domingo, 6 de junho de 2010

FIES - VERDADES E MENTIRAS


Financiamento vira tormenta na vida de estudantes pobres

O sonho do canudo virou pesadelo na vida de milhares de estudantes. Sem emprego fixo e com o nome sujo no Serasa em função da inadimplência com a Caixa Econômica Federal, Edney Mota exemplifica o drama vivido por esses estudantes. Ele acumula uma dívida de quase R$ 50 mil com a instituição bancária.

Por Lúcia Rodrigues

O Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), crédito educativo do governo federal destinado aos estudantes de baixa renda que passaram no vestibular de faculdades particulares e não têm como bancar os estudos, se transformou em uma
verdadeira tormenta na vida de milhares de estudantes brasileiros. A dívida acumulada com a Caixa Econômica Federal no decorrer do curso cresce exponencialmente e se torna praticamente impagável logo após a formatura.

A crise gerada por esse tipo de financiamento, que ao invés de facilitar a vida de estudantes carentes acaba criando um problema gravíssimo para estes quando concluem a graduação, está levando o Ministério da Educação a rever o programa criado, em 1999, pelo governo do tucano Fernando Henrique Cardoso e mantido na gestão do presidente Lula.

Várias modificações estão sendo discutidas pelo MEC para tentar amenizar o caos em que se transformou o Fies, mas até o fechamento desta edição o Ministério da Educação não havia transformado as propostas em uma legislação que de fato proteja o aluno pobre. Além disso, os estudantes que ingressaram nas instituições de ensino privado neste ano também não estão conseguindo ter acesso ao financiamento, que está suspenso até que o MEC efetive as novas regras para o Fies.

Pela proposta, o alongamento do prazo de carência para o início do pagamento da dívida passará dos atuais seis meses para um ano e meio. O Ministério também está propondo a prorrogação do prazo para o pagamento do financiamento, que seria ampliado de duas vezes o tempo de duração do curso para três vezes. Com isso, o estudante que se forma em quatro anos, passaria a ter 12 anos para saldar o total da dívida contraída.

O MEC também pretende que os futuros médicos e professores que ingressem nas redes públicas de saúde e educação possam abater anualmente 1% de suas dívidas. No início do ano, o Ministério também reduziu os juros dos contratos de financiamento de 9% para 3,4% ao ano. As medidas estão sendo encaradas pelo Ministério da Educação como a tábua de salvação para evitar o naufrágio do programa, mas estão longe de resolver o problema dos estudantes pobres.

Apesar de amenizar os impactos negativos para os futuros financiamentos, essas propostas não resolvem o problema dos estudantes que possuem contratos antigos, como é o caso de Edney Mota. Formado em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, PUC-SP, em 2002, Edney está com o nome sujo no Serasa há cinco anos porque não conseguiu pagar a dívida com a Caixa Econômica Federal.

O jornalista não arrumou emprego fixo quando terminou o curso e a dívida virou uma bola de neve. Em abril deste ano, Edney devia para a Caixa R$ 49.153,70, apesar da dívida de capital ser de apenas R$ 9.896,39. Os juros estratosféricos inflacionaram o saldo devedor e o levaram à inadimplência.

“Eu estudei com muita dificuldade. Meu pai é pedreiro, minha mãe teve derrame, tenho uma irmã excepcional. Não consegui pagar porque não arrumei emprego. Minha divida é de pouco mais de R$ 9 mil reais e o banco quer me cobrar quase R$ 50 mil. É um absurdo”, protesta Edney.

Os efeitos negativos do financiamento estudantil não atingiram apenas ele. Seu irmão, que no caso é o fiador da dívida, também está sentindo na pele o peso da mão do credor. A Caixa pediu o bloqueio de sua conta bancária. E a Justiça determinou que 30% do dinheiro que entra seja bloqueado. Além disso, o irmão também corre o risco de perder o carro, único bem que possui, para saldar parte da dívida.

Edney está preocupado com as conseqüências que sua inadimplência está acarretando para o irmão, que praticamente rompeu relações com ele em função do problema gerado. “Ele ainda não me perdoou, acha que é um problema meu e que eu tenho de resolver.”

Ele conta que seu irmão é funcionário público e que os advogados da Caixa penhoraram a conta salário dele. “Como não conseguiram os R$ 50 mil, a próxima ação será penhorar o carro. Eu não tenho carro, mas meu irmão tem um Gol antigo. Terminada a penhora e como não vão conseguir atingir o valor, vão querer penhorar a casa”, afirma apreensivo.

A sorte de Edney, que mora na residência da família no Capão Redondo, em Campo Limpo, na periferia da zona sul da capital paulista, é que a casa não está no nome do irmão, que também não tem nenhum outro imóvel e, portanto, não tem mais o que penhorar.

O teto do jornalista também foi conseguido com muita luta. Os familiares de Edney se cotizaram para a compra do terreno e seu pai ergueu os cômodos. “Moro com minha família, minha mãe, minhas irmãs, meu cunhado, dois sobrinhos. Mora a família inteira, é como se fosse uma comunidade”, ressalta.

Ao contrário da permissividade que tem com os grandes devedores latifundiários, banqueiros e empresários no pagamento de suas dívidas, a Caixa Econômica Federal é extremamente rígida com aqueles que buscam apenas um financiamento para custear os estudos.

O banco não fala sobre inadimplência. A reportagem da Caros Amigos entrou em contato com a instituição, mas ninguém quis se manifestar sobre o assunto.

Em abril, o Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp) divulgou o índice de inadimplência. O percentual recuou 2,74% em 2009 em relação ao ano anterior, mas atinge 23,9% dos estudantes. Na região metropolitana da capital paulista o percentual é maior e chega à casa dos 33,9%. Esse é o terceiro maior índice de inadimplência registrado nos últimos 11 anos no Estado, segundo o sindicato das mantenedoras.

Fies Justo
Daniela Pellegrini Nóbrega, líder do Fies Justo, movimento de defesa dos direitos dos estudantes que possuem o financiamento federal, orienta os inadimplentes que correm o risco de ter a dívida executada a entrarem com embargo de execução na Justiça. A medida, no entanto, tem apenas caráter protelatório e não afasta de vez o risco da execução da dívida.

“Estamos cobrando do MEC para que parem de executar as dívidas e façam logo essa legislação.” Para quem está com o nome sujo no SPC, Daniela é mais pessimista. “Por mais que se faça, a situação vai continuar na mesma, porque quase todos os tribunais estão indeferindo nossos pedidos”, lamenta.

O Fies Justo nasceu da preocupação da estudante de direito, Daniela, que se formou em uma faculdade particular de Brasília, em defender os interesses daqueles que, assim como ela, têm o crédito educacional. O movimento se organiza virtualmente pelo sítio (http://www.fiesjusto.com.br/) para pressionar o Executivo e parlamentares da Câmara dos Deputados e do Senado Federal a encontrar uma solução para o problema criado pelo formato do financiamento estudantil.

“Em 2008 comecei a organizar o movimento, a buscar apoio dos deputados, pedia que os estudantes mandassem e-mail para os parlamentares pressionando. Eu ia sempre ao Congresso, então comecei a coordenar o Brasil todo. Não conhecia ninguém, as pessoas foram entrando no site...”, conta. Ela acredita que o movimento reúna, hoje, em torno de 10 mil estudantes.

Daniela também está empenhada em demonstrar que a Caixa cobra juros indevidos dos estudantes que buscam financiamento para estudar. “Podem estar faturando à nossa custa mais de um bilhão de reais. Se ficar comprovando que estão cobrando indevidamente, vamos pedir o ressarcimento. Se a Caixa não tomar nenhuma providência, vamos tornar isso público e entrar com uma ação coletiva. O que eles cobraram a mais vai ter de ser devolvido para todos.”

“Se a educação é uma garantia constitucional, não podem agir dessa forma. Estamos falando de um programa social que está martirizando, detonando os estudantes”, argumenta.

Para ela, as regras do novo Fies que estão sendo propostas pelo MEC ainda não resolvem o problema dos estudantes. “Ameniza, fica mais maleável, mas ainda não é solução para os problemas dos que já se formaram. Para quem está entrando é excelente. É muito bom. Mas o que adianta eles criarem soluções para quem ainda não tem problemas? Queremos soluções para quem já tem problemas. E a soluções que eles dão para essas pessoas não servem”, reclama.

Daniela explica que, apesar de o prazo de financiamento ser ampliado, o sistema de amortização se baseia na tabela Price, que faz com que a dívida se torne mais alta no final. “Estamos diante de um problema social, e o novo Fies não vai ser a solução para esse problema. A solução seria devolver praticamente o que nós pegamos emprestado, não o dobro ou triplo desse valor. O problema são os juros cobrados”, conclui.

Ela acredita que a implantação das novas regras do Fies não deve ser posta em prática no curto prazo. “Ainda vai demorar um pouco, o MEC não estabeleceu um prazo, mas nós continuaremos cobrando. Há um jogo de empurra-empurra. O MEC diz que está esperando a Caixa...”, critica.

Falta de transparência
Pelas novas regras fixadas pelo Ministério da Educação e que devem entrar em vigor, a Caixa perderá poder. Na prática para o estudante isso não muda muita coisa, mas o banco deixará de ser o operador do programa, que passa a ser controlado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), uma autarquia do Ministério da Educação. Além disso, a Caixa também perderá o monopólio sobre o financiamento dos contratos de crédito, que também passarão a ser oferecidos pelo Banco do Brasil.

Até 2009, a Caixa executava as duas funções com exclusividade. A falta de transparência no cálculo das dívidas dos estudantes e a burocratização nos procedimentos são criticadas até mesmo por aliados do governo.

“A fórmula do cálculo é bem complexa, as pessoas não conseguem entender como a Caixa chega àquele resultado, que transforma a dívida em uma bola de neve”, critica o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), um dos principais defensores desses estudantes na Câmara dos Deputados.

O parlamentar adverte que no Brasil há mais de 43 mil fiadores com dívidas sendo executadas. “Têm casos dramáticos, em que os estudantes morreram e mesmo assim a dívida foi executada”, lamenta. Ele afirma que conseguiu incorporar às novas regras que o MEC deve anunciar que, nos casos de morte, a dívida não seja executa. Ainda segundo ele, a emenda que permitiu estender a todos os contratos de financiamento estudantil os juros de 3,4% ao ano também é de sua autoria.

“O projeto original só tratava daqui pra frente. Consegui aprovar uma emenda estendendo o benefício também para os contratos antigos. Mas a interpretação da Caixa é muito restritiva, porque só aceita que o percentual seja daqui pra frente. Não retroage no cálculo.”

A restrição imposta pela Caixa impede, por exemplo, que o valor da dívida dos contratos em vigência possa ter seu saldo recalculado com base nos juros reduzidos propostos. Isso impede um abatimento significativo nesse montante. Pela interpretação, os juros de 3,4% devem incidir sobre o saldo devedor elevado.

Pimenta, que tem se destacado no Congresso Nacional como um dos parlamentares que apóiam a luta dos estudantes que possuem o Fies, já realizou audiências públicas, com a presença de representantes do MEC e da Caixa Econômica Federal para tentar resolver o problema.

Para ele, a entrada do Banco do Brasil no processo de financiamento estudantil é uma alternativa. “A ideia ao abrir para o Banco do Brasil é facilitar, dar mais uma opção para o aluno, porque hoje o processo é muito burocratizado.”

Pelas regras que devem entrar em vigor a partir deste ano, o financiamento estará disponível de maneira contínua. O estudante poderá solicitar o financiamento dos estudos a qualquer momento do ano. As inscrições poderão ser feitas, exclusivamente, por meio de um sistema eletrônico disponível no Portal do MEC, que será gerenciado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A data de início das inscrições, no entanto, ainda não havia sido divulgada.

Lúcia Rodrigues é jornalista.
luciarodrigues@carosamigos.com.br

sábado, 5 de junho de 2010

ECOS DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL















OS PROLETÁRIOS



A primeira geração de operários era formada por ex-camponeses que o progresso técnico expulsara dos campos, levando a procurar emprego nas cidades; ex-ar-tesãos arruinados pela concorrência das manufaturas e, mais tarde, das fábricas; e toda a sorte de pobres de diversas idades e ambos os sexos, obrigados a se submeter a condições subumanas de trabalho por baixíssimos salários.
Na fábrica, os turnos variavam de doze a dezesseis horas de trabalho por dia; os ambientes eram insalubres; o controle, severíssimo. A casa era apenas um dormitório onde a família toda se revezava na utilização das poucas camas.
A exploração do trabalho realizado por crianças de 6 a 1Z anos – que recebiam muito menos que os adultos – foi um dos aspectos mais degradantes da Revolução Industrial. Representava tamanho escândalo que, na Inglaterra, mesmo antes de meados do século XIX, o próprio Governo promulgou leis proibindo-a (aliás, inutilmente).
As mulheres ganhavam um pouco mais que as crianças, mas sempre menos que os homens; por essa razão, o emprego de mão-de-obra feminina tornou-se maciço. Ao mesmo tempo, as condições dos trabalhadores tornavam-se ainda mais duras pela absoluta falta de assistência: não existia nenhum tipo de previdência social que beneficiasse o trabalhador doente ou acidentado, ou qualquer intenção de proteger a sua velhice. Segundo um relatório de 1883 sobre as condições de vida da população operária inglesa, assim era um dia de trabalho normal de um operário adulto, sadio e com família para sustentar:
Ø 4-5 horas: acordar; uma xícara de chá.
Ø 6 horas: início do trabalho na fábrica.
Ø 8 horas: 30 minutos para uma pequena refeição, composta de uma xícara de chá e um naco de pão, feita enquanto controlavam as máquinas.
Ø 12-13 horas: descanso para o almoço, que era trazido de casa, normalmente apenas algumas batatas cozidas; os operários mais bem remunerados podiam se permitir um pedaço de carne de porco.
Ø 13/20-21 horas: trabalho contínuo, interrompido apenas por 20 minutos para “pão e chá”, durante a pausa, as máquinas deviam ser mantidas sob controle. O relatório afirma: “Os operários trabalham numa sala apinhada, com temperatura elevada, de modo que ao serem dispensados estão exaustos”.
Ø 22-23 horas: retorno à casa da família operária (pai, mãe, filhos, já que todos trabalham em fábrica). O jantar era composto de mingau ou sopa de aveia ou qualquer outro cereal, e batatas cozidas em água e sal. Após o jantar, cama, porque às 4 ou 5 horas deviam estar de pé para trabalhar.
O único dia de folga, na semana, era o domingo; as férias limitavam-se a quatro ou cinco dias por ano.
As preocupações dos patrões
A burguesia, na condição de classe dirigente, fez promulgar leis defendendo os seus interesses: pena de morte para quem destruísse fábricas ou máquinas; pesadas multas pelo delito de greve (atualmente um direito garantido pela Constituição de numerosos países) ; proibição aos operários de se organizarem em associações de defesa de seus interesses (hoje, os sindicatos são organizações legais em todas as nações civilizadas).
Todas essas sanções visavam proteger o que mais preocupava os patrões: seus bens materiais e o montante de seus lucros. A destruição de máquinas e fábricas, as greves e as associações operárias colocavam em risco o capital. Ora, só ameaçando o capital os operários teriam algum poder para negociar seus direitos com a burguesia. Para tanto, porém, precisavam se organizar.
O “luddismo”, a primeira opção
A primeira forma de protesto e de luta foi o chamado luddismo, ou seja, a revolta contra as máquinas. Aparentemente, a intenção dos operários era lógica, já que a máquina, funcionando 24 horas por dia, com precisão e a baixo custo, fora responsável pela destruição das antigas profissões.
1gnora-se quem lançou essa palavra de ordem violenta: se um certo Nedd Ludd, operário inglês executado por haver destruído um tear mecânico, ou se um fictício “general Ludd”, que assinava cartazes incitando à luta. De qualquer modo, o luddismo não iria resolver o problema dos operários. Se, por um lado, as máquinas tinham transformado duramente as condições dos trabalhadores, por outro, produziam artigos a baixo custo e em quantidades nunca antes registradas. Além disso, eram expressão de um progresso técnico que já não podia retroceder.
Mútuo socorro e cooperativas
Percebendo a inutilidade do luddismo, os trabalhadores procuraram novas formas de organização. Surgiram, assim, as primeiras “caixas de socorro mútuo”. Cada sócio doava uma parcela de seu salário a um fundo destinado a sustentar doentes, acidentados e desempregados; em alguns casos, pagava uma pequena pensão aos trabalhadores idosos ou inválidos. Ao mesmo tempo, apareceram as primeiras cooperativas de consumo, que aplicavam as contribuições dos associados na compra de mercadorias a preço de atacado, mercadorias que, em seguida, seriam revendidas a preços mais baixos que os cobrados pelos comerciantes.
Eram formas de organização rudimentares mas importantíssimas; a partir delas nasceria a organização sindical.

NASCE O SINDICATO
Procurando aumentar seus lucros ainda mais, os capitalistas contratavam, sempre que podiam, trabalhadores desempregados ou indivíduos dispostos a aceitar salários inferiores aos normalmente pagos. Era, portanto, necessário que os operários se organizassem de modo a impor aos patrões certas normas relativas às condições de trabalho e remuneração. Isso só se tornou possível com o surgimento dos sindicatos.
Os primeiros sindicatos surgiram na Inglaterra: eram as trade unions. A princípio, a legislação restritiva obrigava-os a funcionar clandestinamente. Mas, embora sofressem pressões de toda a espécie, eles acabaram sobrevivendo e, pouco a pouco, as medidas repressivas que se opunham ao seu funcionamento foram sendo abolidas. Na segunda metade do século XIX foram legalmente reconhecidos na Inglaterra e em outros países. A grande arma dos sindicatos era (e continua a ser) a greve: os trabalhadores deixavam de receber salário por não comparecer ao serviço, mas as perdas dos patrões eram muito maiores, pois as máquinas paradas não produziam.

SOCIALISMO E COMUNISMO
O opressivo sistema capitalista deu origem a sangrentas revoltas populares que eclodiram já na primeira metade do século XIX. Violentamente reprimidos, os operários tentavam compreender a razão dos seus males, procurando encontrar uma solução para eles. Como a causa desses males era a desigualdade das classes sociais, urgia construir uma sociedade onde todos fossem iguais, onde “patrão” e “operário” fossem sócios, tivessem os mesmos direitos e obrigações. Surgia uma nova ideologia – o socialismo. Os métodos para levá-la à prática dividiram a classe operária.
Alguns consideravam primordial modificar o “ser humano”, por meio de uma educação inspirada nas idéias de igualdade e fraternidade, e transformar as fábricas em cooperativas, onde todos recebessem o mesmo salário, sem que para isso fosse preciso recorrer à luta armada. Os que assim pensavam ficaram conhecidos' como socialistas utópicos, porque sonhavam com um mundo que nunca se concretizou. Partindo da crítica a esses socialistas, Karl Marx e Friedrich Engels, dois pensadores alemães, criaram o socialismo científico, também chamado de comunismo. Para eles, a história da humanidade é feita de contradições e lutas entre as classes, e só uma revolução dos trabalhadores poderia acabar com as injustiças sociais; os homens passariam, assim, do “reino da necessidade” para o “reino da liberdade”, onde não haveria propriedade privada, e a riqueza seria partilhada por todos.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

QUESTÃO DE HISTÓRIA DA SEMANA


“Na Idade Média, o sistema de produção baseava-se na cooperação. Na Idade Moderna, até por volta de 1760, a manufatura foi característica do sistema de produção. A partir de 1760, aproximadamente, inicia-se a era da grande indústria.” - Carlos Guilherme Mota

Dentre as características dos três sistemas de produção citados no texto, respectivamente, destacamos:

a) No primeiro, não havia separação entre o capital e o trabalho; no segundo, já se observa uma divisão social do trabalho preliminar; no terceiro, o uso da máquina leva ao extremo a separação entre o capital e o trabalho.
b) Na Alta Idade Média, a produção destinava-se a um mercado em constante expansão, sob as ordens dos senhores feudais; na Idade Moderna, aprofunda-se a rigidez do controle sobre a produção nas manufaturas; na Idade Contemporânea, os meios de produção são controlados pela burguesia.
c) Na Primeira Revolução Industrial, o surgimento das máquinas; na Segunda Revolução Industrial, o avanço dos meios de transportes marítimos e ferroviários; na Terceira Revolução Industrial, os avanços ultra-rápidos das novas tecnologias, a robótica e a biotecnologia.
d) No primeiro sistema de produção citado, temos relações servis de produção; durante o segundo, começam a ser organizadas as associações de comerciantes, Trade Unions; no terceiro, temos a perda da independência econômica da classe dos trabalhadores.
e) No período feudal, temos a supremacia da burguesia na ordem econômica; na Idade Moderna, ocorrerá a ascensão de uma classe de ricos comerciantes e de banqueiros; após a Revolução Industrial, teremos a superação da divisão
social do trabalho.


resp.: A

domingo, 23 de maio de 2010

RECADOS DO IRÃ



Alguns recados do Irã: a paz invadiu o meu coração


Após o anúncio do acordo construído entre Brasil, Irã e Turquia para evitar que a nação persa sofra novas sanções ou que tenha que renunciar ao seu direito de desenvolver a tecnologia nuclear para fins pacíficos, já se nota em certos segmentos políticos e midiáticos brasileiros uma tentativa de desmerecer a importância da iniciativa do presidente Lula que conseguiu apoio também da Rússia e da China. Por isso mesmo vale colocar em realce - como já tem feito a imprensa internacional - os desdobramentos políticos que o Acordo Nuclear Brasil-Irã-Turquia poderá promover. A viagem de Lula à Teerã foi cercada de imenso ceticismo, silencioso ou declarado, como o da Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton que disse que o presidente brasileiro iria ter que enfrentar uma montanha de problemas, desacreditando do êxito de sua empreitada. É como se não soubesse que Lula, desde que nasceu, enfrentou os mais montanhosos e espinhosos problemas que seres humanos pobres, nascidos no Nordeste, foram obrigados a enfrentar, a começar por vencer a pena de morte a céu aberto que executava crianças nordestinas pela fome dia-a-dia, fenômeno político denunciado com franqueza e precisão por outro nordestino mundialmente respeitado, Josué de Castro. Na mesma linha, o chanceler francês - que não acredita que o fim da tarde é lilás - chegou a afirmar de modo deselegante e desrespeitoso, que Lula seria embromado pelos iranianos, sendo obrigado a corrigir-se e a desculpar-se por orientação do presidente Sarkozy, este talvez mais pragmático e interessado na bilionária venda dos aviões Rafale para o Brasil. O acordo é uma lição para muita gente. Não seria petulante afirmar que o episódio constitui grande recado para o presidente dos EUA, Barack Obama. Afinal, não deveria ser dele, Prêmio Nobel da Paz, a iniciativa principal de promover o diálogo, insistir em saídas pacíficas, apostar em soluções cooperativas, ao invés de falar precipitadamente na lógica das sanções que, obviamente, são muito interessantes para as encomendas da indústria bélica? Talvez por ser prisioneiro do Complexo-Militar-Industrial, denunciado por um ex-presidente dos EUA, Obama ainda não demonstrou claramente estar o Prêmio nas mãos mais adequadas.... O acordo firmado entre Lula, Ahmadinejad e o chanceler turco Ebergan manda recados também para o Conselho de Segurança da ONU, que, antes mesmo de explorar as possibilidades de uma saída pelo diálogo e que não implicasse no veto aos países que - como o Irã e o Brasil, entre outros - estão desenvolvendo tecnologias nucleares para finalidades pacíficas, deu péssimo exemplo de intolerância e prepotência ao mundo. O Conselho só tem falado em sanções, em ameaças, sem sequer referir-se ao fato que a via das sanções aplicadas por ele até hoje tem resultado, fundamentalmente, em castigos militares de gigantescos sofrimentos, perdas de vidas, destruição e rigorosamente nenhuma solução, como se observa no Afeganistão e no Iraque. Embora o impacto internacional positivo seja inegável, o acordo traz ingredientes novos para o debate político brasileiro já que o candidato oposicionista, José Serra, manifestou-se de maneira negativa à viagem de Lula ao Irã, afirmando que nem iria lá, nem convidaria o presidente iraniano a vir ao Brasil. Se o objetivo é buscar soluções negociadas, por meio de conversações complexas e delicadas, como podem Obama, o chanceler francês, o Conselho da ONU e José Serra não privilegiarem o diálogo direto com a parte envolvida, o Irã, para se alcançar a paz? Sintonia entre tucanos e falcões.... Para a mídia sobram muitas lições, sobretudo para grande parte da mídia brasileira que, desde o anúncio da viagem de mandatário brasileiro à antiga Pérsia encontrou inúmeras qualificações negativas e pessimistas para a iniciativa, algumas de escassa qualificação, como aquelas que davam a entender que o “Lula não se enxerga”, ou que “isto é apenas uma bravata”. Ou, então, que seria pretensioso acreditar que o Brasil poderia ter alguma importância na solução de um problema de tão grande porte e tão distante. Uma por uma estas conceituações midiáticas, provavelmente eivadas de uma certa dose de preconceito, foram, pouco a pouco, desmanchando-se no ar. Agora, até mesmo os mais pessimistas admitem que o acordo reveste-se de importância altamente relevante e que é uma vitória de Lula e da política externa brasileira independente e soberana. O mundo inteiro está discutindo o gesto brasileiro e rejeitá-lo será altamente desgastante para eles, sobretudo para o Prêmio Nobel da Paz. O curioso é que esta mesma mídia reconhece e destaca o protagonismo de outro brasileiro, Oswaldo Aranha, quando das gestões feitas para a criação de Israel, há décadas. Mas, agora, quando Lula insiste em ter voz ativa, convocando ou até mesmo desafiando as grandes potências a empenharem-se na via pacífica seja para o Irã, para o Iraque, como também, por desdobramento, para a Questão Palestina, nenhum reconhecimento. O difícil mesmo é acreditar que tanto o Prêmio Nobel da Paz, como os demais dirigentes dos países ricos, tenham coragem em apostar em caminhos que contrariem a indústria bélica. Coragem, que Lula, em sua dialética de retirante, tem demonstrado ter de sobra. Beto Almeida é jornalista e membro da Junta Diretiva da Telesur

O QUE É GLOBALIZAÇÃO ? Coisas da internet...




Resposta: A Morte da Princesa Diana.




Uma princesa inglesa com um namorado egípcio, tem um acidente de carro dentro de um túnel francês, num carro alemão com motor holandês, conduzido por um belga, bêbado de whisky escocês, que era seguido por paparazzis italianos, em motos japonesas. A princesa foi tratada por um médico canadense, que usou medicamentos americanos. E isto é enviado a você por um brasileiro, usando tecnologia americana (Bill Gates) e provavelmente, você está lendo isso em um computador genérico que usa chips feitos emTaiwan e um monitor coreano montado por trabalhadores de Bangladesh, numa fábrica de Singapura, transportado em caminhões conduzidos por indianos, roubados por indonésios, descarregados por pescadores sicilianos, reempacotados por mexicanos e, finalmente, vendido a você por chineses, através de uma conexão paraguaia Isto é, *GLOBALIZAÇÃO!!!*

sexta-feira, 14 de maio de 2010

O primeiro dia do resto de nossas vidas




Aos 15 minutos do dia 8 de maio, ano 1945, o alto comando alemão assinava, perante os principais chefes das forças aliadas, a capitulação incondicional do regime nazista. Findava, em solo europeu, o mais sangrento e destruidor conflito de toda a história. O mundo acordaria, na manhã seguinte, livre de uma ditadura que se imaginava eterna. A historiografia ocidental, mergulhada no clima da guerra fria, não demorou para ser dominada por uma versão daquele período conveniente às potências capitalistas. O esforço revisionista tinha – e segue tendo - dois objetivos: apresentar o nazismo como uma anomalia e demonstrar que as democracias liberais tinham sido as principais responsáveis por sua derrocada. A primeira dessas ambições ideológicas é seminal. Hitler e seus sequazes deveriam ser tratados como loucos de carteirinha, descolados das classes sociais que representavam. Sua trajetória, contada como a antítese do liberalismo e, portanto, dos prazeres das economias de mercado. Nada de abordá-los como a expressão mais agressiva do capitalismo tardio, sedento por mercados e fontes de matéria-prima já controlados por outras nações. Seria ainda menos adequado retratá-los como a ponta de lança contra o movimento operário e o primeiro país socialista, a União Soviética, conforme declaravam em seus próprios documentos. O segundo dos propósitos da releitura ocidental sobre a guerra tem demandado mais munição. Não houve arma informativa ou cultural que não tenha sido usada para exibir os exércitos norte-americanos e ingleses como os bastiões da libertação. O Dia D é cultuado, geração após geração, como o momento culminante da luta contra Hitler. Mesmo o holocausto tem sido manipulado como instrumento de propaganda, na tentativa de exibir o extermínio dos judeus e outras minorias como principal meta do nazismo. O genocídio racial, afinal, serve como cortina dramática para esconder que o objetivo central dos exércitos alemães era destruir a URSS e expandir o capitalismo alemão rumo ao leste. O problema dessa versão, porém, são os fatos. Mais de vinte milhões de soviéticos pagaram com a vida por resistirem ao nazismo. Os países ocidentais abriram uma segunda frente somente três anos depois da agressão hitlerista contra a pátria de Dostoyevsky. A coluna vertebral da poderosa Wehrmacht foi quebrada na Batalha de Stalingrado, um dos episódios mais épicos de que se tem notícia. Foi o início do fim para o Reich de mil anos. Não é à toa que a capitulação alemã foi assinada no quartel-general das tropas soviéticas. Naquelas primeiras horas do resto de nossas vidas, a verdade ressurgia em honra aos mais heróicos combatentes.


Breno Altman é jornalista e diretor editorial do sítio Opera Mundi

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Questão de Sociologia


São condições para uma boa política social no Brasil:


a) Seletividade de atendimento, estabelecimento de prioridades, utilização eficiente de recursos, facilitação do acesso, promoção da demanda, realização adequada de diagnósticos, centralização e concentração, aumento da participação dos usuários nos programas e novos parâmetros institucionais.
b) Seletividade de atendimento, focalização de serviços, estabelecimento de prioridades, utilização eficiente de recursos, facilitação do acesso, promoção da demanda, realização adequada de diagnósticos, descentralização e desconcentração, aumento da participação dos usuários nos programas e novos parâmetros institucionais.
c) Universalidade igualitária de atendimento, focalização de serviços, estabelecimento de prioridades, utilização eficiente de recursos, facilitação do acesso, promoção da demanda, realização adequada de diagnósticos, descentralização e desconcentração, aumento da participação dos usuários nos programas e manutenção de parâmetros institucionais.
d) Seletividade de atendimento, focalização de serviços, estabelecimento de prioridades, utilização eficiente de recursos, facilitação do acesso, universalização igualitária da demanda, realização adequada de diagnósticos, centralização e concentração, aumento da participação dos usuários nos programas e novos parâmetros institucionais;




Resp.:b

terça-feira, 11 de maio de 2010

Período Colonial



“As colônias não podem esquecer jamais o que devem à mãe-pátria pela prosperidade de que desfrutam. Devem, por conseqüência: dar à metrópole maior mercado aos seus produtos, dar ocupação ao maior número de seus manufatureiros, artesãos e marinheiros; fornecer uma maior quantidade de artigos que ela precisa."
Postlethwayt (1747)

COLONIZAÇÃO: VISÃO GERAL

A descoberta do Brasil foi apenas um dos episódios que marcaram o grande movimento expansionista ibérico dos séculos XV e XVI e que permitiram a esses países o controle de vastas regiões da Ásia, África e América. Embora a exuberância natural de sua conquista americana entusiasmasse os portugueses, parecendo suficientemente promissora para justificar as renhidas disputas e controvérsias mantidas com os espanhóis, os melhores esforços lusitanos permaneceram voltados sobretudo para o Oriente, cuja riqueza acenava com a satisfação imediata de seus anseios.
Assim, nas três primeiras décadas após o descobrimento, o Brasil viu-se relegado a uma posição bastante secundária no Império Colonial Português. Frustrada a expectativa de obtenção de riquezas minerais que o sucesso espanhol havia alimentado, o pau-brasil apresentou-se como único produto passível de encontrar aceitação lucrativa no mercado internacional. Sua exploração, arrendada a comerciantes portugueses, foi organizada no sistema de feitorias fortificadas que se instalavam ao longo do litoral, aproveitando a mão-de-obra indígena.
A partir do século XVI, com França, Holanda e Inglaterrra emergindo no cenário europeu como novas potências marítimas, a hegemonia ibérica e seus domínios coloniais viram-se gradativamente ameaçados. No caso especifico do Brasil, a cobiça desses estrangeiros era aguçada pela vulnerabilidade do território frente à imensidão da costa e ao isolamento das feitorias, meros entrepostos comerciais.
Vendo seus interesses prejudicados pelo constante comércio clandestino de pau-brasil (efetuado sobretudo por franceses) e reconhecendo a insuficiência das expedições guarda-costas, a Coroa portuguesa decidiu, em 1530, fomentar a ocupação efetiva das terras brasileiras. O sistema de Capitanias Hereditárias, ou Donatárias, utilizado já no povoamento das ilhas atlânticas, parecia então a melhor maneira de solucionar a questão, sem comprometer o erário régio.
O regime de Capitanias permitiu maior proteção do território, o assentamento das primeiras povoações, o desenvolvimento de novas formas de exploração econômica e o surgimento de uma aristocracia territorial dotada de amplos poderes sobre as populações locais. Contudo, nem todos os donatários mostraram-se dispostos á aventura de ocupar suas terras na América e, os que fizeram, viram-se assoberbados pela magnitude de um empreendimento que freqüentemente superava as forças de que dispunham.
A partir de 1548, a Coroa passou a intervir diretamente na administração da colônia, criando, com o Governo-Geral, um centro de unidade que se opunha ao caráter dissolvente das Capitanias, medida essa acompanhada de uma minuciosa regulamentação dos direitos reais, em consonância com as práticas mercantilistas então vigentes.
Assim, os interesses metropolitanos eram assegurados por uma estrutura jurídico-administrativa que até certo ponto mesclava-se e sobrepunha-se ao poder local, este controlado por uma elite latifundiária que encontrava nas Câmaras Municipais um vigoroso instrumento para ampliar o seu espaço de atuação. Além disso, a complexa dinâmica que se estabeleceu nas relações entre essas duas instâncias privilegiadas de poder e os interesses por elas defendidos tornava às vezes muito difícil fixar com clareza os limites do domínio público e os do privado.
Nos séculos seguintes da colonização, o sistema político-administrativo aqui implantado na primeira metade do século XVI sofreu algumas alterações, sem trazerem, no entanto, transformações que rompessem com o sistema de dominação vigente ou com os ideais que o haviam orientado.
"São tão grandes as riquezas deste novo mundo e da mesma maneira sua fertilidade e abundância, que não sei por qual das coisas comece primeiramente; mas [...] de todas estas coisas o principal nervo e substância da riqueza da terra é a lavoura dos açúcares. "

Ambrósio Fernandes Brandão (1618).

A colonização efetiva do Brasil assentou-se em estruturas que objetivavam promover os interesses comerciais portugueses. Para tal, impunha-se a concentração de recursos e investimentos que mobilizassem a produção em larga escala, de um produto com ampla aceitação no mercado internacional e que pudesse propiciar grandes lucros, os quais deveriam, naturalmente, reverter em beneficio da metrópole.
Instalou-se assim um sistema produtivo baseado no latifúndio monocultor, agroexportador, e no trabalho compulsório. Os interesses do tráfico negreiro, aliados às dificuldades de aproveitamento da mão-de-obra indígena local, impuseram a escravidão africana como a relação de trabalho dominante, ao passo que os altos preços alcançados, as condições favoráveis de cultivo e a experiência anteriormente adquirida pelos portugueses na sua produção tornaram o açúcar o produto ideal para a empresa colonizadora.
A montagem da indústria açucareira era um empreendimento dispendioso, que envolvia altos custos e grande margem de riscos, exigindo esforços conjugados da Coroa lusitana e de particulares; cabiam aos últimos, porém, os maiores encargos pela implantação do sistema, que contou ainda com ativa participação de capitais holandeses.
Embora fosse intentada inicialmente ao sul da colônia, condições mais favoráveis de cultivo e comercialização motivaram logo o deslocamento do centro de produção para litoral nordestino, transformado assim no núcleo de toda a vida colonial.
Por mais de um século e meio a produção do açúcar representou praticamente a única base de sustentação da economia brasileira e, na medida em que absorvia as atenções e recursos, isto significou também a marginalizado e o abandono a que se viram relegadas as demais culturas e regiões que, quando não sucumbiam, vegetavam à sombra do "Mundo do Açúcar".
A natureza e a dinâmica do sistema colonial produziram também aqui uma sociedade que, permeada em todos os níveis pela relação senhor-escravo, tendia a polarizar-se, desenvolvendo um caráter marcadamente hierárquico, aristocrático e patriarcal.
Os senhores de engenho formavam a camada privilegiada dessa sociedade; seu poder ultrapassava os limites do círculo doméstico, atingindo freqüentemente extensa clientela. A esses "homens-bons", como eram então denominados, cabia também o privilégio de atuar nas Câmaras Municipais, importante instrumento da política local.
Por mais poderosa que fosse, no entanto, essa aristocracia canavieira mantinha-se presa às malhas do sistema: devia submeter-se à orientação econômica e administrativa da metrópole (cujos interesses nem sempre se harmonizavam com os seus) e confinar-se, em última instância, á sua função colonial. Também relativamente pequena era a sua participação nos lucros da empresa açucareira, carreados em sua maior parte para Portugal e, sobretudo, para a Holanda, responsável pelo refino e distribuição do açúcar nas praças européias.
O século XVII marcou o apogeu e também a decadência dessa economia, estando ambos os fenômenos intimamente relacionados ao que se convencionou chamar a "Guerra do Açúcar". De fato, a grande importância assumida pelos lucros oriundos da comercialização desse produto ficou evidenciada pela ocupação flamenga do nordeste açucareiro (1630-1654), movimento esse que, inserido num processo mais amplo de disputas internacionais (independência dos Países Baixos, lutas pela hegemonia na Europa e pela expansão colonial de novas potências), encontrou sua motivação imediata nos entraves que a União Ibérica (1580-1640) estabelecia à participação holandesa no comércio açucareiro.
Livres da intermediação portuguesa, submetendo diretamente algumas das principais áreas de produção açucareira no Brasil, os holandeses puderam controlar todo o processo de fabricação, beneficiamento e distribuição do produto; a aplicação de capitais e de algumas melhorias técnicas permitiram-lhes também elevar consideravelmente a produtividade, de modo que, em meados do século XVII, o "Brasil Holandês" transformara-se no maior produtor mundial de açúcar e a rentabilidade dessa empresa alcançara níveis nunca antes atingidos. Apesar disso, e de fomentar um breve surto urbanistico-cultural na região, o domínio flamengo não trouxe transformações significativas ou duradouras à vida colonial brasileira, preservando aquelas estruturas fundamentais que a vinham sustentando havia mais de um século.
Com a Restauração lusitana (1640) e a expulsão definitiva dos holandeses (1654), a economia açucareira do nordeste brasileiro entrou num continuo processo de crise e decadência. A União Peninsular legara a Portugal uma situação econômica desastrosa, acentuada pela perda de vastas áreas de seu Império Colonial. Por outro lado, ao deixarem o Brasil os holandeses dispunham de capitais, conhecimento e experiência que tomaram possível a implantação e o desenvolvimento de uma indústria açucareira em suas colônias antilhanas, concorrendo em condições muito mais favoráveis que as do produto brasileiro no mercado internacional.
Mesmo assim, o tripé - latifúndio, monocultura exportadora e escravidão - manteve-se como elemento fundamental de nossa economia até finais do século XIX, sobrevivendo mesmo, em certos aspectos, até hoje.

Documentos
Estímulos ao povoamento
Os imperativos mais amplos da colonização exigiam que o Brasil fosse rapidamente povoado por portugueses, necessidade que levou a Coroa a fomentar de diversas formas esse povoamento, recorrendo mesmo aos elementos considerados indesejáveis na sociedade metropolitana.

a] “Ordenou o dito senhor que daí em diante as pessoas que, por seus malefícios, segundo as ordenações, houvessem de ser degredadas para a ilha de S. Tomé, pelo mesmo tempo fossem degredadas para o Brasil.” (Alvará de 31/05/1535)
b] “Ordenou o dito senhor que os moços vadios de Lisboa, que andam na ribeira a furtar bolsas e fazer outros delitos, a primeira vez que fossem presos, se depois de soltos tornassem outras vez a ser presos pelos semelhantes casos, que qualquer degredo que lhe houvesse de ser dado fosse para o Brasil.” (Alvará de 06/05/1536)

Ouro Preto - Casa do inconfidente Cláudio Manoel da Costa...EU ESTIIVE LÁ EM ABRIL!




sexta-feira, 7 de maio de 2010

REVOLTAS NATIVISTAS


ACLAMAÇÃO DE AMADOR BUENO

No ano de 1640, ocorreu a Restauração Portuguesa, isto é, o final da União Ibérica, quando Dom João VI assumiu o trono português, iniciando a dinastia de Bragança.
A notícia foi recebida festivamente nas principais cidades brasileiras. Em São Paulo, porém, a população teve reação diferente, seja porque pretendia manter o comércio com a região do rio da Prata (controlado pela Espanha), seja porque a Coroa Portuguesa vinha reprimindo a escravidão indígena (mão de obra essencial para os paulistas). Grande número de pessoas se dirigiu até a casa de um dos mais ricos habitantes da vila. Amador Bueno, aclamando-o “rei de São Paulo”.
Declarando-se fiel ao rei de Portugal, Amador Bueno não aceitou a coroa que lhe era oferecida. Dias depois, as autoridades pacificaram a população.

CONJURAÇÃO do “NOSSO PAI”

O governador de Pernambuco, Jerônimo de Menfonça Furtado, era antipatizado pelo povo, descontente com o seu mau governo. Para tirá-lo do poder, os pernambucanos simularam, em 9 de março de 1666, uma procissão semelhante às que levavam a extrema-unção (hoje unção dos enfermos) aos moribundos – as chamadas procissões de “Nosso Pai”. O governador acompanhou a procissão e, quando esta já havia de afastado do palácio, foi aprisionado pelo chefe da revolta, André de Barros Rego. Jerônimo de Mendonça Furtado foi levado preso para Lisboa, de onde seguiu para a Ásia, onde foi condenado à prisão perpétua.

REVOLTA DE BECKMAN

No século XVII, a situação econômica do Maranhão era bastante difícil, devido à enorme escassez de mão-de-obra para a lavoura canavieira. Para resolver o problema, os colonos maranhenses lançaram mão da escravidão indígena, sob os protestos dos jesuítas.
Na tentativa de solucionar os graves problemas econômicos da região, a Coroa Portuguesa criou a Companhia de Comércio do Estado do Maranhão, com o monopólio sobre a venda de trigo, azeite, vinho, bacalhau e sobre o transporte de todas as importações e exportações. A Companhia ficou ainda responsável por introduzir na área 10 mil negros, à razão de 500 por ano.
Devido ao não cumprimento dos acordos por parte da Companhia, comerciantes e proprietários rurais maranhenses, chefiados pelos irmãos Manuel e Tomás Beckman e por Jorge Sampaio, passaram a lutar pela extinção da Companhia de Comércio e pela expulsão dos jesuítas, depuseram as autoridades locais e formaram uma junta de governo rebelde.
Tomás Bekman partiu para Lisboa, a fim de informar o rei sobre os abusos da Companhia. Lá chegando, foi preso e reconduzido ao Maranhão, onde Gomes Freire – novo governador indicado por Portugal – iniciava a repressão ao movimento.
Atuando com firmeza, Gomes Freire recolocou no poder as autoridades depostas e capturou os rebeldes. Manuel Beckman e Jorge Sampaio foram enforcados e Tomás Beckman exilado na África. Os jesuítas voltaram e a Companhia de Comércio foi reativada.

GUERRA DOS EMBOABAS

Como vimos anteriormente, os bandeirantes paulistas encontraram ouro nas Gerais.
Assim que a notícia se espalhou, milhares de aventureiros fluíram para a região.
Os forasteiros passaram a ser chamados pejorativamente de “emboabas”. Essa palavra indígena, de significado discutível, parece referir-se ao fato de os forasteiros protegerem as pernas e os pés com botas ou rolos de pano, parecendo-se com ave de pernas emplumadas.
Não tardou paulistas e “emboabas” entrarem em conflito.
Os paulistas tinham em Manuel de Borba Gato o seu principal líder, enquanto o rico comerciante português Manuel Nunes Viana liderava os “emboabas”.
Os paulistas foram sofrendo vários reveses. O mais repugnante ocorreu no local chamado “Capão da Traição”, quando o chefe “emboaba” Bento do Amaral Coutinho prometeu respeitar a vida dos paulistas que entregassem as armas. Quando estes entregaram as armas, foram impiedosamente massacrados.
A guerra durou dois anos (1708/1710) e teve enormes bandos em luta. Milhares de mortos. A historiografia oficial dirá que foi uma das primeiras lutas nativistas no Brasil. Os paulistas pretendiam livrar-se de Portugal. Na verdade, queriam apenas ouro. Tão alheios ao Brasil como os emboabas. A conseqüência maior dessa guerra é a consciência do governo português de organizar uma melhor administração, criando a capitania das Minas do Ouro, separada do Rio de Janeiro.
Não há índices ou documentos que demonstrem porque índios e negros lutaram pelos interesses dos brancos, a não ser vagos depoimentos a posteriori sobre a “abnegação e fidelidade” dos escravos.


GUERRA DOS MASCATES

Com a invasão holandesa, Recife passou a ser a principal cidade de Pernambuco, embora a capital continuasse em Olinda.
Acontece que em Olinda viviam os decadentes senhores de engenho, cada vez mais endividados. Enquanto isso, os comerciantes de Recife prosperavam. Despeitada, a aristocracia olindense passou a chamar os comerciantes, pejorativamente, de mascates.
Em 1709, o rei de Portugal, D. João V, elevou Recife a município e o Capitão-mor Sebastião de Castro e Caldas mandou erguer o pelourinho (símbolo do poder municipal). Este fato irritou profundamente os senhores de engenho de Olinda.
Os olindenses invadiram Recife e destruíram o pelourinho. O Governador Castro Caldas fugiu.

Para garantir suas posses, os senhores brasileiros fizeram a guerra. Não deixa de ser interessante que, durante o conflito, nas várias situações em que a derrota e a vitória trocam de lado, o grande latifundiário Bernardo Vieira de Melo propõe a proclamação de uma república em Olinda. Segundo sua proposta, Olinda seria uma república independente. Nada se efetivou, mas é significativo que os conservadores apelem, vez por outra, a formas progressistas de governo, procurando manter anacrônicos conteúdos econômicos e sociais; no caso, apela-se à república para preservar o latifúndio e o regime servil.
Os grandes senhores “nativistas” perderam a guerra, mas não a pose. Uma de suas exigências para fazer a paz foi que nenhuma propriedade fosse executada judicialmente. Quer dizer, não pagariam as suas dívidas nem entregariam seus engenhos falidos. Os mascates, pressionados por Lisboa, aceitaram.
Garantida a posse e certos de não serem cobrados judicialmente, os nobres senhores aceitaram Recife como capital, com o famoso “jeitinho brasileiro”; o capitão-mor deveria morar seis meses em Recife e seis meses em Olinda...
E tudo ficou igual.

MOTINS DO MANETA

Nos últimos meses de 1711, ocorreram duas sublevações populares na Bahia. A razão do primeiro motim, chefiado pelo negociante João Figueiredo da Costa, apelidado o Maneta, foi um aumento de impostos decretado pelo governo. A multidão, formada principalmente por portugueses, avançou contra o palácio do governador Pedro de Vasconcelos e Sousa, que atendeu aos pedidos da massa popular. Todos os participantes da revolta foram anistiados.
Pouco tempo depois, ocorreu outro motim na Bahia, quando a esquadra francesa do corsário Duguay-Trouin ocupou o Rio de Janeiro. Os revoltosos queriam a organização imediata de uma expedição para combater os invasores. O governador Pedro de Vasconcelos conseguiu contornar a situação até os franceses deixarem o Rio de Janeiro.

REVOLTA DE FELIPE DOS SANTOS

A Coroa Portuguesa decidiu criar, em 1719, as casas de fundição, a fim de recolher e transformar em barras todo o ouro encontrado, para extrair o quinto e evitar o contrabando. Prevendo o descontentamento e uma possível revolta, foi enviada a Minas uma tropa dos “dragões da cavalaria”, comandada pelo Conde de Assumar, terceiro governador da recém-criada Capitania de São Paulo e Minas do Ouro.
Contra tais decisões do governo, ocorreu em Vila Rica a revolta de 1720, chefiada por membros influentes da comunidade mineira e tendo como principal mentor Felipe dos Santos, homem humilde, porém, grande orador.
Os rebeldes entregaram um documento ao governador fazendo as seguintes exigências:
· redução dos impostos;
· suspensão da medida que determinava a obrigatoriedade da fundição do ouro;
· extinção dos monopólio da carne, aguardente, fumo e sal.
O Conde de Assumar fingiu atender às reivindicações dos rebeldes e, assim que os ânimos serenaram, agiu rapidamente. Ocupou Vila Rica, prendeu e enforcou Felipe dos Santos.
A rebelião foi reprimida, porém contribuiu para acelerar o processo de tomada de consciência do povo contra a dominação portuguesa.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Para que serve a Filosofia



“O filósofo se desapega de seus preconceitos para compreender a realidade”
Você conhece algum filósofo? Ou entende por que uma pessoa escolhe por livre e espontânea vontade ser filósofo?

Você sabe qual é o trabalho desse profissional? Onde trabalha? Ou simplesmente a que se propõe?

Para quem não tem a menor idéia dessas respostas e lembra vagamente do filósofo como aquele ser mitológico amante do conhecimento, é bom tomar cuidado. Filósofos modernos existem sim, mas eles andam se escondendo (talvez no fundo de uma caverna de Platão) dentro das universidades, atrás de métodos, teorias, histórias e outros assuntos afins. Raramente eles dão as caras para analisar o mundo real, a fonte e a inspiração de seu conhecimento.
“Ocorreu uma profissionalização da filosofia para além daquilo que seria necessário, uma especificação muito grande, com uma perda do todo, do real”, explica o professor Paulo Ghiraldelli, livre-docente em filosofia pela Unesp (Universidade Estadual Paulista).

Mesmo que você não perceba, está a todo momento pisando em filosofia, seja nos filmes a que assiste, nos livros e jornais que lê e até na televisão. As análises diretas e indiretas de tudo são na verdade um exercício de filosofia, nas quais o conhecimento filosófico ajuda muito. “Não é à toa que a sociedade está buscando esse conhecimento fora da universidade, em cursos livres, debates e livros”, acrescenta Ghiraldelli.

Pensamento livre

A filosofia é como uma ferramenta para o pensamento de base. “O filósofo é um livre-pensador que se desapega de seus preconceitos para compreender a realidade na sua diversidade e multiplicidade”, explica Ricardo Monteagudo, coordenador do curso de filosofia da Unesp.
Se ainda assim é difícil entender para que serve essa tal filosofia, vale lembrar o quanto da nossa realidade nasceu de estudos filosóficos, por meio de questionamentos de ontologia (da ordem do que existe e por que existe), de ética (nosso senso de justiça, de moral, de responsabilidade), de lógica (para a organização do discurso, da matemática, do pensamento), sobre o conhecimento (o processo cognitivo e de aprendizado) e sobre a estética (não só do que apreendemos como belo e por que o fazemos, mas também aquilo que entendemos como arte). A filosofia está à nossa
volta.
Para que serve a filosofia. Galileu: Editora Globo, n. 169, p. 70, ago. 2005.

Conceitos Básicos de Sociologia



Contatos sociais

Primeiro passo para qualquer associação humana, pois a convivência humana pressupõe uma variedade de formas de contato. É a base da vida social.
02 Tipos:
Primários - Contatos pessoais diretos. Forte base emocional.
Secundários - São os contatos impessoais, formais .
Contexto Industrialização / urbanização predomina contatos secundários. Proximidade física não significa necessariamente proximidade afetiva.
Isolamento social - caracterizado pela ausência dos contatos sociais ( atitudes de ordem social e atitudes de ordem individual ).

Interação social
O simples contato não é suficiente para que haja interação social. È preciso que haja mudança do comportamento dos indivíduos envolvidos como resultado do contato e da comunicação que se estabelece.
“ Processo de influência recíproca ou unilateral entre dois ou mais agentes sociais”.
Reciprocidade – proximidade dos agentes sociais , contato direto ou quando há possibilidade de reação por parte dos agentes envolvidos no processo
Unilateral - não há necessidade do contato direto nessa interação e um dos agentes influencia, mas não pode é influenciado pelo outro

Relação Social
Dá se o nome de relação social as diferentes formas da interação social . Relação econômica, relação pedagógica,relação familiar.

Processos Sociais

Diversas maneiras pelas quais os indivíduos e os grupos atuam uns com os outros. A forma como os indivíduos se relacionam e estabelecem relações sociais.
Processos sociais - são diferentes formas de interação. Interação é processo social geral.
Ação entre dois ou mais agentes contribuindo para aproximá-los ou afastá-los.
Classificação:
coesivos ou positivos ( cooperação, acomodação e assimilação)
disjuntivos ou negativos ( competição e conflito)

Cooperação
Não pode haver sistema social sem um mínimo de cooperação. Muitas vezes não há clareza dos processos sociais cooperativos.
È a forma de interação na qual diferentes pessoas, grupos ou comunidades trabalham juntos para um mesmo fim.
Cooperação Þ consenso a respeito de metas culturalmente legítimas, valores , crenças e normas coletivas.
Cooperação nem sempre o consenso está presente. Pode resultar da existência de interesses e objetivos diferentes mas complementares. Ex: classes sociais
“Cooperação existe quando a troca resulta satisfatória para ambas as partes”
Ex: categoria detém serviços imprescindíveis Þ Maior poder de barganha. Poder de barganha pequeno Þ nível de insatisfação alto.
O equilíbrio e a cooperação do sistema interativo Þ concessões da categoria social dominante.

Acomodação
È o processo social em que o indivíduo, grupos ou categorias em interação não compartilham metas, crenças, atitudes e padrões de comportamento, mas convivem pacificamente. Para evitar o conflito as categorias sociais minoritárias simulam um comportamento que não corresponde ao seu acervo sóciocultural.
Não há uma transformação de pensamento, sentimentos e atitudes. Mudanças são exteriores, manifestam apenas enquanto comportamento social.
Ajustamento de indivíduos ou grupos apenas nos aspectos externos do seu comportamento.

Assimilação
É o processo através do qual indivíduos, grupos ou categorias de culturas diferentes permutam os seus respectivos acervos/bagagem culturais .
EX: Miscigenação. Conversão
Implica transformações internas nos indivíduos. Envolvem mudanças na maneira de pensar, de sentir e agir.

Competição
Ocorre quando vários indivíduos buscam alcançar um objetivo que pode ser alcançado por todos ou pela sua maioria.

Conflito
Geralmente ocorre quando indivíduos, grupos ou categorias sociais tem interesse ou objetivos incompatíveis entre si.
Inibição do conflito
Þ dominação das categorias detentoras de maior participação no processo de distribuição social da riqueza e do poder
Þ nível suficiente de satisfação no processo de troca entre categorias sociais com interesses distintos
Tipos de conflitos: étnicos, terra, religiosos , políticos.

COMPARATIVO:
Competiçao
forma de luta pela sobrevivência
pacifica, inconsciente, impessoal


Conflito
forma de rivalidade
disputa, guerra, violência
consciente, pessoal

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Questão de HIstória da semana



Intelectual e político, Fernando Henrique Cardoso foi o primeiro presidente do Brasil a se reeleger para um segundo mandato consecutivo, em 1998. Como ministro da Fazenda em 1994, foi responsável por comandar a equipe que elaborou o plano econômico que criou uma nova moeda, o real. Mas seu governo pode também ser marcado:
a) Pelo desenvolvimento do pleno emprego, fato que levou o Brasil a apagar a “década perdida”.
b) Pela implementação de um forte funcionalismo público, já que no seu governo aumentou o número de trabalhadores na rede estatal.
c) Pelo grande crescimento do superávit primário, sobretudo pelos lucros obtidos pela Vale do Rio Doce, principal empresa estatal do governo FHC.
d) Pela diminuição das greves e da atuação do MST que contentaram-se com a reforma agrária introduzida neste período.
e) Pelo maior índice de desemprego da história do Brasil, fato que ajudou a eleição do seu maior opositor.