasileira.
c) O estudo da cultura material, incluindo a arte rupestre, pode gerar conhecimento sobre aspectos da vida material e espiritual dos povos que a produziram.
d) As recentes pesquisas arqueológicas realizadas no Nordeste brasileiro comprovam a tese defendida na década de sessenta: o homem mais antigo do Brasil teria existido por volta de doze mil anos atrás.
e) Através das escavações realizadas nos Estados de Goiás e Mato Grosso, foi comprovada a tese de que, nestas regiões, habitavam povos descendentes de incas e bolivianos.


2. Assinale a alternativa correta referente ao Antigo Sistema Colonial no Brasil.
a) a economia colonial definia-se por uma produção em grande escala de bens manufaturados de grande valor comercial.
b) o problema da alimentação nunca se resolveu de forma conveniente, fazendo com que a população colonial, à exceção da classe proprietária, vivesse um estado crônico de subnutrição.
c) a economia canavieira experimentou, durante o domínio espanhol (1580-1640), significativa expansão.
d) os lucros coloniais eram gerados em menor proporção na esfera da circulação dos bens coloniais.
e) a cana de açúcar foi escolhida por ser produtora do único bem comercializado pelos portugueses nos mercados europeus.


3. O açúcar e o ouro foram duas riquezas básicas do Brasil-Colônia sustentadas pela mão-de-obra escrava, o que contribuiu para a existência de uma sociedade hierarquizada e patriarcal.
Considerando o enunciado desta questão, é correto afirmar que:

a) a escravidão conseguiu livrar Portugal de prejuízos, pois era impossível usar qualquer tipo de mão-de-obra livre, devido à incapacidade técnica dos índios e a escassez de colonos portugueses;
b) os escravos do açúcar tinham melhores condições de vida, pois contavam com a simpatia dos seus senhores;
c) a sociedade escravista colonial deixou uma memória que ainda marca a história recente com seus preconceitos e violência;
d) a análise de Gilberto Freire mostra que a escravidão não deve ser criticada, valorizando alguns dos seus aspectos e discordando de outros historiadores que a criticam e a condenam.
e) Além de favorecer a produção do açúcar e do ouro, a mão-de-obra escrava foi fundamental para a pecuária e para a organização das entradas e bandeiras.


4. Leia o texto a seguir, escrito no século XVIII, sobre a cidade mineira de Mariana:
“E apesar de tudo o que se expõe, e que tanto conspira para se julgarem estas minas as mais pobres e desgraçadas das que vivem em sociedade; não é tão fácil afirmar delas este conceito, não se olhando mais que para o seu desmarcado comércio de importação, e vendo ao longe por entre a escassa luz de narrações adulteradas o seu luxo descomedido. Mas se atentar qualquer para o modo por que vivem e comerciam os vassalos de Sua Majestade neste país, verá que o ordinário deles pensa mal, e olha tão somente para uma falsa reputação, e trabalha por um falso brilhante no que pertence aos seus que de longe quer se lhe atribuam: pretendendo, à imitação dos cômicos e figuras teatrais, fingir com palhetas douradas ouro maciço e com vidros lapidados preciosa pedraria.”
(Representação da Câmara de Mariana, 1789. Apud SOUZA, Laura de Mello. Desclassificados do ouro: a pobreza mineira no século XVIII. 2. ed. Rio de Janeiro: Graal, 1986. p. 19.)
Com base na leitura do documento acima e nos conhecimentos sobre a mineração e o barroco, é correto afirmar:

A) O barroco mineiro disseminou a concepção de simplicidade e pobreza para todos, espetáculo encenado no teatro e nas festas religiosas.

B) O documento, ao propor a analogia com os espetáculos teatrais, reafirma a existência de uma riqueza e opulência aparentes na sociedade das Minas Gerais.
C) Os intelectuais e letrados mineiros valorizavam em seus escritos saberes relativos à religiosidade, devoção, liturgia e teologia, não se deixando contaminar pela Ilustração, isto é, pelas ciências e saberes profanos.
D) Apesar da importação dos meios de subsistência e dos gastos de compra e manutenção da escravaria, a mineração produziu uma democrática distribuição de riqueza nas Minas Gerais, onde o luxo e a ostentação eram um padrão de conduta acessível a todos.
E) As fraudes na comercialização dos metais, a exemplo do contrabando e do extravio do ouro, são apontados, na Carta, como os responsáveis pela pobreza que dominava os arraiais auríferos.


5. A presença holandesa no Brasil colonial é tema que se destaca nos estudos historiográficos. Sobre o governo de Nassau (1637-44) e sua época, sempre surgem comentários e debates; porém, podemos afirmar que:
a) a recuperação da autonomia política de Portugal, nesse período, deu mais condições para este país desenvolver relações com os holandeses no Brasil.
b) Nassau não teve qualquer conflito com os nativos; apenas se desentendeu com o comando europeu da Companhia das Índias.
c) a atuação de Nassau em nada modificou as relações dos holandeses com os senhores de engenho, fracassando, porém, na expansão militar e na exportação de açúcar.
d) sua administração se restringiu a fazer benefícios à parte central do Recife, onde habitava com a sua família e onde construiu as obras mais importantes.
e) não houve na sua administração nenhuma preocupação com as conquistas militares; seus interesses se voltavam sobretudo para a arte renascentista.


6. A definição das fronteiras dos territórios da América, ocupados por portugueses e espanhóis, foi alvo de disputas. Neste sentido, é correto afirmar o que segue.
0 0 O tratado de Madri, assinado entre Portugal e Espanha, em 1750, garantiu aos portugueses o atual território do Rio Grande do Sul.
1 1 O tratado de Madri (1750) possibilitou mudanças na posse do território brasileiro; entretanto, não anulou o tratado de Tordesilhas.
2 2 Deve-se ao tratado de Madri o estabelecimento das fronteiras entre terras espanholas e portuguesas na Amazônia, em Mato Grosso e na região sul do Brasil.
3 3 O tratado de Sto. Ildefonso (1777), anulando o tratado de Madri, diminuiu os conflitos no sul do Brasil: Portugal ficou com a ilha de Santa Catarina e quase todo o território do Rio Grande, e a Espanha, com a colônia do Sacramento e os Sete Povos das Missões.
4 4 Em 1801, Portugal, que continuava com a posse dos Sete Povos das Missões, assinou com a Espanha o tratado de Badajós. Por este acordo, a Espanha renunciava às suas pretensões a este território.
A resposta correta é:
A) F,V,F,V,V
B) V,F,F,V,F
C) V,V,V,F,F
D) V,F,V,V,V
E) F,F,V,V,F

7. Leia atentamente as afirmativas abaixo.
1. A Inconfidência Mineira teve um ideário político republicano e francamente abolicionista.
2. A revolta dos Alfaiates ameaçou a ordem social da Colônia, conseguindo resultados políticos inesperados.
3. A população colonial no Brasil pouco se empenhou para livrar-se do monopólio português, só acontecendo revoltas nas primeiras décadas do século XIX.
4. A chamada Revolução de 1817 em Pernambuco assemelhou-se em sua liderança política com a Revolta dos Alfaiates.

Após a leitura, conclui-se que:
a) só a 4 está correta;
b) todas estão corretas;
c) todas estão incorretas;
d) só a 1 está incorreta;
e) só a 3 está correta.


8. Sobre o processo brasileiro de aculturação ocorrido no período colonial é falso afirmar que:
a) Mitos e lendas indígenas provocaram mudanças na cultura religiosa portuguesa do século XVI, em Portugal.
b) A pesca, a caça e os frutos do Brasil serviram como base alimentar na culinária colonial luso-brasileira.
c) O uso do algodão entre os nativos brasileiros para a fabricação de redes foi reutilizado pelos colonos portugueses para a confecção de tecidos rústicos.
d) O cultivo entre algumas tribos brasileiras de frutas, milho e tubérculos foi rápidamente incorporado à agricultura de subsistência entre colonos portugueses.
e) A cultura do fumo utilizada por nativos brasileiros tornou-se um dos hábitos culturais mais apreciados pelos europeus.


9. O tráfico negreiro paralisou o crescimento da população na África. No século XVII, a população africana eqüivalia à da Europa e representava um quinto da população do globo. No século XX, representava menos da décima terceira parte da população mundial, segundo Maurice Habwachs. Através do tráfico, o Brasil recebeu grandes contigentes de escravos africanos que se distribuíram, no território, da seguinte forma:
a) na produção do café, em São Paulo, desde o século XVII; a partir do século XVIII, na Bahia e em Pernambuco;
b) os maiores contingentes de escravos africanos vieram para as áreas produtoras de açúcar, posteriormente para a região das minas e, só mais tarde, para São Paulo, na produção do café;
c) para Minas, logo no início do século XVI; em seguida para o Espírito Santo. Pará e Alagoas, com a produção de açúcar e por último, para Pernambuco e Bahia;
d) na região algodoeira, onde o modo escravista de produção foi dominante e, em seguida, para a região da borracha;
e) no Rio de Janeiro, com a vinda da família real e no Rio Grande do sul, como mão de obra de uma agricultura do tipo familiar.


10. A crise do Império, no Brasil, foi marcada por uma série de questões que favoreceram a Proclamação da República. Sobre essas questões e suas características, analise as proposições abaixo.
1) As idéias republicanas fizeram parte de diversos movimentos históricos no Brasil. Contudo, só a partir de 1870, ano em que foi lançado o Manifesto Republicano, o movimento ganhou uma formação mais sólida e concreta.
2) No período imperial, a Igreja Católica no Brasil era uma instituição submetida ao Estado. Ou seja, nenhuma ordem papal poderia vigorar no Brasil sem a autorização do imperador. A desobediência a esses preceitos, por parte dos bispos de Olinda e Belém, em 1872, deu início ao que se convencionou chamar de Questão Religiosa.
3) Quando foi abolida a escravidão no Brasil, os senhores de escravos, por não terem recebido as indenizações do governo a que achavam fazer jus, passaram a apoiar a causa republicana. Por isso foram chamados “republicanos do 13 de maio”.
4) Os militares, após a Guerra do Paraguai, passaram a gozar mais prestígio na sociedade brasileira, o que também era reconhecido pelo Imperador, que precisava deles para manter-se no poder. Daí, a sua lealdade à monarquia quando se proclamou a República no Brasil
5) Dentre as questões que contribuíram para a Proclamação da República no Brasil não se pode inserir a questão militar, pelas razões expostas no item anterior.

Estão corretas:
a) 1, 2 e 3;
b) 2, 3 e 4;
c) 1, 2 e 4;
d) 2, 4 e 5;
e) 3, 4 e 5.

11. A discussão do industrialismo no Brasil baseou-se em argumentos nacionalistas que reconheciam – na industrialização do país – um sinal de prosperidade e estabilidade econômica. Contra estes argumentos surge a ação imperialista que poderá ser detectada nos seguintes fatos:
0 0. Boicote à produção da matéria-prima algodão, essencial para o início da indústria têxtil no Brasil;
1 1. Disponibilidade de mão-de-obra, e seu baixo custo;
2 2. O declínio do valor cambial, reforçando o setor industrial no Império e na república;
3 3. Desmantelamento da fábrica de linhas ÂNCORA, de propriedade de Delmiro Gouveia, próxima à cidade de Paulo Afonso – adquirida por uma Companhia Inglesa;
4 4. Surto de produção algodoeira, após 1930, articulado com a imigração japonesa, que recebia do governo japonês amparo técnico, crédito e facilidades comerciais.
A resposta correta é:
A) V,V,F,F,F
B) F,V,F,F,V
C) F,F,F,V,V
D) V,V,F,V,F
E) F,V,F,V,F

12. Sobre o primeiro e o segundo governo do presidente Getúlio Vargas, identifique as proposições verdadeiras e falsas.
0 0. Em 1939, o presidente Getúlio Vargas apresenta um plano qüinqüenal, cujas metas serviam de apoio à industrialização: usinas hidrelétricas em Paulo Afonso, estradas de ferro e rodovias, usina de aço e fábrica de aviões.
1 1. Aparentemente o Estado Novo foi anti-oligárquico; entretanto, manteve intacto o sistema de dominação no campo porque os capitais investidos nas indústrias eram originários da acumulação no setor agrícola.
2 2. A Constituição de 1937 se caracterizou pelo predomínio do poder legislativo e subordinação do poder executivo ao poder judiciário.
3 3. Vargas defendia uma política anti-imperialista e decidiu nacionalizar o petróleo, criando a Petrobrás, através da Lei 2004, de 3 de outubro de 1953, que estabeleceu o monopólio estatal do petróleo.
4 4. A Revolução Constitucionalista de 1932, em São Paulo, deu continuidade ao programa proposto pelos tenentes, que participaram da Coluna Prestes.

A resposta correta é:
A) F,V,V,V,V
B) F,V,V,F,V
C) V,V,F,V,F
D) F,F,V,V,F
E) V,F,V,V,F


13. Após o Estado Novo, veio o processo de redemocratização do país, que durou a instauração da ditadura militar de 1964. Nesse curto período, tivemos alguns fatos importantes.
Sobre esses, o que podemos afirmar?
0 0 A Constituição de 1946, no capítulo referente à cidadania, conferiu aos brasileiros alfabetizados, maiores de dezoito anos, de ambos os sexos, o direito e a obrigação de votar, o que não acontecia no passado, pois na Carta de 1934, o voto das mulheres era restringido, só cumprindo esta obrigação as que exerciam funções públicas.
1 1 No Governo de Getúlio Vargas, a partir da liberalização do movimento sindical e dos problemas alcançados pela alta do custo de vida, ocorreram muitas greves, principalmente no ano de 1953, destacando-se a greve geral de março em São Paulo e a greve dos marítimos no Rio de Janeiro, Santos e Belém.
2 2 A Sudene – Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste – foi criada no Governo de Juscelino Kubitschek com o objetivo de promover o planejamento da expansão industrial da região, estando subordinada diretamente à Presidência da República.
3 3 Imediatamente após a renúncia de Jânio Quadros, assumiu a Presidência da República o vice-presidente João Goulart, que voltou ao Brasil, às pressas, da China, quando soube da inesperada notícia.
4 4 O período de “redemocratização” do país terminou com a instituição do Ato Institucional 1º - (AI 1) – baixado a 31 de março de 1964, instaurando a ditadura militar ano Brasil.
A resposta correta é:
A) V,V,V,F,V
B) F,V,F,V,F
C) F,V,F,V,V
D) F,F,V,V,F
E) V,V,V,F,F


14. O processo de distensão do regime militar foi resultante, entre outros fatores, das pressões da sociedade. A Anistia política foi sancionada, mas setores descontentes com liberalização do regime realizaram diversas ações terroristas durante o governo Figueiredo. Sobre esse processo de distensão do regime militar, pode-se dizer que:
0 0 A volta do regime democrático foi uma conquista exclusiva do movimento operário e da Igreja Católica, que, através da Teologia da Libertação, ajudou a fundar o Movimento dos Sem-terra.
1 1 Entre os atos terroristas praticados por grupos contrários à distensão política, o que maior abalo produziu foi o episódio do Riocentro, que resultou na morte de um dos terroristas.
2 2 A pressão da sociedade civil e da classe política, insatisfeitas com o agravamento da crise social, contribuiu para o fim do regime militar. Os atos terroristas geraram mais protestos e reivindicações pela volta à normalidade democrática.
3 3 Os atos terroristas de setores do governo e de grupos para-militares de direita, entre o final da década de 70 e o início da década de 80, foram uma demonstração de que a sociedade estava insatisfeita com a volta dos civis ao poder.
4 4 Os grandes arquitetos da abertura política foram o general João Figueiredo e o ministro-chefe do Gabinete Civil da presidência, Golbery do Couto e Silva. Um grande aliado dos militares nessa passagem à democracia foi a Igreja Católica.
A resposta correta é:
A) V,F,F,F,V
B) F,V,F,V,F
C) F,V,V,V,V
D) F,V,V,F,F
E) V,F,V,F,F

15. A análise do Brasil atual requer uma revisão dos problemas brasileiros dentro do contexto maior do liberalismo globalizante, em um momento histórico do Brasil em que urge medidas radicais na economia e nas questões sociopolíticas.
0 0 A crescente sensação de impotência no combate à inflação e o sucesso de Fernando Henrique Cardoso com o Plano Real, no ministério da Fazenda, lhe garante a estrondosa votação em 1995.
1 1 O sucesso eleitoral de F.H.C. decorreu, em grande parte, da decomposição dos grandes grupos políticos no poder há muito tempo
2 2 No cômputo das medidas do governo F.H.C., mesmo as de cunho social, acabou predominando o avanço da integração internacional, o que o colocou no rótulo de comprometido como “consenso de Washington”.
3 3 A dinâmica globalizante da economia, com progressiva instalação das maiores transnacionais do planeta, diminuiu a concentração de riquezas.
4 4 O processo de globalização permitiu ao capital estrangeiro comprar mais de 50% das companhias brasileiras, sob protestos violentos de grande parte dos trabalhadores e da população em geral.

A resposta correta é:
A) V,V,F,V,V
B) V,V,V,V,V
C) F,V,F,V,V
D) F,F,F,V,F
E) V,F,V,F,V

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

SSA-UPE PROVA(GABARITADA) DE HISTÓRIA 3º ANO


31. Após a Revolução Russa de 1917, o socialismo passou a ser experimentado em algumas regiões do globo terrestre, ao longo do século XX. Vários conflitos armados estão ligados a essa vivência ou à sua busca. Sobre esses conflitos, analise as seguintes afirmações:
I. A Guerra Civil Espanhola (1936-1939) acabou por liquidar o sonho socialista da república, dando início à ditadura de Franco.
II. Após vários conflitos com a guerrilha, Fulgêncio Batista é deposto do poder em Cuba, com a Revolução de 1959.
III. A Revolução Comunista na China marcou a ascensão de Mao Tsé-Tung ao governo.
IV. Conflitos armados na Polônia, nos anos 1960 acabaram por implementar o socialismo sem o apoio soviético.
V. A experiência socialista em Portugal se fortaleceu após a Revolução dos Cravos de 1974.
Estão CORRETAS
A) II, IV e V. B) I, II e III. C) I, III e V. D) III, IV e V. E) I, III e IV.

32. O impacto das guerras mundiais no imaginário da população foi muito grande, expondo medos, traumas e incertezas. Muito desse temor foi legado ao mundo do pós-guerra por meio da ameaça atômica, que pairava sobre o mundo, durante a Guerra Fria. Sobre isso, é CORRETO afirmar que
A) as incertezas provocadas pela Primeira Guerra Mundial acabaram por criar um perfil antibélico na população que evitou a eclosão de novos conflitos naquela proporção.
B) as bombas nucleares lançadas pelos EUA sobre Hiroshima e Nagasaki mostraram ao mundo o poder letal das armas de destruição em massa.
C) o impacto das destruições provocadas pela Segunda Guerra Mundial favoreceu a criação da ONU e de uma política pacífica eficaz.
D) as principais nações envolvidas na Primeira Guerra se recusaram a participar da guerra de 1939-1945.
E) a criação da ONU e sua postura antibélica datam de antes da eclosão do primeiro conflito armado mundial.

33. Após a Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945), o mundo assistiu às grandes transformações econômica, financeira, política e cultural. No Brasil, ocorreu um processo significativo de mudança na economia, operando um mecanismo de considerável concentração de riqueza. Sobre isso, assinale a alternativa
CORRETA.
A) O Brasil conquistou uma maior autonomia financeira e política.
B) A oligarquia rural foi ganhando espaço e poder, pois os governos da época transferiram os investimentos para a agricultura.
C) O avanço do capitalismo no campo brasileiro promoveu a industrialização da agricultura e a especialização da produção agrícola, provocando um intenso êxodo rural.
D) O Brasil foi impactado com significativo desenvolvimento da economia.
E) O rápido desenvolvimento industrial se deu com a participação crescente do capital estatal na indústria automobilística, naval, química, além de outros setores, como comércio e serviços.


34. Nas primeiras décadas do século XX, assistimos às primeiras tentativas de modernização do Brasil, quando ainda era forte sua posição de produtor agrícola. Nesse contexto, foi criada a imagem do caipira Jeca Tatu, um jovem de feição debilitada, com uma grande barriga, somada a seu aspecto cansado,
denotando um ser pobre em saúde, carente de recursos, que aparecia como o responsável pelo atraso do país por sua preguiça e indolência. Por essa interpretação do “caipira”, o autor é, até hoje, questionado.

Da leitura do texto e da imagem, extraem-se vários elementos. Sobre eles, analise os itens a seguir:
I. Monteiro Lobato foi o criador do “caipira” Jeca Tatu, personagem do conto Urupês, escrito em 1918, quando traduziu suas ideias sobre questões econômicas e sociais da época.
II. O autor, anos depois, reescreveu a figura do “caipira”, que, antes, responsável pelo atraso nacional, passou para a posição de vítima de uma estrutura econômica perversa.
III. A síntese do nacionalismo e do regionalismo encontrou campo fértil no estilo impressionista.
IV. A imagem do Jeca Tatu foi bastante utilizada para mostrar um brasileiro legítimo que carecia de apoio do Governo para sobreviver.
V. Gilberto Freyre foi o criador da imagem do Jeca Tatu ao estudar as consequências do escravismo no Brasil.
Estão CORRETOS
A) I, II e III. B) I, II e V. C) II, IV e V. D) III, IV e V. E) I, II e IV.

35.
Fonte: http://jeocaz.wordpress.com/2009/07/26/os-sequestros-que-abalaram-a-ditadura-militar/
A fotografia acima mostra presos políticos deportados em 1969, episódio que pode ser inserido no cenário da Guerra Fria em um dos momentos mais dramáticos da política brasileira.

Acerca dessa conjuntura mundial que envolvia diretamente o Brasil, é CORRETO afirmar que
A) no período da Guerra Fria, entre 1945 e 1989, já em direção ao processo de globalização, tinha-se a visão de um mundo construído, de forma unipolarizada, pelos Estados Unidos e em constante conflito.
B) com o temor provocado pela Revolução Cubana em 1959, a partir dos anos 1960, as estratégias dos Estados Unidos foram adotadas no sentido de dar apoio ao processo de democratização, implantado na América do Sul.
C) a criação da Organização dos Estados Americanos (OEA), em 1948, já tinha como princípio expandir uma política intervencionista nos países da América Latina.
D) poucos dias antes de deixar o governo, o general Emílio Garrastazu Médici lançou o decreto que instituía a Lei de Segurança Nacional.
E) apesar da repressão, a sociedade brasileira encontrou meios para resistir à onda de perseguição, violência e medo, que dominava o país.

36. Creio que avançaremos cada vez mais para atingirmos nossa independência econômica, produzindo sempre melhor, fundando a nossa industrialização sobre as riquezas naturais que Deus colocou em nosso território. (Frase de JK. Fonte: www.memorialjk.com.br)
Sobre o Governo do Presidente Juscelino Kubitschek, analise as afirmativas a seguir:
I. JK comandou um surto desenvolvimentista, coroado pela construção de Brasília, utilizando o slogan “Pra frente, Brasil”.
II. Apesar dos problemas inflacionários e da crescente penetração do capital estrangeiro no país, os anos JK, sem sombra de dúvida, foram os “Anos Dourados” da História da República brasileira.
III. A Bossa Nova é considerada, por alguns críticos, como uma revolução na música brasileira. João Gilberto, Tom Jobim, Nara Leão e Vinícius de Morais reinventaram a maneira de cantar e tocar samba, incorporando influências do jazz.
IV. A esperança e o otimismo embalavam um Brasil eufórico, a publicidade ofertava a possibilidade de consumo. Nesse sentido, a aquisição do moderno mundo dos eletrodomésticos foi possível a todas as classes sociais da população brasileira.
Está CORRETO o que se afirma em
A) I, II e III. B) II, III e IV. C) II e III. D) III e IV. E) I e IV.

37. Apesar das restrições políticas e da censura, a cultura brasileira vivenciou um período de vitalidade e criatividade durante a ditadura militar (1964-1985). Sobre a produção cultural no Brasil em tempos de ditadura, assinale a alternativa CORRETA.
A) O movimento modernista tem início com a publicação do manifesto escrito por Gilberto Freyre.
B) O cinema brasileiro inicia um período de grandes bilheterias com o sucesso das chanchadas da Atlântida.
C) O jornal O Pasquim surge com humor e crítica aos grupos de esquerda.
D) O movimento da Tropicália revoluciona a música popular brasileira, fazendo fusão com a música neoclássica erudita e com os ritmos folclóricos orientais.
E) A telenovela torna-se uma paixão nacional por meio da obra de autores, como Janete Clair.

38. Observe a seguinte charge:
Fonte: http://wilmarx.blogspot.com/2008_10_01_archive.html

Ela nos possibilita refletir sobre a desigualdade social no mundo contemporâneo. Mesmo com os notórios avanços tecnológicos e econômicos das últimas décadas, o índice de miséria mundial ainda é muito grande. Sobre esse contexto, analise as afirmações seguintes:
I. Entre outros fatores, por causa da última crise econômica, o índice de pobreza vem crescendo nos Estados Unidos e na Europa, nos últimos anos.
II. A globalização e o neoliberalismo econômico possibilitaram uma retomada do crescimento do índice de bemestar social em países não desenvolvidos.
III. Apesar do desenvolvimento econômico ao qual o Brasil assistiu na passagem do século XX ao XXI, ele ainda figura nas estatísticas oficiais como um dos maiores índices mundiais de desigualdade social.
IV. Países europeus, como Portugal e Grécia, vêm vivenciando uma séria crise econômica.
V. Após a eleição de Barack Obama, o desemprego deixou de ser um dos maiores problemas atuais da economia estadunidense.
Estão CORRETAS
A) I, IV e V.
B) I, III e IV.
C) III, IV e V.
D) I, II e III.
E) II, III e IV.

39. Após o colapso do bloco socialista, o mundo assistiu a uma reestruturação da ordem mundial. Essas mudanças ganharam impulso com o processo de globalização e com a expansão do credo neoliberal. Sobre o cenário internacional atual, analise as afirmações a seguir:
I. A região dos Bálcãs vivencia um período de estabilidade após os conflitos sangrentos dos anos 1990.
II. A tensão dos norte-americanos com o terrorismo internacional arrefeceram após o assassinato de Osama Bin Laden.
III. Os levantes árabes na África não se destacaram no panorama de estagnação política atual, no mundo islâmico.
IV. O governo venezuelano continua, mesmo com o final do mandato presidencial de George W. Bush nos EUA, com uma política antiestadunidense e anti-imperialista;
V. Mesmo com a desaprovação internacional, a China continua a negar a independência política do Tibet.
Estão CORRETAS
A) I, II e III.
B) II, III e IV.
C) III, IV e V.
D) I, III e IV.
E) I, IV e V.

40. A globalização é um fenômeno de grande amplitude, que reflete uma complexidade assombrosa e alimenta dilemas difíceis de serem enfrentados. Sobre isso, assinale a alternativa CORRETA.
A) Foi criada uma situação em que os elementos globalizadores – os transportes, as comunicações e outras dimensões - dependem profundamente do conhecimento.
B) A homogeneização e a centralização da vida cultural, dirigidas pelos centros universitários do saber, transmitem e disseminam mensagens nas suas fronteiras nacionais, garantindo a soberania dos seus estados.
C) A projeção do Estado no cenário internacional forçou o desenvolvimento de regras de convivência nacional.
D) A globalização beneficia os atores estatais e a sociedade de um modo geral, ao dotar o Estado de bem-estar social.
E) As exposições, via mídia eletrônica, a estilos e valores culturais de outras sociedades, muito mais avançadas tecnologicamente, inspiram apreço e, também, fortalecimento das manifestações culturais locais.

GABARITO:

31 - B
32 - B
33 - C
34 - E
35 - E
36 - C
37 - E
38 - B
39 - E
40 - A