terça-feira, 18 de novembro de 2008

O NOVO TÉCNICO DE FUTEBOL DE ARGENTINA


QUESTÃO DE HISTÓRIA DA SEMANA

Assinale a alternativa errada:
a) a ruralização da sociedade e da economia, característica do modo de produção feudal, tem sua formação iniciada no momento mesmo da crise do império Romano.
b) O servo medieval era um trabalhador livre que estava ligado à terra, não podendo ser retirado desta para ser vendido.
c) O feudalismo caracterizou-se pela fragmentação política e pelo enfraquecimento do poder do Estado sobre a sociedade.
d) O feudo, uma unidade auto-suficiente, tinha a produção voltada para o auto-consumo e era basicamente agrícola.
e) O poder que a Igreja Católica desfrutou durante a Idade Média foi resultado da riqueza acumulada, desde a crise do Império Romano, por meio de doações do Estado, de particulares e, depois, por meio da renda de suas terras.

RESP.: B

sábado, 18 de outubro de 2008

Ato Institucional nº5 (13/12/1968)







O Ato Institucional nº5 foi o instrumento utilizado pelos militares para aumentar os poderes do presidente e permitir a repressão e a perseguição das oposições.
"O presidente da República Federativa do Brasil, ouvido o Conselho de Segurança Nacional, e:

Considerando que a Revolução Brasileira de 31 de março de 1964 teve, conforme decorre dos Atos com os quais se institucionalizou, fundamentos e propósitos que visavam a dar ao país um regime que, atendendo as exigências de um sistema jurídico e político, assegurasse autêntica ordem democrática, baseada na liberdade, no respeito à dignidade da pessoa humana, no combate à subversão e às ideologias contrárias às tradições de nosso povo, na luta contra a corrupção, buscando, deste modo, "os meios indispensáveis à obra de reconstrução econômica, financeira, política e moral do Brasil, de maneira a poder enfrentar, de modo direto e imediato, os graves e urgentes problemas de que depende a restauração da ordem interna e do prestígio internacional da nossa Pátria" (Preâmbulo do Ato Institucional no 1 de 9 de abril de 1964);
Considerando que o governo da República, responsável pela execução daqueles objetivos e pela ordem e segurança internas, só não pode permitir que pessoas ou grupos anti-revolucionários contra ela trabalhem, tramem ou ajam, sob pena de estar faltando a compromissos que assumiu com o povo brasileiro, bem como porque o Poder Revolucionário, ao editar o Ato Institucional no 2, afirmou categoricamente, que "não se disse que a Revolução foi, mas que é e continuará" e, portanto, o processo revolucionário em desenvolvimento não pode ser detido;
Considerando que esse mesmo Poder Revolucionário, exercido pelo presidente da República, ao convocar o Congresso Nacional para discutir, votar e promulgar a nova Constituição, estabeleceu que esta, além de representar "a institucionalização dos ideais e princípios da Revolução", deveria "assegurar a continuidade da obra revolucionária" (Ato Institucional no 4, de 7 de dezembro de 1966);
Considerando que, assim, se torna imperiosa a adoção de medidas que impeçam sejam frustrados os ideais superiores da Revolução, preservando a ordem, a segurança, a tranqüilidade, o desenvolvimento econômico e cultural e a harmonia política e social do País comprometidos por processos subversivos e de guerra revolucionária;
Considerando que todos esses fatos perturbadores da ordem são contrários aos ideais e à consolidação do Movimento de março de 1964, obrigando os que por ele se responsabilizaram e juraram defendê-lo a adotarem as providências necessárias, que evitem sua destruição.
Resolve editar o seguinte:

Ato Institucional

Art. 1º São mantidas a Constituição de 24 de janeiro de 1967 e as Constituições Estaduais, com as modificações constantes deste Ato Institucional.
Art. 2º O presidente da República poderá decretar o recesso do Congresso Nacional, das Assembléias Legislativas e das Câmaras de Vereadores, por Ato Complementar, em estado de sítio ou fora dele, só voltando os mesmos a funcionar quando convocados pelo presidente da República.
§ 1º Decretado o recesso parlamentar, o Poder Executivo correspondente fica autorizado a legislar em todas as matérias e exercer as atribuições previstas nas Constituições ou na Lei Orgânica dos Municípios.
§ 2º Durante o período de recesso, os senadores, os deputados federais e estaduais e os vereadores só perceberão a parte fixa de seus subsídios.
§ 3º Em caso de recesso da Câmara Municipal, a fiscalização financeira e orçamentária dos municípios que não possuam Tribunal de Contas será exercida pelo do respectivo Estado, estendendo sua ação às funções de auditoria, julgamento das contas dos administradores e demais responsáveis por bens e valores públicos.
Art. 3º O presidente da República, no interesse nacional, poderá decretar a intervenção nos estados e municípios, sem as limitações previstas na Constituição.
Parágrafo único. Os interventores nos estados e municípios serão nomeados pelo presidente da República e exercerão todas as funções e atribuições que caibam, respectivamente, aos governadores ou prefeitos, e gozarão das prerrogativas, vencimentos e vantagens fixadas em lei.
Art. 4º No interesse de preservar a Revolução, o presidente da República, ouvido o Conselho de Segurança Nacional, e sem as limitações previstas na Constituição, poderá suspender os direitos políticos de quaisquer cidadãos pelo prazo de 10 anos e cassar mandatos eletivos federais, estaduais e municipais.
Parágrafo único. Aos membros dos Legislativos federal, estaduais e municipais, que tiverem os seus mandatos cassados não serão dados substitutos, determinando-se o quorum parlamentar em função dos lugares efetivamente preenchidos.
Art. 5º A suspensão dos direitos políticos, com base neste Ato, importa simultaneamente, em:
I. cessação de privilégio de foro por prerrogativa de função;
II. suspensão do direito de votar e de ser votado nas eleições sindicais;
III. proibição de atividades ou manifestação sobre assunto de segurança:
a) liberdade vigiada;
b) proibição de freqüentar determinados lugares;
c) domicílio determinado.
§ 1º O ato que decretar a suspensão dos direitos políticos poderá fixar restrições ou proibições relativamente ao exercício de quaisquer outros direitos públicos ou privados.
§ 2º As medidas de segurança de que trata o item IV deste artigo serão aplicadas pelo ministro de estado da Justiça, defesa a apreciação de seu ato pelo Poder Judiciário.
Art. 6º Ficam suspensas as garantias constitucionais ou legais de: vitaliciedade, inamovibilidade e estabilidade, bem como a de exercício em funções por prazo certo.
§ 1º O presidente da República poderá, mediante decreto, demitir, remover, aposentar ou por em disponibilidade quaisquer titulares das garantias referidas neste artigo, assim como empregados de autarquias, empresas públicas ou sociedades de economia mista, e demitir, transferir para a reserva ou reformar militares ou membros das polícias militares, assegurados, quando for o caso, os vencimentos e vantagens proporcionais ao tempo de serviço.
§ 2º O disposto neste artigo e seu § 1º aplica-se, também, nos estados, municípios, Distrito Federal e territórios.
Art. 7º O presidente da República, em qualquer dos casos previstos na Constituição, poderá decretar o estado de sítio e prorrogá-lo, fixando o respectivo prazo.
Art. 8º O presidente da República poderá, após investigação, decretar o confisco de bens de todos quantos tenham enriquecido ilicitamente, no exercício de cargo ou função pública, inclusive de autarquias, empresas públicas e sociedades de economia mista, sem prejuízo das sanções penais cabíveis.
Parágrafo único. Provada a legitimidade da aquisição dos bens far-se-á a sua restituição.
Art. 9º O presidente da República poderá baixar Atos Complementares para a execução deste Ato institucional, bem como adotar, se necessário à defesa da Revolução, as medidas previstas nas alíneas "d" e "e" do § 2º do artigo 152 da Constituição.
Art. 10º Fica suspensa a garantia de habeas corpus, nos casos de crimes políticos, contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia popular.
Art. 11º Excluem-se de qualquer apreciação judicial todos os atos praticados de acordo com este Ato Institucional e seus Atos Complementares, bem como os respectivos efeitos.
Art. 12º O presente Ato Institucional entra em vigor nesta data, revogadas as disposições em contrário.

Brasília, 13 de dezembro de 1968; 147º a Independência e 80º da República. A. Costa e Silva; Luís Antônio da Gama e Silva; Augusto Hamann Rademaker Grunewald; Aurélio de Lyra Tavares; José de Magalhães Pinto; Antônio Delfim Netto; Mário David Andreazza; Ivo Arzua Pereira; Tarso Dutra; Jarbas G. Passarinho; Márcio de Souza e Mello; Leonel Miranda; José Costa Cavalcanti; Edmundo de Macedo Soares; Hélio Beltrão; Afonso de A. Lima; Carlos F. de Simas."

QUESTÃO DE HISTÓRIA DA SEMANA


(1776) Da Independência dos Estados Unidos ), da Revolução Francesa (1789) e do processo de independência na América Ibérica (1808-1824), pode-se dizer que todos esses movimentos:
a) decidiram implementar a abolição do trabalho escravo e da propriedade privada.
b) tiveram início devido à pressão popular radical e terminaram sob o peso de execuções em massa.
c) conseguiram, com o apoio da burguesia ilustrada, viabilizar a revolução industrial.
d) adotaram idéias democráticas e defenderam a superioridade do homem comum.
e) sofreram influência das idéias ilustradas, mas variaram no encaminhamento das soluções políticas.

resp.: E

terça-feira, 30 de setembro de 2008

QUESTÃO DE DIREITO DA SEMANA


(ESAF/Esp. Polít. Púb. e Gestão Gov./MPOG/2002) Sobre a repartição de competências no Estado federal brasileiro, assinale a opção correta.

a) Quanto ao aspecto tributário, a competência legislativa dos Estados-membros é apenas residual.
b) No âmbito da competência legislativa concorrente, sempre que houver conflito entre legislação federal e legislação estadual, aquela deve prevalecer, em face da sua superioridade hierárquica.
c) É inconstitucional a lei estadual que, no âmbito da competência legislativa concorrente. dispõe sobre normas gerais que a União não editou.
d) A título de suplementação da legislação federal. o Município tem competência para legislar sobre horário de funcionamento das agências bancárias no seu território.
e) A União pode autorizarque os Estados membros legislem sobre questões específicas compreendidas no âmbito da sua competência legislativa privativa.

RESP.: E

A CRISE DA ECONOMIA AMERICANA



Paul comprou um apartamento, no começo dos anos 90, por 300.000 dólares financiado em 30 anos. Em 2006 o apartamento do Paul passou a valer 1,1 milhão de dólares. Aí, um banco perguntou pro Paul se ele não queria uma grana emprestada, algo como 800.000 dólares, dando seu apartamento como garantia. Ele aceitou o empréstimo, fez uma nova hipoteca e pegou os 800.000 dólares. Com os 800.000 dólares. Paul, vendo que imóveis não paravam de valorizar, comprou 3 casas em construção dando como entrada algo como 400.000 dólares. A diferença, 400.000 dólares que Paul recebeu do banco, ele se comprometeu: comprou carro novo (alemão) pra ele, deu um carro (japonês) para cada filho e com o resto do dinheiro comprou tv de plasma de 63 polegadas, 43 notebooks, 1634 cuecas. Tudo financiado, tudo a crédito. A esposa do Paul, sentindo-se rica, sentou o dedo no cartão de crédito. Em agosto de 2007 começaram a correr boatos que os preços dos imóveis estavam caindo. As casas que o Paul tinha dado entrada e estavam em construção caíram vertiginosamente de preço e não tinham mais liquidez... O negócio era refinanciar a própria casa, usar o dinheiro para comprar outras casas e revender com lucro. Fácil....parecia fácil. Só que todo mundo teve a mesma idéia ao mesmo tempo. As taxas que o Paul pagava começaram a subir (as taxas eram pós fixadas) e o Paul percebeu que seu investimento em imóveis se transformara num desastre. Milhões tiveram a mesma idéia do Paul. Tinha casa pra vender como nunca. Paul foi agüentando as prestações da sua casa refinanciada, mais as das 3 casas que ele comprou, como milhões de compatriotas, para revender, mais as prestações dos carros, as das cuecas, dos notebooks, da tv de plasma e do cartão de crédito. Aí as casas que o Paul comprou para revender ficaram prontas e ele tinha que pagar uma grande parcela. Só que neste momento Paul achava que já teria revendido as 3 casas mas, ou não havia compradores ou os que havia só pagariam um preço muito menor que o Paul havia pago. Paul se danou. Começou a não pagar aos bancos as hipotecas da casa que ele morava e das 3 casas que ele havia comprado como investimento. Os bancos ficaram sem receber de milhões de especuladores iguais a Paul. Paul optou pela sobrevivência da família e tentou renegociar com os bancos que não quiseram acordo. Paul entregou aos bancos as 3 casas que comprou como investimento perdendo tudo que tinha investido. Paul quebrou. Ele e sua família pararam de consumir... Milhões de Pauls deixaram de pagar aos bancos os empréstimos que haviam feito baseado nos preços dos imóveis. Os bancos haviam transformado os empréstimos de milhões de Pauls em títulos negociáveis. Esses títulos passaram a ser negociados com valor de face. Com a inadimplência dos Pauls esses títulos começaram a valer pó. Bilhões e bilhões em títulos passaram a nada valer e esses títulos estavam disseminados por todo o mercado, principalmente nos bancos americanos, mas também em bancos europeus e asiáticos. Os imóveis eram as garantias dos empréstimos, mas esses empréstimos foram feitos baseados num preço de mercado desse imóvel... Preço que despencou. Um empréstimo foi feito baseado num imóvel avaliado em 500.000 dólares e de repente passou a valer 300.000 dólares e mesmo pelos 300.000 não havia compradores. Os preços dos imóveis eram uma bolha, um ciclo que não se sustentava, como os esquemas de pirâmide, especulação pura. A inadimplência dos milhões de Pauls atingiu fortemente os bancos americanos que perderam centenas de bilhões de dólares. A farra do crédito fácil um dia acaba. Acabou. Com a inadimplência dos milhões de Pauls, os bancos pararam de emprestar por medo de não receber. Os Pauls pararam de consumir porque não tinham crédito. Mesmo quem não devia dinheiro não conseguia crédito nos bancos e quem tinha crédito não queria dinheiro emprestado. O medo de perder o emprego fez a economia travar. Recessão é sentimento, é medo. Mesmo quem pode, pára de consumir. O FED começou a trabalhar de forma árdua, reduzindo fortemente as taxas de juros e as taxas de empréstimo interbancários. O FED também começou a injetar bilhões de dólares no mercado, provendo liquidez. O governo Bush lançou um plano de ajuda à economia sob forma de devolução de parte do imposto de renda pago, visando incrementar o consumo porém essas ações levam meses para surtir efeitos práticos. Essas ações foram corretas e, até agora não é possível afirmar que os EUA estão tecnicamente em recessão. O FED trabalhava. O mercado ficava atento e as famílias esperançosas. Até que na semana passada o impensável aconteceu. O pior pesadelo para uma economia aconteceu: a crise bancária, correntistas correndo para sacar suas economias, boataria geral, pânico. Um dos grandes bancos da América, o Bear Stearns, amanheceu, na segunda feira última, quebrado, insolvente. No domingo o FED, de forma inédita, fez um empréstimo ao Bear, apoiado pelo JP Morgan Chase, para que o banco não quebrasse. Depois disso o Bear foi vendido para o JP Morgan por 2 dólares por ação. Há um ano elas valiam 160 dólares. Durante esta semana dezenas de boatos voltaram a acontecer sobre quebra de bancos. A bola da vez seria o Lehman Brothers, um bancão. O mercado e as pessoas seguem sem saber o que nos espera na próxima segunda-feira. O que começou com o Paul hoje afeta o mundo inteiro. A coisa pode estar apenas começando. Só o tempo dirá.

Castilho Finabank CCTVM tel :40834546 castilho@finabank.com.br http://www.finabank.com.br/

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

CFI - REVISÃO SSA

PRÉ-HISTÓRIA

1. (Covest) O Estado surge com o rompimento gradativo da comunidade primitiva; não para garantir o bem comum, mas para assegurar o domínio de uma minoria sobre o resto da sociedade. Relacionam-se o surgimento do Estado.
0 0. O direito materno, na vigência da organização gentílica.
1 1. O regime de propriedade coletiva dos meios de produção.
2 2. A existência da coleta, como atividade essencialmente feminina.
3 3. A existência de uma relação de igualdade entre o homem e a mulher, pois ambos participavam da produção.
4 4. A produção de excedentes associada à propriedade privada.

2. (Covest) Assinale as alternativas corretas e incorretas relativas à Pré-História:
0 0. Existência de uma apropriação coletiva dos bens necessários à sobrevivência. Cada homem possuía seus utensílios, porém a terra, os rios, as florestas eram possuídas coletivamente.
1 1. O acúmulo do conhecimento e a intensificação da relação homem/natureza permitiram a produção de alimentos através da agricultura e da domesticação de animais.
2 2. Importante produção de ferramentas no Paleolítico. Em algumas regiões além do aproveitamento das lascas se conseguia “esculpir” machadinhas.
3 3. Ocorreu considerável aumento populacional na fase de coleta de alimentos em detrimento da fase de produção de alimentos.
4 4. Na divisão de trabalho por sexo, coube à mulher o cultivo da terra, a coleta de frutos e de raízes comestíveis.

3. (Unicap) O período mais importante do desenvolvimento humano, da Pré-História propriamente dita, foi o surgimento da sociedade de classes e da propriedade privada. Assim
0 0. A primeira fase histórica, para a formação de uma sociedade de classe, correspondeu à fixação nos vales férteis dos rios à domesticação das plantas e dos animais.
1 1. O excedente da produção, no final do Neolítico, gerou a divisão das classes.
2 2. A acumulação do excedente produzido cria uma camada privilegiada, que se apodera das melhores terras, criando a divisão das classes.
3 3. A Idade dos Metais, com o comércio, as guerras e a escravidão, consolida a divisão da sociedade em classes diferenciadas.
4 4. Ao lado da escravidão, outras atividades se desenvolvem na Idade dos Metais: o artesanato, por exemplo, que gera a classe do artesão escravo.

4. (Covest) “Toda riqueza provém do trabalho. A natureza proporcionou os materiais que o trabalho transforma em riqueza” (F. Engels). A partir da citação acima, assinale as alternativas corretas e incorretas.
Esta questão refere-se à relação entre a transformação do modo de produção primitivo e o surgimento de classes.
0 0. O aumento da produção dos excedentes permitiu a acumulação de riqueza nas mãos de alguns elementos do grupo.
1 1. Com a produção de excedente, surgiu uma sociedade baseada na propriedade coletiva dos bens.
2 2. A propriedade privada acarretou a formação de classes sociais e, consequentemente, do Estado.
3 3. As relações sociais atingiram um nível diferente com a evolução da economia, modificando até mesmo os papéis entre o homem e a mulher.
4 4. A deteriorização do período neolítico culminou com diferentes relações de propriedade, que permitiram classificar o período seguinte de Revolução Neolítica.

5. (Covest) Apesar de sua importância para a compreensão da evolução do homem, o período que se denomina de Pré-História, abrangendo 99,6% da História da Humanidade, era, até os fins do século passado, pouco conhecido. Esse desconhecimento revela:

0 0. Os preconceitos que dominavam a historiografia a respeito de povos “sem civilização”.
1 1. A influência da Igreja, que condenava os estudos que questionassem as informações bíblicas.
2 2. O baixo nível das técnicas de investigação.
3 3. A preocupação de se trabalhar fundamentalmente com dados materiais.
4 4. O desprezo por tudo que não se caracteriza como nitidamente europeu.

6. (Unicap) Para caracterizar a formação das comunidades primitivas, temos que entender a complexidade da Revolução Neolítica.
0 0. Foi de grande importância o domínio do homem sobre a natureza.
1 1. Na bacia do mar Mediterrâneo, na Ásia Menor e na Índia, predominou o cultivo da uva, do trigo e da aveia.
2 2. Conquanto a agricultura se caracteriza pela subsistência, já era possível a existência de um excedente.
3 3. No Neolítico, os homens já se encontravam organizados em tribos, substituindo as hordas e os bandos.
4 4. Os vales aluviais davam aos homens a vantagem de não sofrerem ação das cheias periódicas.

7. (Covest) Resolva a questão, considerando as revelações feitas pela Ciência em relação à trajetória humana na fase pré-histórica.

0 0. O desenvolvimento gradativo do cérebro permitiu a invenção de ferramentas e garantiu a criação da cultura.
1 1. A linguagem articulada facilitou a transmissão dos conhecimentos de geração a geração, formando o legado social da humanidade.
2 2. A posição erecta e a linguagem articulada acentuam a humanização e só começam a aparecer com o Homem de Neanderthal.
3 3. O enterramento dos mortos, com seus objetos pessoais, demonstram preocupações com o além e só ocorre com o Homo Sapiens.
4 4. A fabricação do fogo permitiu ao homem a libertação do controle exercido pelo clima e impulsionou seu deslocamento por várias regiões.

8. (Covest) Dentre as alternativas abaixo, uma apresenta fatores que marcaram a Revolução Neolítica e modificaram a economia coletiva. Assinale-a:
a) A domesticação dos animais e a agricultura.
b) A pintura e a escultura como manifestações artísticas.
c) A utilização do fogo de forma racional e o aperfeiçoamento dos instrumentos de trabalho.
d) A agricultura e o aperfeiçoamento dos instrumentos utilizados na caça.
e) A utilização da roda e o surgimento da propriedade privada.

9. (Covest) O homem percorreu um longo caminho até atingir sua forma atual – a do Homo Sapiens – e manifestar vida sob forma de cultura. Indique os fatores que possibilitaram a sua existência como ser histórico.
0 0. Os homínidas sofreram modificações corporais que lhes permitiram maior interferência no espaço físico.
1 1. A utilização da técnica possibilitou a confecção das ferramentas, que são o prolongamento do seu corpo.
2 2. A capacidade de decidir sobre a vida – considerando o aqui (espaço) e o agora (tempo) – incrementou o processo civilizatório.
3 3. A liberação do polegar do restante dos dedos possibilitou ao homem manipular melhor os objetos.
4 4. A adaptação do homem à natureza é um sinal de sua humanização.

10. (Unicap) “Diferentemente das outras espécies animais, o homem possui poucas defesas corporais para enfrentar as condições do meio ambiente. Essa deficiência física, aliada a um cérebro complexo, permite ao homem grandes quantidades de movimentos e capacidade para criar seu equipamento material”.
Deste texto da História das Sociedades, podemos concluir:
0 0. O homem, pela sua capacidade física, conseguiu dominar a natureza.
1 1. A cultura humana não é hereditária, o conhecimento humano é um legado social.
2 2. O homem é a única espécie animal que possui técnica para transformar a natureza.
3 3. A produção de alimentos (agricultura) provoca uma profunda modificação física e biológica no homem.
4 4. Com a economia produtora, o homem tinha o controle de sua sobrevivência, embora não possuísse ainda o poder de previsão da produção.

GABARITO DO SIMULADO DE HISTÓRIA (29 de Setembro)


01 – A
02 – D
03 – C
04 – D
05 – B
06 – C
07 – E
08 – C
09 – A
10 – D

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

11 DE SETEMBRO...DIA TRISTE ?


O império é atacado....

Uma das mais ousadas e cruéis ações terroristas de toda a História aconteceu m 11 de setembro de 2001. Nesse dia, o mundo inteiro parou perplexo para acompanhar o ataque que pôs abaixo um dos símbolos do poderio econômico norte americano: as torres gêmeas do World Trade Center (WTC). Pelo local costumavam transitar cerca de 200 mil pessoas, 50 mil dos quais trabalhadores. O WTC tinha, no subterrâneo, um dos grandes entroncamentos de trens urbanos da cidade de Nova York.
Momentos mais tarde, em Washington, o Pentágono, Sede do Ministério da Defesa e do Comando das Forças Armadas dos Estados Unidos, também era atacado.

GABARITO DA PROVA DE SOCIOLOGIA II UNIDADE(11/09)


01 - B

02 - A ou D

03 - B

04 a 10 - QUESTÕES ABERTAS

11 - C

12 - E

13 - B

14 - D

15 - A

Estarei lá


sábado, 30 de agosto de 2008

Barroco Brasileiro e suas influências


1-Introdução

Barroco, período que sucedeu o Renascimento, do final do século XVI ao final do século XVII, estendendo-se a todas as manifestações culturais e artísticas européias e latino-americanas. O barroco foi anunciado pelo maneirismo e se extinguiu no rococó, um barroco exagerado e exuberante, considerado por muitos críticos a decadência do movimento.
Sob o ponto de vista estético, o barroco revela a busca da novidade e da surpresa; o gosto pela dificuldade, vinculado com a idéia de que se nada é estável tudo deve ser decifrado; a tendência ao artifício e ao engenho; a noção de que no inacabado reside o ideal supremo de uma obra artística. A literatura barroca se caracteriza pelo uso da linguagem dramática expressa no exagero de hipérboles, metáforas, anacolutos e antíteses (ver Figuras de linguagem).

2-Contexto Histórico

O termo Barroco é usado para designar o estilo que, partindo das artes plásticas, teve seu apogeu literário no século XVII, prolongando-se até meados do século XVIII.
Devido a razões essencialmente didáticas, costuma-se delimitar este movimento, no Brasil, entre 1601 e 1768:
· 1601:publicação de Prosopopéia, de Bento Teixeira pinto;
· 1768:publicação das Obras poéticas, de Cáudio Manuel da Costa, que assinala o início do Arcadismo no Brasil.
· A Reforma
Da Idade Média até o Renascimento, a igreja exerceu destacada ação política, social e econômica.
Isto fez com que alguns dos seus elementos – ou que nela se infiltraram não por motivos puramente religiosos, mas pelo desejo de participar do status alcançado através da atuação clerical – vivessem como senhores nobres ou como pecadores contumazes, contrariando os ideais de humildade e simplicidade de doutrina cristã.
Esta situação propiciou uma cisão no seio da Igreja, concretizada pela Reforma Protestante de Martinho Lutero, iniciada em 1517, seguida da adesão de João Calvino, em 1532.
Os reformadores, Lutero na Alemanha e Calvino na França, reivindicaram a reaproximação da igreja do espírito cristianismo primitivo. Calvino difunde a idéia de que todos os fiéis podem ter acesso ao sacerdócio, inclusive as mulheres. Abole a hierarquia e institui os pastores como ministros das igrejas, aos quais é permitido o casamento.
Calvino prega a teoria da predestinação, afirmando que Deus concede a salvação a poucos eleitos e que o homem deve buscar o lucro por meio do trabalho e da vida regrada, identificando a ética protestante com incipiente capitalismo e tornando-a atraente.
· A Contra Reforma
Com o objetivo de eliminar os abusos que haviam afastado tantos fiéis e permitindo o êxito dos reformistas em alguns países, a Igreja organizou a Contra Reforma.Para tanto, foi convocado o Concílio de Trento(1545-1563), que deveria objetivar o estabelecimento da disciplina do clero e a reafirmação dos dogmas e crenças católicos.
A partir do Concílio de Trento, cria-se a Congregação do Índex, para censurar livros contrários à doutrina católica (Index Librorum Prohibitorum), e a Inquisição é reorganizada para o julgamento de cristãos, hereges e de judeus acusados de não seguirem a doutrina da igreja, estabelecendo-se a tortura e a pena de morte.
A tentativa de conciliar o espiritualismo medieval e o humanismo renascentista resultou numa tensão entre forças opostas:o teocentrismo e o antropocentrismo. A procura da conciliação ou do equilíbrio entre ambas equivale à procura de uma síntese que, em resumo, é o próprio estilo Barroco.

2.1-Características

1. Culto do contraste: o dualismo barroco coloca em contraste a matéria e o espírito, o bem e o mal, Deus e o diabo, o céu e a terra, a pureza e o pecado, a alegria e a tristeza, ávida e a morte, a juventude e a velhice, a claridade e a escuridão etc.
O alegre do dia entristecido,
O silêncio da noite perturbando,
O resplendor do sol todo eclipsado,
O luzente da lua desmentindo!
(Gregório de Mattos)
Observe nos versos as antíteses (dia/noite, resplendor/eclipsado) e os paradoxos (alegre/entristecido, silêncio/perturbando).

2. Consciência da transitoriedade da vida:a idéia de que o tempo tudo consome, tudo leva consigo, conduzindo irrevogavelmente à morte, reafirma os ideais de humildade e desvalorização dos bens matérias.

3. Gosto pela grandiosidade: característica comumente expressa com o auxílio de hipérboles, figura que consiste em engrandecer exageradamente algo a que estamos nos referindo:
Suspende o curso, ó Rio (...)
Pois já meu pranto inunda teus escolhos
(Gregório de Mattos)

4. Frases Interrogativas, que refletem dúvidas e incertezas:
Que amor sigo? Que busco? Que desejo?
Que enleio é este vão da fantasia?
(Francisco Rodrigues Lobo)

5. Cultismo: è o jogo de palavras, o estilo trabalhado. Predominam hipérboles, hipérbatos(isto é, alteração da ordem natural das palavras na oração ou das orações no período) e metáforas, como: diamantes significando dentes ou olhos; cristal significando água, orvalho, rio; cravo significando boca etc.

Ofendi-vos, meu deus, é bem verdade,
É verdade, Senhor, que hei delinqüido,
Delinqüido vos tenho e ofendido,
Ofendido vos tem minha maldade.
(Gregório de Mattos)

6. Conceptismo: é jogo de idéias ou conceitos, de conformidade com a técnica de argumentação. É comum o uso de antíteses, paradoxos ou juízos contrários ao senso comum. Enquanto os cultistas dirigiam-se aos sentidos, os conceptistas dirigiam-se á inteligência.

2.2-Principais autores, principais obras

Gregório de Mattos
Com exceção de Gregório de Mattos, nenhum outro escritor se destacou no Barroco brasileiro. O padre Antônio Vieira, embora tenha escrito boa parte de sua obra no Brasil, pertence mais à literatura portuguesa do que à nossa.
Refletindo o dualismo barroco, ora demonstrava a versão que sentia pelo clero, ora relevava em seus poemas uma profunda devoção ás coisas sagradas, ora escrevia versos pornográficos e sensuais.
Cursou leis em Coimbra, época de suas leituras de Gôngora e Quevedo, poetas espanhóis dos quais revela nítidas influências, além de Camões.
Graças à linguagem maliciosa e ferina com que criticava pessoas e instituições da época (não dispensando palavras de baixo calão), recebeu o apelido de Boca do Inferno, tendo de exilar-se por algum tempo em Angola, perseguido pelo filho do governador Antônio da Câmara Coutinho (vítima de suas sátiras).
Sua obra costuma ser dividida em:

Poesia lírico-amorosa:
Ontem quando te vi, meu doce emprego,
Tão perdido fiquei por ti, meu bem,
Que parece este amor nasce, de quem
Por amar-te já vive sem sossego.

Poesia religiosa:
Estou. Senhor, da vossa mão tocado,
E este toque em flagelo desmentido
Era à vossa justiça tão devido,
Quão merecido foi o meu pecado.

Poesia satírica:
Ilustre, e reverendo Frei Lourenço,
Quem vos disse que um burro tão imenso,
Siso em agraz, miolos de pateta
Pode meter-se em réstia de poeta?

A poesia lírico-amorosa de Gregório de Mattos ora celebra o sensualismo africano, ora o erotismo nativista, ora vincula-se à tração do homem diante da divindade e a consciência da fragilidade e da pequenez dos mortais.
Não publicou em vida nenhuma edição de sua obra, o que deixa dúvidas sobre a autencidade de muitos textos a ele atribuídos.
Gregório de Mattos e Guerra nasceu em Salvador (Bahia) em 1633 e morreu em Recife (Pernambuco) em 1695.

Padre Antônio Vieira
Foi o maior pregador do seu tempo, defensor dos negros e dos índios – sobretudo dos índios – e dos cristãos-novos (judeus convertidos). A defesa dos cristãos-novos e sua fidelidade ao rei d.João IV valeram-lhe o ódio da Iquisição. Após a morte do seu protetor, d.João IV, a Inquisição processou-o por opiniões heréticas. Durante algum tempo foi imposto a ele o internamento em uma casa jesuítica e o impedimento de pregar. Anistiado por d.Pedro, regressou ao Brasil em 1681.
Sua obra compreende:
· Obras de profecia:Histórias do futuro; Esperanças de Portugal
· Sermões, entre os quais se destacam: Sermão da sexagésima (sobre a arte de pregar); Sermão pelo Bom sucesso das armas (por ocasião da invasão holandesa, em 1640); Sermão de Santo Antônio( ou Sermão dos peixes, em defesa do índio escravisado.
O Padre Antônio Vieira nasceu em Lisboa (Portugal) em 1608 e morreu em Salvador (Bahia) em 1697.

3-Conclusão

O Período Barroco foi marcado pela força da Igreja exercendo um poder político, social e econômico tornando os elementos da sociedade enfraquecidos, estendeu-se a todas as manifestações culturais e artísticas européias e latino-americanas. O termo Barroco é usado para designar o estilo que, partindo as artes plásticas, teve seu apogeu literário no século XVII, prolongando-se ate meados do século XVIII.
Devido a razoes essencialmente didáticas, costuma se delimitar este movimento, no Brasil, entre 1601 e 1768.

4-Referências Bibliográficas
Português, editora Ática, Maia; João Domingues, 2000.
Enciclopédia Microsoft Encarta

EM TEMPO DE ELEIÇÕES...


QUESTÃO DE HISTÓRIA DA SEMANA


" Na Europa, nos séculos XIV e XV, vemos eclodir e prolongar-se uma crise da sociedade feudal. Não a última. Ainda que o declinar do mundo feudal dure relativamente menos tempo que o do mundo antigo, ocupa, não obstante, também vários séculos (XV -- XVIII), até o momento em que uma nova classe, a burguesia, persegue conscientemente sua destruição e sua substituição."

Charles Parrain

Assinale a alternativa que NÃO apresenta fator ou fatores responsáveis pela crise da sociedade feudal européia.

a) A crescente centralização do poder monárquico nas mãos dos reis, em contrapartida ao poder dos senhores feudais.

b) A retração econômica e a crise demográfica, resultantes da diminuição da produtividade do solo.

c) Os valores cristãos e o sucesso das cruzadas em prolongar e expandir o modelo de sociedade feudal pelo Oriente.

d) uma série de insurreições camponesas, como, por exemplo, Jacqueries, na França.

e) a transformação gradual das relações servis de produção, em relações assalariadas.


Resp.: C