quinta-feira, 9 de junho de 2011
OS 10 PRINCÍPIOS PARA O USO DA INTERNET
Princípios para a governança e uso da internet, estabelecidos pelo Comitê Gestor da Internet (CGI):
1. Liberdade, privacidade e direitos humanos - O uso da internet deve guiar-se pelos princípios de liberdade de expressão, de privacidade do indivíduo e de respeito aos direitos humanos, reconhecendo-os como fundamentais para a preservação de uma sociedade justa e democrática.
2.Governança democrática e colaborativa - A governança da internet deve ser exercida de forma transparente, multilateral e democrática, com a participação dos vários setores da sociedade, preservando e estimulando o seu caráter de criação coletiva.
3.Universalidade - O acesso à internet deve ser universal para que ela seja um meio para o desenvolvimento social e humano, contribuindo para a construção de uma sociedade inclusiva e não discriminatória em benefício de todos.
4. Diversidade - A diversidade cultural deve ser respeitada e preservada e sua expressão deve ser estimulada, sem a imposição de crenças, costumes ou valores.
5.Inovação - A governança da internet deve promover a contínua evolução e ampla difusão de novas tecnologias e modelos de uso e acesso.
6.Neutralidade da rede - Filtragem ou privilégios de tráfego devem respeitar apenas critérios técnicos e éticos, não sendo admissíveis motivos políticos, comerciais, religiosos, culturais, ou qualquer outra forma de discriminação ou favorecimento.
7.Inimputabilidade da rede - O combate a ilícitos na rede deve atingir os responsáveis finais e não os meios de acesso e transporte, sempre preservando os princípios maiores de defesa da liberdade, da privacidade e do respeito aos direitos humanos.
8. Funcionalidade, segurança e estabilidade - A estabilidade, a segurança e a funcionalidade globais da rede devem ser preservadas de forma ativa através de medidas técnicas compatíveis com os padrões internacionais e estímulo ao uso das boas práticas.
9.Padronização e interoperabilidade - A internet deve basear-se em padrões abertos que permitam a interoperabilidade e a participação de todos em seu desenvolvimento.
10.Ambiente legal e regulatório - O ambiente legal e regulatório deve preservar a dinâmica da internet como espaço de colaboração.
Fonte: www.cgi.br /regulamentacao/resolucao2009-003.htm
quinta-feira, 2 de junho de 2011
QUESTÃO DE HISTÓRIA DA SEMANA
"... nunca certas previsões do marxismo pareceram mais verdadeiras do que hoje: o que não deixa de ser bastante irônico, se considerarmos que isso se dá no momento em que o marxismo está desacreditado como filosofia social" (Quentin Skinner, historiador inglês, 1998).
O que permite ao autor sustentar, respectivamente, a tese do descrédito e da validade do marxismo, fundamenta-se
a) no fracasso das experiências socialistas em nosso século e no aumento extraordinário tanto da riqueza quanto da pobreza no mundo;
b) no êxito do capitalismo em eliminar as crises financeiras periódicas e no seu fracasso em fazer diminuir a população mundial;
c) na capacidade do capitalismo para controlar a pobreza e na sua dificuldade para desenvolver tecnologias que resolvessem problemas ambientais;
d) no desaparecimento da luta de classes e na intensificação da concorrência e do conflito imperialista entre as potências capitalistas;
e) no êxito do capitalismo em globalizar a economia e na incapacidade do "Welfare State" (Estado do Bem-Estar Social) para humanizar o capitalismo.
resp.: a
quinta-feira, 26 de maio de 2011
QUESTÕES SOBRE AS CONSTITUIÇÕES BRASILEIRAS
1. – Sobre a Carta Imperial de 1824 é correto afirmar que:
I.Foi outorgada por D. Pedro I, após a Assembléia Constituinte, na noite de 11 para 12 de novembro de 1823, a “Noite da Agonia”.
II.O Poder Executivo foi exercido pelo imperador ao longo de toda a existência da monarquia.
III.Estabelecia a união Estado-Igreja, sendo a católica a religião oficial, começando mesmo a Carta Imperial com as palavras: “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.
IV.O poder moderador pairava sobre todos os outros, exercido pelo imperador, competindo-lhe, entre outras atribuições, dissolver a Câmara dos Deputados e convocar novas eleições.
V.O voto era universal, desde que o eleitor fosse de maior idade.
a) As opções I, II e III estão corretas;
b) As opções I, III e IV estão corretas;
c) As opções III, IV e V estão corretas;
d) As opções I e II estão corretas;
e) As opções IV e V estão corretas.
2. – Sobre a Constituição de 1934, pode-se acrescentar que:
a) Atenuava o presidencialismo, ao determinar que os Ministros de Estado pudessem ser convocados comparecer ao congresso.
b) Atribuía ao Estado o direito de fixar o salário-mínimo e a organização sindical.
c) Ampliava a intervenção do Estado na propriedade privada do subsolo.
d) Na sua elaboração, colaboram representantes dos sindicatos.
e) Todas as respostas combinadas estão corretas.
3. – A Constituição de 1937 está relacionada ao:
a) Período de redemocratização do país, implantado por Getúlio Vargas, que se estendeu até 1954.
b) Período de redemocratização do país, implantado por Getúlio Vargas, que se estendeu até 1945, o chamado Estado Novo.
c) Período ditatorial do Ciclo Vargas.
d) Ciclo de implantação do ideário Tenentista.
e) Retorno das oligarquias cafeeiras ao poder.
4. O Estado Novo regido por uma Constituição autoritária, inspirada no fascismo, represen¬tava a insaturação da ditadura no pais.
0 0. O parlamento, as Assembléias Estaduais e as Câmaras Municipais foram extintos.
1 1. O presidente da República passou a legislar em diversos assuntos por meio de decretos-¬leis.
2 2. O presidente procurou não intervir nos go¬vernos estaduais.
3 3. Foram suspensas as liberdades civis, que a Constituição assegurava apenas formalmen¬te.
4 4 Evitou-se a repressão e a tortura aos presos políticos.
5. As constituições são documentos importan¬tes porque definem a natureza do governo, a origem do poder e a forma de organiza¬ção. As constituições imperial (1824) e repu¬blicana (1891) excluíam a grande maioria da população brasileira do exercício da cidada-nia. Nas alternativas indique essas exclu¬sões:
0 0. na constituição imperial, as eleições eram realizadas de forma indireta em dois graus e apenas os proprietários podiam votar;
1 1. aconstituiçãorepublicanadel89l proibiu os analfabetos de votar e retirou do texto cons-titucional as obrigações do governo em for¬necer instrução primária;
2 2. na constituição republicana de 1891 o presi-dente, chefe do poder executivo, era eleito pelo povo censitário;
3 3. o poder moderador explícito na constituição de 1824 figurou ainda na Constituição de
1891;
4 4. a Carta de 1891 criou a Guarda Nacional for-mada pelos proprietários rurais e seus agre-gados.
6. Constituições do Brasil:
Numere a coluna II de acordo com a coluna I e depois assinale a opção que contém a seqüência correta:
Coluna I
( 1 ) Direito de voto dependente de renda mínima, Catolicismo como religião oficial.
( 2 ) Hipertrofia do Poder Executivo, Estado Corporativista
( 3 ) Eleições para Presidente da República via Congresso Nacional; emendada com o Ato Institucional n 5.
( 4 ) Extinção do Poder Moderador, grande influência da Constituição dos EUA. Coluna II
( ) 1937
( ) 1891
( ) 1824
( ) 1967
A) 3 - 2 - 4 - 1
B) 2 - 4 - 3 - 1
C) 4 - 3 - 1 - 2
D) 1 - 3 - 4 - 2
E) 2 - 4 - 1 - 3
8. A respeito da Constituição Brasileira de 1988, é correto afirmar:
A) Apesar do caráter progressista do Congresso Constituinte, a Constituição teve um cunho muito conservador e não incorporou avanços democráticos.
B) Uma das vantagens da Constituição estava em que, para se tornar efetiva, dependeria de uma posterior regulamentação de muitos de seus artigos.
C) A sociedade brasileira teve limitada participação no processo Constituinte, na medida em que apenas os parlamentares podiam apresentar emendas ao projeto da Constituição.
D) Foi um dos instrumentos da transição para a Nova República, visto que restabeleceu um Estado de Direito e encerrou, no plano jurídico-institucional, a ditadura militar.
9. A primeira constituição brasileira, de 1824, tinha as seguintes características:
a) instituía o voto censitário, era parlamentarista e criava o poder Moderador, ao qual era transmitida uma grande parcela de mando;
b) era monarquista e mantinha o sistema clássico de divisão em três poderes, o que garantiu uma estrutura tipicamente liberal;
c) assegurou o pluripartidarismo, garantindo grande rodízio no governo imperial;
d) era de caráter populista e autoritário, e praticamente assegurou uma verdadeira ditadura imperial sobre os demais poderes;
e) era parlamentarista e tinha uma postura nacionalista, levando rapidamente a inúmeros conflitos com os ingleses.
10. A Constituição brasileira de 1824, que estabelecia caráter autoritário para o imperador, ficou caracterizada pelo(a)
a) estabelecimento do “voto universal” e aberto para os homens, excluindo porém, os mendigos, os padres e os menores de 21 anos.
b) limitação da autonomia jurídica nos estados e responsabilidade do governo central na elaboração dos Códigos Civil e Penal.
c) extinção do Poder Legislativo e subordinação do Poder Judiciário, cujas funções passaram ao Executivo.
d) proibição do voto para mulheres, analfabetos e soldados, além da adoção dos cargos vitalícios para Deputados e Senadores.
e) imposição do Poder Moderador e do voto censitário, permitindo que votassem apenas os eleitores com renda anual superior a cem mil réis.
terça-feira, 24 de maio de 2011
TRATADOS TERRITORIAIS
TRATADOS DE LIMITES
Após a assinatura do Tratado de Tordesilhas, em 7 de junho de 1494, Portugal estabeleceu uma série de pactos diplomáticos com a Espanha e a França, para solucionar problemas referentes ao território colonial. Na marcha dessas resoluções, observamos nitidamente a delimitação das atuais fronteiras do nosso país.
TRATADO DE LISBOA (1681)
As divergências entre portugueses e espanhóis, na região Sul, giraram em torno da Colônia do Santíssimo Sacramento do Uruguai, fundada pelos portugueses, em 1680, na margem esquerda do rio da prata.
Logo após o estabelecimento da colônia, os espanhóis a atacaram e efetuaram a prisão de seus moradores. Os portugueses reagiram e, para evitar conflito maior, os espanhóis restituíram os danos causados, aceitando resolver o assunto por via diplomática.
Através da assinatura do Tratado de Lisboa, em 1681, a Espanha reconheceu a soberania de Portugal na Colônia do Sacramento; a Inglaterra, intermediadora do acordo, obteve o direito de estabelecer livre comércio no Prata, até então controlado pelos espanhóis.
TRATADO DE UTRECHT (1715)
No século XVIII, houve a Guerra de Sucessão da Espanha: Luís XIV da França pretendeu impor um Bourbon ao trono espanhol, enquanto que o candidato austríaco, Carlos Habsburgo, que contava com o apoio da Inglaterra e que possuía também as simpatias portuguesas, sagrou-se vencedor, com o título de Felipe V. Essa guerra repercutiu na região de Sacramento, que foi invadida pelos espanhóis.
Terminado o conflito, Portugal e Espanha celebram o Tratado de Utrecht (1715), que devolve aos portugueses a posse da Colônia do Sacramento.
TRATADO DE MADRI (1750)
A expansão portuguesa era um fato; povoações, atividades econômicas em franco progresso; Portugal não poderia abandonar tantos interesses, no lado oeste do meridiano de Tordesilhas.
Em 1750, após vários incidentes diplomáticos e mesmo de cunho militar (assalto à Colônia do Sacramento), resolveram, Portugal e Espanha, tentar uma solução definitiva para as questões de fronteiras. Um brasileiro, Alexandre de Gusmão, foi o grande negociador do Tratado de Madri, conseguindo praticamente triplicar a área geográfica brasileira. Defendeu Alexandre a doutrina do “uti possidetis”, antigo preceito do Direito Romano, que consiste em garantir a posse das terras, aos seus ocupantes de fato (“uti possidetis, ita possideatis” – como possuís, assim continuai possuindo).
Os espanhóis, à luz do Direito invocado, concordaram que brasileiros e portugueses continuassem a ocupar as terras já conquistadas, garantindo-lhes juridicamente a posse, com uma exceção:
– No Sul, a Colônia do Sacramento (portuguesa) seria trocada pelos Sete Povos das Missões, aldeamentos indígenas dirigidos por padres jesuítas espanhóis, localizados a noroeste do atual Rio Grande do Sul.
Quando os trabalhos desmarcatórios se iniciaram, padres e indígenas se opuseram à troca, dando origem a uma revolta conhecida com o nome de Guerra Guaranítica. Uma das conseqüências deste fato foi a expulsão, pelo Marquês de Pombal, dos jesuítas do Brasil.
TRATADO DE PARDO (1761)
Anulou as disposições do Tratado de Madri com relação ao Sul do Brasil, isto é, a Colônia do Sacramento continuava portuguesa e os Sete Povos das Missões continuavam sob o governo espanhol.
TRATADO DE SANTO ILDEFONSO (1772)
Este Tratado ratificou as decisões do Tratado de Madri, com relação ao Brasil, exceção mais uma vez feita com relação ao Sul, onde os portugueses perdem os Sete Povos das Missões e a Colônia do Sacramento.
TRATADO DE BADAJÓS (1801)
Uma guerra entre Portugal e Espanha, em 1801, foi motivo para que os brasileiros avançassem até a barra do arroio Chuí, reconquistando os Sete Povos das Missões para o Brasil; esta nova situação foi definitivamente reconhecida pelo Tratado de Badajós.
Após a assinatura do Tratado de Tordesilhas, em 7 de junho de 1494, Portugal estabeleceu uma série de pactos diplomáticos com a Espanha e a França, para solucionar problemas referentes ao território colonial. Na marcha dessas resoluções, observamos nitidamente a delimitação das atuais fronteiras do nosso país.
TRATADO DE LISBOA (1681)
As divergências entre portugueses e espanhóis, na região Sul, giraram em torno da Colônia do Santíssimo Sacramento do Uruguai, fundada pelos portugueses, em 1680, na margem esquerda do rio da prata.
Logo após o estabelecimento da colônia, os espanhóis a atacaram e efetuaram a prisão de seus moradores. Os portugueses reagiram e, para evitar conflito maior, os espanhóis restituíram os danos causados, aceitando resolver o assunto por via diplomática.
Através da assinatura do Tratado de Lisboa, em 1681, a Espanha reconheceu a soberania de Portugal na Colônia do Sacramento; a Inglaterra, intermediadora do acordo, obteve o direito de estabelecer livre comércio no Prata, até então controlado pelos espanhóis.
TRATADO DE UTRECHT (1715)
No século XVIII, houve a Guerra de Sucessão da Espanha: Luís XIV da França pretendeu impor um Bourbon ao trono espanhol, enquanto que o candidato austríaco, Carlos Habsburgo, que contava com o apoio da Inglaterra e que possuía também as simpatias portuguesas, sagrou-se vencedor, com o título de Felipe V. Essa guerra repercutiu na região de Sacramento, que foi invadida pelos espanhóis.
Terminado o conflito, Portugal e Espanha celebram o Tratado de Utrecht (1715), que devolve aos portugueses a posse da Colônia do Sacramento.
TRATADO DE MADRI (1750)
A expansão portuguesa era um fato; povoações, atividades econômicas em franco progresso; Portugal não poderia abandonar tantos interesses, no lado oeste do meridiano de Tordesilhas.
Em 1750, após vários incidentes diplomáticos e mesmo de cunho militar (assalto à Colônia do Sacramento), resolveram, Portugal e Espanha, tentar uma solução definitiva para as questões de fronteiras. Um brasileiro, Alexandre de Gusmão, foi o grande negociador do Tratado de Madri, conseguindo praticamente triplicar a área geográfica brasileira. Defendeu Alexandre a doutrina do “uti possidetis”, antigo preceito do Direito Romano, que consiste em garantir a posse das terras, aos seus ocupantes de fato (“uti possidetis, ita possideatis” – como possuís, assim continuai possuindo).
Os espanhóis, à luz do Direito invocado, concordaram que brasileiros e portugueses continuassem a ocupar as terras já conquistadas, garantindo-lhes juridicamente a posse, com uma exceção:
– No Sul, a Colônia do Sacramento (portuguesa) seria trocada pelos Sete Povos das Missões, aldeamentos indígenas dirigidos por padres jesuítas espanhóis, localizados a noroeste do atual Rio Grande do Sul.
Quando os trabalhos desmarcatórios se iniciaram, padres e indígenas se opuseram à troca, dando origem a uma revolta conhecida com o nome de Guerra Guaranítica. Uma das conseqüências deste fato foi a expulsão, pelo Marquês de Pombal, dos jesuítas do Brasil.
TRATADO DE PARDO (1761)
Anulou as disposições do Tratado de Madri com relação ao Sul do Brasil, isto é, a Colônia do Sacramento continuava portuguesa e os Sete Povos das Missões continuavam sob o governo espanhol.
TRATADO DE SANTO ILDEFONSO (1772)
Este Tratado ratificou as decisões do Tratado de Madri, com relação ao Brasil, exceção mais uma vez feita com relação ao Sul, onde os portugueses perdem os Sete Povos das Missões e a Colônia do Sacramento.
TRATADO DE BADAJÓS (1801)
Uma guerra entre Portugal e Espanha, em 1801, foi motivo para que os brasileiros avançassem até a barra do arroio Chuí, reconquistando os Sete Povos das Missões para o Brasil; esta nova situação foi definitivamente reconhecida pelo Tratado de Badajós.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
UPE - REVISÃO DE HISTÓRIA PARA OS 3º ANOS
1.(UPE) Portugal levou mais de 30 anos para dar iní¬cio à colonização do Brasil, porque:
a) Portugal herdara da Idade Média uma eco¬nomia voltada para produção agrícola de con¬sumo médio.
b) os mercados afro-asiáticos ofereciam produ¬tos bem mais rentáveis, para as regras do mercantilismo europeu, que os mercados americanos anexados, a partir do século XVI.
c) Portugal só iniciou a colonização quando ob¬teve a certeza de colher os melhores resul¬tados com a exploração de metais precio¬sos.
d) a pressão demográfica interna na Península Ibérica, onde se localizava Portugal, só acon¬teceu no final dos anos 30 do século XVI.
e) a precoce unificação política de Portugal é a razão maior para o retardamento da coloni¬zação brasileira.
2.(UPE) sobre a história da formação social indígena no Brasil podemos afirmar:
a) as bactérias e os vírus foram poderosos ali¬ados dos conquistadores no extermínio dos povos indígenas;
b) entre os índios nunca existiu a divisão do tra¬balho;
e) a migração mais importante para o povoa¬mento da América foi a de elementos africa¬nos que vieram em levas sucessivas pelo Oceano Pacífico
d) o extermínio e a dominação indígena pelo colonizador ocorreu mais pela falta de resis¬tência e de luta do que pela superioridade das armas;
e) as expedições guerreiras, a construção de malocas, a preparação da terra foram tare¬fas eminentes femininas entre os indígenas.
3.(UPE) As chamadas Províncias Unidas, entre elas a Holanda, conheceram um grande desen¬volvimento econômico, o que contribuiu
para o surgimento da crença de uma suposta superioridade do colonizador holandês em relação ao português. Indique, entre as afir-mativas, as que evidenciam um compor-tamento mais avançado dos holandeses du-rante a ocupação do Nordeste brasileiro no século XVII.
1. a indulgência com que trataram os negros escravos, modificando-se, a partir da inva¬são, as relações de produção nas capitanias ocupadas.
2. a vinda, ao Brasil, de cientistas, dentre eles médicos, astrônomos, cartógrafos, preocupa¬dos em desvendar a realidade da colônia.
3. a habilidade política demonstrada por Nas¬sau no trato com os colonos e incorporada prontamente pelos seus sucessores.
4. urna relativa tolerância religiosa, permitiu a vinda de judeus que fundaram Sinagoga no Recife e a permissão para a continuidade do culto católico, se bem que realizado de for¬ma discreta.
5. o incentivo ao barroco já que foram os inva¬sores os construtores das mais belas Igrejas de Olinda e Recife.
Assinale a opção correta:
a) 2 e 4
b) 1 e 3
c) 4 e 5
d) 1 e2
e) 3 e 5
4.(UPE) A instalação da modernidade pela revolução - ruptura violenta e radical - representou sem¬pre um temor para as classes dominantes. Por isso, as elites brasileiras adotaram o seguinte lema: “façamos a revolução antes que o povo a faça”.
0 0. em 1822, a declaração de independência sig¬nifica o nascimento da nação brasileira e a instauração da Monarquia.
1 1. em 1840, a antecipação da maioridade de D. Pedro li significa a extinção do Poder
Moderador e a estabilidade política do pais.
2 2. em 1848, com seu Manifesto ao Mundo” os praieiros reivindicam “trabalho como garan¬tia de vida para o cidadão” e a abolição da escravatura.
3 3. em 1888, a abolição da escravatura significa o assalariamento dos trabalhadores e a into¬cabilidade dos latifúndios.
4 4. em 1889, a Proclamação da República sig¬nifica a adoção do federalismo e a declara¬ção de moratória da dívida externa.
5.(UPE) No século XIX, a produção literária brasileira teve destaque com Machado de Assis, Ber¬riardo Guimarães, Martins Pena. Podemos afirmar que:
0 0. essa produção não teve originalidade, sen¬do a cópia das manifestações do romantis¬mo europeu;
1 1. no Segundo Reinado, o regionalismo tornou-se um tema explorado por autores como Vis¬conde de Taunay e Bernardo Guimarães;
2 2. teve, em Machado de Assis, sua grande ex¬pressão;
3 3. apesar da influência européia é uma produ¬ção que traz elementos importantes para a cultura brasileira;
4 4. obras, como as de José de Alencar, mos¬tram a preocupação com a identidade nacio¬nal.
6.(UPE) A vinda de imigrantes para o Brasil se inten¬sifica na segunda metade do século XIX na medida em que, igualmente, se expande a cultura do café. Sobre essa questão, pode¬mos afirmar que:
1. O sistema de parceria, em que colonos ti¬nham suas despesas de viagem e instala¬ção pagas pelos fazendeiros para posterior indenização, possibilitou o sucesso da imi¬gração nas áreas cafeiculturas.
2. As restrições adotadas pelos EEUU à mi¬gração e o avanço do capitalismo no campo resultou em fracasso pelo frequente desvio das verbas públicas destinadas a essa fina¬lidade.
3. A política adotada pelo governo brasileiro de assumir todo o processo de imigração resul¬tou em fracasso pelo frequente desvio das verbas públicas destinadas a essa finalida¬de.
4. A entrada de imigrantes facilitou a introdu¬ção do trabalho agrícola assalariado e evi¬denciou as limitações do trabalho escravo, rompendo-se a unidade política da aristocra¬cia agrária em relação á escravidão.
5. A atualização do governo brasileiro, subven¬cionando despesas de viagem enquanto os fazendeiros arcavam com os gastos do colono durante seu primeiro ano no pais, pos¬sibilitou o crescimento da corrente imigrató¬ria.
Indique a opção incorreta:
a) 1 e 4
b) 1 e 3
c) 2 e 5
d) 3 e 5
e) 2 e 4
7.(UPE) Indicam característica da história brasileira a partir dos anos 60:
0 0. os movimentos operário e estudantil sob uma única orientação política alteraram a correla¬ção das forças sociais;
1 1. a retomada dos movimentos estudantis em
1968 e o ‘caso’ Moreira Alves culminando com a adoção do AI - 5;
2 2. o governo de João Figueiredo que possibili¬tou a elevação de ganhos reais da classe tra¬balhadora;
3 3. a instituição, como princípios governamen¬tais, das doutrinas de Segurança Nacional e da independência política entre Brasil e Es¬tados Unidos.
4 4. a formação do Colégio Eleitoral para eleger Tancredo Neves como instância represen¬tativa dos anseios do povo brasileiro.
8. (UPE) “Sarney convocou os brasileiros e brasileiras para colaborar na execução do Plano e travar uma guerra de vida ou morte contra a inflação”
Boris Fausto
O Plano Cruzado entrava em vigor em fevereiro de 1986, resultando:
a) na abertura da economia e no bloqueio das contas de poupança, medidas que controlaram rapidamente a inflação.
b) inicialmente, na retomada do crescimento e, posteriormente, no fracasso econômico, em virtude de razões eleitorais, ágio e desabastecimento.
c) na elevação das taxas de juros, no retorno do real como moeda e na volta da hiperinflação.
d) no pleno emprego, na criação da URV e no déficit na balança comercial em função da abertura de mercado.
e) em um vasto programa de privatizações, na inadimplência, no desemprego e na queda do consumo.
9. (UPE) Todo discurso conservador se opõe tenazmente, e freqüentemente de forma feroz, a qualquer mudança do status quo, isto é, a qualquer política que leve à distribuição de renda. A busca da justiça social é rejeitada por esse tipo de pensamento.
A julgar pelas opiniões emitidas hoje sobre o passado republicano e democrático do Brasil, tanto pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, quanto por praticamente todos os candidatos nas últimas eleições à presidência da República, pode-se afirmar que, quanto mais o tempo passa, mais parece se consolidar a imagem positiva do ex-presidente Juscelino Kubitschek. Isto se deve, fundamentalmente,
A) ao salário mínimo elevado.
B) à construção de Brasília.
C) ao rompimento com o FMI.
D) à modernização do campo.
E) à expansão industrial.
5.(UPE) A desagregação do Leste europeu e o fim da Guerra Fria tornaram mais evidentes os impasses atuais do mundo capitalista. Impõe-se um novo paradigma político nas relações Norte-Sul a partir de projetos neoliberais. Seus pressupostos são:
a) Estado e governo comprometidos com a regulamentação das atividades econômicas.
b) Distribuição de renda a partir de novos impostos sobre o capital e reformas estruturais.
c) Desregulamentação estatal e aposta nas forças auto-reguladoras do mercado.
d) Estado do bem-estar social e economia com produção para o mercado externo.
e) Formação de blocos econômicos complementares a partir do reforço das economias estatais e da seleção de matérias-primas essenciais.
terça-feira, 17 de maio de 2011
QUESTÃO DE HISTÓRIA DA SEMANA
As relações entre as explicações míticas e as científicas encontram, na origem da espécie humana, um dos pontos fundamentais e controvertidos.
Sobre tais explicações, leia as afirmativas.
I. O livro do Gênesis estabelece, sobretudo para as tradições religiosas judaico-cristãs, o mito do Éden, no qual viviam Adão, criado por Deus e feito à sua semelhança, e Eva, criada também por Ele a partir de uma costela de Adão. Desse casal, descenderiam todos os homens. Os partidários dessa explicação são chamados de Criacionistas.
II. O livro “A Origem das Espécies”, de autoria do naturalista inglês do século XIX,
Charles Darwin, estabelece, nas tradições modernas, a consolidação de uma explicação
científica sobre o aparecimento da vida e o surgimento do homo sapiens, que seria
resultado das mutações genéticas adaptativas de símios. Essa explicação ficou conhecida como Evolucionista.
III. O conhecimento histórico, baseado nas concepções científicas, demarca o
aparecimento da espécie humana no período Paleolítico ou Idade da Pedra Lascada, ao
que se segue o período Neolítico ou Idade da Pedra Polida e depois o período da Idade dos Metais, que, reunidos, compõem a chamada “Pré-história”.
Está(ão) correta(s):
a) apenas I
b) apenas II e III
c) apenas II
d) apenas I e II
e) I, II e III
Resp.:“E”
segunda-feira, 16 de maio de 2011
SOCIOLOGIA: RECIFE É A CAPITAL DAS MULHERES
Do Jornal do Commercio
Os dados consolidados do Censo 2010, divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), confirmaram o que muita gente já desconfiava. Recife é a cidade das mulheres. Em todo o País, nenhuma outra capital tem um percentual tão grande de população feminina. Elas representam 53,87% dos recifenses, o que significa que há 118.808 mulheres a mais que homens na cidade. São 1.536.934 pessoas no Recife, 827.871 mulheres e 709.063 homens. A população total em Pernambuco é de 8.796.032. E o Brasil atingiu a marca de 190.732.694 residentes. Mais dados do levantamento nacional serão divulgados até junho de 2013.
No ranking geral de municípios, Recife perde apenas para Santos, em São Paulo, no índice de mulheres. Subiu uma posição em relação ao Censo 2000, quando ficava atrás de Águas de São Pedro, também em São Paulo.
Mostrando tendência de crescimento da população feminina no Estado, Olinda, que não figurava sequer entre as dez cidades com maior percentual de mulheres em 2000, surgiu em quarto lugar este ano. O índice de população feminina atinge 53,76%. São 201.905 mulheres para 173.654 homens. Diferença de 28.251 pessoas.
Em relação ao que foi divulgado no início de novembro, quando o IBGE informou os dados preliminares do Censo 2010, a população de Pernambuco variou pouco. Eram 8.541.250 habitantes, antes da conclusão do processo de pesquisa.
Já com os números reais, é possível dizer que a população pernambucana cresceu 11,08% nos últimos dez anos. Desde 2000, o Estado ganhou 877.688 novos moradores. A variação é inferior à média nacional, que ficou em 12,33%.
Com a população majoritariamente concentrada em área urbana (são 7.049.868 pessoas), o baixo índice de crescimento populacional acabou se refletindo na quantidade de moradores da capital pernambucana. Recife perdeu uma posição entre as cidades mais populosas do País e, agora, figura no 9º lugar. Manaus, capital do Amazonas, foi a responsável pela mudança.
“Houve um tempo em que ser mais populoso era melhor. Hoje, esse conceito é diferente. Perder posição nesse ranking não quer dizer muita coisa”, avalia o diretor de estudos e pesquisas socioeconômicas da Agência Estadual Condepe-Fidem, economista Rodolfo Guimarães. Para ele, a queda na lista dos mais populosos poderia até ser prevista, dadas as condições da Região Metropolitana do Recife. “Manaus tem crescido e atraído pessoas por causa da Zona Franca, mas ainda não tem uma região metropolitana. Então, não há outra opção de moradia além da capital. Aqui é diferente”, explica.
Rodolfo Guimarães destaca ainda a posição do último Censo, que apontou o Grande Recife como a quinta maior região metropolitana do Brasil. “Isso mostra que a capital, em si, não revela a complexidade de sua região metropolitana”.
INTERIORIZAÇÃO - O crescimento dos municípios mais afastados do Recife também revela novos rumos em Pernambuco. Caruaru, no Agreste, passou Paulista (RMR) e agora é o quarto município mais populoso. Sua vizinha Santa Cruz do Capibaribe (polo de confecções) e Ipojuca (que concentra as empresas do Complexo de Suape) passaram sete municípios. Entre eles, alguns de importância local, como Serra Talhada, Araripina (onde fica o polo gesseiro), Gravatá, Goiana e Arcoverde.
Os dados consolidados do Censo 2010, divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), confirmaram o que muita gente já desconfiava. Recife é a cidade das mulheres. Em todo o País, nenhuma outra capital tem um percentual tão grande de população feminina. Elas representam 53,87% dos recifenses, o que significa que há 118.808 mulheres a mais que homens na cidade. São 1.536.934 pessoas no Recife, 827.871 mulheres e 709.063 homens. A população total em Pernambuco é de 8.796.032. E o Brasil atingiu a marca de 190.732.694 residentes. Mais dados do levantamento nacional serão divulgados até junho de 2013.
No ranking geral de municípios, Recife perde apenas para Santos, em São Paulo, no índice de mulheres. Subiu uma posição em relação ao Censo 2000, quando ficava atrás de Águas de São Pedro, também em São Paulo.
Mostrando tendência de crescimento da população feminina no Estado, Olinda, que não figurava sequer entre as dez cidades com maior percentual de mulheres em 2000, surgiu em quarto lugar este ano. O índice de população feminina atinge 53,76%. São 201.905 mulheres para 173.654 homens. Diferença de 28.251 pessoas.
Em relação ao que foi divulgado no início de novembro, quando o IBGE informou os dados preliminares do Censo 2010, a população de Pernambuco variou pouco. Eram 8.541.250 habitantes, antes da conclusão do processo de pesquisa.
Já com os números reais, é possível dizer que a população pernambucana cresceu 11,08% nos últimos dez anos. Desde 2000, o Estado ganhou 877.688 novos moradores. A variação é inferior à média nacional, que ficou em 12,33%.
Com a população majoritariamente concentrada em área urbana (são 7.049.868 pessoas), o baixo índice de crescimento populacional acabou se refletindo na quantidade de moradores da capital pernambucana. Recife perdeu uma posição entre as cidades mais populosas do País e, agora, figura no 9º lugar. Manaus, capital do Amazonas, foi a responsável pela mudança.
“Houve um tempo em que ser mais populoso era melhor. Hoje, esse conceito é diferente. Perder posição nesse ranking não quer dizer muita coisa”, avalia o diretor de estudos e pesquisas socioeconômicas da Agência Estadual Condepe-Fidem, economista Rodolfo Guimarães. Para ele, a queda na lista dos mais populosos poderia até ser prevista, dadas as condições da Região Metropolitana do Recife. “Manaus tem crescido e atraído pessoas por causa da Zona Franca, mas ainda não tem uma região metropolitana. Então, não há outra opção de moradia além da capital. Aqui é diferente”, explica.
Rodolfo Guimarães destaca ainda a posição do último Censo, que apontou o Grande Recife como a quinta maior região metropolitana do Brasil. “Isso mostra que a capital, em si, não revela a complexidade de sua região metropolitana”.
INTERIORIZAÇÃO - O crescimento dos municípios mais afastados do Recife também revela novos rumos em Pernambuco. Caruaru, no Agreste, passou Paulista (RMR) e agora é o quarto município mais populoso. Sua vizinha Santa Cruz do Capibaribe (polo de confecções) e Ipojuca (que concentra as empresas do Complexo de Suape) passaram sete municípios. Entre eles, alguns de importância local, como Serra Talhada, Araripina (onde fica o polo gesseiro), Gravatá, Goiana e Arcoverde.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
QUESTÃO DE FILOSOFIA DA SEMANA
"Habermas costuma ser descrito como "o último grande racionalista" (...) ele propõe, como nova perspectiva, outro conceito de razão: a razão dialógica, que brota do diálogo e da argumentação entre os agentes interessados numa determinada situação. (...) Para tanto, é necessária uma ação social que fortaleça as estruturas, capazes de promover as condições de liberdade e de não constrangimento imprescindíveis ao diálogo."
COTRIM,Gilberto.Fudamentos de Filosofia - História e Grandes Temas. São Paulo. Ed. Saraiva, 2002. pág. 226.
No trecho descrito acima, fica bem claro quando Habermas afirma:
a) O novo paradigma da razão defende que os sujeitos do processo do conhecimento sejam situados historicamente, embora não tenham um relacionamento mais efetivo.
b) A razão se desenvolve no mundo sociocultural e a verdade seria decorrente da adequação do pensamento à realidade.
c) Razão e verdade estão intimamente relacionadas e seus conteúdos não entram num consenso discursivo.
d) Cabe à razão instrumental levar ao alcance da razão emancipatória, para não ser sufocada pelo desenvolvimento do capitalismo.
e) O entendimento da verdade é fruto da ação comunicativa - verdade intersubjetiva, resultando daí a compreensão da razão interpessoal, que é processual e nunca definitiva.
resp.:e
terça-feira, 3 de maio de 2011
KU KLUX KLAN
Vestidos e encapuzados com lençóis, com o objetivo de amendrontar os supersticiosos e de impedir a identificação, os membros da organização secreta terrorista americana Ku Klux Klan intimidavam, açoitavam e matavam os negros recém-libertados e seus protetores brancos em expedições noturnas.
Ku Klux Klan é o nome pelo qual se conhecem duas diferentes organizações secretas terroristas dos Estados Unidos. Uma delas foi fundada em Pulaski, Tennessee, em 1866, logo após a guerra de secessão, e perdurou até a década de 1870. A outra, iniciada em 1915, continua em ação até o presente.
A Ku Klux Klan do século XIX era originalmente um clube de veteranos confederados. A denominação parece ter origem na palavra grega kyklos (círculo), à qual se acrescentou klan para efeito de aliteração. A organização logo se tornou um veículo para a resistência secreta sulista, empenhada em restaurar a supremacia branca por meio da intimidação e da violência contra negros recém-libertados. Devido à excessiva violência do grupo, seus membros começaram a dispersar-se em 1869, mas ramificações locais continuaram em ação. Em 1880 já estava praticamente desaparecida.
A segunda Ku Klux Klan foi organizada nas proximidades de Atlanta, Geórgia. Sua expansão máxima se deu na década de 1920, quando tinha mais de quatro milhões de membros no país. À hostilidade contra os negros, a nova organização acrescentou o preconceito contra católicos romanos, judeus, estrangeiros e sindicalistas. Há registro de ataques terroristas até as décadas de 1970 e 1980, porém os casos eram mais raros. Em 1985 a organização tinha apenas cerca de 6.500 membros.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
QUESTÃO DE SOCIOLOGIA DA SEMANA
Considera-se que a divisão social do trabalho:
I. depende da distribuição de tarefas entre os indivíduos ou agrupamentos sociais, de acordo com a posição que cada um deles ocupa na estrutura social e nas relações de propriedade.
II. reproduz-se nas empresas através da divisão técnica das tarefas que se fundamenta tanto na necessidade de elevar a produtividade como de manter relações de hierarquia.
III. deve-se ao interesse mútuo de setores diversos.
IV. relaciona-se aos meios de produção e ao acaso na distribuição dos produtores de mercadorias.
Quanto às assertivas acima podemos dizer:
a) todas as assertivas são falsas.
b) todas as assertivas são corretas.
c) somente são corretas a I e a III.
d) somente a I é correta.
e) somente a II é incorreta.
resp.: b
quarta-feira, 27 de abril de 2011
IMPRESSIONISMO
O Impressionismo foi um movimento artístico que revolucionou profundamente a pintura e deu início às grandes tendências da arte do século XX. Havia algumas considerações gerais, muito mais práticas do que teóricas, que os artistas seguiam em seus procedimentos técnicos para obter os resultados que caracterizaram a pintura impressionista.
Principais características da pintura:
* A pintura deve registrar as tonalidades que os objetos adquirem ao refletir a luz solar num determinado momento, pois as cores da natureza se modificam constantemente, dependendo da incidência da luz do sol.
* As figuras não devem ter contornos nítidos, pois a linha é uma abstração do ser humano para representar imagens.
* As sombras devem ser luminosas e coloridas, tal como é a impressão visual que nos causam, e não escuras ou pretas, como os pintores costumavam representá-las no passado.
* Os contrastes de luz e sombra devem ser obtidos de acordo com a lei das cores complementares. Assim, um amarelo próximo a um violeta produz uma impressão de luz e de sombra muito mais real do que o claro-escuro tão valorizado pelos pintores barrocos.
* As cores e tonalidades não devem ser obtidas pela mistura das tintas na paleta do pintor. Pelo contrário, devem ser puras e dissociadas nos quadros em pequenas pinceladas. É o observador que, ao admirar a pintura, combina as várias cores, obtendo o resultado final. A mistura deixa, portanto, de ser técnica para se óptica.
A primeira vez que o público teve contato com a obra dos impressionistas foi numa exposição coletiva realizada em Paris, em abril de 1874. Mas o público e a crítica reagiram muito mal ao novo movimento, pois ainda se mantinham fiéis aos princípios acadêmicos da pintura.
Principais artistas:
Claude Monet - incessante pesquisador da luz e seus efeitos, pintou vários motivos em diversas horas do dia, afim de estudar as mutações coloridas do ambiente com sua luminosidade.
Obras Destacadas: Mulheres no Jardim e a Catedral de Rouen em Pleno Sol.
Auguste Renoir - foi o pintor impressionista que ganhou maior popularidade e chegou mesmo a ter o reconhecimento da crítica, ainda em vida. Seus quadros manifestam otimismo, alegria e a intensa movimentação da vida parisiense do fim do século XIX. Pintou o corpo feminino com formas puras e isentas de erotismo e sensualidade, preferia os nus ao ar livre, as composições com personagens do cotidiano, os retratos e as naturezas mortas.
Obras Destacadas: Baile do Moulin de la Galette e La Grenouillière.
Edgar Degas - sua formação acadêmica e sua admiração por Ingres fizeram com que valorizasse o desenho e não apenas a cor, que era a grande paixão do Impressionismo. Além disso, foi pintor de poucas paisagens e cenas ao ar livre. Os ambientes de seus quadros são interiores e a luz é artificial. Sua grande preocupação era flagrar um instante da vida das pessoas, aprender um momento do movimento de um corpo ou da expressão de um rosto. Adorava o teatro de bailados.
Obra Destacada: O Ensaio.
Seurat - Mestre no pontilhismo. Obra Destacada: Tarde de Domingo na Ilha Grande Jatte.
No Brasil, destaca-se o pintor Eliseu Visconti, ele já não se preocupa mais em imitar modelos clássicos; procura, decididamente, registrar os efeitos da luz solar nos objetivos e seres humanos que retrata em suas telas. Ganhou uma viagem à Europa, onde teve contato com a obra dos impressionistas. A influência que recebeu desses artistas foi tão grande que ele é considerado o maior representante dessa tendência na pintura brasileira.
Obra destacadas são: Trigal e Maternidade.
Para seu conhecimento
- O quadro Mulheres no Jardim, de Monet, foi pintado totalmente ao ar livre e sempre com a luz do sol. São cenas do jardim da casa do artista.
- O movimento impressionista foi idealizado nas reuniões com seus principais pintores e elas aconteciam no estúdio fotográfico de Nadar, na Rue de Capucines, Paris.
domingo, 24 de abril de 2011
QUESTÃO DE HISTÓRIA DA SEMANA
Leia o testemunho de Baxter, puritano inglês:
"Uma grande parte dos cavaleiros e gentil-homens de Inglaterra (...) aderira ao rei [Carlos I, 1625-1649]. (...) Do lado do Parlamento estavam uma pequena parte da pequena nobreza de muitos dos condados e a maior parte dos comerciantes e proprietários, especialmente nas corporações e condados dependentes do fabrico de tecidos e de manufaturas desse tipo. (...) Os proprietários e comerciantes são a força da religião e do civismo no país; e os gentil-homens, os pedintes e os arrendatários servis são a força da iniquidade."
(Adaptado de: Christopher Hill. A Revolução Inglesa de 1640.)
O testemunho acima ilustra, em parte, as polarizações sociais e políticas que caracterizaram a Revolução Puritana, na Inglaterra, entre 1642 e 1649.
Dentre as afirmativas abaixo, assinale a única que NÃO apresenta de modo correto uma característica dessa revolução:
a) Dela resultou o enfraquecimento do poder do soberano, contribuindo para a afirmação das prerrogativas e interesses dos grupos que apoiavam o fortalecimento das atribuições do Parlamento.
b) Ela inseriu-se no conjunto de conflitos civis europeus, da primeira metade do século XVII, marcadamente caracterizados pela superposição entre identidade política e identidade religiosa.
c) Ela ocasionou uma sangrenta guerra civil, estimuladora, entre outros aspectos, da proliferação de seitas não-conformistas, profundamente condenadas e reprimidas pelos puritanos mais moderados.
d) Ela estimulou a crescente aplicação de concepções liberais, defendidas em especial pelos comerciantes, particularmente no que se referia às relações mercantis com os colonos da América.
e) Ela representou um dos primeiros grandes abalos nas práticas do absolutismo monárquico na Europa, simbolizado não só pelo julgamento, mas, principalmente, pela decapitação do monarca Carlos I.
resp.:d
sexta-feira, 22 de abril de 2011
O SENTIDO DA PÁSCOA ( TEXTO DE 2001)
A palavra PÁSCOA significa "passagem", tanto para os judeus quanto para os Cristãos.
No sentido Judaico, a Páscoa (Êxodo 12:18,19; 13:3-10) é a comemoração da saída do povo de Israel da escravidão do Egito. Começa no décimo quarto, à tarde- isto é, no princípio de décimo quinto dia de Abide ou Nisã, com a refeição sacrificial, quando um cordeiro ou um cabrito inteiro era assado e comido pelos membros duma família com ervas amargas e pães ázimos (sem fermento); nessa ocasião o chefe da família contava a história da redenção do Egito. Os sacrifícios significavam expiação e dedicação; as ervas amargas faziam lembrar da amargura da servidão egípcia; os pães ázimos simbolizavam a pureza (Lev.2:11).
Para os cristãos (católicos e protestantes) a Páscoa simboliza a morte vicária (substitutiva, ou seja, Jesus morreu em nosso lugar para nossa redenção) de Cristo, bem como a promessa de ressurreição e 2a vinda (parousia). Segundo a fonte da Internet (www.zog.com.br) "em 325 d.C., o Conselho de Nicea, composto por membros da Igreja católica, criou a Tabela eclesiástica, baseada na "Lua Eclesiástica", imaginária. Na verdade, o Dia da Páscoa, e o primeiro Domingo depois da Lua Cheia Eclesiástica que ocorre após 21 de março, dia do Equinócio, que é quando o sol passa por sobre a linha da Equador. A Quarta-feira de cinzas acontece 46 dias antes da Páscoa, portanto, a Terça-feira de Carnaval, último dia da festa pagã antes da quaresma." Portanto a celebração da Páscoa é móvel de ano para ano (2000-em 23/04; 2001-em 15/04; 2002-em31/03; 2003-em 20/04; 2004-em 11/04; 2005-em 27/03)
Fica uma questão central: Qual o seu verdadeiro significado religioso e político da páscoa para hoje ?
Quando partimos destes pressupostos teológicos, podemos afirmar que:
1. A Páscoa tem o sentido de libertação. O maior ato de injustiça é a forma com que um ser humano subjuga o seu semelhante, através da escravidão. Hoje existem várias formas de escravidão: o salário mínimo de FHC de R$ 180,00; a obscuridade dos gastos públicos, bem como prestações de contas duvidosas (Quem sabe que com a Lei de Responsabilidade Fiscal isto possa ser modificado ?), a corrupção e impunidade nos altos escalões do Governo, a ganância pelos juros dos empresários sonegadores e corruptos, etc. Diante da falta de responsabilidade social dos líderes judeus de sua época, Jesus afirmou: "Em verdade vos digo que, quando o fizestes (injustiça social) a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes" Mat.25:40. E o destino destes que escravizam é o "fogo eterno". Mas aos pequeninos, disse Jesus: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará." João 8:32
2. A Páscoa tem o sentido de ressurreição. Jesus disse que ele mesmo é a ressurreição e a vida (João 11:25). A ressurreição hoje é a possibilidade do operariado sair de seu flagelo social e ter uma condição digna de sobrevivência e quando as distribuições de riquezas são mais justas. Se nós pudéssemos reduzir a população do mundo inteiro a uma aldeia de 100 pessoas, mantendo as proporções de todos os povos existentes no mundo, esta aldeia seria composta desta forma: 57 asiáticas; 21 europeus; 14 americanos (América do Norte e Sul); 8 Africanos, 52 mulheres; 48 homens; 70 não seriam brancos; 30 seriam brancos; 70 não seriam cristãos, 30 seriam cristãos, 59% da riqueza no mundo seria possuída por 6 pessoas e todas elas seriam norte-americanas; 80 morariam em casas sem nenhuma condição de habitação, 50 sofreriam de desnutrição, 1 estaria para morrer, 1 estaria para nascer, 1 possuiria um computador, 1 teria concluído o curso superior. Para e pense sobre isto.
3. A Páscoa tem sentido de renovação. A Páscoa não é uma liturgia fúnebre, mas a Celebração da Vida e da Esperança Cristã. Jesus veio ao mundo para que tivéssemos vida e vida em abundância (João10:10), bem como vida eterna (João 3:16) "Se alguém está em Cristo, uma nova Criatura é, as coisas velhas já passaram e eis que tudo se fez novo" II Cor.5:15. Renovação hoje, significa condições mínimas de educação, saúde, trabalho e habitação.
Nossa conclusão é uma oração: "Ó Senhor, nosso Deus, dá-nos a graça de te desejar com todo o nosso coração; e que o nosso desejo nos leve a buscar-te e a encontrar-te; e que, encontrando-te, possamos amar-te. E que, amando-te, possamos odiar aqueles pecados de que nos redimistes." Santo Anselmo.
© Copyright 2001 - Prof. Vanderlei de Barros Rosas - Professor de Filosofia e Teologia. Bacharel e Licenciado em Filosofia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro; Bacharel em teologia pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil; Pós-graduado em Missiologia pelo Centro Evangélico de Missões; Pós-graduado em educação religiosa pelo Instituto Batista de Educação religiosa.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
21 DE ABRIL - TIRADENTES E A INCONFIDÊNCIA MINEIRA
A Inconfidência Mineira foi o primeiro movimento de rebeldia a questionar o Pacto Colonial. Como pano de fundo desse acontecimento, estão os pesados tributos impostos aos colonos, desde a administração pombalina (1750), numa fase de vertiginosa decadência da produção aurífera.
Com Pombal ficara estabelecido que a população de Minas deveria pagar anualmente o quinto, equivalente a 1.500 kg de ouro. Caso não fosse possível a arrecadação dessa quantia, a diferença deveria ser paga como o confisco de bens privados, recorrendo-se para isso ao emprego das tropas portuguesas na capitania. Era a instituição a derrama, mecanismo brutal de coleta de impostos que passou a vigorar a partir de 1765.
Em 1789, a crise da mineração tornava insustentáveis as exigências da metrópole. A capitania de Minas devia à Coroa cerca de 600 arrobas de ouro. A iminência de uma derrama colocava a população de sobressalto.
Esse descontentamento gerou uma situação de grande receptividade aos ideais propagados pela independência dos Estados Unidos e pelos filósofos iluministas franceses. Esse componente político-ideológico era difundido na colônia pelo intelectuais da elite de mineradores instruídos nas universidades européias.
Nessas condições, conspirava-se em todos os recantos das Minas. O sentimento de revolta era compartilhado por mineradores, comerciantes, militares, artesãos, funcionários da administração portuguesa, poetas, advogados e clérigos.
Vislumbravam como objetivo a ruptura com a metrópole e a proclamação da República. Pretendiam também fundar uma universidade em Vila Rica, instalar manufaturas de tecidos e aproveitar o ferro e o salitre existentes na região. Divergiam os conspiradores em apenas uma questão: a escravidão. Uma minoria era favorável à sua extinção imediata.
Para a liderança, a rebelião deveria ser deflagrada no momento de decretação da derrama, quando a insatisfação popular atingiria o auge. Descoberta por um ato de delação, a revolta não chegou a ser desencadeada. O governador da capitania, visconde de Barbacena, agiu com a violência tradicional, característica das autoridades coloniais.
O mais popular participante da conspiração, o Alferes Joaquim José da Silva Xavier, chamado “Tiradentes” (em função da profissão de dentista prático), único a assumir a responsabilidade do movimento, foi condenado à morte e executado em 21 de abril de 1792. Intelectuais como Tomás Antônio Gonzaga, Alvarenga Peixoto, Silva Alvarenga e outros foram deportados para a África. Cláudio Manuel da Costa, narram os autos do processo, suicidou-se no cárcere.
O historiador Sérgio Buarque de Holanda, avaliando o significado histórico do movimento, sentenciou: “A falta de consistência ideológica não invalida o significado da Inconfidência Mineira. Era um sintoma da desagregação do império português na América. A Coroa portuguesa bem o sentiu e tentou, por um castigo exemplar, deter a marcha do processamento histórico e impedir, pelo terror, que seus domínios seguissem o exemplo da América inglesa. Refletia, por outro lado, os impulsos de um povo que tomava consciência de sua realidade, suas particularidades e suas possibilidades. Nesse sentido foi nacionalista. Pode-se, portanto, considerá-la, sem restrição, um movimento precursor da Independência do Brasil”
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