segunda-feira, 4 de julho de 2011

QUESTÕES DO ENEM


1 – ENEM – 98 Os efeitos abomináveis das armas nucleares já foram sentidos pelos japoneses há mais de 50 anos (1945). Vários países têm, isoladamente, capacidade nuclear para comprometer a vida na Terra. Montar o seu sistema de defesa é um direito de todas as nações, mas um ato irresponsável ou um descuido pode desestruturar, pelo medo ou uso, a vida civilizada em vastas regiões. A não-proliferação de armas nucleares é importante.
No 1º domingo de junho de 98, Índia e Paquistão rejeitaram a condenação da ONU, decorrente da explosão de bombas atômicas pelos dois países, a título de teste nuclear e comemoradas com festa, especialmente no Paquistão. O governo paquistanês (país que possui maioria da população muçulmana) considerou que a condenação não levou em conta o motivo da disputa: o território de CAXEMIRA, pelo qual já travaram 3 guerras desde sua independência (em 1947, do Império Britânico, que tinha o Subcontinente Indiano como colônia). Dois terços da região, de maioria muçulmana, pertencem à Índia e 1/3 ao Paquistão.

Sobre o tempo e os argumentos podemos dizer que:

(A) a bomba atômica não existia no mundo antes de o Paquistão existir como país.
(B) a força não tem sido usada para tentar resolver os problemas entre Paquistão e Índia.
(C) Caxemira tornou-se um país independente em 1947.
(D) os governos da Índia e Paquistão encontram-se numa perigosa escalada de solução de problemas pela força.
(E) diferentemente do século anterior, no início do século XX, o Império Britânico não tinha mais expressão mundial.

2 – ENEM – 98 As diferentes formas em que as sociedades se organizam socioeconomicamente visam a atender suas necessidades para a época. O liberalismo, atualmente, assume papel crescente, com os Estados diminuindo sua atuação em várias áreas, inclusive vendendo empresas estatais. Da idéia de interferência estatal na economia, do “Estado de Bem-Estar”, da assistência social ampla e emprego garantido por lei, e, às vezes, à custa de subsídios (na Europa defendido pela Social-Democracia), caminha-se para um Estado enxuto e ágil, onde a manutenção do progresso econômico e uma maior liberdade na conquista do mercado são as formas de assegurar ao cidadão o acesso ao bem-estar. Nem sempre a população concorda.
Neste contexto, as eleições gerais na Alemanha, em 1998, poderão levar Helmuth Kohl, com longa e frutuosa carreira à frente daquele país, a entregar o posto ao social-democrata Gerhard Schroeder.
O desemprego na Alemanha atinge seu ponto máximo. A moeda única européia será o fim do Marco Alemão. A imagem de Helmuth Kohl começa a desvanecer-se. Conseguirá vencer este ano? Seja como for, ele luta. Mas recebeu um novo e tremendo golpe: o Partido Liberal (FDP) deixou Kohl. O secretário Geral do FDP, Guido Westerwelle declarou: Começou o fim da era Kohl!

A Alemanha ajuda a concretizar o bloco econômico da União Européia. A participação neste bloco implica a adoção de um sistema socioeconômico que:

(A) dificulta a livre iniciativa econômica, inclusive das grandes empresas na Alemanha.
(B) ofereça mercado europeu mais restrito aos produtos e serviços alemães.
(C) diminua as oportunidades de iniciativa econômica para os alemães em outros países e vice-versa.
(D) garanta o emprego, na Alemanha, pelo afastamento da concorrência de outros países da própria União Européia.
(E) por meio da união de esforços com os o países da União Européia, permita à economia alemã concorrer em melhores condições com países de fora da União Européia.



3 – ENEM – 98 O assunto na aula de Biologia era a evolução do Homem. Foi apresentada aos alunos uma árvore filogenética, igual à mostrada na ilustração, que relacionava primatas atuais e seus ancestrais.



Após observar o material fornecido pelo professor, os alunos emitiram várias opiniões, a saber:

I. os macacos antropóides (orangotango, gorila e chimpanzé e gibão) surgiram na Terra mais ou menos contemporaneamente ao Homem.
II. alguns homens primitivos, hoje extintos, descendem dos macacos antropóides.
III. na história evolutiva, os homens e os macacos antropóides tiveram um ancestral comum.
IV. não existe relação de parentesco genético entre macacos antropóides e homens.

Analisando a árvore filogenética, você pode concluir que:

(A) todas as afirmativas estão corretas.
(B) apenas as afirmativas I e III estão corretas.
(C) apenas as afirmativas II e IV estão corretas.
(D) apenas a afirmativa II está correta.
(E) apenas a afirmativa IV está correta.

4 – ENEM – 98 A figura de Getúlio Vargas, como personagem histórica, é bastante polêmica, devido à complexidade e à magnitude de suas ações como presidente do Brasil durante um longo período de quinze anos (1930-1945). Foram anos de grandes e importantes mudanças para o país e para o mundo. Pode-se perceber o destaque dado a Getúlio Vargas pelo simples fato de este período ser conhecido no Brasil como a "Era Vargas".

Entretanto, Vargas não é visto de forma favorável por todos. Se muitos o consideram como um fervoroso nacionalista, um progressista ativo e o "Pai dos Pobres", existem outros tantos que o definem como ditador oportunista, um intervencionista e amigo das elites.

Considerando as colocações acima, responda à questão seguinte, assinalando a alternativa correta:

Provavelmente você percebeu que as duas opiniões sobre Vargas são opostas, defendendo valores praticamente antagônicos. As diferentes interpretações do papel de uma personalidade histórica podem ser explicadas, conforme uma das opções abaixo. Assinale-a.

(A) Um dos grupos está totalmente errado, uma vez que a permanência no poder depende de idéias coerentes e de uma política contínua.
(B) O grupo que acusa Vargas de ser ditador está totalmente errado. Ele nunca teve uma orientação ideológica favorável aos regimes politicamente fechados e só tomou medidas duras forçado pelas circunstâncias.
(C) Os dois grupos estão certos. Cada um mostra Vargas da forma que serve melhor aos seus interesses, pois ele foi um governante apático e fraco - um verdadeiro marionete nas mãos das elites da época.
(D) O grupo que defende Vargas como um autêntico nacionalista está totalmente enganado. Poucas medidas nacionalizantes foram tomadas para iludir os brasileiros, devido à política populista do varguismo, e ele fazia tudo para agradar aos grupos estrangeiros.
(E) Os dois grupos estão errados, por assumirem características parciais e, às vezes conjunturais, como sendo posturas definitivas e absolutas.

5 – ENEM – 99 Considere os textos abaixo.

(...) de modo particular, quero encorajar os crentes empenhados no campo da filosofia para que iluminem os diversos âmbitos da atividade humana, graças ao exercício de uma razão que se torna mais segura e perspicaz com o apoio que recebe da fé.
(Papa João Paulo II. Carta Encíclica Fides et Ratio aos bispos da igreja católica
sobre as relações entre fé e razão, 1998)

As verdades da razão natural não contradizem as verdades da fé cristã.
(São Tomás de Aquino-pensador medieval)

Refletindo sobre os textos, pode-se concluir que

(A) a encíclica papal está em contradição com o pensamento de São Tomás de Aquino, refletindo a diferença de épocas.
(B) a encíclica papal procura complementar São Tomás de Aquino, pois este colocava a razão natural acima da fé.
(C) a Igreja medieval valorizava a razão mais do que a encíclica de João Paulo II.
(D) o pensamento teológico teve sua importância na Idade Média, mas, em nossos dias, não tem relação com o pensamento filosófico.
(E) tanto a encíclica papal como a frase de São Tomás de Aquino procuram conciliar os pensamentos
sobre fé e razão.



Gabarito:
01 – D
02 – E
03 – B
04 – E
05 – E

quarta-feira, 29 de junho de 2011

REVISÃO PARA JULHO 2011 - COVEST/UPE/UNICAP





1. (COVEST) Com base nas diferentes línguas usadas pelos índios - na área de localização e em características culturais - os jesuítas classificaram os grandes grupos indígenas do Brasil:

0 0. no Nordeste, os Tupis-guaranis formavam um complexo etnolinguístico cujas tribos mais importantes foram potiguares, tabajaras, caetés, tupinambás e tupiniquins;
1 1. os aimorés, goitacases e cariris que, com outras tribos, formavam a nação dos gês, reagiram à implantação de fazendas de gado em suas terras;
2 2. os aruaques ou nuaruaques tornaram-se famosos pela adiantada cerâmica “marajoara”: peças de barros utilitárias, curiosamente ornamentadas;
3 3. os caraíbas habitavam a Amazônia e espalharam-se pela América central e pela América do Norte;
4 4. os gês e os caraíbas formaram um grande complexo etnolinguístico no norte do Brasil.


2. (COVEST) – Sobre a Conquista da “Terra Brasillis”, analise as proposições abaixo.

0 0 Alguns mapas anteriores ao ano de 1500 registram a existência da ilha Brasil ou das Sete Cidades.
1 1 Uma expedição comandada por Duarte Pacheco Pereira foi autorizada pelo rei D. Manuel a sair de Portugal e dirigir-se ao Brasil, em 1498.
2 2 A bula “Inter Coetera”, assinada por Alexandre VI, estabelecia que a África seria portuguesa e a América, espanhola. Portanto, considerando este documento o Brasil estaria fora do alcance português.
3 3 Espanhóis disputam, com os portugueses, a primazia de terem chegado à “Terra Brasilis”. Vicente Pinzón e Diego de Lepe são apontados como navegadores espanhóis que aportaram no litoral Norte-Nordeste.
4 4 “Quarta-feira, 22 de abril – e à Quarta-feira seguinte, pela manhã, topamos aves a que chamam de fura-buchos e neste dia a horas de véspera houvemos vista de terra, isto é, primeiramente d’um grande monte, mui alto e redondo... ao qual monte alto o capitão pôs o nome o Monte Pascoal e a terra a Terra de Vera Cruz”. Esta descrição é um trecho da carta de Pero Vaz de Caminha ao Rei D. Manuel.

3. (UNICAP) O Brasil teve uma importância estratégica para Portugal, apesar de os portugueses terem passado 30 anos sem ocupar efetivamente o território brasileiro. Nos primeiros tempos de exploração da colônia, Portugal:

0-0) enviou diversas expedições exploradoras, com a finalidade específica de descobrir ouro, prata e diamante na região sul.
1-1) não encontrou nenhuma riqueza na colônia que merecesse ser exportada, quase desistindo, assim, da colonização.
2-2) conseguiu ajuda de alguns grupos indígenas para poder explorar o pau-brasil, produto que levava para fora da colônia.
3-3) enfrentou a presença estrangeira de europeus no litoral do Brasil, mas conseguiu superá-la.
4-4) não enviou expedições para proteger a colônia, deixando que houvesse contrabando de suas riquezas minerais e preferindo investir na África.


4. (UNICAP)-Uma análise da estrutura fundiária do Brasil-colônia nos revela as formas contraditórias da propriedade territorial do Brasil, hoje demonstradas nas lutas dos “sem-terra”.

0 0. As capitanias hereditárias somavam enormes faixas de terra, com larguras dentre 200 e 650 quilômetros, do litoral até a linha do Equador.
1 1. Os donatários das capitanias possuíam poderes que iam do direito de doar terras até cobrar impostos, escravizar e vender índios.
2 2. Os senhores de engenho recebiam terras, semente, isenção de impostos e auxílio financeiro da Corte.
3 3. Os donos dos engenhos no Brasil, além das terras recebidas, tinham isenção de tributos e garantias contra penhora de instrumentos de produção.
4 4. A colonização do Brasil se instituiu em privilégios territoriais, honrarias e títulos.


5. (COVEST) A concepção histórica - hoje ultrapassada - aponta a economia brasileira como tendo sido subordinada a ciclos, ou seja, movimentos que se iniciam a partir de um acontecimento, seguindo uma determinada evolução. Assinale a alternativa que descreve as atividades econômicas, no Brasil, sem o fundamento da teoria dos ciclos econômicos.

a) a extração do pau-brasil foi a primeira atividade econômica desenvolvida pelos portugueses na colônia. A forma desordenada, na exploração, levou o produto a se extinguir, dentro de poucos anos.
b) com a entrada do açúcar de beterraba no mercado internacional, a economia açucareira nordestina defrontou-se com o fim de uma etapa de grandes lucros, enfrentando decadência estrutural.
c) a presença holandesa, no Nordeste do Brasil, desorganizou a economia, contribuindo para a substituição do cultivo de cana-de-açúcar pela pecuária.
d) as Minas Gerais - região isolada pelo ciclo do ouro - passou a conviver com cidades e povoados fantasmas, em conseqüência do esgotamento das jazidas de ouro, prata e diamantes.
e) a extração do pau-brasil, a economia açucareira, o desenvolvimento da pecuária, o cultivo do algodão e a cultura de subsistência, no Brasil, articularam-se como uma cadeia de elos.

6. (UNICAP) Embora com a produção determinada pelo interesse externo, a colônia não se limitou aos “ciclos” do pau-brasil, do ouro e do açúcar. Em diferentes regiões e épocas, outros gêneros foram produzidos:

0 0. o algodão teve o Maranhão e o Grão-Pará como área de cultivo mais antigo;
1 1. o fumo, desenvolvido paralelamente à lavoura canavieira, serviu como valor de troca na África;
2 2. o trigo teve em Pernambuco sua maior produção, que era voltada para a exportação;
3 3. o cacau, de início coletado como “droga do sertão”, passou a ser produzido na época de Pombal;
4 4. a pesca do bacalhau desenvolveu-se nos séculos XVI e XVII, voltada para exportação e extração do óleo para iluminação.


7. (UPE) Durante sua permanência no Brasil, os holandeses adquiriram o conhecimento de todos os aspectos técnicos e organizacionais da indústria açucareira. Esses conhecimentos vão constituir a base para a implantação e desenvolvimento de uma indústria concorrente, de grande escala, na região do Caribe”.
(Furtado, celso - Formação Econômica do Brasil.)

Entre os aspectos relacionados abaixo, relativos à ocupação holandesa no Brasil colônia, no século XVII, alguns funcionaram como determinantes do processo da invasão e outros como desdobramentos desse mesmo processo. Considere 1) determinantes e 2) desdobramento.

( ) Portugal perde o monopólio da produção açucareira na América.
( ) União-ibérica (Portugal e Espanha)
( ) Formação econômica eminentemente comercial da Holanda.
( ) Exclusivo comercial.
( ) Crise na produção açucareira do Nordeste.
( ) Substituição do apoio financeiro holandês pelo inglês na produção do açúcar nordestino.

Assinale a alternativa correta.
a) 2, 2, 1, 1, 2, 2
b) 2, 1, 1, 1, 2 ,2
c) 2, 1, 2, 2,1, 1
d) 1, 2, 1, 1, 1, 2
e) 1, 2, 2, 2,1, 2


8. (COVEST) Considerando a presença estrangeira no Brasil colonial, assinale a alternativa correta.

a) Os franceses conseguiram fundar a França Antártica no Rio de Janeiro, o que não constituiu uma ameaça para o poder dos portugueses.
b) A presença holandesa no Brasil está relacionada com a produção do açúcar, não tendo, assim, nenhum conteúdo político.
c) O domínio holandês em Pernambuco contribuiu para recuperar, definitivamente, a economia açucareira e diminuir a escravidão.
d) As capitanias hereditárias em algumas regiões contribuiu para a ocupação das terras brasileiras, garantindo mais proteção contra estrangeiros.
e) A presença de europeus no território do Brasil está apenas relacionada com motivos religiosos e políticos.


9. (COVEST) - São considerados fatores decisivos para a expansão territorial brasileira do período colonial:

0 0 Bandeiras de preação que resgatassem índios e expedições fluviais, com as quais era feito o reconhecimento do terreno, com relação às riquezas a serem exploradas.


1 1 Monções de caráter comercial que partiam, na sua maioria, de São Paulo para o interior usando os rios como principais rotas.
2 2 O movimento de expansão das fazendas de gado do sertão pernambucano rumo ao sul: Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro.
3 3 A instalação de fazendas de gado e a exploração da borracha, por iniciativa de colonos paulistas na região do vale amazônico durante o século XVII.
4 4 O trabalho missionário jesuíta e carmelita no vale amazônico, iniciado, no século XVII com a instalação de missões e exploração de produtos da mata

10. (COVEST)
“Marinheiro pé de chumbo
calcanhar de frigideira
quem te deu a ousadia
de casar com brasileira !”

A quadrinha acima revela o espírito popular à época da “Guerra dos Mascates” - primeiros anos do século XVIII em Pernambuco.
Entre as alternativas abaixo, assinale aquelas que contribuíram para a eclosão desse conflito.

1. retomada do crescimento de Olinda, com prejuízos para as atividades comerciais do porto do Recife.
2. rivalidade entre antigos colonizadores e recém-chegados de Portugal, visto pelos primeiros com desconfiança e desprezo.
3. alta do preço do açúcar, implicando investimentos elevados na agricultura canavieira e endividamento dos Senhores de Engenho com mercadores estrangeiros.
4. prepotência dos mascates que, inconformados com a condição de Vila que tinha o Recife, atacaram Olinda.
5. dificuldades de afirmação social dos comerciantes, que lutavam pela obtenção do direito de concorrer às eleições da Câmara de Olinda.

a) 2 e 5
b) 3 e 4
c) 1 e 2
d) 3 e 5
e) 1 e 4


11. (UPE) Leia atentamente as afirmativas abaixo.

1. A Inconfidência Mineira teve um ideário político republicano e francamente abolicionista.
2. A revolta dos Alfaiates ameaçou a ordem social da Colônia, conseguindo resultados políticos inesperados.
3. A população colonial no Brasil pouco se empenhou para livrar-se do monopólio português, só acontecendo revoltas nas primeiras décadas do século XIX.
4. A chamada Revolução de 1817 em Pernambuco assemelhou-se em sua liderança política com a Revolta dos Alfaiates.

Após a leitura, conclui-se que:

a) só a 4 está correta;
b) todas estão corretas;
c) todas estão incorretas;
d) só a 1 está incorreta;
e) só a 3 está correta.


12. (UNICAP) A abertura dos portos, em 28 de janeiro de 1808, pôs fim ao monopólio português sobre o comércio brasileiro. Depois da abertura dos portos, inúmeras firmas inglesas vieram se estabelecer no Brasil, que recebeu uma variedade de produtos da Inglaterra.

0 0. D. João, Príncipe Regente, tomou medidas econômicas que favoreceram unicamente o Brasil.
1 1. embora a Inglaterra colhesse vantangens da abertura dos portos, o Brasil também foi favorecido.
2 2. na verdade, apenas a Inglaterra foi beneficiada com as medidas tomadas por D. João.
3 3. o monopólio, uma das bases do sistema mercantilista, foi extinto, o que significou o início da liberdade econômica da colônia em relação a Portugal.
4 4. A abertura dos portos representou o rompimento definitivo do pacto colonial e o início do processo de emancipação política da colônia.



13. (COVEST) – O processo político de emancipação do Brasil desenvolveu-se dentro de condições bastante especiais, dentre as quais é correto assinalar:

a) A presença de D. Pedro I, como regente do trono estabelecia a possibilidade de uma separação entre Portugal e Brasil, sem, contudo, romper radicalmente com o regime monárquico.
b) As primeiras notícias chegadas ao Brasil dos acontecimentos do Porto deflagraram, em todas as províncias brasileiras, movimentos de repúdio à revolução lusa, formando-se “Juntas Constitucionais”
c) A Revolução do Porto, fundamentada em idéias liberais, tinha entre seus objetivos a reforma constitucional portuguesa e a emancipação política das suas colônias, entre elas, o Brasil.

d) Nas Juntas Constitucionais formadas por brasileiros e portugueses, nas quais os brasileiros eram em maior número, havia a firma decisão de não se acatarem as resoluções tomadas pelas cortes em Lisboa, o que contrariava os interesses lusos.
e) Com relação ao Brasil, os revolucionários portugueses do Porto, mantinham a coerência com os postulados liberais, mostrando-se intransigentes defensores da emancipação política do brasileira.

14. (UPE) A primeira Assembléia Constituinte brasileira enfrentou dificuldades para discussão das suas propostas terminando por ser dissolvida por D. Pedro I em 1824. A Constituição outorgada pelo Imperador:

0 0. seguiu o modelo do liberalismo europeu, consagrando a harmonia entre os três poderes;
1 1. defendia idéias liberais, definindo uma estrutura de poder descentralizado;
2 2. incluía princípios liberais que estavam na Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1789;
3 3. representou a vitória do autoritarismo do Imperador que teve suas atribuições políticas fortalecidas;
4 4. trouxe um sistema eleitoral censitário, que excluía a maior parte de população do direito ao voto.

15. (UPE) Leia atentamente as afirmativas abaixo:

I. Havia uma tradição liberal em Pernambuco que se manteve apesar da forte repressão ao movimento de 1817.
II. A dissolução da Assembléia Constituinte de 1823 repercutiu em Pernambuco, deixando os liberais mais descontentes com o Imperador.
III. A confederação do Equador conseguiu apoio de províncias insatisfeitas, rebeladas contra o Governo Central.
IV. A Confederação do Equador adotou provisoriamente o modelo da Constituição da Colômbia.

Após a leitura, conclui-se que:

a) todas estão corretas.
b) Apenas a III está incorreta.
c) A II e a III estão incorretas.
d) Só a I está correta.
e) Só a IV está correta.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

QUESTÃO DE FILOSOFIA DA SEMANA

Leia o seguinte trecho de um diálogo: (...)



Kobir: Porque, embora haja poucos motivos, se é que há algum, para supor que Deus existe, há algumas boas provas de que deve haver formas de vida extraterrestres.
Bob: Que provas? Não descobrimos vida em outros planetas.
Kobir: É verdade. Mas sabemos que a vida evoluiu aqui neste planeta, não sabemos? E também sabemos que há milhões de outros planetas no universo, muitos dos quais são bem semelhantes ao nosso. Nesse caso, não parece improvável que a vida deva ter evoluído pelo menos em um desses outros planetas também. Existem, portanto, boas provas para a existência de vida por lá. Só não temos provas conclusivas. Por outro lado, parece-me que há poucas provas, se é que há alguma, que sugiram que Deus existe (Arquivos filosóficos, de Stephen Law).
Assinale a alternativa INCORRETA.

a) Kobir propõe um argumento de tipo indutivo para a existência de vida em outros planetas no universo.
b) O argumento de Kobir pode admitir contra-exemplo.
c) Kobir refuta a afirmação da existência de Deus.
d) Kobir admite que uma boa prova não precisa ser dedutivamente válida.
e) Kobir não afirma que, se não existem provas para a existência de Deus, então Deus não existe.

resp.:c

domingo, 19 de junho de 2011

PERÍODO MEDIEVAL – ALTA IDADE MÉDIA

• Introdução



- O período extende-se da queda do Império Romano (476 – séc. V) à tomada de Constantinopla pelos turcos (1453 – séc. XV).
- Os renascentistas (séc. XV-XVI) chamavam a Idade Média (V ao XV) de “uma longa noite de mil anos” ou “idade das Trevas”, desconsiderando os valores medievais e exaltando novos valores sócio-econômicos, mergulhando na cultura clássica e buscando o valor do homem, no sentido criativo e produtivo.

O surgimento do sistema feudal se deu a partir de:
a) Queda de Roma que pôs o fim ao escravismo.
b) Êxodo urbano que levou à luta pela sobrevivência.
c) Agricultura desenvolvida nas vilas que proporcionou autosuficiência.
d) Ruralização desenvolvida pelas invasões bárbaras.
e) Ocupação pelos árabes do Mar Mediterrâneo (séc. VIII) que impossibilitou comércio com o Oriente.

Os dois elementos formavam o modo de produção feudal, e abrangiam uma totalidade de relações sócio-econômico-político-ideológicas.
Estes princípios baseavam-se no trabalho do homem transformando a natureza, extraindo bens à sobrevivência.

- Caracteriza o Modo de Produção Feudal
a) Economia agrária e amonetária.
b) Economia auto-suficiente
c) Base da economia – agricultura de subsistência
d) Propriedade pertencia aos senhores feudais (clero e nobreza).
e) Unidade produtiva – o feudo – funcionava de acordo com o esquema abaixo.




As terras da reserva senhorial – sempre as melhores – eram distribuídas em toda a extensão da propriedade, de modo a haver terras de qualidade variada. O mesmo acontecia com os lotes de propriedade dos servos, as tenências, que formavam faixas de terra espalhadas pelos três campos de modo não-contínuo.
O tamanho da tenência variava de acordo com a fertilidade da terra, com os instrumentos que o servo tinha para trabalhar e até mesmo com o número de filhos para ajudá-lo. Em algumas regiões, mudava-se todos os anos a tenência de cada servo; para isso, tirava-se a sorte.
O feudo produzia tudo e de tudo que necessitava (não produzia excedentes).

• A sociedade feudal

Formava uma sociedade estamental, isto é, composta por dois estamentos ou grupos sociais com estatus fixo: os senhores feudais e servos, estratificada e sem mobilidade social.
A posse da terra diferenciava os grupos sociais.


Obs.: Vilões (antigos proprietários livres) eram servos com menos deveres e mais liberdade.

Os servos compunham a maioria da população, presos à terra (colonato romano), explorados e obrigados a prestação de serviços ao senhor e pagar-lhe tributos em troca do uso da terra e de proteção de serviços ao senhor e pagar-lhe tributos em troca do uso da terra e de proteção militar (comitatus germânico).

As principais obrigações dos servos para com o senhor eram: a) a Corvéia; b) as redevances (retribuições); c) as prestações.

- Corvéia: consistia no trabalho forçado dos servos e vilões no cultivo da reserva senhorial. O pagamento da corvéia em geral era fixado em 3 dias semanais (podia variar de 2 a 5 dias). Esse trabalho podia ser estendido à construção e reparação de pontes, estradas, represas e canais.
- Redevances: eram as retribuições pagas tanto em produtos quanto em dinheiro. As redevances eram numerosas:
 capitação: imposto por cabeça pago somente pelos servos.
 censo: (também chamado foro): espécie de renda paga somente pelos vilões ou homens livres.
 talha: correspondia a uma parte da produção obtida nos campos dos servos ou dos vilões.
 banalidades: presentes obrigatórios em ocasiões festivas e, principalmente, o dízimo, pago ao senhor pelo uso das instalações do domínio (celeiro, moinho, forno, lagar, tonéis e moradia).
 taxas de justiça: cobradas pelo senhor quando o servo cometia uma infração e requeria julgamento em um tribunal presidido pelo senhor ou seu representante.
 taxas de casamento (formariage): cobradas quando o servo casava com uma mulher de fora da propriedade.
 mão morta: tributo pago após a morte do servo, no momento da transmissão da herança aos herdeiros.
 prestações: (albergagem) – espécie de hospitalidade forçada que os servos e vilões deviam oferecer aos grandes barões locais por ocasião das suas viagens, fornecendo alojamento e alimentação para toda a comitiva.

Havia ainda uma outra obrigação do servo. Era o tostão de Pedro, taxa que a Igreja cobrava em épocas especiais e que enviava ao papa, em Roma.
A terra indicava o poder e riqueza, por “falta” de moeda. Estimulou-se, portanto, a prática de retribuir serviços prestados com a concessão de terras. Os que cediam as terras eram suseranos e os que recebiam, vassalos.
Vassalo jurava a fidelidade e Suserano, reciprocidade, na defesa e ajuda mútua.


• O poder real

Na prática, o rei possuía suprema autoridade em seus territórios (feudos). Da forma como surgiu o Feudalismo, com as conquistas bárbaras, cada um ocupava um território e o dominava com seus poderes. Assim, enfraqueceu o poder real perante um reino.

• O Teocentrismo Cristão

A igreja cristão tornou-se a maior senhora feudal, por isso exerceu a hegemonia ideológica e cultural, caracterizada pelo teocentrismo, cujas características foram:
a) Theus = Deus – centro das atenções.
b) Imposição do idealismo religioso: “Senhores obrigados a venerar e amar a Deus e servos obrigados a venerar e amar o seu senhor”, (em troca do paraíso celestial) – portanto, submissão à fé, isto é, à igreja.

A ALTA IDADE MÉDIA

O império romano do oriente – Império Bizantino

• Origem

O império iniciou sua edificação na antiga colônia grega de Bizâncio. A cidade de Constantinopla, hoje Istambul, ali construída pelo imperador romano Constantino (313 a 337) transformou-se rapidamente no principal centro econômico e político no império romano do oriente.

A cidade pela sua privilegiada posição geográfica, entre mares Egeu e Negro desenvolveu forte comércio e próspera agricultura.
Com sua forte economia, o Império Romano do Oriente centralizado e despótico, conseguiu obter recursos para resistir às invasões bárbaras e sobreviveu até 1453, quando os canhões de Maomé II conseguiram destruir poderosas muralhas do Império.

Nas extensas áreas da terra utilizou trabalho de colonos livres e de escravos.

• Características

O império preservou as instituições latinas como normas político-administrativas e o latim. Porém, por causa do desenvolvimento do comércio no qual os gregos tiveram grande influência, foi adotada a partir do séc. VIII a língua grega como oficial. Assim entrou no processo da orientalização.
O imperador chefiava o exército e a Igreja, como representante de Deus. Era auxiliado por uma enorme burocracia.

• Justiniano (527-565)

O mais celebre imperador que assumiu o poder pelo golpe de estado marcado pelas influências da sua esposa Teodora (atriz).

Realizações
a) o Império viveu o máximo esplendor.
b) ampliou as fronteiras – tentando reconstruir o Império Romano na sua totalidade (conseguiu em parte).
c) Compilou o Direito Romano e o organizou em Corpo do Direito Civil – Corpus Juris Cívilis – dividido em:
- código (leis romanas).
- digestos (comentários e estas leis)
- institutas (princípios fundamentais do Direito Romano)
- novelas (novas leis)



O corpo do Direito Civil dava poderes ilimitados ao imperador, privilegiava a Igreja e a aristocracia, e marginalizava colonos e escravos, obrigados a pagarem altos impostos para garantir o esplendor do Império e financiar as investidas militares.
Reprimia com violência revoltas sociais que reivindicavam seus direitos, a maior chamada Nika (vem do grego Nike – vitória) que os revoltosos utilizavam como grito de rebelião.
Construiu a igreja de Santa Sofia com estilo próprio – o bizantino – como símbolo do poder do estado e da igreja cristã. (traço marcante, imensa cúpula e mosáicos representando Cristo e cenas do evangelho.

• Cristianismo

Influenciado pelos gregos e asiáticos teve características próprias – diferentes do cristianismo ocidental, como:
a) desprezo por elementos materiais e exaltação da espiritualidade. O imperador impedia a representação das imagens – íncones – o que proporcionou o movimento iconoclasta (destruir as imagens, que contrariava o papa Leão III).
b) Outra heresia – monofisista defendia apenas natureza divina e espiritual de Cristo e negava o dogma da Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo.
c) As heresias provocaram constantes agitações populares o que levou os imperadores às intervenções na igreja e deu origem ao cesaropapismo (igreja submissa ao poder imperial).

O patriarca de Constantinopla administrava a Igreja Oriental e adquiria cada vez maior autonomia em relação ao papado de Roma. Estes fatores levaram à separação da Igreja do Oriente da do Ocidente em 1054 – o Cisma do Oriente. Assim surgiu a Igreja Ortodoxa (com sua doutrina definida).

segunda-feira, 13 de junho de 2011

QUESTÃO DE SOCIOLOGIA DA SEMANA

UEL PR)


Texto I

Thomas Malthus (1766-1834) assegurava que, se a população não fosse de algum modo contida, dobraria de 25 em 25 anos, crescendo em progressão geométrica, ao passo que, dadas as condições médias da terra disponíveis em seu tempo, os meios de subsistência só poderiam aumentar, no máximo, em progressão aritmética.

Texto II

A idéia de um mundo famélico assombra a humanidade desde que Thomas Malthus previu que no futuro não haveria comida em quantidade suficiente para todos.
Organismos internacionais – Organização das Nações Unidas, Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional – chamaram a atenção para a gravidade dos problemas decorrentes da alta dos alimentos. O Banco Mundial prevê que 100 milhões de pessoas poderão submergir na linha que separa a pobreza da miséria absoluta devido ao encarecimento da comida.
(Adaptado: FRANÇA, R. O fantasma de Malthus. Veja. 23 abr. 2008.)

Para K. Marx (1818-1883), a teoria malthusiana do crescimento populacional:
a) permitia entender, de modo científico, as razões pelas quais os proletários teriam dificuldades para ascender socialmente.
b) apresentava as bases adequadas sobre as quais se deveria elaborar a teoria do valor trabalho.
c) reforçava valores da burguesia ascendente que, posteriormente a 1848, assumia posições cada vez mais conservadoras.
d) era o primeiro passo na construção de uma teoria explicativa do real caráter de classe da sociedade burguesa.
e) apreendia a essência do proletariado moderno e os motivos pelos quais a classe burguesa estaria fadada a desaparecer.

Gab: C

quinta-feira, 9 de junho de 2011

POP-ART




Movimento principalmente americano e britânico, sua denominação foi empregada pela primeira vez em 1954, pelo crítico inglês Lawrence Alloway, para designar os produtos da cultura popular da civilização ocidental, sobretudo os que eram provenientes dos Estados Unidos.

Com raízes no dadaísmo de Marcel Duchamp, o pop art começou a tomar forma no final da década de 1950, quando alguns artistas, após estudar os símbolos e produtos do mundo da propaganda nos Estados Unidos, passaram a transformá-los em tema de suas obras.

Representavam, assim, os componentes mais ostensivos da cultura popular, de poderosa influência na vida cotidiana na segunda metade do século XX. Era a volta a uma arte figurativa, em oposição ao expressionismo abstrato que dominava a cena estética desde o final da segunda guerra. Sua iconografia era a da televisão, da fotografia, dos quadrinhos, do cinema e da publicidade.
Com o objetivo da crítica irônica do bombardeamento da sociedade pelos objetos de consumo, ela operava com signos estéticos massificados da publicidade, quadrinhos, ilustrações e designam, usando como materiais principais, tinta acrílica, ilustrações e designs, usando como materiais, usando como materiais principais, tinta acrílica, poliéster, látex, produtos com cores intensas, brilhantes e vibrantes, reproduzindo objetos do cotidiano em tamanho consideravelmente grande, transformando o real em hiper-real. Mas ao mesmo tempo que produzia a crítica, a Pop Art se apoiava e necessitava dos objetivos de consumo, nos quais se inspirava e muitas vezes o próprio aumento do consumo, como aconteceu por exemplo, com as Sopas Campbell, de Andy Warhol, um dos principais artistas da Pop Art. Além disso, muito do que era considerado brega, virou moda, e já que tanto o gosto, como a arte tem um determinado valor e significado conforme o contexto histórico em que se realiza, a Pop Art proporcionou a transformação do que era considerado vulgar, em refinado, e aproximou a arte das massas, desmitificando, já que se utilizava de objetos próprios delas, a arte para poucos.
Principais Artistas:
Robert Rauschenberg (1925) Depois das séries de superfícies brancas ou pretas reforçadas com jornal amassado do início da década de 1950, Rauschenberg criou as pinturas "combinadas", com garrafas de Coca-Cola, embalagens de produtos industrializados e pássaros empalhados.
Por volta de 1962, adotou a técnica de impressão em silk-screen para aplicar imagens fotográficas a grandes extensões da tela e unificava a composição por meio de grossas pinceladas de tinta. Esses trabalhos tiveram como temas episódios da história americana moderna e da cultura popular.

Roy Lichtenstein (1923-1997). Seu interesse pelas histórias em quadrinhos como tema artístico começou provavelmente com uma pintura do camundongo Mickey, que realizou em 1960 para os filhos. Em seus quadros a óleo e tinta acrílica, ampliou as características das histórias em quadrinhos e dos anúncios comerciais, e reproduziu a mão, com fidelidade, os procedimentos gráficos. Empregou, por exemplo, uma técnica pontilhista para simular os pontos reticulados das historietas. Cores brilhantes, planas e limitadas, delineadas por um traço negro, contribuíam para o intenso impacto visual.
Com essas obras, o artista pretendia oferecer uma reflexão sobre a linguagem e as formas artísticas. Seus quadros, desvinculados do contexto de uma história, aparecem como imagens frias, intelectuais, símbolos ambíguos do mundo moderno. O resultado é a combinação de arte comercial e abstração.

Andy Warhol (1927-1987). Ele foi figura mais conhecida e mais controvertida do pop art, Warhol mostrou sua concepção da produção mecânica da imagem em substituição ao trabalho manual numa série de retratos de ídolos da música popular e do cinema, como Elvis Presley e Marilyn Monroe. Warhol entendia as personalidades públicas como figuras impessoais e vazias, apesar da ascensão social e da celebridade. Da mesma forma, e usando sobretudo a técnica de serigrafia, destacou a impessoalidade do objeto produzido em massa para o consumo, como garrafas de Coca-Cola, as latas de sopa Campbell, automóveis, crucifixos e dinheiro.
Produziu filmes e discos de um grupo musical, incentivou o trabalho de outros artistas e uma revista mensal

OS 10 PRINCÍPIOS PARA O USO DA INTERNET




Princípios para a governança e uso da internet, estabelecidos pelo Comitê Gestor da Internet (CGI):

1. Liberdade, privacidade e direitos humanos - O uso da internet deve guiar-se pelos princípios de liberdade de expressão, de privacidade do indivíduo e de respeito aos direitos humanos, reconhecendo-os como fundamentais para a preservação de uma sociedade justa e democrática.

2.Governança democrática e colaborativa - A governança da internet deve ser exercida de forma transparente, multilateral e democrática, com a participação dos vários setores da sociedade, preservando e estimulando o seu caráter de criação coletiva.

3.Universalidade - O acesso à internet deve ser universal para que ela seja um meio para o desenvolvimento social e humano, contribuindo para a construção de uma sociedade inclusiva e não discriminatória em benefício de todos.

4. Diversidade - A diversidade cultural deve ser respeitada e preservada e sua expressão deve ser estimulada, sem a imposição de crenças, costumes ou valores.

5.Inovação - A governança da internet deve promover a contínua evolução e ampla difusão de novas tecnologias e modelos de uso e acesso.

6.Neutralidade da rede - Filtragem ou privilégios de tráfego devem respeitar apenas critérios técnicos e éticos, não sendo admissíveis motivos políticos, comerciais, religiosos, culturais, ou qualquer outra forma de discriminação ou favorecimento.

7.Inimputabilidade da rede - O combate a ilícitos na rede deve atingir os responsáveis finais e não os meios de acesso e transporte, sempre preservando os princípios maiores de defesa da liberdade, da privacidade e do respeito aos direitos humanos.

8. Funcionalidade, segurança e estabilidade - A estabilidade, a segurança e a funcionalidade globais da rede devem ser preservadas de forma ativa através de medidas técnicas compatíveis com os padrões internacionais e estímulo ao uso das boas práticas.

9.Padronização e interoperabilidade - A internet deve basear-se em padrões abertos que permitam a interoperabilidade e a participação de todos em seu desenvolvimento.

10.Ambiente legal e regulatório - O ambiente legal e regulatório deve preservar a dinâmica da internet como espaço de colaboração.

Fonte: www.cgi.br /regulamentacao/resolucao2009-003.htm

quinta-feira, 2 de junho de 2011

QUESTÃO DE HISTÓRIA DA SEMANA


"... nunca certas previsões do marxismo pareceram mais verdadeiras do que hoje: o que não deixa de ser bastante irônico, se considerarmos que isso se dá no momento em que o marxismo está desacreditado como filosofia social" (Quentin Skinner, historiador inglês, 1998).
O que permite ao autor sustentar, respectivamente, a tese do descrédito e da validade do marxismo, fundamenta-se


a) no fracasso das experiências socialistas em nosso século e no aumento extraordinário tanto da riqueza quanto da pobreza no mundo;
b) no êxito do capitalismo em eliminar as crises financeiras periódicas e no seu fracasso em fazer diminuir a população mundial;
c) na capacidade do capitalismo para controlar a pobreza e na sua dificuldade para desenvolver tecnologias que resolvessem problemas ambientais;
d) no desaparecimento da luta de classes e na intensificação da concorrência e do conflito imperialista entre as potências capitalistas;
e) no êxito do capitalismo em globalizar a economia e na incapacidade do "Welfare State" (Estado do Bem-Estar Social) para humanizar o capitalismo.

resp.: a

quinta-feira, 26 de maio de 2011

QUESTÕES SOBRE AS CONSTITUIÇÕES BRASILEIRAS




1. – Sobre a Carta Imperial de 1824 é correto afirmar que:
I.Foi outorgada por D. Pedro I, após a Assembléia Constituinte, na noite de 11 para 12 de novembro de 1823, a “Noite da Agonia”.
II.O Poder Executivo foi exercido pelo imperador ao longo de toda a existência da monarquia.
III.Estabelecia a união Estado-Igreja, sendo a católica a religião oficial, começando mesmo a Carta Imperial com as palavras: “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.
IV.O poder moderador pairava sobre todos os outros, exercido pelo imperador, competindo-lhe, entre outras atribuições, dissolver a Câmara dos Deputados e convocar novas eleições.
V.O voto era universal, desde que o eleitor fosse de maior idade.
a) As opções I, II e III estão corretas;
b) As opções I, III e IV estão corretas;
c) As opções III, IV e V estão corretas;
d) As opções I e II estão corretas;
e) As opções IV e V estão corretas.

2. – Sobre a Constituição de 1934, pode-se acrescentar que:
a) Atenuava o presidencialismo, ao determinar que os Ministros de Estado pudessem ser convocados comparecer ao congresso.
b) Atribuía ao Estado o direito de fixar o salário-mínimo e a organização sindical.
c) Ampliava a intervenção do Estado na propriedade privada do subsolo.
d) Na sua elaboração, colaboram representantes dos sindicatos.
e) Todas as respostas combinadas estão corretas.

3. – A Constituição de 1937 está relacionada ao:
a) Período de redemocratização do país, implantado por Getúlio Vargas, que se estendeu até 1954.
b) Período de redemocratização do país, implantado por Getúlio Vargas, que se estendeu até 1945, o chamado Estado Novo.
c) Período ditatorial do Ciclo Vargas.
d) Ciclo de implantação do ideário Tenentista.
e) Retorno das oligarquias cafeeiras ao poder.

4. O Estado Novo regido por uma Constituição autoritária, inspirada no fascismo, represen¬tava a insaturação da ditadura no pais.

0 0. O parlamento, as Assembléias Estaduais e as Câmaras Municipais foram extintos.
1 1. O presidente da República passou a legislar em diversos assuntos por meio de decretos-¬leis.
2 2. O presidente procurou não intervir nos go¬vernos estaduais.
3 3. Foram suspensas as liberdades civis, que a Constituição assegurava apenas formalmen¬te.
4 4 Evitou-se a repressão e a tortura aos presos políticos.

5. As constituições são documentos importan¬tes porque definem a natureza do governo, a origem do poder e a forma de organiza¬ção. As constituições imperial (1824) e repu¬blicana (1891) excluíam a grande maioria da população brasileira do exercício da cidada-nia. Nas alternativas indique essas exclu¬sões:
0 0. na constituição imperial, as eleições eram realizadas de forma indireta em dois graus e apenas os proprietários podiam votar;
1 1. aconstituiçãorepublicanadel89l proibiu os analfabetos de votar e retirou do texto cons-titucional as obrigações do governo em for¬necer instrução primária;
2 2. na constituição republicana de 1891 o presi-dente, chefe do poder executivo, era eleito pelo povo censitário;
3 3. o poder moderador explícito na constituição de 1824 figurou ainda na Constituição de
1891;
4 4. a Carta de 1891 criou a Guarda Nacional for-mada pelos proprietários rurais e seus agre-gados.

6. Constituições do Brasil:
Numere a coluna II de acordo com a coluna I e depois assinale a opção que contém a seqüência correta:
Coluna I
( 1 ) Direito de voto dependente de renda mínima, Catolicismo como religião oficial.
( 2 ) Hipertrofia do Poder Executivo, Estado Corporativista
( 3 ) Eleições para Presidente da República via Congresso Nacional; emendada com o Ato Institucional n 5.
( 4 ) Extinção do Poder Moderador, grande influência da Constituição dos EUA. Coluna II
( ) 1937

( ) 1891

( ) 1824

( ) 1967
A) 3 - 2 - 4 - 1
B) 2 - 4 - 3 - 1
C) 4 - 3 - 1 - 2
D) 1 - 3 - 4 - 2
E) 2 - 4 - 1 - 3

8. A respeito da Constituição Brasileira de 1988, é correto afirmar:
A) Apesar do caráter progressista do Congresso Constituinte, a Constituição teve um cunho muito conservador e não incorporou avanços democráticos.
B) Uma das vantagens da Constituição estava em que, para se tornar efetiva, dependeria de uma posterior regulamentação de muitos de seus artigos.
C) A sociedade brasileira teve limitada participação no processo Constituinte, na medida em que apenas os parlamentares podiam apresentar emendas ao projeto da Constituição.
D) Foi um dos instrumentos da transição para a Nova República, visto que restabeleceu um Estado de Direito e encerrou, no plano jurídico-institucional, a ditadura militar.

9. A primeira constituição brasileira, de 1824, tinha as seguintes características:
a) instituía o voto censitário, era parlamentarista e criava o poder Moderador, ao qual era transmitida uma grande parcela de mando;
b) era monarquista e mantinha o sistema clássico de divisão em três poderes, o que garantiu uma estrutura tipicamente liberal;
c) assegurou o pluripartidarismo, garantindo grande rodízio no governo imperial;
d) era de caráter populista e autoritário, e praticamente assegurou uma verdadeira ditadura imperial sobre os demais poderes;
e) era parlamentarista e tinha uma postura nacionalista, levando rapidamente a inúmeros conflitos com os ingleses.


10. A Constituição brasileira de 1824, que estabelecia caráter autoritário para o imperador, ficou caracterizada pelo(a)

a) estabelecimento do “voto universal” e aberto para os homens, excluindo porém, os mendigos, os padres e os menores de 21 anos.
b) limitação da autonomia jurídica nos estados e responsabilidade do governo central na elaboração dos Códigos Civil e Penal.
c) extinção do Poder Legislativo e subordinação do Poder Judiciário, cujas funções passaram ao Executivo.
d) proibição do voto para mulheres, analfabetos e soldados, além da adoção dos cargos vitalícios para Deputados e Senadores.
e) imposição do Poder Moderador e do voto censitário, permitindo que votassem apenas os eleitores com renda anual superior a cem mil réis.

terça-feira, 24 de maio de 2011

TRATADOS TERRITORIAIS

TRATADOS DE LIMITES


Após a assinatura do Tratado de Tordesilhas, em 7 de junho de 1494, Portugal estabeleceu uma série de pactos diplomáticos com a Espanha e a França, para solucionar problemas referentes ao território colonial. Na marcha dessas resoluções, observamos nitidamente a delimitação das atuais fronteiras do nosso país.

TRATADO DE LISBOA (1681)
As divergências entre portugueses e espanhóis, na região Sul, giraram em torno da Colônia do Santíssimo Sacramento do Uruguai, fundada pelos portugueses, em 1680, na margem esquerda do rio da prata.
Logo após o estabelecimento da colônia, os espanhóis a atacaram e efetuaram a prisão de seus moradores. Os portugueses reagiram e, para evitar conflito maior, os espanhóis restituíram os danos causados, aceitando resolver o assunto por via diplomática.
Através da assinatura do Tratado de Lisboa, em 1681, a Espanha reconheceu a soberania de Portugal na Colônia do Sacramento; a Inglaterra, intermediadora do acordo, obteve o direito de estabelecer livre comércio no Prata, até então controlado pelos espanhóis.

TRATADO DE UTRECHT (1715)
No século XVIII, houve a Guerra de Sucessão da Espanha: Luís XIV da França pretendeu impor um Bourbon ao trono espanhol, enquanto que o candidato austríaco, Carlos Habsburgo, que contava com o apoio da Inglaterra e que possuía também as simpatias portuguesas, sagrou-se vencedor, com o título de Felipe V. Essa guerra repercutiu na região de Sacramento, que foi invadida pelos espanhóis.
Terminado o conflito, Portugal e Espanha celebram o Tratado de Utrecht (1715), que devolve aos portugueses a posse da Colônia do Sacramento.

TRATADO DE MADRI (1750)
A expansão portuguesa era um fato; povoações, atividades econômicas em franco progresso; Portugal não poderia abandonar tantos interesses, no lado oeste do meridiano de Tordesilhas.
Em 1750, após vários incidentes diplomáticos e mesmo de cunho militar (assalto à Colônia do Sacramento), resolveram, Portugal e Espanha, tentar uma solução definitiva para as questões de fronteiras. Um brasileiro, Alexandre de Gusmão, foi o grande negociador do Tratado de Madri, conseguindo praticamente triplicar a área geográfica brasileira. Defendeu Alexandre a doutrina do “uti possidetis”, antigo preceito do Direito Romano, que consiste em garantir a posse das terras, aos seus ocupantes de fato (“uti possidetis, ita possideatis” – como possuís, assim continuai possuindo).
Os espanhóis, à luz do Direito invocado, concordaram que brasileiros e portugueses continuassem a ocupar as terras já conquistadas, garantindo-lhes juridicamente a posse, com uma exceção:
– No Sul, a Colônia do Sacramento (portuguesa) seria trocada pelos Sete Povos das Missões, aldeamentos indígenas dirigidos por padres jesuítas espanhóis, localizados a noroeste do atual Rio Grande do Sul.
Quando os trabalhos desmarcatórios se iniciaram, padres e indígenas se opuseram à troca, dando origem a uma revolta conhecida com o nome de Guerra Guaranítica. Uma das conseqüências deste fato foi a expulsão, pelo Marquês de Pombal, dos jesuítas do Brasil.

TRATADO DE PARDO (1761)
Anulou as disposições do Tratado de Madri com relação ao Sul do Brasil, isto é, a Colônia do Sacramento continuava portuguesa e os Sete Povos das Missões continuavam sob o governo espanhol.

TRATADO DE SANTO ILDEFONSO (1772)
Este Tratado ratificou as decisões do Tratado de Madri, com relação ao Brasil, exceção mais uma vez feita com relação ao Sul, onde os portugueses perdem os Sete Povos das Missões e a Colônia do Sacramento.


TRATADO DE BADAJÓS (1801)
Uma guerra entre Portugal e Espanha, em 1801, foi motivo para que os brasileiros avançassem até a barra do arroio Chuí, reconquistando os Sete Povos das Missões para o Brasil; esta nova situação foi definitivamente reconhecida pelo Tratado de Badajós.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

UPE - REVISÃO DE HISTÓRIA PARA OS 3º ANOS


1.(UPE) Portugal levou mais de 30 anos para dar iní¬cio à colonização do Brasil, porque:

a) Portugal herdara da Idade Média uma eco¬nomia voltada para produção agrícola de con¬sumo médio.
b) os mercados afro-asiáticos ofereciam produ¬tos bem mais rentáveis, para as regras do mercantilismo europeu, que os mercados americanos anexados, a partir do século XVI.
c) Portugal só iniciou a colonização quando ob¬teve a certeza de colher os melhores resul¬tados com a exploração de metais precio¬sos.
d) a pressão demográfica interna na Península Ibérica, onde se localizava Portugal, só acon¬teceu no final dos anos 30 do século XVI.
e) a precoce unificação política de Portugal é a razão maior para o retardamento da coloni¬zação brasileira.

2.(UPE) sobre a história da formação social indígena no Brasil podemos afirmar:

a) as bactérias e os vírus foram poderosos ali¬ados dos conquistadores no extermínio dos povos indígenas;
b) entre os índios nunca existiu a divisão do tra¬balho;
e) a migração mais importante para o povoa¬mento da América foi a de elementos africa¬nos que vieram em levas sucessivas pelo Oceano Pacífico
d) o extermínio e a dominação indígena pelo colonizador ocorreu mais pela falta de resis¬tência e de luta do que pela superioridade das armas;
e) as expedições guerreiras, a construção de malocas, a preparação da terra foram tare¬fas eminentes femininas entre os indígenas.

3.(UPE) As chamadas Províncias Unidas, entre elas a Holanda, conheceram um grande desen¬volvimento econômico, o que contribuiu
para o surgimento da crença de uma suposta superioridade do colonizador holandês em relação ao português. Indique, entre as afir-mativas, as que evidenciam um compor-tamento mais avançado dos holandeses du-rante a ocupação do Nordeste brasileiro no século XVII.

1. a indulgência com que trataram os negros escravos, modificando-se, a partir da inva¬são, as relações de produção nas capitanias ocupadas.
2. a vinda, ao Brasil, de cientistas, dentre eles médicos, astrônomos, cartógrafos, preocupa¬dos em desvendar a realidade da colônia.
3. a habilidade política demonstrada por Nas¬sau no trato com os colonos e incorporada prontamente pelos seus sucessores.
4. urna relativa tolerância religiosa, permitiu a vinda de judeus que fundaram Sinagoga no Recife e a permissão para a continuidade do culto católico, se bem que realizado de for¬ma discreta.
5. o incentivo ao barroco já que foram os inva¬sores os construtores das mais belas Igrejas de Olinda e Recife.
Assinale a opção correta:
a) 2 e 4
b) 1 e 3
c) 4 e 5
d) 1 e2
e) 3 e 5

4.(UPE) A instalação da modernidade pela revolução - ruptura violenta e radical - representou sem¬pre um temor para as classes dominantes. Por isso, as elites brasileiras adotaram o seguinte lema: “façamos a revolução antes que o povo a faça”.

0 0. em 1822, a declaração de independência sig¬nifica o nascimento da nação brasileira e a instauração da Monarquia.
1 1. em 1840, a antecipação da maioridade de D. Pedro li significa a extinção do Poder
Moderador e a estabilidade política do pais.
2 2. em 1848, com seu Manifesto ao Mundo” os praieiros reivindicam “trabalho como garan¬tia de vida para o cidadão” e a abolição da escravatura.
3 3. em 1888, a abolição da escravatura significa o assalariamento dos trabalhadores e a into¬cabilidade dos latifúndios.
4 4. em 1889, a Proclamação da República sig¬nifica a adoção do federalismo e a declara¬ção de moratória da dívida externa.

5.(UPE) No século XIX, a produção literária brasileira teve destaque com Machado de Assis, Ber¬riardo Guimarães, Martins Pena. Podemos afirmar que:

0 0. essa produção não teve originalidade, sen¬do a cópia das manifestações do romantis¬mo europeu;
1 1. no Segundo Reinado, o regionalismo tornou-se um tema explorado por autores como Vis¬conde de Taunay e Bernardo Guimarães;
2 2. teve, em Machado de Assis, sua grande ex¬pressão;
3 3. apesar da influência européia é uma produ¬ção que traz elementos importantes para a cultura brasileira;
4 4. obras, como as de José de Alencar, mos¬tram a preocupação com a identidade nacio¬nal.

6.(UPE) A vinda de imigrantes para o Brasil se inten¬sifica na segunda metade do século XIX na medida em que, igualmente, se expande a cultura do café. Sobre essa questão, pode¬mos afirmar que:

1. O sistema de parceria, em que colonos ti¬nham suas despesas de viagem e instala¬ção pagas pelos fazendeiros para posterior indenização, possibilitou o sucesso da imi¬gração nas áreas cafeiculturas.
2. As restrições adotadas pelos EEUU à mi¬gração e o avanço do capitalismo no campo resultou em fracasso pelo frequente desvio das verbas públicas destinadas a essa fina¬lidade.
3. A política adotada pelo governo brasileiro de assumir todo o processo de imigração resul¬tou em fracasso pelo frequente desvio das verbas públicas destinadas a essa finalida¬de.
4. A entrada de imigrantes facilitou a introdu¬ção do trabalho agrícola assalariado e evi¬denciou as limitações do trabalho escravo, rompendo-se a unidade política da aristocra¬cia agrária em relação á escravidão.
5. A atualização do governo brasileiro, subven¬cionando despesas de viagem enquanto os fazendeiros arcavam com os gastos do colono durante seu primeiro ano no pais, pos¬sibilitou o crescimento da corrente imigrató¬ria.
Indique a opção incorreta:
a) 1 e 4
b) 1 e 3
c) 2 e 5
d) 3 e 5
e) 2 e 4

7.(UPE) Indicam característica da história brasileira a partir dos anos 60:

0 0. os movimentos operário e estudantil sob uma única orientação política alteraram a correla¬ção das forças sociais;
1 1. a retomada dos movimentos estudantis em
1968 e o ‘caso’ Moreira Alves culminando com a adoção do AI - 5;
2 2. o governo de João Figueiredo que possibili¬tou a elevação de ganhos reais da classe tra¬balhadora;
3 3. a instituição, como princípios governamen¬tais, das doutrinas de Segurança Nacional e da independência política entre Brasil e Es¬tados Unidos.
4 4. a formação do Colégio Eleitoral para eleger Tancredo Neves como instância represen¬tativa dos anseios do povo brasileiro.

8. (UPE) “Sarney convocou os brasileiros e brasileiras para colaborar na execução do Plano e travar uma guerra de vida ou morte contra a inflação”
Boris Fausto
O Plano Cruzado entrava em vigor em fevereiro de 1986, resultando:
a) na abertura da economia e no bloqueio das contas de poupança, medidas que controlaram rapidamente a inflação.
b) inicialmente, na retomada do crescimento e, posteriormente, no fracasso econômico, em virtude de razões eleitorais, ágio e desabastecimento.
c) na elevação das taxas de juros, no retorno do real como moeda e na volta da hiperinflação.
d) no pleno emprego, na criação da URV e no déficit na balança comercial em função da abertura de mercado.
e) em um vasto programa de privatizações, na inadimplência, no desemprego e na queda do consumo.

9. (UPE) Todo discurso conservador se opõe tenazmente, e freqüentemente de forma feroz, a qualquer mudança do status quo, isto é, a qualquer política que leve à distribuição de renda. A busca da justiça social é rejeitada por esse tipo de pensamento.
A julgar pelas opiniões emitidas hoje sobre o passado republicano e democrático do Brasil, tanto pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, quanto por praticamente todos os candidatos nas últimas eleições à presidência da República, pode-se afirmar que, quanto mais o tempo passa, mais parece se consolidar a imagem positiva do ex-presidente Juscelino Kubitschek. Isto se deve, fundamentalmente,

A) ao salário mínimo elevado.
B) à construção de Brasília.
C) ao rompimento com o FMI.
D) à modernização do campo.
E) à expansão industrial.

5.(UPE) A desagregação do Leste europeu e o fim da Guerra Fria tornaram mais evidentes os impasses atuais do mundo capitalista. Impõe-se um novo paradigma político nas relações Norte-Sul a partir de projetos neoliberais. Seus pressupostos são:

a) Estado e governo comprometidos com a regulamentação das atividades econômicas.
b) Distribuição de renda a partir de novos impostos sobre o capital e reformas estruturais.
c) Desregulamentação estatal e aposta nas forças auto-reguladoras do mercado.
d) Estado do bem-estar social e economia com produção para o mercado externo.
e) Formação de blocos econômicos complementares a partir do reforço das economias estatais e da seleção de matérias-primas essenciais.

terça-feira, 17 de maio de 2011

QUESTÃO DE HISTÓRIA DA SEMANA


As relações entre as explicações míticas e as científicas encontram, na origem da espécie humana, um dos pontos fundamentais e controvertidos.

Sobre tais explicações, leia as afirmativas.

I. O livro do Gênesis estabelece, sobretudo para as tradições religiosas judaico-cristãs, o mito do Éden, no qual viviam Adão, criado por Deus e feito à sua semelhança, e Eva, criada também por Ele a partir de uma costela de Adão. Desse casal, descenderiam todos os homens. Os partidários dessa explicação são chamados de Criacionistas.

II. O livro “A Origem das Espécies”, de autoria do naturalista inglês do século XIX,
Charles Darwin, estabelece, nas tradições modernas, a consolidação de uma explicação
científica sobre o aparecimento da vida e o surgimento do homo sapiens, que seria
resultado das mutações genéticas adaptativas de símios. Essa explicação ficou conhecida como Evolucionista.

III. O conhecimento histórico, baseado nas concepções científicas, demarca o
aparecimento da espécie humana no período Paleolítico ou Idade da Pedra Lascada, ao
que se segue o período Neolítico ou Idade da Pedra Polida e depois o período da Idade dos Metais, que, reunidos, compõem a chamada “Pré-história”.

Está(ão) correta(s):
a) apenas I
b) apenas II e III
c) apenas II
d) apenas I e II
e) I, II e III

Resp.:“E”

segunda-feira, 16 de maio de 2011

SOCIOLOGIA: RECIFE É A CAPITAL DAS MULHERES

Do Jornal do Commercio

Os dados consolidados do Censo 2010, divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), confirmaram o que muita gente já desconfiava. Recife é a cidade das mulheres. Em todo o País, nenhuma outra capital tem um percentual tão grande de população feminina. Elas representam 53,87% dos recifenses, o que significa que há 118.808 mulheres a mais que homens na cidade. São 1.536.934 pessoas no Recife, 827.871 mulheres e 709.063 homens. A população total em Pernambuco é de 8.796.032. E o Brasil atingiu a marca de 190.732.694 residentes. Mais dados do levantamento nacional serão divulgados até junho de 2013.



No ranking geral de municípios, Recife perde apenas para Santos, em São Paulo, no índice de mulheres. Subiu uma posição em relação ao Censo 2000, quando ficava atrás de Águas de São Pedro, também em São Paulo.

Mostrando tendência de crescimento da população feminina no Estado, Olinda, que não figurava sequer entre as dez cidades com maior percentual de mulheres em 2000, surgiu em quarto lugar este ano. O índice de população feminina atinge 53,76%. São 201.905 mulheres para 173.654 homens. Diferença de 28.251 pessoas.

Em relação ao que foi divulgado no início de novembro, quando o IBGE informou os dados preliminares do Censo 2010, a população de Pernambuco variou pouco. Eram 8.541.250 habitantes, antes da conclusão do processo de pesquisa.

Já com os números reais, é possível dizer que a população pernambucana cresceu 11,08% nos últimos dez anos. Desde 2000, o Estado ganhou 877.688 novos moradores. A variação é inferior à média nacional, que ficou em 12,33%.

Com a população majoritariamente concentrada em área urbana (são 7.049.868 pessoas), o baixo índice de crescimento populacional acabou se refletindo na quantidade de moradores da capital pernambucana. Recife perdeu uma posição entre as cidades mais populosas do País e, agora, figura no 9º lugar. Manaus, capital do Amazonas, foi a responsável pela mudança.

“Houve um tempo em que ser mais populoso era melhor. Hoje, esse conceito é diferente. Perder posição nesse ranking não quer dizer muita coisa”, avalia o diretor de estudos e pesquisas socioeconômicas da Agência Estadual Condepe-Fidem, economista Rodolfo Guimarães. Para ele, a queda na lista dos mais populosos poderia até ser prevista, dadas as condições da Região Metropolitana do Recife. “Manaus tem crescido e atraído pessoas por causa da Zona Franca, mas ainda não tem uma região metropolitana. Então, não há outra opção de moradia além da capital. Aqui é diferente”, explica.

Rodolfo Guimarães destaca ainda a posição do último Censo, que apontou o Grande Recife como a quinta maior região metropolitana do Brasil. “Isso mostra que a capital, em si, não revela a complexidade de sua região metropolitana”.

INTERIORIZAÇÃO - O crescimento dos municípios mais afastados do Recife também revela novos rumos em Pernambuco. Caruaru, no Agreste, passou Paulista (RMR) e agora é o quarto município mais populoso. Sua vizinha Santa Cruz do Capibaribe (polo de confecções) e Ipojuca (que concentra as empresas do Complexo de Suape) passaram sete municípios. Entre eles, alguns de importância local, como Serra Talhada, Araripina (onde fica o polo gesseiro), Gravatá, Goiana e Arcoverde.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

QUESTÃO DE FILOSOFIA DA SEMANA


"Habermas costuma ser descrito como "o último grande racionalista" (...) ele propõe, como nova perspectiva, outro conceito de razão: a razão dialógica, que brota do diálogo e da argumentação entre os agentes interessados numa determinada situação. (...) Para tanto, é necessária uma ação social que fortaleça as estruturas, capazes de promover as condições de liberdade e de não constrangimento imprescindíveis ao diálogo."
COTRIM,Gilberto.Fudamentos de Filosofia - História e Grandes Temas. São Paulo. Ed. Saraiva, 2002. pág. 226.
No trecho descrito acima, fica bem claro quando Habermas afirma:
a) O novo paradigma da razão defende que os sujeitos do processo do conhecimento sejam situados historicamente, embora não tenham um relacionamento mais efetivo.
b) A razão se desenvolve no mundo sociocultural e a verdade seria decorrente da adequação do pensamento à realidade.
c) Razão e verdade estão intimamente relacionadas e seus conteúdos não entram num consenso discursivo.
d) Cabe à razão instrumental levar ao alcance da razão emancipatória, para não ser sufocada pelo desenvolvimento do capitalismo.
e) O entendimento da verdade é fruto da ação comunicativa - verdade intersubjetiva, resultando daí a compreensão da razão interpessoal, que é processual e nunca definitiva.
resp.:e

terça-feira, 3 de maio de 2011

KU KLUX KLAN




Vestidos e encapuzados com lençóis, com o objetivo de amendrontar os supersticiosos e de impedir a identificação, os membros da organização secreta terrorista americana Ku Klux Klan intimidavam, açoitavam e matavam os negros recém-libertados e seus protetores brancos em expedições noturnas.
Ku Klux Klan é o nome pelo qual se conhecem duas diferentes organizações secretas terroristas dos Estados Unidos. Uma delas foi fundada em Pulaski, Tennessee, em 1866, logo após a guerra de secessão, e perdurou até a década de 1870. A outra, iniciada em 1915, continua em ação até o presente.
A Ku Klux Klan do século XIX era originalmente um clube de veteranos confederados. A denominação parece ter origem na palavra grega kyklos (círculo), à qual se acrescentou klan para efeito de aliteração. A organização logo se tornou um veículo para a resistência secreta sulista, empenhada em restaurar a supremacia branca por meio da intimidação e da violência contra negros recém-libertados. Devido à excessiva violência do grupo, seus membros começaram a dispersar-se em 1869, mas ramificações locais continuaram em ação. Em 1880 já estava praticamente desaparecida.
A segunda Ku Klux Klan foi organizada nas proximidades de Atlanta, Geórgia. Sua expansão máxima se deu na década de 1920, quando tinha mais de quatro milhões de membros no país. À hostilidade contra os negros, a nova organização acrescentou o preconceito contra católicos romanos, judeus, estrangeiros e sindicalistas. Há registro de ataques terroristas até as décadas de 1970 e 1980, porém os casos eram mais raros. Em 1985 a organização tinha apenas cerca de 6.500 membros.