
sábado, 30 de agosto de 2008
QUESTÃO DE HISTÓRIA DA SEMANA

" Na Europa, nos séculos XIV e XV, vemos eclodir e prolongar-se uma crise da sociedade feudal. Não a última. Ainda que o declinar do mundo feudal dure relativamente menos tempo que o do mundo antigo, ocupa, não obstante, também vários séculos (XV -- XVIII), até o momento em que uma nova classe, a burguesia, persegue conscientemente sua destruição e sua substituição."
Charles Parrain
Assinale a alternativa que NÃO apresenta fator ou fatores responsáveis pela crise da sociedade feudal européia.
a) A crescente centralização do poder monárquico nas mãos dos reis, em contrapartida ao poder dos senhores feudais.
b) A retração econômica e a crise demográfica, resultantes da diminuição da produtividade do solo.
c) Os valores cristãos e o sucesso das cruzadas em prolongar e expandir o modelo de sociedade feudal pelo Oriente.
d) uma série de insurreições camponesas, como, por exemplo, Jacqueries, na França.
e) a transformação gradual das relações servis de produção, em relações assalariadas.
Resp.: C
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
domingo, 24 de agosto de 2008
QUESTÃO DE HISTÓRIA DA SEMANA

1. (MAPL) O legado das antigas culturas andinas, como a de Chavín, Paracas, Huari, Tiahuanaco e outras, foi o alicerce sobre o qual o império inca desenvolveu uma civilização agrária e teocrática que, apesar de seu poderio e extensão, não conseguiu resistir ao avanço dos conquistadores espanhóis. Sobre a dominação dos povos pré-colombianos responda:
a) Com a proibição, pela Coroa, da escravidão indígena em 1542, nas regiões de mineração de prata, o trabalho escravo africano substituiu a mão-de-obra indígena a partir do final do século XVI.
b) Nas regiões de pecuária e agricultura, como o México e a do Rio da Prata, o sistema de trabalho era a "encomienda". Os índios eram repartidos entre os grandes proprietários e obrigados a trabalharem dois dias por semana em troca de um pequeno salário.
c) Na região de mineração de prata de Potosí e Zacateca, as principais formas de trabalho foram a "mita" e o "cuatequil", uma adaptação da "mita" de origem incaica. As comunidades indígenas sujeitas a este sistema eram obrigadas a fornecer, em regime rotativo, um certo número de trabalhadores para servirem aos proprietários das minas.
d) A instituição da "mita" como regime de trabalho, ao fixar as populações indígenas em suas comunidades de origem, restringindo os deslocamentos constantes do sistema de "encomiendas", contribuiu para preservar a organização social e as tradições culturais dessas populações.
e) Para atender aos interesses econômicos dos colonizadores, que necessitavam do trabalho indígena, a Coroa espanhola não chegou a legislar sobre as relações de trabalho na América, deixando que os proprietários se entendessem livremente com a mão-de-obra indígena.
a) Com a proibição, pela Coroa, da escravidão indígena em 1542, nas regiões de mineração de prata, o trabalho escravo africano substituiu a mão-de-obra indígena a partir do final do século XVI.
b) Nas regiões de pecuária e agricultura, como o México e a do Rio da Prata, o sistema de trabalho era a "encomienda". Os índios eram repartidos entre os grandes proprietários e obrigados a trabalharem dois dias por semana em troca de um pequeno salário.
c) Na região de mineração de prata de Potosí e Zacateca, as principais formas de trabalho foram a "mita" e o "cuatequil", uma adaptação da "mita" de origem incaica. As comunidades indígenas sujeitas a este sistema eram obrigadas a fornecer, em regime rotativo, um certo número de trabalhadores para servirem aos proprietários das minas.
d) A instituição da "mita" como regime de trabalho, ao fixar as populações indígenas em suas comunidades de origem, restringindo os deslocamentos constantes do sistema de "encomiendas", contribuiu para preservar a organização social e as tradições culturais dessas populações.
e) Para atender aos interesses econômicos dos colonizadores, que necessitavam do trabalho indígena, a Coroa espanhola não chegou a legislar sobre as relações de trabalho na América, deixando que os proprietários se entendessem livremente com a mão-de-obra indígena.
Resp.: "C"
domingo, 17 de agosto de 2008
QUESTÃO DE HISTÓRIA DA SEMANA

Em sua obra O Abolicionismo pernambucano, Joaquim Nabuco afirma:
“Para nós a raça negra é um elemento de considerável importância nacional, estreitamente ligada por infinitas relações orgânicas à nossa constituição, parte integrante do povo brazileiro. Por outro lado, a emancipação não significa tão somente o termo da injustiça de que o escravo é martyr, mas também a eliminação simultânea dos dois typos contrários, e no fundo os mesmos: o escravo e o senhor.”
(NABUCO, Joaquim. O Abolicionismo. Edição fac-similar.
Recife. Fundação Joaquim Nabuco. Ed. Massangana. 1988. p. 20)
Em relação à condição do negro na sociedade brasileira, é correto afirmar que:
A) a abolição representou uma perda total da mão-de-obra pelos antigos senhores.
B) o fim da escravidão possibilitou ao negro liberto a integração no mercado de trabalho e o livre acesso à terra.
C) as Sociedades Libertadoras tinham como objetivo principal promover a integração do ex-escravo na sociedade, garantindo-lhe os direitos de cidadania.
D) a diferença entre o processo abolicionista ocorrido nos Estados Unidos da América e o ocorrido no Brasil foi a ausência de preconceito racial em nosso país.
E) o negro livre permaneceu à margem do universo cultural estabelecido por uma sociedade regida pelo branco e continuou sujeito ao preconceito e a novos mecanismos de controle social.
“Para nós a raça negra é um elemento de considerável importância nacional, estreitamente ligada por infinitas relações orgânicas à nossa constituição, parte integrante do povo brazileiro. Por outro lado, a emancipação não significa tão somente o termo da injustiça de que o escravo é martyr, mas também a eliminação simultânea dos dois typos contrários, e no fundo os mesmos: o escravo e o senhor.”
(NABUCO, Joaquim. O Abolicionismo. Edição fac-similar.
Recife. Fundação Joaquim Nabuco. Ed. Massangana. 1988. p. 20)
Em relação à condição do negro na sociedade brasileira, é correto afirmar que:
A) a abolição representou uma perda total da mão-de-obra pelos antigos senhores.
B) o fim da escravidão possibilitou ao negro liberto a integração no mercado de trabalho e o livre acesso à terra.
C) as Sociedades Libertadoras tinham como objetivo principal promover a integração do ex-escravo na sociedade, garantindo-lhe os direitos de cidadania.
D) a diferença entre o processo abolicionista ocorrido nos Estados Unidos da América e o ocorrido no Brasil foi a ausência de preconceito racial em nosso país.
E) o negro livre permaneceu à margem do universo cultural estabelecido por uma sociedade regida pelo branco e continuou sujeito ao preconceito e a novos mecanismos de controle social.
Resp.: "E"
ORDEM DE APRESENTAÇÃO DOS TRABALHOS DE SOCIOLOGIA DO 2º ANO

para os dias 19 e 22/08
1 – ISABELLA, LAÍS, LORENA E NAYARA
2 – MARCEL, MAYARA E TAYLAN
3 – JIMMY E ANDRÉ LUIZ
4 – LORRAYNE, PRISCILLA, ANDRESSA(?) E CYNTIA(?)
5 – MAYARA MACABIRA E MAÍRA
6 – AMANDA, BEATRIZ, JULLYANA, LUCAS E RAISSA.
7 – ALANE, ANA RAFAELA, ERICK, MARINA E PALOMA
8 – DÉBORAH, ILANA, IRENIRA E SORAIA.
9 – BRENO, FELIPE, GUILERME, IVAN E TIAGO
10 – CAROLINA, CLARISSA, FRANCIELLE E LETÍCIA
11 – BÁRBARA, CAROL, FÚLVIO E MATEUS
12 – ALLAN, DANIEL, IAGO, PAULO E PEDRO
13 – INGRID, JÚLIA, MANUELLA, MAYARA PINTO E MICHELLANE
14 – THULIO, JOÃO VICTOR, FÚLVIO(?), RAFAEL E LUAN
1 – ISABELLA, LAÍS, LORENA E NAYARA
2 – MARCEL, MAYARA E TAYLAN
3 – JIMMY E ANDRÉ LUIZ
4 – LORRAYNE, PRISCILLA, ANDRESSA(?) E CYNTIA(?)
5 – MAYARA MACABIRA E MAÍRA
6 – AMANDA, BEATRIZ, JULLYANA, LUCAS E RAISSA.
7 – ALANE, ANA RAFAELA, ERICK, MARINA E PALOMA
8 – DÉBORAH, ILANA, IRENIRA E SORAIA.
9 – BRENO, FELIPE, GUILERME, IVAN E TIAGO
10 – CAROLINA, CLARISSA, FRANCIELLE E LETÍCIA
11 – BÁRBARA, CAROL, FÚLVIO E MATEUS
12 – ALLAN, DANIEL, IAGO, PAULO E PEDRO
13 – INGRID, JÚLIA, MANUELLA, MAYARA PINTO E MICHELLANE
14 – THULIO, JOÃO VICTOR, FÚLVIO(?), RAFAEL E LUAN
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
GABARITO DA PROVA DA II UNIDADE(15/08)
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
CHINA

Nome Oficial: República Popular da China
Capital: Pequim
Idioma: mandarim e dialetos regionais
Religião: ateísmo(74%), crenças populares(20%), budismo(6%) e islamismo(2,4%)
Moeda: iuanÁrea total: 9.536.499km²População: 1,2 bilhão de habitantes
Cidades principais: Xangai, Pequim, Tianjin, Shenyang
50 anos de comunismo
Em 1989 estudantes chineses que exigiam mais liberdadeforam violentamente reprimidos pelo exército. Era o sinalde que a democracia não teria vez na terra de Mao Tsé-tung
Donos de uma tradição cultural milenar, os chineses foram dominados pelas potências européias e pelo Japão até o início do século XX. Em 1910 as coisas começaram a mudar. Nacionalistas liderados por Sun Yat-sen promoveram uma rebelião que derrubou a monarquia aliada aos estrangeiros e estabeleceram a República. No entanto, as divergências e rivalidades entre os chefes regionais influenciados pela herança feudal impediram o surgimento de uma república autônoma e moderna e o país se dividiu mais uma vez. Em 1921 nasceu o Partido Comunista Chinês (PCCh) que imediatamente lançou uma campanha militar contra os chefes regionais chamados de "senhores da guerra". Logo depois, eles aliaram-se ao Kuomitang, partido de cunho nacionalista. Mas em 1927 o líder desse partido, general Chiang-Kai-shek, rompe a aliança e massacra milhares de operários comunistas em Xangai. Inicia aí uma guerra civil que se arrastou por 22 anos. Derrotados no sul do país, os comunistas, liderados por Mao Tsé-tung (foto ao lado), começam a Grande Marcha em direção ao norte. Ali organizam uma República Vermelha, resistindo aos ataques do Kuomitang e, ao mesmo tempo, lutando contra a ocupação japonesa que se fez a partir de 1937. Motivados pelo avanço japonês, o Kuomitang e o Partido Comunista são obrigados a um novo acordo para a expulsão dos invasores. Com a rendição japonesa aos aliados no final da Segunda Guerra Mundial termina a aliança entre os dois partidos e reinicia a guerra civil. Os comunistas recebem ajuda da União Soviética e os nacionalista são auxiliados pelos EUA. No dia 1º de outubro de 1949 os comunistas entram em Pequim e proclamam a República Popular da China. Chiang Kai-shek foge para a Ilha de Formosa (Taiwan) e lá instala a República da China que recebe grande apoio americano. O novo governo chinês implanta uma radical reforma agrária, abole os privilégios feudais, torna a educação obrigatória e cria as bases para uma rápida industrialização. Incialmente os chineses seguem as linhas gerais adotadas pela União Soviética, consideradas adequadas a todos os países socialistas. No início da década de 50 a Revolução Chinesa começa a seguir caminhos próprios justificados pelo fato de a China ser de origem camponesa. Em 1958, Mao Tsé-tung lançou um ambicioso projeto denominado "grande salto para a frente". A intenção era formar um parque industrial amplo e diversificado. Para que se tenha uma idéia do significado do novo plano é interessante realizar uma comparação. O relatório do PC chinês em 1956 afirmava: "Devemos em três qüinqüênios ter constituído, em seus aspectos essenciais, um sistema industrial completo". Menos de dois anos após, afirmava: "Recuperaremos em três anos de duro trabalho todo o atraso da China". No ano de 1961 os projetos de industrialização rápida entraram em colapso e, devido a atritos com a União Soviética, foram retirados do país os técnicos soviéticos. Em 1966 começa um período de grande instabilidade política conhecido como Revolução Cultural. Mao Tsé-tung, frente a progressiva perda de controle sobre o Partido Comunista, estimula principlamente os jovens e o exército contra seus adversários internos. A Revolução Cultural foi ao mesmo tempo um extraordinário esforço de transformação ideológica e uma violenta e gigantesca depuração partidária, mexendo com toda a estrutura política do país durante 10 anos. Com a morte de Chu En-lai (ministro das Relações Exteriores) e de Mao Tse-tung, em 1976, inicia um processo de "desmaoização", em que as idéias e os adeptos da Revolução Cultural foram sendo afastados. Deflagrou-se um grande expurgo nos quadros partidários e do governo. A nova liderança do Partido Comunista pôs em prática um novo plano de reorganização política e econômica da China e aprovou uma nova constituição, um novo plano decenal e um novo hino nacional. O desenvolvimento da economia chinesa se acelerou quando o governo comunista decidiu abri-la às nações capitalista. Esse processo de abertura econômica, porém, não trouxe junto uma abertura política como se verificou na Europa. Em 1989, estudantes chineses que exigiam mais liberdade na Praça da Paz Celestial foram violentamente reprimidos pelo exército vermelho. Era um aviso que os ventos de democracia que sopravam pelo mundo não teriam vez na terra de Mao Tsé-tung.
50 anos de comunismo
Em 1989 estudantes chineses que exigiam mais liberdadeforam violentamente reprimidos pelo exército. Era o sinalde que a democracia não teria vez na terra de Mao Tsé-tung
Donos de uma tradição cultural milenar, os chineses foram dominados pelas potências européias e pelo Japão até o início do século XX. Em 1910 as coisas começaram a mudar. Nacionalistas liderados por Sun Yat-sen promoveram uma rebelião que derrubou a monarquia aliada aos estrangeiros e estabeleceram a República. No entanto, as divergências e rivalidades entre os chefes regionais influenciados pela herança feudal impediram o surgimento de uma república autônoma e moderna e o país se dividiu mais uma vez. Em 1921 nasceu o Partido Comunista Chinês (PCCh) que imediatamente lançou uma campanha militar contra os chefes regionais chamados de "senhores da guerra". Logo depois, eles aliaram-se ao Kuomitang, partido de cunho nacionalista. Mas em 1927 o líder desse partido, general Chiang-Kai-shek, rompe a aliança e massacra milhares de operários comunistas em Xangai. Inicia aí uma guerra civil que se arrastou por 22 anos. Derrotados no sul do país, os comunistas, liderados por Mao Tsé-tung (foto ao lado), começam a Grande Marcha em direção ao norte. Ali organizam uma República Vermelha, resistindo aos ataques do Kuomitang e, ao mesmo tempo, lutando contra a ocupação japonesa que se fez a partir de 1937. Motivados pelo avanço japonês, o Kuomitang e o Partido Comunista são obrigados a um novo acordo para a expulsão dos invasores. Com a rendição japonesa aos aliados no final da Segunda Guerra Mundial termina a aliança entre os dois partidos e reinicia a guerra civil. Os comunistas recebem ajuda da União Soviética e os nacionalista são auxiliados pelos EUA. No dia 1º de outubro de 1949 os comunistas entram em Pequim e proclamam a República Popular da China. Chiang Kai-shek foge para a Ilha de Formosa (Taiwan) e lá instala a República da China que recebe grande apoio americano. O novo governo chinês implanta uma radical reforma agrária, abole os privilégios feudais, torna a educação obrigatória e cria as bases para uma rápida industrialização. Incialmente os chineses seguem as linhas gerais adotadas pela União Soviética, consideradas adequadas a todos os países socialistas. No início da década de 50 a Revolução Chinesa começa a seguir caminhos próprios justificados pelo fato de a China ser de origem camponesa. Em 1958, Mao Tsé-tung lançou um ambicioso projeto denominado "grande salto para a frente". A intenção era formar um parque industrial amplo e diversificado. Para que se tenha uma idéia do significado do novo plano é interessante realizar uma comparação. O relatório do PC chinês em 1956 afirmava: "Devemos em três qüinqüênios ter constituído, em seus aspectos essenciais, um sistema industrial completo". Menos de dois anos após, afirmava: "Recuperaremos em três anos de duro trabalho todo o atraso da China". No ano de 1961 os projetos de industrialização rápida entraram em colapso e, devido a atritos com a União Soviética, foram retirados do país os técnicos soviéticos. Em 1966 começa um período de grande instabilidade política conhecido como Revolução Cultural. Mao Tsé-tung, frente a progressiva perda de controle sobre o Partido Comunista, estimula principlamente os jovens e o exército contra seus adversários internos. A Revolução Cultural foi ao mesmo tempo um extraordinário esforço de transformação ideológica e uma violenta e gigantesca depuração partidária, mexendo com toda a estrutura política do país durante 10 anos. Com a morte de Chu En-lai (ministro das Relações Exteriores) e de Mao Tse-tung, em 1976, inicia um processo de "desmaoização", em que as idéias e os adeptos da Revolução Cultural foram sendo afastados. Deflagrou-se um grande expurgo nos quadros partidários e do governo. A nova liderança do Partido Comunista pôs em prática um novo plano de reorganização política e econômica da China e aprovou uma nova constituição, um novo plano decenal e um novo hino nacional. O desenvolvimento da economia chinesa se acelerou quando o governo comunista decidiu abri-la às nações capitalista. Esse processo de abertura econômica, porém, não trouxe junto uma abertura política como se verificou na Europa. Em 1989, estudantes chineses que exigiam mais liberdade na Praça da Paz Celestial foram violentamente reprimidos pelo exército vermelho. Era um aviso que os ventos de democracia que sopravam pelo mundo não teriam vez na terra de Mao Tsé-tung.
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
QUESTÃO DE HISTÓRIA DA SEMANA

"O espaço fechado e o calor do clima, a juntar ao número de pessoas que iam no barco, tão cheio que cada um de nós mal tinha espaço para se virar, quase nos sufocavam. Esta situação fazia-nos transpirar muito, e pouco depois o ar ficava impróprio para respirar, com uma série de cheiros repugnantes, e atingia os escravos como uma doença, da qual muitos morriam". Relato do escravo Olaudah Equiano. Apud ILIFFE, J., Os africanos. História dum continente. Lisboa, Terramar, 1999, p. 179. A respeito do tráfico negreiro, é correto afirmar:
a) Foi praticado exclusivamente pelos portugueses que obtiveram o direito de asiento, ou seja, direito ao fornecimento de escravos às plantações tropicais e às minas da América espanhola e anglo-saxã.
b) Tornou-se uma atividade extraordinariamente lucrativa e decisiva no processo de acumulação primitiva de capitais que levou ao surgimento da sociedade industrial.
c) Foi combatido pelos holandeses à época de sua instalação em Pernambuco, o que provocou a revolta da população luso-brasileira em meados do século XVII.
d) Tornou-se alvo de divergências entre dominicanos, que defendiam o tráfico e a escravidão dos africanos, e os jesuítas, contrários tanto ao tráfico quanto à escravidão.
e) O aperfeiçoamento do transporte registrado no século XIX visava diminuir a mortandade dos escravos durante a travessia do Atlântico, atenuava as críticas ao tráfico e ainda ampliava a margem de lucros.
Resposta: B
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